{"id":22244,"date":"2008-12-09T16:55:23","date_gmt":"2008-12-09T16:55:23","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22244"},"modified":"2008-12-09T16:55:23","modified_gmt":"2008-12-09T16:55:23","slug":"a-queda-da-bastilha-e-a-nova-ordem-audiovisual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22244","title":{"rendered":"A Queda da Bastilha e a nova ordem audiovisual"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Se &eacute; verdade que &quot;o poder se toma nas telas&quot;, como se gosta de dizer no meio cinematogr&aacute;fico, chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor. Nunca antes na hist&oacute;ria deste planeta houve ambiente t&atilde;o favor&aacute;vel a isso. A nova ordem audiovisual vem em ondas, avassaladoramente, e j&aacute; pode ser vista da praia. Chega carregada pelos ventos da populariza&ccedil;&atilde;o das c&acirc;meras de v&iacute;deo [embutidas nas m&aacute;quinas fotogr&aacute;ficas ou nos celulares], sem d&uacute;vida. Mas tamb&eacute;m pela multiplica&ccedil;&atilde;o de janelas de exibi&ccedil;&atilde;o [do YouTube a solu&ccedil;&otilde;es brasileiras como o Videolog], pelo alastramento de festivais dedicados a novatos [Favela &eacute; Isso A&iacute;, de Beag&aacute;; Ver e Fazer Filmes, de Cataguases; FestFavela, do Rio] e a prolifera&ccedil;&atilde;o de ferramentas de edi&ccedil;&atilde;o simples e gratuitas e de cursos online. No conjunto da obra, trata-se de um movimento hist&oacute;rico, sim. <\/p>\n<p>Que se reflete na abertura progressiva de espa&ccedil;os em canais tradicionalmente engessados, como a televis&atilde;o. E vai levar, queira-se ou n&atilde;o, a uma Tomada da Bastilha audiovisual: uma derrubada de muros que abre &agrave; sociedade uma oportunidade concreta de que ela ocupe espa&ccedil;os e se sinta parte de um patrim&ocirc;nio que &eacute; seu: a televis&atilde;o. Dois novos movimentos [complementares] ajudam a ilustrar isso. De um lado, a cineasta La&iacute;s Bodanzky e seu marido, o roteirista Lu&iacute;s Bolognesi, abrem nova frente na educa&ccedil;&atilde;o audiovisual com o in&iacute;cio das opera&ccedil;&otilde;es do Tela Brasil, uma plataforma de oficinas &agrave; dist&acirc;ncia que disseca a engrenagem da realiza&ccedil;&atilde;o de um filme. La&iacute;s e Lu&iacute;s pavimentam este caminho h&aacute; 12 anos, desde os idos de Cine Mambembe, uma experi&ecirc;ncia de exibi&ccedil;&atilde;o de curtas-metragens em pra&ccedil;a p&uacute;blica. O que come&ccedil;ou com uma Saveiro e um projetor 16mm tornou-se, hoje, uma sala de cinema itinerante com 225 cadeiras, ar-condicionado, sistema de som surround e projetor 35mm, em cinemascope &#8211; em moldes parecidos com o padr&atilde;o Universo Produ&ccedil;&otilde;es, na Mostra de Tiradentes.<\/p>\n<p>A diferen&ccedil;a entre o in&iacute;cio do projeto e o seu upgrade em 2004 foi tanta que optou-se pela mudan&ccedil;a de nome. &Eacute; quando nasce o Cine Tela Brasil. Um e outro guardam uma caracter&iacute;stica comum: a realiza&ccedil;&atilde;o de curtas-metragens a partir de oficinas produzidas com as comunidades dos locais de exibi&ccedil;&atilde;o. Que agora ganham este bra&ccedil;o virtual, capaz de guiar ne&oacute;fitos pelos caminhos da produ&ccedil;&atilde;o, do roteiro, da fotografia, da dire&ccedil;&atilde;o, da trilha sonora e da montagem. S&atilde;o cursos de inicia&ccedil;&atilde;o, evidentemente. Para curiosos em geral &#8211; e gente que gosta de aprender fazendo em particular. A diferen&ccedil;a &eacute; de escala e geografia: &eacute; pra quem quiser e onde estiver, via www.telabr.com.br. A forma&ccedil;&atilde;o de jovens realizadores nas periferias e grot&otilde;es do Brasil &eacute; um trabalho exercitado h&aacute; duas d&eacute;cadas pela produtora Zita Carvalhosa e sua Kinoforum, de S&atilde;o Paulo. &Eacute; ela uma das figuras-chave na segunda a&ccedil;&atilde;o importante que nos bate &agrave; porta &#8211; a partir de hoje [www.teladigital.org.br]. <\/p>\n<p>Trata-se do festival Tela Digital, id&eacute;ia gestada pelo intr&eacute;pido cineasta baiano Jos&eacute; Araripe Jr. e operacionalizada pela Kinoforum, sob demanda da TV Brasil. A palavra de ordem do festival &eacute; &quot;desentube-se&quot;. Um convite expl&iacute;cito para que o realizador n&atilde;o-profissional corra o risco de ver seu v&iacute;deo na televis&atilde;o, e n&atilde;o apenas na Internet. &Eacute; um movimento semelhante ao que alimenta o canal FizTV, da editora Abril. Com uma diferen&ccedil;a fundamental: agora na TV aberta, com exibi&ccedil;&atilde;o remunerada e R$ 60 mil em pr&ecirc;mios. A opera&ccedil;&atilde;o encabe&ccedil;ada pela Kinoforum une duas experi&ecirc;ncias bem-sucedidas no circuito formal: o Festival Internacional de Curtas de S&atilde;o Paulo e o Festival do Minuto. &Eacute; deste segundo a tecnologia usada para a postagem de v&iacute;deos, que permitir&aacute; o recebimento e o julgamento online de todo processo. <\/p>\n<p>A TV Brasil acenou para este caminho em dois momentos ao longo de 2008, com um sistema pioneiro de upload de v&iacute;deos no seu hotsite durante o Carnaval, reproduzido mais tarde nos festejos de S&atilde;o Jo&atilde;o. Os mais interessantes foram parar na televis&atilde;o. &Eacute; um movimento sem volta, este. Que deixa um recado clar&iacute;ssimo: ou a televis&atilde;o se abre para a sociedade e estabelece uma nova din&acirc;mica com ela, ou a sociedade vai migrar de vez [como j&aacute; vem fazendo] para a internet. N&atilde;o &eacute; apenas uma estrat&eacute;gia de sobreviv&ecirc;ncia, mas de renova&ccedil;&atilde;o. E &eacute; de se festejar a infinitude de possibilidades que se abre a partir disso, de uma arejada nas id&eacute;ias emboloradas da televis&atilde;o que se faz hoje mundo afora.  <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se &eacute; verdade que &quot;o poder se toma nas telas&quot;, como se gosta de dizer no meio cinematogr&aacute;fico, chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor. Nunca antes na hist&oacute;ria deste planeta houve ambiente t&atilde;o favor&aacute;vel a isso. 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