{"id":22284,"date":"2008-12-16T01:16:33","date_gmt":"2008-12-16T01:16:33","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22284"},"modified":"2014-09-07T02:57:50","modified_gmt":"2014-09-07T02:57:50","slug":"dossie-reune-denuncias-sobre-violacoes-de-ddhh-na-tv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22284","title":{"rendered":"Dossi\u00ea re\u00fane den\u00fancias sobre viola\u00e7\u00f5es de DDHH na TV"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\"><br \/>J&aacute; se tornou rotina a profus&atilde;o de baixaria e sensacionalismo nas programa&ccedil;&otilde;es das emissoras de TV brasileiras, t&atilde;o &aacute;vidas por audi&ecirc;ncia que argumento nenhum parece lhes convencer de que todos os limites j&aacute; foram ultrapassados. Ainda mais melanc&oacute;lica &eacute; a impunidade que fomenta esse insistente desrespeito aos direitos humanos e &agrave;s obriga&ccedil;&otilde;es legais de suas concess&otilde;es p&uacute;blicas. Entidades ligadas &agrave; defesa dos direitos humanos, movimentos sociais e organiza&ccedil;&otilde;es ligadas &agrave; &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o tem, entretanto, mostrado que a sociedade brasileira n&atilde;o est&aacute; ap&aacute;tica diante desta realidade e v&ecirc;m aumentando o n&uacute;mero de den&uacute;ncias destes abusos.<\/p>\n<p>Um bom apanhado de casos de viola&ccedil;&otilde;es a direitos fundamentais encontra-se agora em um rec&eacute;m-produzido documento preparado pelo Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social com base em den&uacute;ncias reunidas por diversas entidades, algumas delas protocoladas na Justi&ccedil;a [<a href=\"http:\/\/www.intervozes.org.br\/noticias\/resolveuid\/9a7bc3412138e1f36843598b110deba0\">veja o documento na &iacute;ntegra<\/a>]. O dossi&ecirc; foi apresentado durante audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na C&acirc;mara dos Deputados no &uacute;ltimo dia 27 de novembro, que discutiu a renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es vencidas em 2007 &ndash; cinco das Organiza&ccedil;&otilde;es Globo e as &ldquo;cabe&ccedil;as&rdquo; das redes Record e Bandeirantes [<a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=22191\">leia mais<\/a>]. Por esse motivo, apenas as den&uacute;ncias de abusos das tr&ecirc;s emissoras constam no relat&oacute;rio, que poderia dedicar, ainda, merecido espa&ccedil;o para SBT, RedeTV!, entre outras que n&atilde;o se furtaram &agrave; barb&aacute;rie nos &uacute;ltimos anos.<\/p>\n<p>&ldquo;O cap&iacute;tulo que trata das den&uacute;ncias de viola&ccedil;&atilde;o de direitos humanos no conte&uacute;do das programa&ccedil;&otilde;es &eacute; resultado de um trabalho que vem sendo feito de forma cada vez mais organizada e sistem&aacute;tica por diferentes organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil, com destaque para a Campanha Quem Financia a Baixaria &Eacute; Contra a Cidadania&rdquo;, conta Bia Barbosa, do Intervozes. Respaldado por uma s&eacute;rie de entidades da sociedade civil, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), o Conselho Federal de Psicologia (CFP) e a Central &Uacute;nica dos Trabalhadores (CUT), a iniciativa traz uma importante contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; discuss&atilde;o sobre controle social da m&iacute;dia. <\/p>\n<p>Ainda recha&ccedil;adas pelo empresariado de comunica&ccedil;&atilde;o brasileiro como tentativas de &ldquo;censura&rdquo;, as a&ccedil;&otilde;es de controle social do uso das concess&otilde;es de TV ainda constituem um avan&ccedil;o t&iacute;mido diante do laissez-faire instalado na Rep&uacute;blica. Mas as experi&ecirc;ncias relatadas no dossi&ecirc; e a pr&oacute;pria realiza&ccedil;&atilde;o da audi&ecirc;ncia de novembro na C&acirc;mara devem ser comemoradas.<\/p>\n<p>&ldquo;Esse &eacute; um marco da radiodifus&atilde;o brasileira&rdquo;, diz Laurindo Lalo Leal Filho, professor da Escola de Comunica&ccedil;&otilde;es e Artes da USP e ouvidor da TV Brasil, avaliando a experi&ecirc;ncia da audi&ecirc;ncia p&uacute;blica. &ldquo;At&eacute; hoje n&atilde;o havia ocorrido nenhuma a&ccedil;&atilde;o institucional que mudasse a forma como s&atilde;o outorgadas as concess&otilde;es no Brasil, tradicionalmente feitas de maneira burocr&aacute;tica. &Eacute; um passo ainda pequeno, mas significativo.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Preconceito, viol&ecirc;ncia, baixaria&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;H&aacute; um consenso entre as entidades em rela&ccedil;&atilde;o ao papel que as emissoras de TV poderiam desempenhar para promover os direitos humanos&rdquo;, conta Bia Barbosa, do Intervozes. &ldquo;A realidade, no entanto, mostra que os canais de TV, ao contr&aacute;rio, s&atilde;o fontes de viola&ccedil;&atilde;o e est&iacute;mulo ao preconceito, legitimando e perpetuando discrimina&ccedil;&otilde;es j&aacute; presentes em nossa sociedade.&rdquo;<\/p>\n<p>Uma breve leitura do dossi&ecirc; demonstra a variedade de temas presentes nas den&uacute;ncias e o retrato ca&oacute;tico da TV brasileira dos anos 2000. Entre elas, discrimina&ccedil;&atilde;o religiosa, homofobia, machismo, racismo e banaliza&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia saltam aos olhos de maneira pouco contest&aacute;vel. As den&uacute;ncias demonstram afrontas &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, ao Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente e at&eacute; tratados internacionais de direitos humanos. <\/p>\n<p>Boa parte &eacute; alvo de A&ccedil;&otilde;es Civis P&uacute;blicas movidas pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, em geral a partir de provoca&ccedil;&otilde;es apresentadas por organiza&ccedil;&otilde;es sociais. As ACPs tornaram-se um dos principais mecanismos de exerc&iacute;cio do controle social, tratando de temas cada vez mais diversos, como os reunido no dossi&ecirc; e que v&atilde;o da explora&ccedil;&atilde;o da degrada&ccedil;&atilde;o humana em programas como o &ldquo;Hora da Verdade&rdquo;, da Bandeirantes, &agrave; ridiculariza&ccedil;&atilde;o de homossexuais em atra&ccedil;&otilde;es como o &ldquo;Zorra Total&rdquo;, da Globo.<\/p>\n<p>Em outros tantos casos, a possibilidade das viola&ccedil;&otilde;es tornarem-se a&ccedil;&otilde;es judiciais ainda n&atilde;o foi explorada pelos cidad&atilde;os e cidad&atilde;s. Nestes, o exerc&iacute;cio do controle social tem se dado pela divulga&ccedil;&atilde;o &agrave; sociedade de casos extremos. Exemplo relatado no dossi&ecirc; &eacute; a pr&aacute;tica sistem&aacute;tica das emissoras de criminaliza&ccedil;&atilde;o de movimentos sociais, sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o ao MST. Em julho deste ano, o &ldquo;Jornal da Noite&rdquo;, da Bandeirantes, veiculou uma s&eacute;rie de cinco programas sobre o movimento, em um contexto que&nbsp; inclu&iacute;a a crise do governo Yeda Crusius (PSDB) e a iniciativa do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do estado em propor a dissolu&ccedil;&atilde;o do MST. Den&uacute;ncias sem fundamento, provas forjadas, testemunhas suspeitas e nenhuma entrevista com membros do movimento fizeram parte do enredo criado pelo telejornal de Boris Casoy.<\/p>\n<p><strong>Controle social x Censura<\/strong><\/p>\n<p>Sempre que uma emissora extrapola os limites do aceit&aacute;vel, o debate sobre controle p&uacute;blico das concess&otilde;es de r&aacute;dio e TV ganha novo cap&iacute;tulo. Fernando de Almeida Martins, procurador da Rep&uacute;blica em Minas Gerais, conta que a a&ccedil;&atilde;o mais recente promovida por ele estava relacionada &agrave; veicula&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do erotizado em hor&aacute;rio impr&oacute;prio no caso da &ldquo;dan&ccedil;a do poste&rdquo; da personagem Alzira (Fl&aacute;via Alessandra), na novela &ldquo;Duas Caras&rdquo;. &ldquo;As cenas foram veiculadas em hor&aacute;rio impr&oacute;prio e depois a Globo ainda reprisou no programa da Ana Maria Braga. Ent&atilde;o entramos com uma nova a&ccedil;&atilde;o cobrando o dobro&rdquo;, conta.<\/p>\n<p>As emissoras, por sua vez, tentam bloquear o avan&ccedil;o do debate tachando as a&ccedil;&otilde;es judiciais e as tentativas de regula&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos impr&oacute;prios de &ldquo;tentativa de censura&rdquo;. Um argumento que ganha cara de ponto final, sobretudo em um pa&iacute;s que ainda se ressente de seu passado autorit&aacute;rio. A sociedade tem respondido subindo o tom. &ldquo;Ora, se a pr&aacute;tica do racismo, por exemplo, &eacute; considerada crime no Brasil e h&aacute; programas de TV que incitam ao racismo, por que os respons&aacute;veis por tal conte&uacute;do n&atilde;o s&atilde;o considerados criminosos?&rdquo;, questiona Bia Barbosa. <\/p>\n<p><strong>Caso Elo&aacute;<\/strong><\/p>\n<p>Nas &uacute;ltimas semanas, mais uma vez uma emissora vale-se da ret&oacute;rica da &ldquo;liberdade de express&atilde;o&rdquo; e da &ldquo;volta da censura&rdquo; para se abster de qualquer responsabilidade social com o que veicula. Trata-se da cobertura do seq&uuml;estro de Santo Andr&eacute;, quando a RedeTV! entrevistou ao vivo a adolescente Elo&aacute; Cristina Pimentel e seu ex-namorado Lindemberg Alves, que mantinha ela e uma amiga ref&eacute;ns. Aconteceu no programa &ldquo;A Tarde &eacute; Sua&rdquo;, apresentado por S&ocirc;nia Abr&atilde;o. Sem mais, a emissora interferiu num crime em pleno andamento. O final da hist&oacute;ria &eacute; conhecido.<\/p>\n<p>&ldquo;A RedeTV! teve uma atua&ccedil;&atilde;o que extrapola os deveres que ela assumiu enquanto concess&atilde;o p&uacute;blica. Quando ela interveio numa a&ccedil;&atilde;o criminal, ela extrapolou os limites da legalidade constitucional&rdquo;, afirma Lalo. Diante da repercuss&atilde;o, o MPF entrou com uma A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica cobrando indeniza&ccedil;&atilde;o de R$ 1,5 milh&atilde;o por danos morais coletivos.<\/p>\n<p>A emissora, em nota, disse que &ldquo;defender&aacute; sempre a liberdade de express&atilde;o e o n&atilde;o cerceamento do direito do jornalismo informar os telespectadores considerando, portanto, essa iniciativa do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, uma forma velada de censura&rdquo;. Curiosamente, a RedeTV! negou-se a responder a esta reportagem e a &ldquo;informar&rdquo; o que pretendia ao entrevistar um criminoso em pleno il&iacute;cito e uma menor de idade.<\/p>\n<p>&ldquo;A not&iacute;cia diz respeito aos atores do processo, o cen&aacute;rio e sua relev&acirc;ncia para a comunidade. Quando a emissora pega esses dados &eacute; come&ccedil;a a explor&aacute;-los de maneira emocional, a transformar agentes em personagens dramatizados, est&aacute; deixando de lado a informa&ccedil;&atilde;o e indo para o sensacionalismo&rdquo; diz Lalo. &ldquo;Informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode se tornar um elemento da a&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o pode intervir, esse &eacute; o limite da informa&ccedil;&atilde;o.&rdquo; <\/p>\n<p>Bia Barbosa lembra que todos os tratados e conven&ccedil;&otilde;es internacionais afirmam que a liberdade de express&atilde;o n&atilde;o pode ser considerada absoluta se outro direito tamb&eacute;m estiver em jogo. &ldquo;No caso, estamos falando da dignidade humana, que n&atilde;o pode ser desrespeitada em nome da liberdade que empresas comerciais reivindicam em nome da audi&ecirc;ncia e do lucro que pretendem obter ao veicular tais conte&uacute;dos.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Concess&otilde;es p&uacute;blicas<\/strong><\/p>\n<p>Ao mesmo tempo que demonstra a insatisfa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil organizada com o conte&uacute;do televisivo, o dossi&ecirc; elaborado pelo Intervozes &eacute; uma tentativa de interferir no processo de renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es. &ldquo;As concess&otilde;es sempre foram tratadas como algo que diz respeito &agrave; empresa e n&atilde;o a sociedade. E como o Estado sempre esteve submisso, esse processo era p&uacute;blico apenas formalmente, pois na pr&aacute;tica era algo privado&rdquo;, diz Lalo. <\/p>\n<p>O documento refor&ccedil;a a id&eacute;ia, amadurecida aos poucos pela a&ccedil;&atilde;o de diversas organiza&ccedil;&otilde;es, de que as viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos precisam constar como crit&eacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o permanente do uso das concess&otilde;es p&uacute;blicas de radiodifus&atilde;o. &ldquo;O que precisamos garantir agora &eacute; que, no caso de desrespeito, estas viola&ccedil;&otilde;es sejam punidas imediatamente&rdquo;, insiste Bia. &ldquo;Isso precisa ser assumido pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, que tem o dever de fiscalizar os conte&uacute;dos veiculados, e tamb&eacute;m pelo Congresso Nacional, que opina no momento da renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es.&rdquo;<\/p>\n<p><\/span><span class=\"padrao\"><strong>*********************************************<\/strong><\/p>\n<p><u><strong>VEJA TAMB&Eacute;M:<\/strong><\/u><\/p>\n<p>&#8211; <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=22191\">Entidades denunciam Estado e emissoras por irregularidades em concess&otilde;es de TV<\/a><br \/><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=22221\">&#8211; Comiss&atilde;o aprova propostas de moderniza&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o<\/a><br \/><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=22290\">&#8211; Arrendamento de tempo de programa&ccedil;&atilde;o evidencia uso indevido de outorgas de TV<\/a><br \/><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=22310\">&#8211; Deputados querem novas cl&aacute;usulas em contratos de outorga de r&aacute;dio e TV<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documento com casos envolvendo Globo, Record e Bandeirantes atesta preocupa\u00e7\u00e3o crescente da sociedade com abusos cometidos pela m\u00eddia; entidades defendem que den\u00fancias sirvam para avaliar concess\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[900],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22284"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22284"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22284\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27984,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22284\/revisions\/27984"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22284"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22284"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22284"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}