{"id":22319,"date":"2008-12-29T13:52:59","date_gmt":"2008-12-29T13:52:59","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22319"},"modified":"2008-12-29T13:52:59","modified_gmt":"2008-12-29T13:52:59","slug":"helio-costa-abandona-projeto-de-radio-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22319","title":{"rendered":"H\u00e9lio Costa abandona projeto de r\u00e1dio digital"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">A mudan&ccedil;a de posi&ccedil;&atilde;o foi radical. Depois de ter defendido abertamente durante quase tr&ecirc;s anos e meio o padr&atilde;o de r&aacute;dio digital norte-americano (Iboc ou HD), apresentando-o como o &uacute;nico aceit&aacute;vel para o Brasil, o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa, acaba de retirar seu apoio &agrave;quela tecnologia, tamb&eacute;m preferida pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e Televis&atilde;o (Abert). O ministro reconhece agora o que todos os t&eacute;cnicos independentes vinham afirmando desde 2006: em todo o mundo, a tecnologia de r&aacute;dio digital ainda tem muitos problemas que n&atilde;o permitem sua ado&ccedil;&atilde;o no Brasil. <\/p>\n<p>O recuo de H&eacute;lio Costa, embora tardio, &eacute; um fato positivo, pois seria muito pior se o Pa&iacute;s adotasse o padr&atilde;o Iboc. O maior preju&iacute;zo ficaria com as 5 mil emissoras de r&aacute;dio brasileiras, que seriam levadas a investir numa tecnologia que aindafunciona precariamente. O que mais estranhou os observadores nesse epis&oacute;dio foi a posi&ccedil;&atilde;o da Abert, ao defender apaixonadamente o padr&atilde;o norte-americano, mesmo diante da comprova&ccedil;&atilde;o de seus problemas.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Marcha a&nbsp;r&eacute;&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>H&eacute;lio Costa anunciou sua nova posi&ccedil;&atilde;o no domingo passado, em artigo no jornal O Estado de Minas (leia-o no site Caros Ouvintes), em resposta &agrave; jornalista e professora Nair Prata, que havia cobrado do ministro, no in&iacute;cio de dezembro, o cumprimento de suas promessas quanto ao r&aacute;dio digital. Entre as diversas opini&otilde;es citadas no artigo de H&eacute;lio Costa, uma das mais convincentes foi a de Sarah McBride, editora de tecnologia do Wall Street Journal. <\/p>\n<p>Na realidade, o jornal norte-americano apenas confirmou a conclus&atilde;o j&aacute; conhecida havia muito tempo: depois de quase 5 anos de introdu&ccedil;&atilde;o nos Estados Unidos: a nova tecnologia digital n&atilde;o conta hoje sequer com 10% da ades&atilde;o das emissoras. Para se ter id&eacute;ia da baixa penetra&ccedil;&atilde;o do r&aacute;dio digital nos Estados Unidos, basta lembrar que, do lado dos ouvintes, mesmo com pre&ccedil;os subsidiados, apenas 0,15% da popula&ccedil;&atilde;o norte-americana adquiriu seu receptor digital. <\/p>\n<p><strong>Problemas<\/strong><\/p>\n<p>Uma das caracter&iacute;sticas do padr&atilde;o conhecido pelo nome de In Band on Channel (Iboc) ou HD Radio, criado pela empresa Ibiquity, &eacute; utilizar o mesmo canal de freq&uuml;&ecirc;ncia para transmitir um &uacute;nico programa, simultaneamente, tanto no modo anal&oacute;gico quanto no digital. A id&eacute;ia &eacute; excelente, mas, at&eacute; agora, o sistema n&atilde;o tem funcionado de forma satisfat&oacute;ria. <\/p>\n<p>Nas transmiss&otilde;es em AM e FM, o padr&atilde;o Iboc apresenta, entre outros, o problema do atraso (delay) de 8 segundos do sinal digital, em rela&ccedil;&atilde;o ao anal&oacute;gico. Como o alcance do sinal digital &eacute; menor do que o anal&oacute;gico, nos limites de sua propaga&ccedil;&atilde;o, a sintonia oscila entre um e outro, com grande desconforto para o ouvinte. <\/p>\n<p>Embora pare&ccedil;a ser a grande sa&iacute;da, a id&eacute;ia de usar o mesmo canal para transmiss&otilde;es anal&oacute;gicas e digitais, adotada pela empresa Ibiquity, n&atilde;o tem tido sucesso na pr&aacute;tica. O fato indiscut&iacute;vel &eacute; que essa tecnologia ainda n&atilde;o est&aacute; madura e apresenta diversos problemas s&eacute;rios, como a impossibilidade de se utilizarem receptores port&aacute;teis &#8211; pois o consumo de energia &eacute; t&atilde;o elevado que as baterias se descarregam em poucas horas. <\/p>\n<p>Na Europa, outras tecnologias t&ecirc;m sido propostas em faixas de freq&uuml;&ecirc;ncias exclusivas para o r&aacute;dio digital, o que, no entanto, obrigaria &agrave; troca de todos os receptores. Conclus&atilde;o: ainda temos que esperar que o mundo desenvolva uma solu&ccedil;&atilde;o melhor para a digitaliza&ccedil;&atilde;o do r&aacute;dio. <\/p>\n<p><strong>An&uacute;ncios precoces<\/strong><\/p>\n<p>O ministro H&eacute;lio Costa, desde que tomou posse no Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, em julho de 2005, tem anunciado numerosos projetos puramente imagin&aacute;rios que nunca se concretizam ou que se revelam invi&aacute;veis. Na abertura do evento internacional Am&eacute;ricas Telecom, em outubro de 2005, em Salvador (Bahia), ele anunciou que o Brasil j&aacute; vivia &quot;a era do r&aacute;dio digital&quot; (quando apenas algumas emissoras iniciavam os primeiros testes com o padr&atilde;o norte-americano HD Radio ou Iboc). <\/p>\n<p>Na mesma ocasi&atilde;o, anunciou ao audit&oacute;rio que a Grande S&atilde;o Paulo veria as imagens da Copa do Mundo de 2006 com imagens da TV digital, que s&oacute; entrou no ar em 2 dezembro de 2007. Entrevistado no programa Roda Viva, da TV Cultura, em 2005, afirmou categoricamente que o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es iria investir n&atilde;o apenas o montante de R$ 600 milh&otilde;es anuais dos recursos do Fundo de Universaliza&ccedil;&atilde;o dos Servi&ccedil;os de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Fust), bem como o saldo acumulado ent&atilde;o superior a R$ 4 bilh&otilde;es. At&eacute; hoje o Brasil n&atilde;o utilizou praticamente nada do Fust. <\/p>\n<p>No ano de 2006, o ministro garantiu que o Jap&atilde;o havia concordado em instalar uma ind&uacute;stria de semicondutores (circuitos microeletr&ocirc;nicos) no Brasil, em contrapartida &agrave; escolha do padr&atilde;o de TV digital nipo-brasileiro. Na verdade, o Jap&atilde;o jamais prometeu essa f&aacute;brica. <\/p>\n<p>No caso do r&aacute;dio digital Iboc, o ministro H&eacute;lio Costa chegou a sugerir que a ind&uacute;stria brasileira se associasse com a norte-americana Ibiquity, para produzir equipamentos no Brasil, com o eventual apoio do BNDES.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mudan&ccedil;a de posi&ccedil;&atilde;o foi radical. 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