{"id":22162,"date":"2008-11-24T17:33:50","date_gmt":"2008-11-24T17:33:50","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22162"},"modified":"2008-11-24T17:33:50","modified_gmt":"2008-11-24T17:33:50","slug":"tratamento-desigual-prejudica-radiodifusao-comunitaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22162","title":{"rendered":"Tratamento desigual prejudica radiodifus\u00e3o comunit\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p> \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">As r&aacute;dios comunit&aacute;rias continuam recebendo tratamento desigual dos poderes p&uacute;blicos, enquanto as emissoras comerciais s&atilde;o tratadas com benevol&ecirc;ncia. Para Jos&eacute; Luiz do Nascimento S&oacute;ter, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Radiodifus&atilde;o Comunit&aacute;ria (Abra&ccedil;o), isso se d&aacute; porque &ldquo;h&aacute; sempre dois pesos e duas medidas no trato da radiodifus&atilde;o. As r&aacute;dios comunit&aacute;rias s&atilde;o tratadas como um empecilho &agrave;s r&aacute;dios comerciais, e sofrem todas as intransig&ecirc;ncias poss&iacute;veis por isso&rdquo;. <\/p>\n<p>Exemplo do tratamento diferenciado, citado por S&oacute;ter, diz respeito ao consentimento do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es (Minicom) para as r&aacute;dios comerciais operarem sem a renova&ccedil;&atilde;o da outorga. Segundo levantamento da Abra&ccedil;o\/RS, 204 r&aacute;dios comerciais operam ilegalmente no estado. Dessas, 24 operam nos munic&iacute;pios de Pelotas e de Santa Maria e regi&atilde;o. <\/p>\n<p>No munic&iacute;pio de Santa Maria, em decorr&ecirc;ncia de uma den&uacute;ncia feita pelo dirigente da associa&ccedil;&atilde;o que mant&eacute;m a r&aacute;dio comunit&aacute;ria Integra&ccedil;&atilde;o FM, a representa&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal no munic&iacute;pio questionou o Minicom quanto &agrave; permiss&atilde;o dada &agrave;s emissoras para funcionar indevidamente. Den&uacute;ncia semelhante foi feita pela emissora comunit&aacute;ria L&iacute;der FM de Pelotas, relativamente &agrave;s emissoras comerciais locais. Em resposta, o Minicom argumentou que a concord&acirc;ncia do &oacute;rg&atilde;o com a situa&ccedil;&atilde;o de irregularidade das 13 emissoras da regi&atilde;o de Santa Maria (9 em Santa Maria, 2 em J&uacute;lio de Castilhos e 2 em Santiago) e das 11 do munic&iacute;pio de Pelotas &eacute; provis&oacute;ria e &ldquo;visa proteger o interesse p&uacute;blico, evitando privar o cidad&atilde;o do direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. <\/p>\n<p>Ainda segundo o Minicom, &ldquo;h&aacute; que se considerar que, mesmo tendo realizado o pedido de renova&ccedil;&atilde;o de outorgas intempestivamente&rdquo;, as entidades ao manifestarem o interesse em continuar prestando o servi&ccedil;o de radiodifus&atilde;o merecem ter o seu processo analisado. Para S&oacute;ter, essa postura &ldquo;&eacute; de quem tem um lado a defender. Eles fazem vistas grossas &agrave;s irregularidades das r&aacute;dios comerciais e ca&ccedil;am com lupa as v&iacute;rgulas e os pontos divergentes que venham causar qualquer mal-entendido num processo de um r&aacute;dio comunit&aacute;ria&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Parceria com r&aacute;dio comunit&aacute;ria &eacute; questionada <\/strong><\/p>\n<p>No munic&iacute;pio de Bag&eacute;\/RS, a R&aacute;dio Sinttonia FM, da Associa&ccedil;&atilde;o Pr&oacute;-R&aacute;dio Difus&atilde;o Comunit&aacute;ria do Bairro Camillo Gomes, &eacute; mais um exemplo das dificuldades enfrentadas pelas comunit&aacute;rias . A entidade entrou com o requerimento para concess&atilde;o de outorga em 1998, mas desde 2003 opera atrav&eacute;s de liminares. Nesse tempo j&aacute; foi lacrada cinco vezes e sofreu a apreens&atilde;o dos seus equipamentos. &rdquo;Estamos completando neste ano, dez anos de descaso, de falta de respeito com o cidad&atilde;o&rdquo;, diz o diretor da emissora, Dan&uacute;bio Barcelos. <\/p>\n<p>A Sinttonia FM foi a primeira no estado a veicular o programa Prosa Rural em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria (Embrapa). A veicula&ccedil;&atilde;o semanal do programa, produzido pela Embrapa e abordando quest&otilde;es do campo, &ldquo;consolidou a nossa r&aacute;dio como um importante canal da Embrapa com a popula&ccedil;&atilde;o. Recebemos inclusive um certificado da Embrapa por isso&rdquo;, afirma Barcelos. <\/p>\n<p>Entretanto, a atitude da Embrapa foi questionada pela representa&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal em Bag&eacute;, que indagou &agrave; empresa sobre as suas rela&ccedil;&otilde;es com a r&aacute;dio Sinttonia FM. Procurada pelo e-F&oacute;rum, a Embrapa preferiu n&atilde;o se manifestar. De acordo com o presidente da Abra&ccedil;o, a situa&ccedil;&atilde;o vivida pela Sinttonia FM refor&ccedil;a as contradi&ccedil;&otilde;es entre os tratamentos dados &agrave;s r&aacute;dios comunit&aacute;rias e &agrave;s comerciais, uma vez que visa intimidar futuras parcerias de &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos e empresas com as emissoras de car&aacute;ter tipicamente comunit&aacute;rio. Ao mesmo tempo as emissoras comerciais obt&ecirc;m autoriza&ccedil;&atilde;o para continuarem funcionando, mesmo em situa&ccedil;&atilde;o irregular, porque estariam &ldquo;servindo &agrave; comunidade&rdquo;. <\/p>\n<p><strong>Obten&ccedil;&atilde;o de outorgas ainda enfrenta obst&aacute;culos<\/strong><\/p>\n<p>Destacando entre os principais obst&aacute;culos enfrentados pelas r&aacute;dios comunit&aacute;rias, S&oacute;ter assinala a falta de clareza do Minicom nos crit&eacute;rios de escolha para conceder as outorgas. Segundo o dirigente muitas vezes uma r&aacute;dio realmente comunit&aacute;ria &eacute; preterida por outras &ldquo;utilizadas por igrejas que apresentam uma lista de fi&eacute;is como apoiadores. Fi&eacute;is que podem nem saber ao certo o que est&atilde;o assinando&rdquo;, afirma. <\/p>\n<p>A extensa documenta&ccedil;&atilde;o exigida para regulariza&ccedil;&atilde;o das emissoras, o alto custo dos equipamentos, a rigidez das especifica&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas, contidas na Lei 9.612\/98 que institui a radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria, somados &agrave; morosidade na an&aacute;lise dos pedidos de concess&atilde;o s&atilde;o outras barreiras apontadas por S&oacute;ter. Em julho desse ano o governo federal divulgou que estuda propostas para agilizar o processo. At&eacute; agora, no entanto, nenhuma nova medida foi anunciada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As r&aacute;dios comunit&aacute;rias continuam recebendo tratamento desigual dos poderes p&uacute;blicos, enquanto as emissoras comerciais s&atilde;o tratadas com benevol&ecirc;ncia. 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