{"id":22335,"date":"2009-01-06T15:13:28","date_gmt":"2009-01-06T15:13:28","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22335"},"modified":"2009-01-06T15:13:28","modified_gmt":"2009-01-06T15:13:28","slug":"anunciadas-medidas-para-ampliar-e-integrar-iniciativas-do-governo-federal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22335","title":{"rendered":"Anunciadas medidas para ampliar e integrar iniciativas do governo federal"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">O governo federal est&aacute; levando a s&eacute;rio e adiante a proposta de abrigar, sob um &uacute;nico guarda-chuva de regras e orienta&ccedil;&atilde;o, as redes de telecentros mantidas por diferentes &oacute;rg&atilde;os federais. E tamb&eacute;m d&aacute; sinais de que ser&atilde;o feitos esfor&ccedil;os para garantir a sustentabilidade &ndash; financeira, tecnol&oacute;gica, social &ndash; das redes de telecentros em projetos estaduais, municipais e de entidades da sociedade civil. <\/p>\n<p>Um pacote de iniciativas coordenadas para fortalecer a pol&iacute;tica de inclus&atilde;o digital no pa&iacute;s foi anunciado em novembro, pelo governo federal, durante a 7&ordf; Oficina de Inclus&atilde;o Digital, em Bel&eacute;m do Par&aacute;. A meta do programa, ainda sem nome, mas apelidado de Projeto Telecentros, &eacute; de criar 3 mil novos pontos de acesso p&uacute;blico e gratuito em 2009. <\/p>\n<p>Hoje, h&aacute; 5,1 mil pontos de acesso p&uacute;blico mapeados pelo Observat&oacute;rio Nacional de Inclus&atilde;o Digital (Onid) &ndash; o que equivale, de acordo com estimativa do pr&oacute;prio observat&oacute;rio, a 80% dos telecentros em funcionamento. Adicionar 3 mil novos pontos a esse universo, estimado em 8,5 mil, significa aumentar em 35%, somente nessa leva, a quantidade de telecentros no pa&iacute;s. Al&eacute;m disso, est&aacute; em andamento a implanta&ccedil;&atilde;o de mais 5,6 mil unidades, em todos os munic&iacute;pios, com equipamentos e conex&atilde;o doados pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, tendo como contrapartida das prefeituras as instala&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e o pagamento do monitor. <\/p>\n<p>As novas medidas atacam outro ponto cr&iacute;tico: os recursos humanos. A concess&atilde;o de cerca de 8 mil bolsas para pagar monitores, por meio do CNPq, e a cria&ccedil;&atilde;o de uma rede nacional de forma&ccedil;&atilde;o para agentes de inclus&atilde;o digital foram anunciadas por Rodrigo Assump&ccedil;&atilde;o, secret&aacute;rio adjunto da Secretaria de Log&iacute;stica e Tecnologia do Minist&eacute;rio do Planejamento, e Elisa Peixoto, assessora da Coordena&ccedil;&atilde;o de Inclus&atilde;o Digital do Gabinete Pessoal do Presidente. <\/p>\n<p>Para implantar todas essas a&ccedil;&otilde;es, a quest&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria &eacute; primordial. Fala-se em recursos de cerca de R$ 150 milh&otilde;es, ainda a serem remanejados de outras &aacute;reas e inscritos no or&ccedil;amento do pr&oacute;ximo ano. Mas ainda n&atilde;o h&aacute; previs&atilde;o no projeto de Lei Or&ccedil;ament&aacute;ria Anual (LOA) para 2009. Os coordenadores do projeto pretendem discutir com a Secretaria de Or&ccedil;amento Federal a possibilidade de inserir as verbas no or&ccedil;amento, por meio de emendas do Poder Executivo. As bolsas do CNPq tamb&eacute;m ser&atilde;o inclu&iacute;das na lei e o or&ccedil;amento do Gesac receber&aacute; um refor&ccedil;o, explica Assump&ccedil;&atilde;o. Parte do dinheiro vir&aacute; do remanejamento dos or&ccedil;amentos do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es (Minicom) do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (MCT) e de emendas de projetos de inclus&atilde;o digital propostas por parlamentares.<\/p>\n<p>A integra&ccedil;&atilde;o entre os v&aacute;rios programas do governo federal era uma demanda da sociedade civil e dos v&aacute;rios &oacute;rg&atilde;os ligados ao setor. A administra&ccedil;&atilde;o geral do projeto ser&aacute; dos minist&eacute;rios da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, das Comunica&ccedil;&otilde;es e do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o, com coordena&ccedil;&atilde;o executiva deste &uacute;ltimo. A opera&ccedil;&atilde;o executiva ficar&aacute; com o Planejamento, por meio da Secretaria de Log&iacute;stica e Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o. Ao Minicom caber&aacute; fornecer a conectividade aos 3 mil novos telecentros; ao MCT, montar as redes de qualifica&ccedil;&atilde;o dos gestores e pagar as bolsas dos monitores. Esta &uacute;ltima parte &eacute; uma das mais importantes porque, se n&atilde;o for bem executada, corre-se o risco de as comunidades n&atilde;o se apropriarem efetivamente das tecnologias. Sem isso, n&atilde;o h&aacute; inclus&atilde;o digital. <\/p>\n<p><strong>Progressos<\/strong><\/p>\n<p>O projeto, que a princ&iacute;pio agradou os representantes de organiza&ccedil;&otilde;es sociais ligadas &agrave; inclus&atilde;o digital, indica que o governo est&aacute; disposto a investir nos telecentros. E essa vontade pol&iacute;tica certamente tem muito a ver com a constata&ccedil;&atilde;o de que em outras frentes das pol&iacute;ticas de inclus&atilde;o digital j&aacute; h&aacute; progressos &ndash; mesmo com os baixos &iacute;ndices de acesso p&uacute;blico no uso da internet pelos brasileiros. A educa&ccedil;&atilde;o &eacute; um exemplo de como a inclus&atilde;o digital cresce em alguns segmentos. O Proinfo, Programa Nacional de Inform&aacute;tica na Educa&ccedil;&atilde;o, estava em 9 mil escolas em 2007. Em 2008, passou para 12 mil. Al&eacute;m disso, at&eacute; 2010, conex&otilde;es em banda larga fornecidas pelas concession&aacute;rias de telefonia fixa v&atilde;o chegar a escolas freq&uuml;entadas por 87% dos estudantes brasileiros. <\/p>\n<p>No acesso individual, embora apenas 17% dos lares brasileiros tenham conex&atilde;o &agrave; internet, a queda no pre&ccedil;o dos computadores e o programa Computador Para Todos contribu&iacute;ram para que o Brasil apare&ccedil;a, com 14 milh&otilde;es de computadores instalados, no quarto lugar do ranking mundial, atr&aacute;s apenas do Jap&atilde;o, dos Estados Unidos e da China. A queda nos pre&ccedil;os de computadores favorece os projetos de inclus&atilde;o digital, que demandam investimentos para a compra desses equipamentos.<\/p>\n<p>&ldquo;O desafio, agora, &eacute; ampliar o acesso comunit&aacute;rio &agrave; internet&rdquo;, explica Elisa, do Gabinete Pessoal do Presidente. De acordo com a Pesquisa Sobre o Uso das tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e da Comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil, realizada em 2007 pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e da Comunica&ccedil;&atilde;o (Cetic.br), dos 45 milh&otilde;es de brasileiros que j&aacute; acessaram a internet, apenas 6% utilizaram centros p&uacute;blicos de acesso gratuito. A grande maioria da popula&ccedil;&atilde;o (45%) recorre a locais de acesso pagos (lanhouses, cyber caf&eacute;s). <\/p>\n<p>As linhas gerais do projeto anunciado haviam sido divulgadas na edi&ccedil;&atilde;o de <em>ARede <\/em>de mar&ccedil;o de 2008: amplia&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero dos pontos p&uacute;blicos no pa&iacute;s, com apoio tecnol&oacute;gico (equipamentos para telecentros), conex&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o de agentes gestores; bolsas para monitores; parcerias com governos estaduais, municipais e organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil. O pr&eacute;-projeto foi apresentado ao presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva em julho. Em setembro, o presidente convocou representantes da sociedade civil envolvidos com inclus&atilde;o digital para expor suas opini&otilde;es. <\/p>\n<p>Anunciado o projeto, come&ccedil;a o trabalho que os representantes do governo chamam de &ldquo;desenho institucional&rdquo;, ou seja, a defini&ccedil;&atilde;o da forma como esse pacote de apoios vai chegar aos telecentros. Est&atilde;o em pauta quest&otilde;es como crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o de bolsistas, distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, crit&eacute;rios de monitoramento, forma&ccedil;&atilde;o de parcerias para programas municipais e estaduais. Os principais desafios, de acordo com Elisa, s&atilde;o: construir um desenho institucional do projeto que fortale&ccedil;a o pacto federativo e a participa&ccedil;&atilde;o social; avaliar a capacidade de amplia&ccedil;&atilde;o e fortalecimento dos telecentros j&aacute; existentes; construir crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o pautados na redu&ccedil;&atilde;o de desigualdades e na sustentabilidade das iniciativas; construir o desenho institucional da rede de forma&ccedil;&atilde;o; construir os mecanismos de monitoramento do projeto.<\/p>\n<p>Uma das recomenda&ccedil;&otilde;es de Lula foi manter os atuais programas do governo federal, mas criar o que Assump&ccedil;&atilde;o chama de &ldquo;porta &uacute;nica&rdquo; de entrada para as demandas. Essa porta &eacute; o Onid. Todas as entidades que quiserem receber kits de telecentros, bolsas ou que desejarem participar da rede de forma&ccedil;&atilde;o precisam estar cadastradas no observat&oacute;rio. Ser&aacute; criada no Onid uma &aacute;rea de cadastramento semelhante ao processo dos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), em que as entidades se inscrevem para receber m&aacute;quinas. &ldquo;O cadastro nacional de telecentros vai ser o elemento de registro e estrutura&ccedil;&atilde;o do programa. Para ser bem claro: cadastrem-se no Onid, apare&ccedil;am&rdquo;, conclamou Assump&ccedil;&atilde;o, na 7&ordf; Oficina de Inclus&atilde;o Digital. De acordo com o projeto, os recursos previstos para o programa tamb&eacute;m v&atilde;o ser utilizados para modernizar a infra-estrutura de 20% dos telecentros j&aacute; registrados no Onid.<\/p>\n<p><strong>Di&aacute;logo com a sociedade<\/strong><\/p>\n<p>Ser&atilde;o atendidos, de acordo com Elisa, projetos do governo federal; projetos em desenvolvimento em estados e munic&iacute;pios, para fortalec&ecirc;-los, desde que os estados e munic&iacute;pios tamb&eacute;m queiram isso; e haver&aacute; uma chamada p&uacute;blica para institui&ccedil;&otilde;es da sociedade civil. &ldquo;O governo pede apoio da sociedade civil para identifica&ccedil;&atilde;o de projetos. Come&ccedil;a agora esse di&aacute;logo&rdquo;, explica ela. A participa&ccedil;&atilde;o da sociedade &eacute; fundamental para que o projeto seja bem implantado. Para Beatriz Tibiri&ccedil;&aacute;, da ONG Coletivo Digital, as fontes de financiamento p&uacute;blico v&atilde;o obrigar a exist&ecirc;ncia de representa&ccedil;&otilde;es regionais para buscar e gerenciar recursos. &ldquo;O governo federal percebeu que precisa da media&ccedil;&atilde;o do poder local e de organiza&ccedil;&atilde;o regional, n&atilde;o pode administrar tudo a partir de Bras&iacute;lia&rdquo;, constata a ativista.<\/p>\n<p>Tanto o Gesac, do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, quanto o Casa Brasil, que est&aacute; em processo de transfer&ecirc;ncia do Instituto Nacional de Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o para o Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, ter&atilde;o suas iniciativas coordenadas com a implanta&ccedil;&atilde;o dos novos telecentros. &ldquo;&Agrave; medida em que se consolidem, as Casas Brasil v&atilde;o ter o papel de n&oacute;s de rede. Telecentros &lsquo;vitaminados&rsquo;, com qualidade de equipamentos e processos sociais, ser&atilde;o os n&oacute;s e os p&oacute;los dessa rede. V&atilde;o produzir materiais de forma&ccedil;&atilde;o de qualidade a serem aproveitados pela rede de forma&ccedil;&atilde;o&rdquo;, explica Assump&ccedil;&atilde;o.  <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo federal est&aacute; levando a s&eacute;rio e adiante a proposta de abrigar, sob um &uacute;nico guarda-chuva de regras e orienta&ccedil;&atilde;o, as redes de telecentros mantidas por diferentes &oacute;rg&atilde;os federais. 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