{"id":22398,"date":"2009-01-19T17:52:26","date_gmt":"2009-01-19T17:52:26","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22398"},"modified":"2009-01-19T17:52:26","modified_gmt":"2009-01-19T17:52:26","slug":"sem-metas-para-instalacao-de-psts-nem-backhaul-tarifas-ficam-desequilibradas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22398","title":{"rendered":"Sem metas para instala\u00e7\u00e3o de PSTs nem backhaul, tarifas ficam desequilibradas"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><a name=\"lblTitulo\" title=\"lblTitulo\"><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">Muito se fala do equil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro do contrato de concess&atilde;o, especialmente nos momentos em que o governo estuda a imposi&ccedil;&atilde;o de novas obriga&ccedil;&otilde;es &agrave;s concession&aacute;rias. De fato, h&aacute; uma previs&atilde;o contratual de que as companhias n&atilde;o s&atilde;o obrigadas a arcar com obriga&ccedil;&otilde;es que ultrapassem a remunera&ccedil;&atilde;o obtida com a licen&ccedil;a de STFC [telefonia fixa]. O que nem sempre &eacute; lembrado &eacute; que este equil&iacute;brio tem m&atilde;o dupla e a Uni&atilde;o tamb&eacute;m pode mexer nas tarifas caso a concess&atilde;o esteja dando mais retorno do que o necess&aacute;rio para a opera&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o e cumprimento das metas, salvaguardada a remunera&ccedil;&atilde;o justa &agrave;s empresas. <\/p>\n<p>Dentro desta l&oacute;gica, a liminar conseguida em novembro pela associa&ccedil;&atilde;o de defesa dos consumidores Pro Teste acabou criando uma situa&ccedil;&atilde;o um tanto inusitada no setor. H&aacute; pelo menos dois meses, as concession&aacute;rias est&atilde;o praticando uma tarifa ajustada para um conjunto de metas de universaliza&ccedil;&atilde;o, sendo que uma das obriga&ccedil;&otilde;es est&aacute; suspensa pela liminar que invalidou provisoriamente a vig&ecirc;ncia da implanta&ccedil;&atilde;o do backhaul. <\/p>\n<p>Essa situa&ccedil;&atilde;o, em princ&iacute;pio, exigiria uma revis&atilde;o tarif&aacute;ria seguindo o mesmo esp&iacute;rito do equil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro do contrato t&atilde;o invocado pelas empresas. Mas, neste caso, a revis&atilde;o seria para reduzir a tarifa cobrada dos clientes do STFC, mesmo que a mudan&ccedil;a seja provis&oacute;ria. Este aspecto, inclusive, &eacute; a base da a&ccedil;&atilde;o apresentada pela Pro Teste e que gerou a liminar. A associa&ccedil;&atilde;o defende no processo o fim das metas de universaliza&ccedil;&atilde;o para que as tarifas possam ser reduzidas, permitindo aos consumidores o real acesso &agrave;s telecomunica&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>A suposta necessidade de revis&atilde;o das tarifas est&aacute; no fato de que, com a liminar, n&atilde;o existe na pr&aacute;tica nem a obriga&ccedil;&atilde;o de implanta&ccedil;&atilde;o dos Postos de Servi&ccedil;o de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (PSTs) nem do backhaul, que substituiu essa exig&ecirc;ncia no Plano Geral de Metas de Universaliza&ccedil;&atilde;o (PGMU). Com a edi&ccedil;&atilde;o do Decreto 6.424\/2008, a meta de instala&ccedil;&atilde;o dos PSTs deixou de existir, colocando em seu lugar a amplia&ccedil;&atilde;o da infraestrutura de banda larga. A liminar, por sua vez, n&atilde;o invalidou o decreto, mas suspendeu a vig&ecirc;ncia dos aditivos contratuais que efetivavam a inclus&atilde;o do backhaul como meta de universaliza&ccedil;&atilde;o. Assim, nenhuma das duas metas est&aacute; efetivamente em vigor. <\/p>\n<p><strong>Reajuste extraordin&aacute;rio <\/strong><\/p>\n<p>Um outro aspecto sobre o eventual desequil&iacute;brio do contrato em desfavor &agrave; Uni&atilde;o &eacute; que, desde 2003, a meta dos PSTs deixou de ser uma exig&ecirc;ncia. Isso porque o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, no processo de negocia&ccedil;&atilde;o da troca de obriga&ccedil;&atilde;o, suspendeu sucessivamente a necessidade de cumprimento desta meta. Sendo assim, &eacute; poss&iacute;vel avaliar que, desde 2003, as tarifas poderiam ter sido revistas pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) em um reajuste extraordin&aacute;rio para alinhar a receita das empresas a real necessidade de recursos para o cumprimento do PGMU. <\/p>\n<p>Os reajustes extraordin&aacute;rios, em geral, podem ser provocados pelas partes contratuais, no caso em quest&atilde;o pela Anatel ou pelas concession&aacute;rias do STFC. Em comum a todos os setores regulados est&aacute; a necessidade de comprova&ccedil;&atilde;o de exist&ecirc;ncia de um desequil&iacute;brio no contrato de concess&atilde;o que exija a revis&atilde;o das tarifas cobradas da popula&ccedil;&atilde;o. Em princ&iacute;pio, n&atilde;o h&aacute; ind&iacute;cios de que a Anatel tenha iniciado um processo deste tipo por conta da vig&ecirc;ncia parcial do PGMU. <\/p>\n<p>Fora das rela&ccedil;&otilde;es contratuais entre a Uni&atilde;o e as concession&aacute;rias, o Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU) pode provocar uma revis&atilde;o desta natureza. Uma das atribui&ccedil;&otilde;es do tribunal &eacute; exatamente acompanhar os contratos de concess&atilde;o, com foco na prote&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio p&uacute;blico. Por ocasi&atilde;o da an&aacute;lise de adiamento da consulta p&uacute;blica de prorroga&ccedil;&atilde;o dos contratos de concess&atilde;o, este notici&aacute;rio procurou t&eacute;cnicos da Secretaria de Fiscaliza&ccedil;&atilde;o de Desestatiza&ccedil;&atilde;o (Sefid) para esclarecer a participa&ccedil;&atilde;o do TCU nessas decis&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>TCU<\/strong><\/p>\n<p>Foi esclarecida, na &eacute;poca, a necessidade de a Anatel, ao descumprir o calend&aacute;rio de revis&atilde;o previsto nos contratos, comprovar mais tarde que os termos estavam desequilibrados econ&ocirc;mica e financeiramente para proceder a revis&atilde;o fora do prazo. Os t&eacute;cnicos tamb&eacute;m ressaltaram que esta &eacute; uma pr&aacute;tica prevista e comum em outros setores, como o el&eacute;trico, que por v&aacute;rias vezes executou revis&otilde;es extraordin&aacute;rias. E que, se o TCU constatar que a Anatel n&atilde;o revisou contratos ou tarifas mesmo sabendo que os termos n&atilde;o estavam mais equilibrados, o tribunal tem atribui&ccedil;&atilde;o para investigar a conduta da ag&ecirc;ncia reguladora. <\/p>\n<p>Como o adiamento da consulta acabou sendo executado, h&aacute; a possibilidade de que o TCU analise se os contratos de concess&atilde;o est&atilde;o balanceados entre a Uni&atilde;o e as empresas. E, na falta de vig&ecirc;ncia de uma das metas de universaliza&ccedil;&atilde;o, os t&eacute;cnicos podem ainda concluir que o equil&iacute;brio necess&aacute;rio na concess&atilde;o n&atilde;o foi respeitado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muito se fala do equil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro do contrato de concess&atilde;o, especialmente nos momentos em que o governo estuda a imposi&ccedil;&atilde;o de novas obriga&ccedil;&otilde;es &agrave;s concession&aacute;rias. 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