{"id":22023,"date":"2008-10-27T19:20:23","date_gmt":"2008-10-27T19:20:23","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22023"},"modified":"2008-10-27T19:20:23","modified_gmt":"2008-10-27T19:20:23","slug":"tragedia-de-eloa-pede-a-gritos-controle-social-da-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22023","title":{"rendered":"Trag\u00e9dia de Elo\u00e1 pede a gritos controle social da m\u00eddia"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">Enquanto a m&iacute;dia estiver acima do bem e do mal, livre de qualquer controle social civilizat&oacute;rio, humanizador e democr&aacute;tico da sociedade, estaremos sendo surpreendidos por espet&aacute;culos animalescos em que a televis&atilde;o termina envolvendo-se irresponsavelmente em crimes, tal como ocorreu agora no seq&uuml;estro que terminou com a tr&aacute;gica morte da adolescente Elo&aacute; Cristina.<\/p>\n<p>Toneladas de falsa lamenta&ccedil;&atilde;o estar&atilde;o sendo difundidas pela m&iacute;dia incapaz de olhar no pr&oacute;prio espelho e reconhecer que ela pr&oacute;pria tem sido fator de dissemina&ccedil;&atilde;o de mensagens que cultuam a viol&ecirc;ncia. No caso Elo&aacute;, as redes de TV deram um funesto passo adiante no desrespeito &agrave;s normas mais b&aacute;sicas do processo civilizat&oacute;rio: pelo menos tr&ecirc;s redes de TV comunicaram-se diretamente, por telefone celular, com o assassino Lindeberg Fernandes, durante o transcurso do ato criminoso, revelando a mais absoluta irresponsabilidade e, at&eacute; que se prove o contr&aacute;rio, com capacidade de interferir negativamente no desfecho do epis&oacute;dio, quando ainda estava ocorrendo uma negocia&ccedil;&atilde;o das autoridades policiais na tentativa de evitar o pior, que acabou ocorrendo.<\/p>\n<p>Conforme j&aacute; divulgado, a apresentadora Sonia Abra&atilde;o, da Rede TV, chegou mesmo a entrevistar longamente Lindberg por celular no exato momento em que o oficial da PM tentava desesperadamente um contato telef&ocirc;nico com o criminoso. Resultado: o celular estava ocupado!!! Isto &eacute; de uma gravidade gigantesca!!! Quem d&aacute; o direito aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de sentirem-se acima das normas da sociedade, de considerarem-se mais importantes que a pr&oacute;pria pol&iacute;cia, de decretarem arbitrariamente &#8211; revelando prepot&ecirc;ncia &#8211; que mais importante que a negocia&ccedil;&atilde;o &eacute; a entrevista que faziam como o seq&uuml;estrador? Ser&aacute; a sacrossanta lei do &quot;vale tudo pela audi&ecirc;ncia&quot;? &Ecirc;pa!!! Aqui se verifica a transposi&ccedil;&atilde;o apavorante do limite entre civiliza&ccedil;&atilde;o e barb&aacute;rie!<\/p>\n<p><strong>A TV introduz fatores fora de controle na cena do crime<\/strong><\/p>\n<p>A menos que a psicologia tenha desistido de tudo diante do ceticismo que tais epis&oacute;dios podem causar sobre a capacidade humana de avan&ccedil;ar no processo civilizat&oacute;rio, &eacute; ineg&aacute;vel que uma negocia&ccedil;&atilde;o adequada, uma persuas&atilde;o na dose certa, uma palavra precisa orientada por crit&eacute;rios cient&iacute;ficos podem sim sensibilizar um sujeito transtornado e at&eacute; a demov&ecirc;-lo de chegar &agrave;s &uacute;ltimas conseq&uuml;&ecirc;ncias, salvando vidas em risco. Sim, h&aacute; uma longa trajet&oacute;ria de acertos e erros nesta mat&eacute;ria, mas, at&eacute; onde se sabe, os especialistas em sa&uacute;de mental conseguem in&uacute;meros &ecirc;xitos basicamente atrav&eacute;s de t&eacute;cnicas de neutraliza&ccedil;&atilde;o dos dist&uacute;rbios destrutivos, evitando que os protagonistas de atos violentos, como o Lindeberg, cheguem &agrave;s &uacute;ltimas conseq&uuml;&ecirc;ncias. &Eacute; rigorosamente inaceit&aacute;vel que se despreze o legado de Freud, Adler, Reich, Jung e os progressos j&aacute; alcan&ccedil;ados na &aacute;rea da sa&uacute;de mental pela humanidade assim em troca um pontinho a mais no Ibope. Afinal, os amigos do Lindeberg testemunharam que ele sempre foi um cara normal, boa pra&ccedil;a, camarada, um jovem pobre de periferia enfrentando as adversidades que o capitalismo colocou &agrave; sua frente. Portanto, ser&aacute; que uma pessoa assim n&atilde;o poderia afinal ter se sensibilizado pela negocia&ccedil;&atilde;o conduzida sob orienta&ccedil;&atilde;o de psic&oacute;logos<\/p>\n<p>Sim, em tese poderia, pois desconhecem-se antecedentes de conduta violenta ou anti-social de Lindeberg. Sim, poderia, mas n&atilde;o com as televis&otilde;es, com sua capacidade de alterar o comportamento de qualquer ser humano &#8211; e &eacute; imposs&iacute;vel negar isso &#8211; telefonando para ele, querendo entrevist&aacute;-lo &quot;ao vivo&quot;, sabendo-se que ele tinha a televis&atilde;o ligada, conforme foi informado. Como estas entrevistas interferem num sujeito que j&aacute; estava completamente transtornado por um surto psic&oacute;tico violento? Qual a possibilidade de que ao insuflar o seu ego, lan&ccedil;ando-o no terreno escorregadio da &quot;fama&quot;, transformando-o uma &quot;celebridade&quot;, tornando ainda mais complexa a cena do crime, introduzindo fatores fora do controle da pol&iacute;cia, adulterando todo o processo de di&aacute;logo negociador que vinha sendo mantido com o policial encarregado, a m&iacute;dia terminou por entrar em cena num crime em andamento, com entrevistadores que n&atilde;o s&atilde;o especialistas nem em seguran&ccedil;a p&uacute;blica, nem em sa&uacute;de mental, nem em ci&ecirc;ncias jur&iacute;dicas, mas simplesmente &agrave; busca do desprez&iacute;vel &quot;juro jornal&iacute;stico&quot;, e por aumentar os fatores de risco das adolescentes seq&uuml;estradas?<\/p>\n<p>Ainda que estas perguntas n&atilde;o sejam todas respondidas facilmente, ter&aacute; a m&iacute;dia o direito de estabelecer por decreto que ela pode colocar-se em contato direto com um sujeito que est&aacute; cometendo um crime simplesmente porque para ela o furo jornal&iacute;stico est&aacute; acima da vida? Uma sociedade que desenvolve as tecnologias da comunica&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o desenvolve os instrumentos de sua humaniza&ccedil;&atilde;o revela-se uma sociedade com componentes b&aacute;rbaros. E revela tamb&eacute;m o risco de termos meios de comunica&ccedil;&atilde;o t&atilde;o &aacute;geis, t&atilde;o abrangentes, mas, por estarem sem controle social humanizador, capazes de ampliar a inseguran&ccedil;a, resvalar para o papel de c&uacute;mplice de um ato criminoso na medida em que . &agrave; revelia de qualquer orienta&ccedil;&atilde;o das autoridades policiais, adentra eletronicamente a cena do crime, introduz a retro-alimenta&ccedil;&atilde;o de valores e mensagens que aprofundam o dist&uacute;rbio de um seq&uuml;estrador j&aacute; em transe psic&oacute;tico, que passa ent&atilde;o a ver o seu ato na tela da televis&atilde;o ligada no apartamento transformado em cativeiro. Que efeitos isto pode ter na sua decis&atilde;o de matar ou render-se?<\/p>\n<p><strong>Vale-tudo pela audi&ecirc;ncia, acima da vida<\/strong><\/p>\n<p>Com a palavra os especialistas em sa&uacute;de mental, particularmente aplicada &agrave; &aacute;rea de seguran&ccedil;a p&uacute;blica: ao se ver na tela, entrevistado por estas desastradas apresentadoras, o efeito psic&oacute;tico do fato comunicativo que o torna &quot;celebridade&quot;, n&atilde;o pode agravar a complexidade de seu transtorno, n&atilde;o pode insuflar ainda mais seus instintos violentos, n&atilde;o pode interferir negativamente no desfecho ao entorpecer o processo de negocia&ccedil;&atilde;o, que, afinal, sofreu v&aacute;rias interrup&ccedil;&otilde;es para que as televis&otilde;es, como abutres, celebrassem o seu &quot;vale tudo pela audi&ecirc;ncia&quot;??? Como alternativa n&atilde;o seria mais l&oacute;gico, mais sensato, sobretudo mais humano do que espremer aquelas 100 horas de sequestro para que produza o m&aacute;ximo de sensacionalismo poss&iacute;vel, simplesmente n&atilde;o dar nenhuma divulga&ccedil;&atilde;o at&eacute; o desfecho final do epis&oacute;dio? Especialmente, porque os magnatas da m&iacute;dia &#8211; especialmente os do departamento comercial das TVs, de olho no Ibope minuto a minuto &#8211; sabiam que Lindeberg tinha uma TV ligada. Insufladas pelo departamento comercial as reda&ccedil;&otilde;es se agitam: &quot;Vamos entrevistar o seq&uuml;estrador ao vivo!!!&quot;. Se isto aumentava o risco de vida de Elo&aacute; e Nayara&#8230; n&atilde;o era o elemento mais importante. Afinal, vale tudo pela audi&ecirc;ncia, decreta a barb&aacute;rie do mercado! Mas, tamb&eacute;m as autoridades policiais sabiam desta a&ccedil;&atilde;o irrespons&aacute;vel das tev&ecirc;s: por que n&atilde;o determinaram a suspens&atilde;o destas entrevistas? Por que n&atilde;o h&aacute; rigorosamente nenhum controle social sobre os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social no Brasil hoje se vamos acumulando trag&eacute;dias desta natureza?<\/p>\n<p>A m&iacute;dia pode ampliar o risco de vida no desfecho de um seq&uuml;estro. No sul tamb&eacute;m j&aacute; houve um epis&oacute;dio assim, onde reportagem negociou com um seq&uuml;estrador tendo como pano de fundo conseguir que a sua rendi&ccedil;&atilde;o fosse aprazada por um tempo para que o fato fosse noticiado ao vivo dentro do hor&aacute;rio do telejornal da emissora ga&uacute;cha. Quando Marx fala que ainda estamos na pr&eacute;-hist&oacute;ria da civiliza&ccedil;&atilde;o muitos n&atilde;o acreditam&#8230;.<\/p>\n<p>Para revelar esta barb&aacute;rie basta lembrar outro carnaval televisivo de culto &agrave; viol&ecirc;ncia: o caso do assassinato da menina Isabela Nardoni. No dia da reconstitui&ccedil;&atilde;o do crime, as redes de televis&atilde;o transmitiram nove horas seguidas ao vivo, sem interrup&ccedil;&otilde;es para comerciais, derrubando mesmo a grade comercial. Sim, mas igual &quot;esfor&ccedil;o de reportagem&quot; n&atilde;o &eacute; feito para uma divulga&ccedil;&atilde;o apropriada, equilibrada, humanizada de informa&ccedil;&otilde;es sobre a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, pano de fundo daquele crime. Quando uma menina &eacute; assassinada alteram-se a dura&ccedil;&atilde;o dos telejornais, dos programas, derrubam-se at&eacute; grades comerciais. Mas, para uma pol&iacute;tica preventiva, de humaniza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es familiares, de constru&ccedil;&atilde;o de consci&ecirc;ncia amorosa, revelando e abordando adequada e delicadamente a exist&ecirc;ncia do grave problema de sa&uacute;de e de seguran&ccedil;a p&uacute;blica que &eacute; a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, as tev&ecirc;s fazem o mais absurdo dos sil&ecirc;ncios, aproximando-se assim da cumplicidade, pela via da omiss&atilde;o, por deixar de cumprir o que reza a Constitui&ccedil;&atilde;o, segundo a qual, a m&iacute;dia deve ser fator de eleva&ccedil;&atilde;o educacional, cultural e civilizat&oacute;ria.<\/p>\n<p><strong>Espalhar terror para vender seguran&ccedil;a&#8230;.privada<\/strong><\/p>\n<p>Hoje a nossa m&iacute;dia predominantemente &quot;espalha terror para vender seguran&ccedil;a&quot;. Os desenhos animados s&atilde;o aterrorizantes, emitem sons freneticamente agressivos, os personagens matam com a maior facilidade, as armas s&atilde;o os &iacute;cones mais difundidos, n&atilde;o s&atilde;o os livros, os her&oacute;is da nacionalidade. Armas t&ecirc;m sua imagem super divulgada como poder, prazer, a&ccedil;&atilde;o, emo&ccedil;&atilde;o ou simples objeto de consumo, atributo de status. Desse desfile permanente de armas na telinha depreende-se quase que uma m&aacute;xima: &quot;que sentido tem uma vida sem armas?&quot;. Talvez algu&eacute;m cinicamente tente dizer que a multiplica&ccedil;&atilde;o de empresas de seguran&ccedil;a privada para ricos, de mil&iacute;cias armadas em bairros pobres e o enxugamento da seguran&ccedil;a p&uacute;blica como parte da demoli&ccedil;&atilde;o neoliberal do estado n&atilde;o tenha nada que ver com isto tudo que estamos tratando. Foi este crit&eacute;rio pretensioso e prepotente, sempre na linha do vale tudo pela audi&ecirc;ncia, que conduziu Tim Lopes ao seu supl&iacute;cio, quando a TV Globo j&aacute; dispunha, com anteced&ecirc;ncia, de todas as informa&ccedil;&otilde;es sobre o risco que o rep&oacute;rter corria.<\/p>\n<p>Mas a TV segue com o circo de horrores. Assim como, pela l&oacute;gica da divulga&ccedil;&atilde;o em tir&acirc;nica abund&acirc;ncia parece que &quot;n&atilde;o tem sentido um mundo sem cerveja, sem Coca-cola, sem a velocidade dos super-carros anunciados, velocidade imposs&iacute;vel pelos engarrafamentos de um transporte inviabilizado pelo individualismo em detrimento do coletivo&quot;. Provavelmente jovens como Lindeberg n&atilde;o se transformassem em criminosos se lhes alcan&ccedil;asse uma televis&atilde;o humanizada, civilizada, que n&atilde;o cultue e n&atilde;o propagandeie a arma. Uma televis&atilde;o que n&atilde;o realimentasse permanentemente o animalesco crit&eacute;rio de que &quot;eu amo tanto esta mulher que se ela n&atilde;o me quiser eu a mato de tanto amor&quot;. Temos uma TV machista tamb&eacute;m, temos uma TV debil&oacute;ide, uma TV para brancos, para adultos, uma TV embrutecedora, destinada a vender e vender e vender, a formar consumidores, e quem n&atilde;o puder comprar um t&ecirc;nis caro &eacute; impelido a matar algu&eacute;m para roubar um t&ecirc;nis, como ocorreu em Bras&iacute;lia. Afinal, a vida n&atilde;o tem sentido sem um desses t&ecirc;nis car&iacute;ssimos&#8230;. Temos uma TV de erotiza&ccedil;&atilde;o doentia, uma TV que nos empurra para o alcoolismo, que nos recomenda, como a Lindeberg, a intoler&acirc;ncia e o machismo, particularmente com armas nas m&atilde;os, quando enfrentamos um ang&uacute;stia ou uma dor amorosa.<\/p>\n<p><strong>Que nos prepara a TV-barb&aacute;rie?<\/strong><\/p>\n<p>Temos uma TV b&aacute;rbara. E n&atilde;o tem que ser assim, pois h&aacute; no mundo experi&ecirc;ncias de TVs que s&atilde;o vetores educativos, culturais, humanizadores. A TV em Cuba evita a divulga&ccedil;&atilde;o de crimes e n&atilde;o h&aacute; publicidade comercial. Mas divulgam-se livros, filmes, datas hist&oacute;ricas, her&oacute;is do pa&iacute;s e do mundo. espet&aacute;culos de bal&eacute; e m&uacute;sica cl&aacute;ssica. Crimes n&atilde;o! Aqui podemos assistir desde sexo o mais vulgarizado at&eacute; seres humanos espancando-se infinitamente com chutes e cotoveladas no rosto uns dos outros. H&aacute; canais para leil&otilde;es de cavalos, bois, tapetes, corridas de cavalo, mas raramente h&aacute; programas sobre in&uacute;meros problemas de sa&uacute;de mental para uma popula&ccedil;&atilde;o carente de informa&ccedil;&atilde;o educativa, tal como pregou o presidente Lula ao determinar a cria&ccedil;&atilde;o da TV Brasil. Ali&aacute;s, registre-se a s&oacute;bria e equilibrada cobertura da TV Brasil sobre a trag&eacute;dia de Elo&aacute;. Este &eacute; o caminho. A televis&atilde;o &eacute; uma ferramenta muito importante para estar sob o controle da l&oacute;gica b&aacute;rbara e anti-civilizat&oacute;ria do mercado, deve estar sob controle social, humanizador e democr&aacute;tico. Ali&aacute;s, vale lembrar, as tvs que cometeram este espet&aacute;culo de barb&aacute;rie no caso Elo&aacute; s&atilde;o as mesmas que durante anos enalteceram, recomendaram, sustentaram, sem discuss&atilde;o democr&aacute;tica, os valores do mercado como diretriz para o funcionamento da sociedade e agora, diante do enormes preju&iacute;zos que as fraudes mercadol&oacute;gicas especulativas causaram ao contribuinte norte-americano, podendo nos atingir, estas tev&ecirc;s n&atilde;o reconhecem o seu erro. Est&atilde;o acima do bem e do mal. <\/p>\n<p>&Eacute;, portanto, urgente o desenvolvimento de mecanismos de controle social da m&iacute;dia no Brasil. Ou, se nada for feito neste sentido, como dor e realismo somos obrigados a nos perguntar: qual ser&aacute; a pr&oacute;xima fa&ccedil;anha da TV-barb&aacute;rie? Sei que na Espanha alguns canais chegam a transmitir suic&iacute;dio ao vivo&#8230;. Foi para isto que se criou a televis&atilde;o?<br \/><em><br \/>* Carlos Alberto de Almeida &eacute; presidente da TV Cidade Livre, o Canal Comunit&aacute;rio de Bras&iacute;lia (Canal 8 da Net).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto a m&iacute;dia estiver acima do bem e do mal, livre de qualquer controle social civilizat&oacute;rio, humanizador e democr&aacute;tico da sociedade, estaremos sendo surpreendidos por espet&aacute;culos animalescos em que a televis&atilde;o termina envolvendo-se irresponsavelmente em crimes, tal como ocorreu agora no seq&uuml;estro que terminou com a tr&aacute;gica morte da adolescente Elo&aacute; Cristina. 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