{"id":22340,"date":"2009-01-07T16:58:14","date_gmt":"2009-01-07T16:58:14","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22340"},"modified":"2009-01-07T16:58:14","modified_gmt":"2009-01-07T16:58:14","slug":"banda-larga-pela-rede-eletrica-nao-deve-mudar-cenario-de-acesso-a-rede","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22340","title":{"rendered":"Banda larga pela rede el\u00e9trica n\u00e3o deve mudar cen\u00e1rio de acesso \u00e0 rede"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">Em 2009, o Brasil ter&aacute; banda larga pela rede el&eacute;trica. A Copel confirmou a oferta comercial da tecnologia (conhecida como PLC ou BPL) em Curitiba (PR) ainda em 2007. A AES Eletropaulo Telecom seguiu o exemplo e, no in&iacute;cio de novembro do ano passado, revelou seus planos para a cidade de S&atilde;o Paulo.<\/p>\n<p>O interesse na tecnologia &eacute; facilmente explicado por seus benef&iacute;cios. Ela dispensa cabeamento al&eacute;m dos fios de energia &ndash; o que teoricamente a tornaria dispon&iacute;vel para 98% dos lares brasileiros que contam com luz el&eacute;trica. O PLC tem potencial, inclusive, para ser um agente respons&aacute;vel para garantir a inclus&atilde;o digital em &aacute;reas de sombras de cobertura.<\/p>\n<p>E as vantagens n&atilde;o param por a&iacute;. Ao mesmo tempo em que garante a mesma taxa para download e upload, o PLC tem a facilidade de permitir acesso &agrave; internet em qualquer tomada da resid&ecirc;ncia ou empresa &ldquo;iluminada&rdquo;. O custo para os provedores &eacute;, potencialmente, menor do que as tecnologias rivais cabo e ADSL. A velocidade &eacute; um diferencial, j&aacute; que a segunda gera&ccedil;&atilde;o do PLC tem velocidade de at&eacute; 200 Mbps. No entanto, testes apontam que as taxas m&eacute;dias com novos equipamentos chegaram a 500 Mbps na camada f&iacute;sica, com promessa de subir at&eacute; 700 Mbps a 750 Mbps.<\/p>\n<p>Funcionando apenas na &uacute;ltima milha, o sinal de internet &eacute; injetado abaixo do transformador de energia at&eacute; a casa, pr&eacute;dio ou empresa que optar pelo servi&ccedil;o. Para chegar at&eacute; o poste, o sinal de comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; transportado pela rede de fibra &oacute;tica das empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o subsidi&aacute;rias ou atuam em parceria com as concession&aacute;rias de energia.<\/p>\n<p>No entanto, garantem especialistas, a banda larga pela rede el&eacute;trica n&atilde;o vai alterar drasticamente o panorama do acesso a internet. E o grande culpado por isso &eacute; o modelo de neg&oacute;cios escolhido pelas concession&aacute;rias de energia.<\/p>\n<p><strong>Modelo indireto<\/strong><\/p>\n<p>As duas empresas que revelaram seus planos indicaram, com clareza, que n&atilde;o v&atilde;o oferecer o acesso a internet diretamente para consumidores ou empresas. Tudo indica que esta ser&aacute; a t&ocirc;nica de todas as companhias. Com isso, o PLC ser&aacute; apenas mais uma tecnologia de acesso oferecida aos provedores de internet. As mesmas empresas que hoje dominam o mercado atuando com cabo ou ADSL. <\/p>\n<p>Na pr&aacute;tica, isso significa que a vantagem de pre&ccedil;o, a velocidade maior e taxas iguais de upload e download ser&atilde;o oferecidos conforme o interesse do provedor de acesso. Quem esperava que o PLC nascesse derrubando os pre&ccedil;os e trazendo mais competi&ccedil;&atilde;o a esse mercado, se enganou.<\/p>\n<p>Para Pedro Luiz de Oliveira Jatob&aacute;, presidente da Aptel (Associa&ccedil;&atilde;o de Empresas Propriet&aacute;rias de Infra-estrutura e Sistemas Privados de Telecomunica&ccedil;&otilde;es), as concession&aacute;rias de energia n&atilde;o quiseram assumir o risco de partir diretamente para o mercado. &ldquo;As empresas teriam que desenvolver um neg&oacute;cio novo do zero. Precisariam de coisas como pontos de atendimento (de SAC) e campanhas de marketing. &Eacute; outra dimens&atilde;o de atendimento para a qual elas n&atilde;o est&atilde;o preparadas&rdquo;, disse. <\/p>\n<p>Andr&eacute; Litmanowicz, s&oacute;cio da consultoria iCG e ex-presidente da Arthur D. Little, concorda. Para ele, a avers&atilde;o ao modelo direto se deve aos problemas de financiamento. &ldquo;Para ir direto ao mercado, as concession&aacute;rias precisariam de grandes investimentos, por isso optaram por fornecer a infra-estrutura, o que &eacute; natural. At&eacute; por que n&atilde;o est&aacute; claro como as ag&ecirc;ncias reguladoras agiriam com a renda oriunda do acesso &agrave; internet via PLC&rdquo;, disse.<\/p>\n<p><strong>Peso da regulamenta&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Jatob&aacute; concorda com o peso da regulamenta&ccedil;&atilde;o do setor el&eacute;trico. Segundo ele, as normas s&atilde;o especialmente r&iacute;gidas para o desenvolvimento de novos neg&oacute;cios. &ldquo;A grande limita&ccedil;&atilde;o para o PLC s&atilde;o as regras do setor. Elas j&aacute; dificultaram a implementa&ccedil;&atilde;o da rede de fibra &oacute;tica e fazem o mesmo com o PLC&rdquo;, acredita.<\/p>\n<p>O especialista aponta a quest&atilde;o da modicidade tarif&aacute;ria (garantia de que um cidad&atilde;o possa pagar &aacute;gua, luz e telecomunica&ccedil;&otilde;es recebendo um sal&aacute;rio m&iacute;nimo) como um complicador especial. &ldquo;&Eacute; invi&aacute;vel pensar em uma empresa de telefonia fixa separando completamente os seus servi&ccedil;os de banda larga. Em energia, isso &eacute; regra. Em m&eacute;dio e longo prazo, essa escolha acaba gerando um pre&ccedil;o maior para o consumidor j&aacute; que cada empresa possui infra-estrutura exclusiva&rdquo;, completou.<\/p>\n<p>Litmanowicz conta que, em 2004, come&ccedil;ou a ter reuni&otilde;es com as empresas do setor de energia para discutir a viabilidade do PLC. Ele participou de oito projetos pilotos em distribuidoras de energia e, at&eacute; o final de 2008, nenhum foi lan&ccedil;ado ao mercado. &ldquo;Na verdade&rdquo;, afirma, &ldquo;[a oferta atual] n&atilde;o foi o ideal para o mercado, mas &eacute; um bom neg&oacute;cio. &Eacute; o primeiro passo. &Eacute; muito positivo ver uma tecnologia revolucion&aacute;ria saindo do papel&rdquo;. <\/p>\n<p>Jatob&aacute; acredita que o bom desempenho do PLC pode gerar press&atilde;o para mudar o atual sistema de regulamenta&ccedil;&atilde;o do setor el&eacute;trico. &ldquo;Com o sucesso do PLC, a sociedade pode pressionar os &oacute;rg&atilde;os reguladores para flexibilizar isso. Especialmente porque, no atual modelo de infra-estrutura exclusiva, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel pensar nas redes smart grid&rdquo;, completou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2009, o Brasil ter&aacute; banda larga pela rede el&eacute;trica. A Copel confirmou a oferta comercial da tecnologia (conhecida como PLC ou BPL) em Curitiba (PR) ainda em 2007. A AES Eletropaulo Telecom seguiu o exemplo e, no in&iacute;cio de novembro do ano passado, revelou seus planos para a cidade de S&atilde;o Paulo. 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