{"id":22348,"date":"2009-01-08T16:07:48","date_gmt":"2009-01-08T16:07:48","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22348"},"modified":"2009-01-08T16:07:48","modified_gmt":"2009-01-08T16:07:48","slug":"desta-vez-sem-alarde-governo-recapitaliza-telebras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22348","title":{"rendered":"Desta vez sem alarde, governo recapitaliza Telebr\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t   <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">A id&eacute;ia de tirar a Telebr&aacute;s do arm&aacute;rio e torn&aacute;-la uma empresa ativa novamente ganhou novo f&ocirc;lego neste in&iacute;cio de ano. No fim de 2008, a estatal foi autorizada a emitir a&ccedil;&otilde;es no valor total de R$ 200 milh&otilde;es a t&iacute;tulo de aumento de capital. O aporte tem um valor simb&oacute;lico importante: com o aumento do capital da Telebr&aacute;s, o governo sinaliza o afastamento da id&eacute;ia de liquidar a estatal, como estava previsto no processo de privatiza&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Mas o governo fez mais pela empresa. Os R$ 200 milh&otilde;es revertem o patrim&ocirc;nio l&iacute;quido negativo da estatal, colocando-a de volta &agrave; ativa pelo menos do ponto de vista financeiro. Cabe ressaltar aqui que a Telebr&aacute;s jamais esteve em processo de fal&ecirc;ncia e tem um fluxo de caixa mensal resultante de acordos empresariais, embora essa remunera&ccedil;&atilde;o seja pequena. Como uma empresa de capital misto (tal qual a Petrobr&aacute;s e outras estatais), a Telebr&aacute;s n&atilde;o recebe verbas diretas da Uni&atilde;o, a n&atilde;o ser em casos extraordin&aacute;rios. <\/p>\n<p>O aporte feito agora faz parte da complexa arquitetura governamental para a cria&ccedil;&atilde;o de uma rede p&uacute;blica voltada &agrave; inclus&atilde;o digital. A mesma id&eacute;ia j&aacute; embasava um primeiro an&uacute;ncio de recapitaliza&ccedil;&atilde;o financeira na empresa feito 2007, auge das discuss&otilde;es sobre a implanta&ccedil;&atilde;o do Programa Nacional de Banda Larga, cuja primeira parte entrou em a&ccedil;&atilde;o com a troca da meta de instala&ccedil;&atilde;o de Postos de Servi&ccedil;os de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (PSTs) por backhaul a ser cumprida pelas concession&aacute;rias de telecomunica&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>Na ocasi&atilde;o, o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa, chegou a anunciar a inten&ccedil;&atilde;o do governo de usar a Telebr&aacute;s como gestora do novo backhaul, o que desencadeou uma grande valoriza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es da estatal. Pouco tempo depois, tornou-se p&uacute;blica a inten&ccedil;&atilde;o de aportar R$ 200 milh&otilde;es na empresa &#8211; por meio da Medida Provis&oacute;ria n&ordm; 405\/07 &#8211; o que fez com que a Telebr&aacute;s admitisse as inten&ccedil;&otilde;es governamentais de inclu&iacute;-la no programa de banda larga. <\/p>\n<p>A declara&ccedil;&atilde;o constou em um fato relevante datado de 21 de dezembro de 2007, onde a diretoria explicava que o aporte era destinado a &quot;investimentos no sistema de Operacionaliza&ccedil;&atilde;o do Programa de Inclus&atilde;o Digital e da Universaliza&ccedil;&atilde;o da Banda Larga no Brasil, bem como promover o restabelecimento do equil&iacute;brio econ&ocirc;mico e financeiro da companhia&quot;. <\/p>\n<p><strong>Mesmo dinheiro<\/strong> <\/p>\n<p>Os R$ 200 milh&otilde;es previstos em 2007 s&atilde;o os mesmos R$ 200 milh&otilde;es que entraram no caixa da Telebr&aacute;s neste in&iacute;cio de 2009. Durante um ano, o dinheiro permaneceu no or&ccedil;amento do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es porque a Telebr&aacute;s n&atilde;o tem como receber recursos diretos da Uni&atilde;o, estando ligada ao minist&eacute;rio. A espera era pela autoriza&ccedil;&atilde;o da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica para que o repasse fosse conclu&iacute;do, o que ocorreu apenas em 24 de dezembro de 2008. <\/p>\n<p>Apesar de ser o mesmo dinheiro, os objetivos do aporte n&atilde;o s&atilde;o mais t&atilde;o claros, pelo menos oficialmente. O fato relevante que se seguiu &agrave; autoriza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o fala da destina&ccedil;&atilde;o dos recursos. Segundo presidente da Telebr&aacute;s, Jorge da Motta e Silva, o alvo &eacute; o restabelecimento do equil&iacute;brio econ&ocirc;mico e financeiro da empresa. E apenas isso, por ora. &quot;Tenho que me ater ao fato. Projetos futuros s&atilde;o com o governo ou com o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es&quot;, afirma. <\/p>\n<p>No momento, a Telebr&aacute;s n&atilde;o tem credores efetivos, uma vez que as disputas envolvendo eventuais d&eacute;bitos da estatal ainda est&atilde;o em curso na Justi&ccedil;a. O patrim&ocirc;nio l&iacute;quido negativo deve-se ao fato de que a companhia manteve-se viva usando um saldo dispon&iacute;vel do per&iacute;odo da privatiza&ccedil;&atilde;o. Com o aporte milion&aacute;rio, a Telebr&aacute;s ajeitar&aacute; suas contas e passa a ter uma situa&ccedil;&atilde;o bem mais confort&aacute;vel. Ainda n&atilde;o est&aacute; conclu&iacute;do o balan&ccedil;o do encontro de contas que mostrar&aacute; o saldo positivo resultante dessa inje&ccedil;&atilde;o de recursos.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A id&eacute;ia de tirar a Telebr&aacute;s do arm&aacute;rio e torn&aacute;-la uma empresa ativa novamente ganhou novo f&ocirc;lego neste in&iacute;cio de ano. No fim de 2008, a estatal foi autorizada a emitir a&ccedil;&otilde;es no valor total de R$ 200 milh&otilde;es a t&iacute;tulo de aumento de capital. 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