{"id":22163,"date":"2008-11-24T17:42:04","date_gmt":"2008-11-24T17:42:04","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22163"},"modified":"2008-11-24T17:42:04","modified_gmt":"2008-11-24T17:42:04","slug":"mpf-e-seae-nao-descartam-cobranca-do-ponto-extra-mas-exigem-base-tecnica-para-consolidar-posicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22163","title":{"rendered":"MPF e Seae n\u00e3o descartam cobran\u00e7a do ponto extra, mas exigem base t\u00e9cnica para consolidar posi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">A pol&ecirc;mica em torno da gratuidade do ponto extra nos servi&ccedil;os de TV por assinatura foi tema de debate nesta sexta-feira (21), no Conselho Consultivo da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel). A surpresa &eacute; que nem o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, nem o Minist&eacute;rio da Fazenda e nem mesmo a Anatel defenderam a gratuidade. <\/p>\n<p>A discuss&atilde;o n&atilde;o foi, contudo, conclusiva. Serviu para demonstrar os diversos interesses e interpreta&ccedil;&otilde;es que rondam a norma editada pela Anatel, cuja vig&ecirc;ncia dos artigos que tratam deste tema est&aacute; suspensa desde junho deste ano. <\/p>\n<p>A falta de clareza t&eacute;cnica na norma gerou cr&iacute;ticas por parte do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (MPF) e ressalvas da Secretaria de Acompanhamento Econ&ocirc;mico (Seae). Os representantes dessas entidades n&atilde;o fecharam uma opini&atilde;o sobre a validade ou n&atilde;o da gratuidade do ponto extra. Para eles, o importante &eacute; que a Anatel embase tecnicamente qualquer decis&atilde;o que venha tomar. <\/p>\n<p>A interpreta&ccedil;&atilde;o do MPF &eacute; que a norma em vigor permite a cobran&ccedil;a do ponto extra e, por isso, caber&aacute; &agrave; Anatel respaldar melhor a tese da gratuidade caso siga com esta opini&atilde;o. O temor do procurador Paulo Jos&eacute; da Rocha J&uacute;nior &eacute; que a libera&ccedil;&atilde;o do ponto extra gere efeitos colaterais para o setor, como o aumento do pre&ccedil;o da assinatura. Em suas declara&ccedil;&otilde;es, o procurador mostrou que o entendimento do Minist&eacute;rio P&uacute;blico pende a favor da cobran&ccedil;a do servi&ccedil;o. &quot;Pela regra que h&aacute; hoje n&atilde;o se faz nenhuma isen&ccedil;&atilde;o ao ponto extra&quot;, afirmou o procurador. &quot;E n&atilde;o h&aacute; nenhum estudo que embase isso (gratuidade)&quot;, complementou. <\/p>\n<p>As mesmas preocupa&ccedil;&otilde;es foram manifestadas pelo coordenador-geral de Com&eacute;rcio e Servi&ccedil;os da Seae, Marcelo Ramos. Segundo Ramos, a op&ccedil;&atilde;o pela gratuidade pode gerar um &quot;risco moral&quot;, manifestado, por exemplo, com um demanda excessiva de pontos extras apenas porque o servi&ccedil;o &eacute; gratuito. O tema &eacute; sens&iacute;vel porque, at&eacute; o momento, as avalia&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas apontam para a exist&ecirc;ncia de custos associados &agrave; instala&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o dos pontos extras. <\/p>\n<p><strong>ABTA ataca <\/strong><\/p>\n<p>O representante da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Ricardo Lagreca Siqueira, disse que existem diversos estudos, inclusive um formulado pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunica&ccedil;&otilde;es (CPqD), comprovando os custos do ponto extra. A l&oacute;gica neste caso &eacute; que, se h&aacute; um risco de gerar uma demanda descontrolada, as operadoras ser&atilde;o oneradas com uma decis&atilde;o a favor da gratuidade. E naturalmente esses custos seriam repassados ao consumidor no futuro. <\/p>\n<p>Um estudo da Seae apontou que, no Brasil, este servi&ccedil;o &eacute; um dos mais caros do mundo, chegando a ser cobrado por cada ponto extra um valor equivalente a at&eacute; 62% do valor da assinatura mensal. No entanto, a solu&ccedil;&atilde;o para a redu&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os, na opini&atilde;o do representante da Seae, seria o aumento da competi&ccedil;&atilde;o neste setor e n&atilde;o a extirpa&ccedil;&atilde;o da cobran&ccedil;a do ponto extra. <\/p>\n<p><strong>Sem respaldo<\/strong> <\/p>\n<p>As declara&ccedil;&otilde;es do representante do MPF podem gerar uma reviravolta nas an&aacute;lises da Anatel. Isso porque os defensores da gratuidade do servi&ccedil;o dentro da ag&ecirc;ncia basearam-se em uma manifesta&ccedil;&atilde;o do MPF de Minas Gerais para rever a interpreta&ccedil;&atilde;o da norma editada pela pr&oacute;pria Anatel em 2007. Os representantes mineiros do minist&eacute;rio p&uacute;blico defenderam, no passado, que a leitura do regulamento deveria estar associada &agrave;s previs&otilde;es do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor (CDC). Por este &acirc;ngulo, a interpreta&ccedil;&atilde;o da norma seria pela gratuidade plena do ponto extra. <\/p>\n<p>A &aacute;rea t&eacute;cnica da Anatel n&atilde;o concorda com esta vis&atilde;o. O superintendente de servi&ccedil;os de comunica&ccedil;&atilde;o de massa, Ara Apkar Minassian, refor&ccedil;ou na reuni&atilde;o de hoje que o entendimento t&eacute;cnico sempre foi no sentido de impedir a cobran&ccedil;a repetida da programa&ccedil;&atilde;o e que a gratuidade n&atilde;o se estenderia aos &quot;custos adicionais&quot; relacionados &agrave; presta&ccedil;&atilde;o desse servi&ccedil;o. &quot;Houve uma interpreta&ccedil;&atilde;o err&ocirc;nea do artigo 29. O que o mercado e os consumidores entenderam? Que n&atilde;o havia custo integral, sendo que se falava em programa&ccedil;&atilde;o. A omiss&atilde;o da palavra &#39;programa&ccedil;&atilde;o&#39; gerou toda essa confus&atilde;o em que estamos envolvidos&quot;, alegou o superintendente. <\/p>\n<p>Minassian concorda que o importante para o setor &eacute; aumentar a competi&ccedil;&atilde;o e que impor a gratuidade na oferta do ponto extra pode ter efeitos nocivos no futuro. &quot;Se o ponto extra n&atilde;o puder ser cobrado, n&atilde;o tem problema nenhum para as operadoras, porque a empresa vai tirar l&aacute; na frente esse valor nas novas assinaturas. Ou seja, os assinantes das classes D e E acabar&atilde;o pagando por um servi&ccedil;o destinado para as classes A e B. Por isso tem que se ter muito cuidado com essa decis&atilde;o&quot;, afirmou. <\/p>\n<p><strong>Consumidor <\/strong><\/p>\n<p>Os representantes das entidades de defesa do consumidor insistiram que a gratuidade plena deve ser institu&iacute;da em nome do que est&aacute; previsto no CDC. &quot;N&atilde;o &eacute; um favor. &Eacute; uma mera fun&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia defender o consumidor na forma da lei. Se houve um entendimento d&uacute;bio, temos que interpret&aacute;-lo (o regulamento) dentro dos ditames do c&oacute;digo de defesa do consumidor&quot;, avaliou o conselheiro Walter Faiad, um dos representantes do consumidor no grupo consultivo. <\/p>\n<p>No momento, os artigos que tratam do ponto extra no Regulamento de Prote&ccedil;&atilde;o dos Direitos dos Assinantes dos Servi&ccedil;os de Televis&atilde;o por Assinatura continuam suspensos. O assunto j&aacute; est&aacute; no Conselho Diretor para uma decis&atilde;o final sobre a gratuidade ou n&atilde;o do servi&ccedil;o. A quest&atilde;o ainda n&atilde;o foi conclu&iacute;da porque a conselheira Em&iacute;lia Ribeiro pediu vistas do processo e resolveu aguardar o debate realizado hoje no Conselho Consultivo para arrematar seu voto. Em&iacute;lia participou de boa parte do encontro e manteve sua equipe de assessores presente durante todo o debate.  <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pol&ecirc;mica em torno da gratuidade do ponto extra nos servi&ccedil;os de TV por assinatura foi tema de debate nesta sexta-feira (21), no Conselho Consultivo da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel). A surpresa &eacute; que nem o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, nem o Minist&eacute;rio da Fazenda e nem mesmo a Anatel defenderam a gratuidade. 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