{"id":22067,"date":"2008-11-05T18:51:56","date_gmt":"2008-11-05T18:51:56","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22067"},"modified":"2008-11-05T18:51:56","modified_gmt":"2008-11-05T18:51:56","slug":"associacao-dos-consumidores-entram-com-representacao-contra-pgo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22067","title":{"rendered":"Associa\u00e7\u00e3o dos consumidores entram com representa\u00e7\u00e3o contra PGO"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">A batalha judicial contra a mudan&ccedil;a no Plano Geral de Outorgas (PGO) teve in&iacute;cio nesta ter&ccedil;a-feira (4). Hoje, o Movimento Defenda S&atilde;o Paulo e o Indec Telecom &#8211; que integram a Frente dos Consumidores de Telecomunica&ccedil;&otilde;es -, apresentaram uma representa&ccedil;&atilde;o no Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (MPF) contestando a legalidade da reforma e levantando suspeitas de improbidade administrativa contra a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) e o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. A den&uacute;ncia foi entregue em m&atilde;os ao procurador da Rep&uacute;blica Paulo Jos&eacute; Rocha J&uacute;nior pela advogada que representa as partes, Fl&aacute;via Lef&egrave;vre. <\/p>\n<p>A advogada, que tamb&eacute;m &eacute; representante das entidades de defesa do consumidor no Conselho Consultivo da Anatel, listou na representa&ccedil;&atilde;o v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es da Anatel para embasar a tese de que a ag&ecirc;ncia, em parceria com o minist&eacute;rio, agiu &agrave; margem da lei. O cerne da den&uacute;ncia est&aacute; na proposta de compra da Brasil Telecom pela Oi, considerado o fato catalisador da reforma no PGO.<\/p>\n<p>Ao mexer na regula&ccedil;&atilde;o com o prop&oacute;sito de tornar legal, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, a cria&ccedil;&atilde;o da BrT-Oi, a Anatel teria infringido o princ&iacute;pio da impessoalidade, um dos pilares do exerc&iacute;cio da fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, diz a advogada.<\/p>\n<p>Apesar de o pedido para a mudan&ccedil;a nas regras do setor ter partido da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Concession&aacute;rias de Telefonia Fixa Comutada (Abrafix), a motiva&ccedil;&atilde;o contida na carta da associa&ccedil;&atilde;o das concession&aacute;rias deixaria claro o interesse empresarial da reforma. Na carta, a Abrafix justifica o pedido alegando, entre outras coisas, a tend&ecirc;ncia de converg&ecirc;ncia de plataformas no setor. <\/p>\n<p>&quot;Importante destacar que o v&iacute;cio n&atilde;o decorre do fato de o Ministro ter atendido a demanda de entidade representativa, mas do fato de que a pretens&atilde;o apresentada pela Abrafix aponta para um caminho ilegal e que n&atilde;o contribui para solucionar os maiores problemas atuais do setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es&quot;, pondera a advogada. Os principais itens que precisam de solu&ccedil;&atilde;o seriam a falta de concorr&ecirc;ncia efetiva no setor, as altas tarifas, a m&aacute; qualidade do servi&ccedil;o e a baixa densidade do STFC. Ao permitir o aumento da concentra&ccedil;&atilde;o, o novo PGO refor&ccedil;aria estas falhas no modelo das telecomunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>Satiagraha<\/strong><\/p>\n<p>O fato de a constitui&ccedil;&atilde;o da BrT-Oi estar sendo investigada pela Pol&iacute;cia Federal dentro da Opera&ccedil;&atilde;o Satiagraha &eacute; usado como refor&ccedil;o das den&uacute;ncias contra a reforma. A futura chancela ao neg&oacute;cio depois da edi&ccedil;&atilde;o do novo PGO infringiria outro item da Lei de Improbidade Administrativa, especificamente o que trata da obriga&ccedil;&atilde;o de zelar pelo patrim&ocirc;nio p&uacute;blico. &quot;O processo de cria&ccedil;&atilde;o da &#39;supertele&#39; implica a desist&ecirc;ncia de in&uacute;meras a&ccedil;&otilde;es judiciais movidas por acionistas da Brasil Telecom contra empresas do Grupo Opportunity e contra Daniel Valente Dantas, com intuito de retomar capital, segundo alega, desviado ilicitamente da empresa, com les&atilde;o a direitos dos acionistas, especialmente dos Fundos de Pens&atilde;o.&quot;<\/p>\n<p>Por ser uma concession&aacute;ria de servi&ccedil;os p&uacute;blicos, a manobra entre os acionistas para permitir a venda da BrT para a Oi pode ser considerada, na opini&atilde;o das associa&ccedil;&otilde;es, como potencialmente lesiva para o patrim&ocirc;nio p&uacute;blico. At&eacute; porque os bens das concession&aacute;rias s&atilde;o revers&iacute;veis &agrave; Uni&atilde;o ao final da concess&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>Backhaul<\/strong><\/p>\n<p>Tema de uma a&ccedil;&atilde;o civil movida pela Pro Teste, a mudan&ccedil;a do Plano Geral de Metas de Universaliza&ccedil;&atilde;o (PGMU) para inclus&atilde;o dos investimentos em backhaul volta ao debate. As entidades de defesa do consumidor associam os dois movimentos do governo &#8211; altera&ccedil;&otilde;es do PGMU e do PGO &#8211; argumentando que, ao final da reforma, restar&aacute; a constitui&ccedil;&atilde;o de uma empresa com alta concentra&ccedil;&atilde;o de mercado e capaz de centralizar a oferta de v&aacute;rios servi&ccedil;os, em destaque a telefonia e a oferta de banda larga. <\/p>\n<p>O caminho para evitar essa alta concentra&ccedil;&atilde;o estaria, na opini&atilde;o da advogada, na ado&ccedil;&atilde;o das contrapartidas sugeridas pelo conselheiro Pedro Jaime Ziller e que foram rejeitadas por 3 votos a 2 no Conselho Diretor. A separa&ccedil;&atilde;o em empresas distintas da oferta do SCM e do STFC, idealizada por Ziller, tamb&eacute;m atenderia aos preceitos da Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (LGT). Em seu artigo 86, a lei determina que as concession&aacute;rias devem operar exclusivamente o STFC (telefonia fixa). <\/p>\n<p>A rejei&ccedil;&atilde;o &agrave;s contrapartidas teria tornado o texto ilegal e refor&ccedil;ado as irregularidades constatadas pelas associa&ccedil;&otilde;es na reforma do PGMU. Para Fl&aacute;via Lef&egrave;vre, a mudan&ccedil;a nas metas fere o equil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro dos contratos de concess&atilde;o em desfavor dos usu&aacute;rios e da Uni&atilde;o, na medida em que n&atilde;o estaria plenamente comprovada a correspond&ecirc;ncia de valores entre a n&atilde;o implanta&ccedil;&atilde;o dos Postos de Servi&ccedil;os de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (PSTs) e a inclus&atilde;o do backhaul no PGMU. <\/p>\n<p><strong>Intima&ccedil;&otilde;es <\/strong><\/p>\n<p>O Movimento Defenda S&atilde;o Paulo e o Indec Telecom pedem a intima&ccedil;&atilde;o de todos os conselheiros diretores da Anatel e ainda dos superintendentes de Universaliza&ccedil;&atilde;o, Enilce Nara Versiani, e de Servi&ccedil;os P&uacute;blicos, Gilberto Alves. Se a representa&ccedil;&atilde;o das entidades for acolhida, o MPF abrir&aacute; inqu&eacute;rito para investigar as irregularidades apontadas pela advogada, o que pode resultar em uma den&uacute;ncia formal contra a diretoria da Anatel e at&eacute; mesmo o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A batalha judicial contra a mudan&ccedil;a no Plano Geral de Outorgas (PGO) teve in&iacute;cio nesta ter&ccedil;a-feira (4). 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