{"id":22127,"date":"2008-11-14T17:49:24","date_gmt":"2008-11-14T17:49:24","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22127"},"modified":"2008-11-14T17:49:24","modified_gmt":"2008-11-14T17:49:24","slug":"com-saida-de-bittar-da-camara-projeto-pode-tomar-novo-rumo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22127","title":{"rendered":"Com sa\u00edda de Bittar da C\u00e2mara, projeto pode tomar novo rumo"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Sem seu principal defensor, o Projeto de Lei 29\/2007, que trata dos servi&ccedil;os de TV por assinatura e do audiovisual, pode sucumbir &agrave; falta de acordo em torno da proposta. O defensor em quest&atilde;o &eacute; o deputado Jorge Bittar (PT\/RJ), que ir&aacute; se licenciar da C&acirc;mara dos Deputados em 2009 para assumir a Secretaria de Habita&ccedil;&atilde;o da prefeitura do Rio de Janeiro. A estrat&eacute;gia montada por Bittar para agilizar a vota&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem encontrado guarida entre os demais deputados da Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCTI). E mesmo quem se coloca ao lado do parlamentar tem ressalvas sobre a viabilidade de aprova&ccedil;&atilde;o ainda neste ano. <br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">&Eacute; o caso do deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB\/CE). Porta-voz do partido na CCTI quando o assunto &eacute; PL-29, Lustosa v&ecirc; com bons olhos a id&eacute;ia de pedir que o projeto tramite em regime de urg&ecirc;ncia. Mas pondera se este &eacute; o momento certo para apresentar a proposta ao Col&eacute;gio de L&iacute;deres Partid&aacute;rios. &quot;S&oacute; vai prosperar a id&eacute;ia de entrar em regime de urg&ecirc;ncia quando o projeto estiver maduro&quot;, afirma. <\/p>\n<p>Lustosa conta que Bittar est&aacute; seguro de que j&aacute; existe consenso sobre a maior parte dos pontos pol&ecirc;micos. Um &uacute;nico item ainda seria tratado como um assunto delicado, segundo o parlamentar: a transmiss&atilde;o via internet. &quot;Segundo ele, Bittar, o projeto est&aacute; ok&quot;, conta Lustosa. No entanto, a opini&atilde;o do deputado &eacute; que a tramita&ccedil;&atilde;o em regime de urg&ecirc;ncia, t&atilde;o desejada por Bittar, &eacute; apenas o primeiro e mais simples passo em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; vota&ccedil;&atilde;o. &quot;O regime de urg&ecirc;ncia apenas n&atilde;o adianta muita coisa, porque tem uma fila para entrar na pauta e tem uns 400 projetos na fila. Uma coisa &eacute; a urg&ecirc;ncia; outra &eacute; o Arlindo Chinaglia (presidente da C&acirc;mara) querer incluir o projeto na pauta.&quot; <\/p>\n<p><strong>S&oacute; no Plen&aacute;rio<\/strong><\/p>\n<p>A tramita&ccedil;&atilde;o em regime de urg&ecirc;ncia permite que qualquer projeto seja levado diretamente ao Plen&aacute;rio da Casa para vota&ccedil;&atilde;o, mesmo que a an&aacute;lise pelas comiss&otilde;es tem&aacute;ticas ainda n&atilde;o tenha sido conclu&iacute;da. O regimento possibilita ainda que o texto seja analisado concomitantemente pelas diversas comiss&otilde;es tem&aacute;ticas, o que agiliza a tramita&ccedil;&atilde;o. O foco atual de Bittar, segundo sua equipe, &eacute; lan&ccedil;ar m&atilde;o dessa segunda alternativa. Assim, o PL-29 voltaria &agrave; CCTI e, por conseq&uuml;&ecirc;ncia, para a relatoria de Bittar. Atualmente, o texto est&aacute; em an&aacute;lise na Comiss&atilde;o de Defesa do Consumidor (CDC) onde o relator o deputado Vital do R&ecirc;go Filho (PMDB\/PB), que tamb&eacute;m preside o grupo. <\/p>\n<p>Com rela&ccedil;&atilde;o ao encaminhamento do PL ap&oacute;s uma eventual aprova&ccedil;&atilde;o do regime de urg&ecirc;ncia, os deputados que t&ecirc;m negociado com Bittar s&atilde;o un&acirc;nimes: s&oacute; faz sentido mudar o regime da proposta para lev&aacute;-la diretamente ao Plen&aacute;rio. Para o presidente da CCTI, deputado Walter Pinheiro (PT\/BA), &eacute; preciso ter pleno consenso sobre a proposta antes mesmo de apresent&aacute;-la como candidata &agrave; urg&ecirc;ncia. &quot;Tem que existir um parecer consensual sobre o m&eacute;rito da proposta para lev&aacute;-la ao Col&eacute;gio de L&iacute;deres. E isso ainda est&aacute; sendo constru&iacute;do&quot;, afirma Pinheiro, que n&atilde;o acredita haver mais tempo h&aacute;bil para resolver toda a quest&atilde;o ainda neste ano. <\/p>\n<p><strong>Agenda tumultuada<\/strong> <\/p>\n<p>Em alguns c&iacute;rculos pol&iacute;ticos o ceticismo &eacute; ainda maior sobre o destino do projeto. Nesta quarta-feira (13), o DEM decidiu entrar em obstru&ccedil;&atilde;o &#8211; n&atilde;o votar&aacute; projetos at&eacute; segunda ordem e a presen&ccedil;a de seus deputados n&atilde;o ser&aacute; contada para a forma&ccedil;&atilde;o de qu&oacute;rum no Plen&aacute;rio &#8211; e, segundo fontes, o posicionamento se refletir&aacute; tamb&eacute;m no trabalho das comiss&otilde;es. A decis&atilde;o nada tem a ver com o PL-29. A decis&atilde;o pela obstru&ccedil;&atilde;o faz parte da disputa em torno das regras de fidelidade partid&aacute;ria. <\/p>\n<p>Com a decis&atilde;o tomada hoje, &eacute; improv&aacute;vel que o DEM feche qualquer acordo sobre o encaminhamento de projetos ao Plen&aacute;rio, segundo contam fontes da lideran&ccedil;a. Al&eacute;m do mais, o entendimento do partido &eacute; que o projeto n&atilde;o est&aacute; maduro para ser votado no momento, contrariando os progn&oacute;sticos de Bittar.<\/p>\n<p>Outra pe&ccedil;a no quebra-cabe&ccedil;a da vota&ccedil;&atilde;o do PL-29 &eacute; a proximidade do fim do ano legislativo. <\/p>\n<p>Faltando pouco mais de um m&ecirc;s para o recesso de fim de ano, a previs&atilde;o dentro do Congresso &eacute; que os deputados comecem a se dedicar apenas ao Or&ccedil;amento de 2009, reduzindo drasticamente os trabalhos das comiss&otilde;es a partir da pr&oacute;xima semana. Vale lembrar que, regimentalmente, os parlamentares s&oacute; podem sair em recesso ap&oacute;s aprovado o or&ccedil;amento do pr&oacute;ximo ano. <\/p>\n<p><strong>Sucess&atilde;o<\/strong> <\/p>\n<p>Um &uacute;ltimo aspecto tem alterado os &acirc;nimos em torno do PL-29: a sucess&atilde;o no Congresso. PMDB e PT t&ecirc;m negociado a sucess&atilde;o e o perfil das comiss&otilde;es depender&aacute; da configura&ccedil;&atilde;o das mesas das presid&ecirc;ncias. Com a iminente troca de comando nas comiss&otilde;es, h&aacute; quem defenda que a melhor atitude agora &eacute; aguardar 2009 para mexer com projetos pol&ecirc;micos como o PL-29. <\/p>\n<p>O novo ano legislativo traz tamb&eacute;m a necessidade de troca dos relatores dos projetos, caso os deputados n&atilde;o permane&ccedil;am nas mesmas comiss&otilde;es ou n&atilde;o tenham conseguido se reeleger. No caso do PL 29, &eacute; inevit&aacute;vel a escolha de um sucessor para a relatoria na CCTI. Um dos nomes cotados &eacute; o do peemedebista Paulo Henrique Lustosa, que al&eacute;m de ser de um partido aliado ao governo, tem participado ativamente das negocia&ccedil;&otilde;es. &quot;Depende da composi&ccedil;&atilde;o da mesa, mas &eacute; poss&iacute;vel sim&quot;, afirma Lustosa ao ser questionado sobre o assunto. <\/p>\n<p>Fontes contam que o atual relator na CDC, Vital do R&ecirc;go Filho, n&atilde;o estaria satisfeito com a insist&ecirc;ncia de Bittar em se manter &agrave; frente das negocia&ccedil;&otilde;es do PL-29 enquanto o texto tramita em sua comiss&atilde;o, o que teria estremecido as rela&ccedil;&otilde;es com o PMDB sobre o tema. Lustosa nega que haja qualquer constrangimento. Mas uma eventual escolha de outro peemedebista para a relatoria poderia resolver definitivamente qualquer saia-justa com rela&ccedil;&atilde;o ao PMDB, analisam observadores. <\/p>\n<p><strong>Despedida<\/strong> <\/p>\n<p>Enquanto isso, Bittar se despediu hoje informalmente de suas atividades como parlamentar em uma carta aberta divulgada em seu blog. No documento, al&eacute;m de falar de seus novos desafios na administra&ccedil;&atilde;o carioca, o deputado manda um recado para os agentes envolvidos nos debates do PL-29. <\/p>\n<p>&quot;A partir de janeiro de 2009, ao assumir o cargo de secret&aacute;rio municipal de Habita&ccedil;&atilde;o, por for&ccedil;a de Lei terei que abdicar das atividades parlamentares. Isso n&atilde;o significa, contudo, que me tornarei alheio a essas quest&otilde;es&quot;, afirma o deputado depois de descrever seu trabalho no PL-29 e em outros projetos na C&acirc;mara. &quot;Compromisso assumido e palavra empenhada devem ser honrados, sen&atilde;o diretamente, ao menos indiretamente. Mesmo ausente fisicamente da C&acirc;mara dos Deputados, n&atilde;o deixarei de acompanhar a tramita&ccedil;&atilde;o dos projetos que considero importantes e de fazer gest&otilde;es juntos aos colegas parlamentares para que sejam aprovados com urg&ecirc;ncia.&quot; <\/p>\n<p>Indiretamente, o pr&oacute;prio Bittar reconheceu, assim, que a batalha este ano est&aacute; encerrada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem seu principal defensor, o Projeto de Lei 29\/2007, que trata dos servi&ccedil;os de TV por assinatura e do audiovisual, pode sucumbir &agrave; falta de acordo em torno da proposta. 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