{"id":22290,"date":"2008-12-17T17:00:49","date_gmt":"2008-12-17T17:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22290"},"modified":"2014-09-07T02:57:54","modified_gmt":"2014-09-07T02:57:54","slug":"arrendamento-evidencia-uso-indevido-de-outorgas-de-tv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22290","title":{"rendered":"&#8216;Arrendamento&#8217; evidencia uso indevido de outorgas de TV"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t   <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">Ao sintonizar qualquer canal da Rede Bandeirantes no hor&aacute;rio nobre, por volta das 21h, ser&aacute; poss&iacute;vel ver o &ldquo;Show da F&eacute;&rdquo;, comandado pelo mission&aacute;rio R. R. Soares. O programa da Igreja Internacional da Gra&ccedil;a de Deus n&atilde;o &eacute; uma produ&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria da emissora, tampouco uma produ&ccedil;&atilde;o independente que o grupo adquire pela sua qualidade, mas sim um dos expoentes de um novo fen&ocirc;meno que vem se tornando uma pr&aacute;tica corrente por parte de v&aacute;rias TVs: o arrendamento de espa&ccedil;os na programa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Segundo dossi&ecirc; preparado pelo Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social a partir de den&uacute;ncias produzidas por diversas entidades da sociedade civil [<a href=\"http:\/\/www.intervozes.org.br\/noticias\/dossie-reune-denuncias-contra-mau-uso-e-gestao-irregular-de-concessoes-de-tv\">ver aqui<\/a> ], este tipo de &ldquo;neg&oacute;cio&rdquo; constitui um uso indevido e abusivo das concess&otilde;es p&uacute;blicas de radiodifus&atilde;o. &ldquo;O arrendamento parcial ou total contraria totalmente o esp&iacute;rito da lei&rdquo;, dispara o documento. <\/p>\n<p>A afirma&ccedil;&atilde;o baseia-se no fato das emissoras estarem tomando para si uma prerrogativa do Estado de conceder a outorga, ou seja, definir quem pode utilizar um canal do espectro eletromagn&eacute;tico (por onde s&atilde;o transmitidos os sinais de r&aacute;dio e TV) para distribuir uma programa&ccedil;&atilde;o. Com o arrendamento, s&atilde;o as emissoras &ndash; e n&atilde;o a Uni&atilde;o &ndash; que decidem quais empresas ou organiza&ccedil;&otilde;es podem acessar parte do tempo do canal cuja explora&ccedil;&atilde;o foi dada a elas, concession&aacute;rias, somente. <\/p>\n<p>Outro problema grave &eacute; o fato de uma concession&aacute;ria fazer uso de um bem p&uacute;blico, o espectro eletromagn&eacute;tico, para obter lucros deixando de prover o servi&ccedil;o objeto da concess&atilde;o, no caso, a programa&ccedil;&atilde;o de TV.<\/p>\n<p>O texto sustenta que o aluguel de espa&ccedil;os na programa&ccedil;&atilde;o deve ser considerado inv&aacute;lido mesmo que n&atilde;o haja uma proibi&ccedil;&atilde;o expressa no arcabou&ccedil;o legal da comunica&ccedil;&atilde;o social eletr&ocirc;nica. Na avalia&ccedil;&atilde;o dos signat&aacute;rios do dossi&ecirc;, a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira relativa &agrave; concess&atilde;o de servi&ccedil;os p&uacute;blicos deve ser utilizada como par&acirc;metro para demonstrar a omiss&atilde;o flagrante nas normas espec&iacute;ficas que disciplinam a radiodifus&atilde;o. <\/p>\n<p>&ldquo;A compara&ccedil;&atilde;o com as outras concess&otilde;es p&uacute;blicas &ndash; em que a subconcess&atilde;o s&oacute; &eacute; permitida se prevista no contrato, autorizada pelo poder concedente e antecedida de concorr&ecirc;ncia p&uacute;blica &ndash; nos permite dizer que o sil&ecirc;ncio da lei de radiodifus&atilde;o sobre a mat&eacute;ria n&atilde;o deve ser entendida como um consentimento, mas como uma n&atilde;o autoriza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, argumentam os autores do documento.<\/p>\n<p>Para ser coerente com a normatiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos, a pr&aacute;tica do aluguel de espa&ccedil;o de programa&ccedil;&atilde;o, conclui o dossi&ecirc;, s&oacute; poderia ser admitida caso houvesse autoriza&ccedil;&atilde;o do Executivo Federal e os locadores fossem escolhidos por meio de uma concorr&ecirc;ncia p&uacute;blica com normas e crit&eacute;rios r&iacute;gidos e objetivos.<\/p>\n<p><strong>Ocupa&ccedil;&atilde;o a servi&ccedil;o de Deus<\/strong><\/p>\n<p>O principal locador de espa&ccedil;os na programa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os grupos religiosos cat&oacute;licos e evang&eacute;licos. De acordo com o dossi&ecirc; entregue pelas entidades, a Rede Bandeirantes repassa 7 horas e 30 minutos de seu tempo di&aacute;rio para a Assembl&eacute;ia de Deus e &agrave; Igreja Internacional da Gra&ccedil;a de Deus, sendo 5 horas e 30 minutos para a primeira e 2 horas para a segunda. O Canal 21, tamb&eacute;m do grupo Bandeirantes, recentemente passou a arrendar 22 horas di&aacute;rias de sua programa&ccedil;&atilde;o &agrave; Igreja Mundial do Poder de Deus.<\/p>\n<p>Segundo nota da coluna do jornalista Daniel Castro na &ldquo;Folha de S. Paulo&rdquo; em 18 de setembro deste ano, a &ldquo;campe&atilde;&rdquo; do aluguel a igrejas &eacute; a Rede TV!, que subloca 58 horas semanais a este tipo de organiza&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>A Record aluga seis horas da sua programa&ccedil;&atilde;o &agrave; Igreja Universal do Reino de Deus. No entanto, a rede deve ser vista de maneira diferenciada das anteriores, uma vez que &eacute; o pr&oacute;prio dirigente m&aacute;ximo da igreja, bispo Edir Macedo, quem decide o que vai ao ar na Record. Ou seja, o arrendamento, neste caso, configura-se como uma trama ainda mais complexa no jogo de burlar a legisla&ccedil;&atilde;o que caracteriza os contratos de aluguel de espa&ccedil;o na TV.<\/p>\n<p>Os retornos obtidos pelas emissoras s&atilde;o bastante altos e contribuem fortemente na cesta de receitas mensais. De acordo com Daniel Castro, o arrendamento do Canal 21 &agrave; Igreja Mundial do Poder de Deus deve render R$ 420 milh&otilde;es nos pr&oacute;ximos cinco anos. J&aacute; a loca&ccedil;&atilde;o da 5 horas e meia na Band pela Assembl&eacute;ia de Deus custar&aacute; R$ 336 milh&otilde;es por quatro anos. Ainda na Band, o espa&ccedil;o alugado por R.R. Soares injeta nos cofres da emissora R$ 5 milh&otilde;es por m&ecirc;s. <\/p>\n<p><strong>Estado laico, m&iacute;dia laica?<\/strong><\/p>\n<p>Para o professor aposentado da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB) e pesquisador da &aacute;rea Ven&iacute;cio Lima, al&eacute;m do problema do arrendamento, o aluguel de espa&ccedil;os nas programa&ccedil;&otilde;es de redes por grupos religiosos tamb&eacute;m coloca d&uacute;vidas sobre a legitimidade da presen&ccedil;a deste tipo de organiza&ccedil;&atilde;o na radiodifus&atilde;o. <\/p>\n<p>&ldquo;Um servi&ccedil;o p&uacute;blico que, por defini&ccedil;&atilde;o, deve estar &ldquo;a servi&ccedil;o&rdquo; de toda a popula&ccedil;&atilde;o, pode continuar a atender interesses particulares de qualquer natureza &ndash; inclusive, ou sobretudo, religiosos? Ou, de forma mais direta: se a radiodifus&atilde;o &eacute; um servi&ccedil;o p&uacute;blico cuja explora&ccedil;&atilde;o &eacute; concedida pelo Estado (laico), pode esse servi&ccedil;o ser utilizado para proselitismo religioso?&rdquo;, questiona no artigo &ldquo;Estado laico e radiodifus&atilde;o religiosa&rdquo;, publicado no &ldquo;Observat&oacute;rio da Imprensa&rdquo; em 23 de setembro de 2008. <\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o de James G&ouml;rgen, coordenador do projeto Donos da M&iacute;dia, a resposta &eacute; negativa. &ldquo;&Eacute; flagrante o desrespeito das empresas que loteiam sua grade de programa&ccedil;&atilde;o para a transmiss&atilde;o de programas religiosos ou de televendas em rela&ccedil;&atilde;o ao Regulamento dos Servi&ccedil;os de Radiodifus&atilde;o (Decreto 52.795\/63) e &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988, que prev&ecirc;em finalidades informativas, educativas, art&iacute;sticas e culturais para os canais de r&aacute;dio e TV&rdquo;, diz o pesquisador. E completa: &ldquo;Portanto, n&atilde;o h&aacute; previs&atilde;o de uma finalidade religiosa &ndash; seja cat&oacute;lica, evang&eacute;lica ou neopentecostal &ndash; para a programa&ccedil;&atilde;o de ambos os servi&ccedil;os. &Eacute; quase surrealista o fato de existirem veda&ccedil;&otilde;es a esse conte&uacute;do e mesmo assim termos pelo menos dez redes nacionais de televis&atilde;o no pa&iacute;s dedicadas exclusivamente &agrave; transmiss&atilde;o de conte&uacute;do religioso.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Ocupa&ccedil;&atilde;o a servi&ccedil;o das vendas<\/strong><\/p>\n<p>Outro ente que vem ocupando as grades de programa&ccedil;&otilde;es das emissoras s&atilde;o os grupos que vendem produtos pela televis&atilde;o. Segundo levantamento realizado pelo Intervozes coordenado por Diogo Moyses, S&atilde;o Paulo &eacute; um dos espa&ccedil;os onde isso ocorre de maneira intensa. A Bandeirantes aluga, aos s&aacute;bados pela manh&atilde;, 3 horas para uma das empresas que realizam este tipo de neg&oacute;cio. J&aacute; a TV Gazeta veicula, mediante loca&ccedil;&atilde;o, o programa Best Shop por 2 horas e 30 minutos todas as manh&atilde;s e 5 horas e 30 minutos durante as madrugadas. <\/p>\n<p>Mas a emissora com maior incid&ecirc;ncia &eacute; a Mix TV, que ocupa sua grande com os chamados &ldquo;infomerciais&rdquo; durante 20h. Em seguida vem a RBI, que arrenda 15 horas para shows de televendas. Na avalia&ccedil;&atilde;o das entidades signat&aacute;rias do dossi&ecirc;, apresentado na audi&ecirc;ncia sobre renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es de r&aacute;dio e TV realizada na C&acirc;mara em novembro, a subloca&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os para vendas de produtos deve ser entendida como negocia&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;o publicit&aacute;rio.<\/p>\n<p>Neste caso, ele deve ser considerado ao avaliar o limite m&aacute;ximo de 25% do tempo di&aacute;rio para este tipo de conte&uacute;do presente no Regulamento dos Servi&ccedil;os de Radiodifus&atilde;o. Caso o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es tivesse disposi&ccedil;&atilde;o em realizar de fato este tipo de fiscaliza&ccedil;&atilde;o, fica evidente o desrespeito a este limite seja daqueles canais que veiculam mais do que 25% do seu tempo com infomerciais, seja naqueles que ultrapassam o limite somando televendas e an&uacute;ncios publicit&aacute;rios ordin&aacute;rios.<\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o de Diogo Moyses, os contratos de aluguel de espa&ccedil;os para empresas de televendas incorre em tr&ecirc;s ilegalidades: sublocam a grade de programa&ccedil;&atilde;o, extrapolam o limite permitido de publicidade e n&atilde;o cumprem a determina&ccedil;&atilde;o constitucional de dar prioridade &agrave;s finalidades culturais, educacionais e informativas. &ldquo;Al&eacute;m de ilegal, &eacute; algo absolutamente imoral&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p>Para ele, a difus&atilde;o cada vez maior deste tipo de pr&aacute;tica mostra a aus&ecirc;ncia cr&ocirc;nica de regulamenta&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o nas comunica&ccedil;&otilde;es brasileiras. &ldquo;O aluguel da grade de programa&ccedil;&atilde;o das emissoras &eacute; um dos maiores s&iacute;mbolos do descontrole absoluto do Estado sobre a explora&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o&rdquo;, avalia. &ldquo;O mais grave &eacute; que o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, que deveria fiscalizar as emissoras, finge que n&atilde;o &eacute; com ele. Com isso, ser concession&aacute;rio de radiodifus&atilde;o, al&eacute;m de um neg&oacute;cio lucrativo, tornou-se extremamente f&aacute;cil: basta ter obter a outorga e lotear os hor&aacute;rios da emissora. Quem n&atilde;o gostaria de ter um neg&oacute;cio desses?&rdquo;, questiona.<\/p>\n<p><strong>A espera de provid&ecirc;ncias<\/strong><\/p>\n<p>O conjunto de den&uacute;ncias apresentado na audi&ecirc;ncia foi protocolado na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCTCI) da C&acirc;mara dos Deputados, no Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es e entregue ao representante do Minist&eacute;rio P&uacute;blico e do Tribunal de Contas da Uni&atilde;o presentes ao encontro. Resta saber se, com t&atilde;o flagrantes desrespeitos e ilegalidades, ser&atilde;o tomadas provid&ecirc;ncias por parte destes &oacute;rg&atilde;os.<\/p>\n<p><span class=\"padrao\"><strong>*********************************************<\/strong><\/p>\n<p><u><strong>VEJA TAMB&Eacute;M:<\/strong><\/u><\/p>\n<p>&#8211; <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=22191\">Entidades denunciam Estado e emissoras por irregularidades em concess&otilde;es de TV<\/a><br \/><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=22221\">&#8211; Comiss&atilde;o aprova propostas de moderniza&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o<\/a><br \/><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=22284\">&#8211; Dossi&ecirc; re&uacute;ne den&uacute;ncias sobre viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos na TV<\/a><br \/><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=22290\"><\/a><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=22310\">&#8211; Deputados querem novas cl&aacute;usulas em contratos de outorga de r&aacute;dio e TV<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emissoras &#8216;alugam&#8217; at\u00e9 22 horas di\u00e1rias, em geral para igrejas e televendas; dossi\u00ea denuncia casos flagrantes e conclui que pr\u00e1tica \u00e9 ilegal porque caracteriza subconcess\u00e3o e fere princ\u00edpios constitucionais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[106],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22290"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22290"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22290\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27989,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22290\/revisions\/27989"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22290"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22290"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22290"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}