{"id":22231,"date":"2008-12-05T17:59:40","date_gmt":"2008-12-05T17:59:40","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22231"},"modified":"2008-12-05T17:59:40","modified_gmt":"2008-12-05T17:59:40","slug":"anatel-ainda-busca-alternativas-para-adiar-renovacao-de-contrato-com-teles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22231","title":{"rendered":"Anatel ainda busca alternativas para adiar renova\u00e7\u00e3o de contrato com teles"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Depois de meses de trabalho na constru&ccedil;&atilde;o do Plano Geral de Atualiza&ccedil;&atilde;o da Regulamenta&ccedil;&atilde;o (PGR) e de um no Plano Geral da Outorgas (PGO), a Ag&ecirc;ncia Nacional Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) tem um novo desafio ainda em 2008. E n&atilde;o se trata da an&aacute;lise da anu&ecirc;ncia pr&eacute;via &agrave; compra da Brasil Telecom pela Oi. O desafio desta vez &eacute; como atender a demanda do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es para adiar a consulta p&uacute;blica sobre a revis&atilde;o dos contratos de concess&atilde;o das concession&aacute;rias do STFC [telefonia fixa]. <\/p>\n<p>Apesar de a id&eacute;ia ter sido comentada publicamente pelo ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa, o assunto ainda n&atilde;o ganhou ares &quot;oficiais&quot; dentro da ag&ecirc;ncia reguladora. Mas na &aacute;rea t&eacute;cnica da ag&ecirc;ncia reguladora e nos gabinetes dos conselheiros j&aacute; se discutem alternativas para atender a nova demanda.<\/p>\n<p><strong>Quebra de contrato<\/strong><\/p>\n<p>A principal preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; um entendimento que come&ccedil;a a crescer dentro da ag&ecirc;ncia de que o adiamento puro e simples da consulta p&uacute;blica pode ser considerada uma quebra de cl&aacute;usula contratual por parte da Uni&atilde;o.<\/p>\n<p>TeleTime News apurou que h&aacute; d&uacute;vidas sobre a viabilidade da prorroga&ccedil;&atilde;o e o tema n&atilde;o seria consensual dentro do conselho diretor caso se coloque em discuss&atilde;o um adiamento sum&aacute;rio da consulta. O problema est&aacute; no fato de os contratos de concess&atilde;o em vigor citarem claramente quando os contratos poder&atilde;o ser revisados e o calend&aacute;rio de sugest&atilde;o das mudan&ccedil;as.<\/p>\n<p>O problema estaria na cl&aacute;usula 3.2, que diz o seguinte: &quot;O presente contrato poder&aacute; ser alterado em 31 de dezembro de 2010, 31 de dezembro de 2015 e 31 de dezembro de 2020 para estabelecer novos condicionamentos, novas metas para universaliza&ccedil;&atilde;o e para qualidade (&#8230;)&quot;. No par&aacute;grafo subseq&uuml;ente, que a &quot;Anatel, 24 meses antes das altera&ccedil;&otilde;es previstas nesta cl&aacute;usula, far&aacute; publicar consulta p&uacute;blica com sua proposta (&#8230;)&quot;.<\/p>\n<p><strong>Op&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>O entendimento de alguns conselheiros &eacute; que adiar simplesmente a consulta poderia abrir espa&ccedil;o para contesta&ccedil;&otilde;es no futuro, sob a alega&ccedil;&atilde;o de uma quebra contratual por conta do que est&aacute; redigido nesta cl&aacute;usula. Mesmo que as pr&oacute;prias empresas concordem.<\/p>\n<p>Um caminho seria a exclus&atilde;o da cl&aacute;usula antes de realizar o adiamento, mas esta pode n&atilde;o ser uma medida simples. Teoricamente, para mexer nos contratos, seria necess&aacute;ria uma consulta p&uacute;blica. Com poucos dias para uma decis&atilde;o, a consulta teria que ser bastante r&aacute;pida para funcionar; por dez dias, por exemplo. A exclus&atilde;o funcionaria porque a legisla&ccedil;&atilde;o do setor permite que os contratos sejam revistos &quot;a qualquer tempo&quot; pela Anatel desde que haja entendimento com as concession&aacute;rias.<\/p>\n<p>Outra op&ccedil;&atilde;o &eacute; n&atilde;o adiar efetivamente o in&iacute;cio da consulta, mas along&aacute;-la. Dentro desta vertente, a Anatel colocaria uma proposta pr&eacute;via em consulta at&eacute; o dia 31 de dezembro de 2008, como manda o contrato. E procederia altera&ccedil;&otilde;es e inclus&otilde;es, caso os ajustes se fa&ccedil;am necess&aacute;rios, ao longo de 2009. Em uma primeira an&aacute;lise, esta op&ccedil;&atilde;o poderia dar certo porque n&atilde;o h&aacute; nenhuma restri&ccedil;&atilde;o regulat&oacute;ria ou legal para que a Anatel mexa no texto proposto depois da primeira consulta, desde que essas mudan&ccedil;as sejam tamb&eacute;m discutidas publicamente.<\/p>\n<p><strong>Sobrecarga ou BrT-Oi?<\/strong><\/p>\n<p>Vale lembrar que o que levou o Minicom a pedir o adiamento foi a sobrecarga de tarefas que a Anatel teve neste ano e a an&aacute;lise, ainda em curso, do pedido de anu&ecirc;ncia pr&eacute;via &agrave; compra da Brasil Telecom pela Oi, segundo declarou o ministro H&eacute;lio costa a este notici&aacute;rio. Ele alegou tamb&eacute;m que at&eacute; agora nenhuma proposta foi encaminhada ao Minicom para an&aacute;lise.<\/p>\n<p>Contudo, h&aacute; meses os t&eacute;cnicos da ag&ecirc;ncia v&ecirc;m trabalhando na proposta de revis&atilde;o contratual, inclusive em reuni&otilde;es com a participa&ccedil;&atilde;o de membros do conselho da ag&ecirc;ncia. Como a &aacute;rea t&eacute;cnica j&aacute; teria ao menos parte da proposta de revis&atilde;o contratual pronta e em discuss&atilde;o interna, a alternativa de fazer uma consulta &quot;light&quot; neste ano e aparar as arestas em 2009 n&atilde;o aumentaria inicialmente o trabalho da ag&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Do ponto de vista t&eacute;cnico, o adiamento completo sem a exclus&atilde;o da cl&aacute;usula contratual precisaria de justificativas mais profundas do que a sobrecarga de tarefas. Como a a&ccedil;&atilde;o afeta os contratos de concess&atilde;o de um servi&ccedil;o p&uacute;blico, o Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU) pode analisar uma eventual quebra de contrato se assim desejar. Al&eacute;m de fiscalizar a concess&atilde;o de outorgas p&uacute;blicas, cabe ao TCU acompanhar a execu&ccedil;&atilde;o dos contratos resultantes dessas outorgas e o desempenho das ag&ecirc;ncias reguladoras. E um adiamento sem uma motiva&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica poderia ser objeto de an&aacute;lise por parte do tribunal em conson&acirc;ncia com essas duas &uacute;ltimas atribui&ccedil;&otilde;es do &oacute;rg&atilde;o de fiscaliza&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>TCU<\/strong><\/p>\n<p>O entendimento sobre acompanhamento de revis&otilde;es contratuais &eacute; que a Anatel, assim como as demais ag&ecirc;ncias reguladoras, pode fazer revis&otilde;es contratuais extraordin&aacute;rias, ou seja, fora do calend&aacute;rio pr&eacute;-estabelecido. Nestes casos, no entanto, as mudan&ccedil;as devem servir para recuperar o equil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro da concess&atilde;o e podem partir tanto da ag&ecirc;ncia quanto por provoca&ccedil;&atilde;o das empresas.<\/p>\n<p>No caso da revis&atilde;o em quest&atilde;o, as empresas n&atilde;o teriam reclamado de desequil&iacute;brio. Questionadas pela Anatel, as concession&aacute;rias apresentaram suas opini&otilde;es sobre o tema. As &uacute;ltimas cartas chegaram nessa quarta-feira (3), e em linhas gerais, segundo fontes, as teles n&atilde;o v&ecirc;em problemas no adiamento. <\/p>\n<p>Essa concord&acirc;ncia, no entanto, demonstra que n&atilde;o h&aacute; um aparente desequil&iacute;brio nos contratos. Fora a alternativa das revis&otilde;es extraordin&aacute;rias, as ag&ecirc;ncias teriam a obriga&ccedil;&atilde;o de seguir o calend&aacute;rio de revis&atilde;o contratual estabelecido previamente com as concession&aacute;rias. Assim, caso o adiamento seja feito sem a exclus&atilde;o da cl&aacute;usula, seria poss&iacute;vel concluir que a Anatel rompeu a previs&atilde;o de revis&atilde;o e, ao execut&aacute;-la mais tarde, estaria lan&ccedil;ando m&atilde;o de uma &quot;revis&atilde;o extraordin&aacute;ria&quot;.<\/p>\n<p>Nessas circunst&acirc;ncias, &eacute; poss&iacute;vel que o TCU pe&ccedil;a explica&ccedil;&otilde;es no futuro sobre qual o &quot;desequil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro&quot; foi constatado para justificar a mudan&ccedil;a fora do calend&aacute;rio. E, se havia desequil&iacute;brio, o que teria levado a Anatel a n&atilde;o fazer a revis&atilde;o agendada como previsto no contrato? Por todas essas quest&otilde;es, o pedido do Minicom para adiar a consulta pode acabar dando mais trabalho &agrave; ag&ecirc;ncia do que o previsto. A Anatel ainda n&atilde;o come&ccedil;ou a deliberar oficialmente sobre o assunto e n&atilde;o h&aacute; nenhuma reuni&atilde;o interna agendada para essa sexta-feira (5). Assim, o tema s&oacute; deve come&ccedil;ar a ser discutido formalmente na pr&oacute;xima semana.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de meses de trabalho na constru&ccedil;&atilde;o do Plano Geral de Atualiza&ccedil;&atilde;o da Regulamenta&ccedil;&atilde;o (PGR) e de um no Plano Geral da Outorgas (PGO), a Ag&ecirc;ncia Nacional Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) tem um novo desafio ainda em 2008. E n&atilde;o se trata da an&aacute;lise da anu&ecirc;ncia pr&eacute;via &agrave; compra da Brasil Telecom pela Oi. 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