{"id":22062,"date":"2008-11-04T16:24:34","date_gmt":"2008-11-04T16:24:34","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22062"},"modified":"2008-11-04T16:24:34","modified_gmt":"2008-11-04T16:24:34","slug":"mais-de-70-jornalistas-morreram-em-todo-o-mundo-em-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22062","title":{"rendered":"Mais de 70 jornalistas morreram em todo o mundo em 2008"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t   <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">De janeiro at&eacute; outubro deste ano, 74 jornalistas morreram em todo o planeta v&iacute;timas de assassinatos, m&iacute;sseis, minas, carros-bomba e outros acidentes. O pa&iacute;s no topo do ranking &eacute; o Iraque, registrando a morte de 15 jornalistas. Na &Iacute;ndia, seis profissionais faleceram, enquanto Paquist&atilde;o e Ge&oacute;rgia registram cinco mortes. O Brasil acumula desde 1996 &iacute;ndices superiores aos de pa&iacute;ses em guerra. Em 2008, o pa&iacute;s tem um caso sob an&aacute;lise: o assassinato de Walter Lessa de Oliveira, operador de c&acirc;mera da TV Assembl&eacute;ia de Alagoas, baleado em um ponto de &ocirc;nibus em Macei&oacute;, no dia 05 de janeiro. Ex-diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas, Lessa havia participado de reportagens sobre o tr&aacute;fico de drogas local.<\/p>\n<p>Desde 1996, o Instituto Internacional para a Seguran&ccedil;a da Imprensa (International News Safety Institute &ndash; INSI) organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental em defesa dos profissionais de imprensa, contabiliza incidentes contra jornalistas em parceria com a Universidade de Cardiff, no Reino Unido. Em dez anos, os estudos registram mais de 1.000 mortes, a maior parte delas no Iraque &ndash; s&oacute; ap&oacute;s a invas&atilde;o norte-americana, em 2003, foram 252. O Brasil ocupa a d&eacute;cima primeira posi&ccedil;&atilde;o entre os pa&iacute;ses com mais incidentes, 27 casos, na frente de pa&iacute;ses como Sri Lanka, em guerra civil h&aacute; 15 anos e com 16 mortes, ou Afeganist&atilde;o, com 13 mortes.<\/p>\n<p><strong>&quot;Bar&ocirc;metro de liberdade de imprensa&quot;<\/strong><\/p>\n<p>Curiosamente, a maior parte dos registros de mortes de jornalistas &eacute; verificada em tempos de paz, em pa&iacute;ses sem situa&ccedil;&atilde;o de conflito armado decretada. Foram 731 mortes de 1996 at&eacute; 2006 em na&ccedil;&otilde;es em paz. Pa&iacute;ses com situa&ccedil;&otilde;es de conflito internacional registram 167 mortes e com conflitos nacionais contabilizam 102 casos. As maiores v&iacute;timas s&atilde;o profissionais locais, em sua maioria envolvidos com a cobertura jornal&iacute;stica de casos de corrup&ccedil;&atilde;o em governos ou tr&aacute;fico de drogas, como o caso do brasileiro Walter Lessa.<\/p>\n<p>A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental internacional Rep&oacute;rteres Sem Fronteiras apresenta dados menores para mortes de jornalistas, pois contabiliza apenas casos de v&iacute;timas no exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o. Em 2008, at&eacute; o m&ecirc;s de outubro, foram 34 mortes de jornalistas. A organiza&ccedil;&atilde;o conta ainda, em seu &quot;Bar&ocirc;metro para a liberdade de imprensa&quot;, que atualmente h&aacute; 127 jornalistas e 70 &quot;cyber-dissidentes&quot; presos no mundo.<\/p>\n<p><strong>Cobertura de guerra<\/strong><\/p>\n<p>Correspondentes de guerra respondem por cerca de 10% dos casos de mortes. Para o jornalista Jo&atilde;o Paulo Charleaux, da editoria Internacional do jornal &ldquo;O Estado de S. Paulo&rdquo;, por sete anos respons&aacute;vel pela comunica&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile, uma das principais raz&otilde;es para a morte de jornalistas &eacute; a falta de organiza&ccedil;&atilde;o e planejamento. &quot;Tem rep&oacute;rter que vai para a guerra e n&atilde;o sabe usar r&aacute;dio, n&atilde;o sabe usar nada.&quot; Charleaux acredita que muitas vezes falta preparo, tanto por parte dos jornalistas quanto por parte das empresas: muitos colegas n&atilde;o se preocupam com seguran&ccedil;a, em obter informa&ccedil;&otilde;es ou buscar fontes interessantes em um pa&iacute;s em guerra. &quot;Eles n&atilde;o se preparam e v&atilde;o pensando na carreira&quot;, condena.<\/p>\n<p>O rep&oacute;rter especial do &ldquo;Estad&atilde;o&rdquo; Lourival Sant&acute;Anna defende que planejamento &eacute; fundamental. O jornalista, que j&aacute; realizou coberturas de guerra no L&iacute;bano, Iraque, Afeganist&atilde;o e, mais recentemente, na Ge&oacute;rgia, busca sempre um guia ou int&eacute;rprete para conhecer a cultura, as pessoas e os riscos do pa&iacute;s onde acaba de chegar. &quot;Cobrir guerra &eacute; quest&atilde;o de log&iacute;stica. Tudo &eacute; mais dif&iacute;cil. Voc&ecirc; precisa conseguir boas fontes, combust&iacute;vel, carro, comida.&quot; Para Lourival, o mais importante &eacute; n&atilde;o tentar modificar o ambiente. Na cobertura de guerra, o primeiro erro pode ser o &uacute;ltimo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De janeiro at&eacute; outubro deste ano, 74 jornalistas morreram em todo o planeta v&iacute;timas de assassinatos, m&iacute;sseis, minas, carros-bomba e outros acidentes. O pa&iacute;s no topo do ranking &eacute; o Iraque, registrando a morte de 15 jornalistas. Na &Iacute;ndia, seis profissionais faleceram, enquanto Paquist&atilde;o e Ge&oacute;rgia registram cinco mortes. O Brasil acumula desde 1996 &iacute;ndices &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22062\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Mais de 70 jornalistas morreram em todo o mundo em 2008<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[272],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22062"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22062"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22062\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22062"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22062"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22062"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}