{"id":22328,"date":"2009-01-05T18:52:33","date_gmt":"2009-01-05T18:52:33","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22328"},"modified":"2009-01-05T18:52:33","modified_gmt":"2009-01-05T18:52:33","slug":"anatel-publica-estudos-para-revisao-dos-contratos-de-stfc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22328","title":{"rendered":"Anatel publica estudos para revis\u00e3o dos contratos de STFC"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">A Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) publicou nesta segunda (22\/12) os documentos referentes &agrave; revis&atilde;o dos contratos de concess&atilde;o das operadoras de telefonia fixa (STFC). Uma novidade importante &eacute; o estudo realizado pela consultoria especializada Guerreiro Teleconsult (do ex-presidente da Anatel, Renato Guerreiro) trazendo o diagn&oacute;stico do cen&aacute;rio de universaliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os, o cen&aacute;rio da competi&ccedil;&atilde;o no mercado de telecomunica&ccedil;&otilde;es e o acompanhamento das metas de qualidade. <\/p>\n<p>O trabalho da consultoria, que embasar&aacute; as propostas da Anatel de altera&ccedil;&atilde;o dos contratos, traz a an&aacute;lise de outros mercados e a compara&ccedil;&atilde;o com os elementos do mercado brasileiro. A &iacute;ntegra dos estudos est&aacute; dispon&iacute;vel no site da Anatel. As conclus&otilde;es da Guerreiro Teleconsult s&atilde;o importantes n&atilde;o s&oacute; para o setor de telefonia fixa, mas para os setores competidores, como telefonia m&oacute;vel, TV por assinatura e Internet. Confira, no texto extra&iacute;do do pr&oacute;prio relat&oacute;rio:<\/p>\n<p>S&Iacute;NTESE DO DIAGN&Oacute;STICO PARA OS ASPECTOS RELATIVOS &Agrave; UNIVERSALIZA&Ccedil;&Atilde;O DO STFC<\/p>\n<p>1. O caso brasileiro de universaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; modelo mundial, apesar disso ainda h&aacute; desafios a serem cumpridos em especial nas &aacute;reas rurais e para popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda. <\/p>\n<p>2. A universaliza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o fixo j&aacute; oferece cobertura para grande parte da popula&ccedil;&atilde;o e esse processo foi complementado pela massifica&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o m&oacute;vel. <\/p>\n<p>3. Entretanto a cobertura do servi&ccedil;o m&oacute;vel ainda n&atilde;o atinge todo o territ&oacute;rio nacional e muitas localidades s&atilde;o atendidas somente por telefones de uso coletivo, fato que limita as possibilidades de massifica&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; Internet, mesmo em banda estreita. <\/p>\n<p>4. A plataforma de telefonia p&uacute;blica possui v&aacute;rios pontos de inefici&ecirc;ncia e se faz necess&aacute;ria avalia&ccedil;&atilde;o ampla no contexto tecnol&oacute;gico, de converg&ecirc;ncia e de multisservi&ccedil;os das caracter&iacute;sticas e requisitos exigidos. As metas estabelecidas tamb&eacute;m merecem avalia&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o dos diferentes contextos em que o TUP &eacute; utilizado. Estimular o uso da plataforma &eacute; essencial para sua sustentabilidade, bem como, a analisar a poss&iacute;vel sua substitui&ccedil;&atilde;o por outros servi&ccedil;os, particularmente nos centros urbanos. Nesse contexto e com maior motivo esta a regulamenta&ccedil;&atilde;o de TAP, cabendo ressaltar que n&atilde;o foram identificadas em &acirc;mbito mundial aplica&ccedil;&otilde;es que venham a oferecer escala para produ&ccedil;&atilde;o de tais tipos de terminais, sendo que os raros casos encontrados de terminais com caracter&iacute;sticas similares s&atilde;o em realidade destinados a consultas r&aacute;pidas &agrave; Internet. <\/p>\n<p>5. Os <em>gaps<\/em> existentes nas pequenas localidades em &aacute;reas rurais e para a baixa renda s&atilde;o estruturais tamb&eacute;m presentes nos outros pa&iacute;ses, e em geral est&atilde;o sendo tratados caso a caso com suporte de fundos espec&iacute;ficos. A inclus&atilde;o de tais casos em metas gen&eacute;ricas n&atilde;o &eacute; recomendada exatamente pela dificuldade de se dimensionar os recursos necess&aacute;rios e a sustentabilidade dos mesmos. <\/p>\n<p>6. Outras regras aplicadas &agrave; competi&ccedil;&atilde;o como a interconex&atilde;o de redes e a defini&ccedil;&atilde;o de valores para termina&ccedil;&otilde;es de rede possuem grande influ&ecirc;ncia na defini&ccedil;&atilde;o de formas de atendimento, por exemplo, para a baixa renda. Um caso que merece analise &eacute; dos modelos de pr&eacute;-pago na telefonia fixa e na m&oacute;vel. <\/p>\n<p>7. Considerando que a oferta do servi&ccedil;o &eacute; assegurada pelas metas de universaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio que a atratividade e a competitividade estejam presentes a fim de ampliar o uso do servi&ccedil;o. Nesse sentido as tarifas e sua estrutura, assim como, o valor agregado ao servi&ccedil;o b&aacute;sico devem ser tamb&eacute;m adequados ao interesse do consumidor. <\/p>\n<p>8. O acesso a Internet exige cobertura ampla e disponibilidade e capacidades adequadas e dever&aacute; estar associado a diferentes plataformas e servi&ccedil;os, nesse sentido &eacute; necess&aacute;rio avaliar as defini&ccedil;&otilde;es vigentes de servi&ccedil;os, bem como, as regras para uso de rede para provimento de servi&ccedil;os de valor adicionado de forma a eliminar eventuais barreiras existentes. <\/p>\n<p>9. A figura de bens revers&iacute;veis associada &agrave; continuidade do servi&ccedil;o universal n&atilde;o foi identificada em &acirc;mbito internacional, entretanto o mesmo conceito com regulamenta&ccedil;&atilde;o j&aacute; praticada h&aacute; alguns anos esta presente no setor el&eacute;trico brasileiro que pode ser uma fonte de praticas e li&ccedil;&otilde;es aprendidas. <\/p>\n<p>10.A acessibilidade a servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es &eacute; elemento mencionado em praticamente todos os pa&iacute;ses pesquisados &eacute; necess&aacute;rio avaliar formas efetivas de evitar a cria&ccedil;&atilde;o de barreiras para as pessoas portadoras de necessidades especiais, possibilitando o uso de qualquer servi&ccedil;o ou terminal de usu&aacute;rio. <\/p>\n<p>S&Iacute;NTESE DO DIAGN&Oacute;STICO PARA OS ASPECTOS RELATIVOS AO AMBIENTE COMPETITIVO <\/p>\n<p>1. O contexto brasileiro de competi&ccedil;&atilde;o &eacute; similar ao encontrado em v&aacute;rios pa&iacute;ses de mercado maduro, apresentando, em termos gerais, os mesmo desafios. <\/p>\n<p>2. As regras para estimular o uso conjunto ou a constru&ccedil;&atilde;o de redes merecem avalia&ccedil;&atilde;o considerando os contextos: tecnol&oacute;gico, de converg&ecirc;ncia e de multisservi&ccedil;os. <\/p>\n<p>3. A converg&ecirc;ncia entre servi&ccedil;os fixos e m&oacute;veis merece avalia&ccedil;&atilde;o no sentido de identificar e qualificar os seus impactos e as adequa&ccedil;&otilde;es regulat&oacute;rias necess&aacute;rias. <\/p>\n<p>4. O acompanhamento do mercado de comunica&ccedil;&otilde;es e a identifica&ccedil;&atilde;o das parcerias e empacotamentos de diferentes produtos, inclusive o servi&ccedil;o explorado em regime p&uacute;blico &eacute; necess&aacute;rio para identificar os impactos na regulamenta&ccedil;&atilde;o por servi&ccedil;o vigente. <\/p>\n<p>5. O impacto os servi&ccedil;os de valor adicionado, em especial, das aplica&ccedil;&otilde;es denominadas comunica&ccedil;&otilde;es eletr&ocirc;nicas sobre a regulamenta&ccedil;&atilde;o deve ser identificado e qualificado. <\/p>\n<p>6. Os impactos de novas tecnologias e plataformas de rede sobre os servi&ccedil;os e o ambiente competitivo devem ser tratadas regularmente frente a sua r&aacute;pida evolu&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>7. O impacto das ofertas de pacotes de produtos sobre a regulamenta&ccedil;&atilde;o de estrutura tarif&aacute;ria, regras para avalia&ccedil;&atilde;o e reajuste, valores de termina&ccedil;&atilde;o de rede e de interconex&atilde;o, plano de numera&ccedil;&atilde;o, metas de qualidade, entre outros, precisam ser identificados e qualificados para possibilitar a adequa&ccedil;&atilde;o da regulamenta&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>8. As consolida&ccedil;&otilde;es globais afetaram os participantes no mercado brasileiro e o acompanhamento de tais movimentos se faz necess&aacute;rio a fim de assegurar a efetividade das regras nacionais. <\/p>\n<p>9. A necessidade de estimular servi&ccedil;os como a TV por Assinatura oferece a oportunidade de forma&ccedil;&atilde;o de novas redes com capacidades e tecnologias modernas que ampliar&atilde;o as possibilidades de competi&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>10.A utiliza&ccedil;&atilde;o de espectro como plataforma para solu&ccedil;&otilde;es em &aacute;reas de baixa densidade demogr&aacute;fica e distantes dos grandes centros devem ser avaliadas aproveitando as economias de escala das solu&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis. <\/p>\n<p>11.No contexto da regulamenta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os &eacute; necess&aacute;rio avaliar o uso dado para as outorgas do Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia SCM e dos impactos gerados para o setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>S&Iacute;NTESE DO DIAGN&Oacute;STICO PARA OS ASPECTOS RELATIVOS A QUALIDADE DO STFC <\/p>\n<p>1. O contexto brasileiro de qualidade ainda possui foco fortemente influenciado por modelos utilizados pelo Sistema Telebras, cuja aplica&ccedil;&atilde;o se presta ao acompanhamento e controle do desempenho operacional das prestadoras e n&atilde;o a qualidade percebida pelos usu&aacute;rios. <\/p>\n<p>2. As metas, associadas aos diversos indicadores de qualidade, n&atilde;o s&atilde;o bem entendidos pelos usu&aacute;rios e, ainda, n&atilde;o s&atilde;o bem divulgados. <\/p>\n<p>3. Apesar do grande volume de indicadores coletados mensalmente das diversas prestadoras, a avalia&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios n&atilde;o &eacute; realizada. <\/p>\n<p>4. As metas de qualidade n&atilde;o consideram as diferentes condi&ccedil;&otilde;es de presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os, tais como, rede pr&oacute;pria, quantidade de usu&aacute;rios atendidos, abrang&ecirc;ncia geogr&aacute;fica e n&iacute;vel de competi&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>5. Os mecanismos de <em>enforcement<\/em> (PADOs) se demonstram pouco efetivos para melhoria da satisfa&ccedil;&atilde;o do cliente. <\/p>\n<p>6. As interrup&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas, apesar de relatadas ao &Oacute;rg&atilde;o Regulador, ainda n&atilde;o t&ecirc;m um indicador e respectiva meta, que permita indicar ao usu&aacute;rio qual &eacute; seu direito quanto ao n&iacute;vel m&aacute;ximo tolerado para tais eventos. <\/p>\n<p>7. O acompanhamento da qualidade n&atilde;o inclui mecanismos de emerg&ecirc;ncia para atua&ccedil;&atilde;o em casos de interrup&ccedil;&atilde;o graves ou de avalia&ccedil;&atilde;o das capacidades dos servi&ccedil;os a operarem em falhas do suprimento de energia el&eacute;trica.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) publicou nesta segunda (22\/12) os documentos referentes &agrave; revis&atilde;o dos contratos de concess&atilde;o das operadoras de telefonia fixa (STFC). 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