{"id":22004,"date":"2008-10-22T16:02:47","date_gmt":"2008-10-22T16:02:47","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22004"},"modified":"2008-10-22T16:02:47","modified_gmt":"2008-10-22T16:02:47","slug":"audiencia-publica-no-rio-pede-conferencia-nacional-de-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22004","title":{"rendered":"Audi\u00eancia P\u00fablica no Rio pede Confer\u00eancia Nacional de Comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"padrao\"><span class=\"padrao\">O audit&oacute;rio do anexo dois da Assembl&eacute;ia Legislativa do Rio de Janeiro teve todos os lugares ocupados e algumas pessoas precisaram ficar de p&eacute;. Elas assistiam &agrave; Audi&ecirc;ncia P&uacute;blica sobre a Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o e a renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es de r&aacute;dio e TV, presidida pelo deputado estadual Gilberto Palmares (PT), no dia 17 de outubro. A Audi&ecirc;ncia foi organizada pelo Comit&ecirc; Rio Pr&oacute;-Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, do qual participam cerca de trinta entidades e movimentos sociais.<\/p>\n<p>Participaram da mesa da Audi&ecirc;ncia P&uacute;blica a representante do Coletivo Intervozes de Comunica&ccedil;&atilde;o M&aacute;rcia Correa, o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o das R&aacute;dios P&uacute;blicas do Brasil (Arpub), Orlando Guilhon, o diretor do F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o, Celso Schroeder, o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Imprensa (ABI), Maur&iacute;cio Az&ecirc;do e o deputado federal Jorge Bittar (PT-RJ). O Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, apesar de convidado, n&atilde;o apareceu. O deputado Jorge Bittar justificou a aus&ecirc;ncia do minist&eacute;rio. Segundo ele, a equipe ministerial j&aacute; tinha um compromisso anteriormente assumido. <\/p>\n<p>Por unanimidade, a mesa concordou sobre a necessidade de se realizar uma Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Seria a possibilidade hist&oacute;rica de subvertermos esse costume de n&atilde;o debater a comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, comentou Celso Schroeder, do FNDC. Os movimentos presentes lembraram que o governo federal, inclusive, j&aacute; destinou R$ 6 milh&otilde;es em 2008 para a realiza&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia. Apesar disso, a atividade ainda n&atilde;o foi convocada.<\/p>\n<p><strong>A concess&atilde;o &eacute; p&uacute;blica, mas quando o estado precisa, tem que pagar<\/p>\n<p><\/strong>M&aacute;rcia Correia, do Intervozes, enfatizou a import&acirc;ncia de se lembrar que as emissoras s&atilde;o concess&otilde;es p&uacute;blicas, ou seja, o Estado n&atilde;o aluga e n&atilde;o vende o espa&ccedil;o para as empresas de comunica&ccedil;&atilde;o, mas apenas concede um direito de uso daquele canal por um tempo determinado. Ela lembrou o exemplo da Multirio, uma produtora de TV criada pela prefeitura da cidade do Rio de Janeiro que produz conte&uacute;dos educativos para serem transmitidos ao p&uacute;blico em geral e utilizados nas escolas municipais. Para que a programa&ccedil;&atilde;o da Multirio chegue ao telespectador, a prefeitura compra um espa&ccedil;o na programa&ccedil;&atilde;o de uma emissora, no caso a Bandeirantes.<\/p>\n<p>&ldquo;Paga-se por um espa&ccedil;o que na verdade &eacute; p&uacute;blico&rdquo;, disse M&aacute;rcia. Ela chamou a aten&ccedil;&atilde;o para o fato de estarem vencendo as concess&otilde;es da Rede Globo, Bandeirantes e Record, que provavelmente ser&atilde;o renovadas sem uma discuss&atilde;o p&uacute;blica a respeito da decis&atilde;o. Maur&iacute;cio Az&ecirc;do, da ABI, criticou a postura do governo federal frente &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. Para ele, a Uni&atilde;o &ldquo;n&atilde;o tem coragem de enfrentar as grandes emissoras&rdquo;. Ele falou sobre o exemplo do governo da Venezuela que n&atilde;o renovou a concess&atilde;o da emissora RCTV. O canal comercial foi um dos respons&aacute;veis pelo golpe contra o governo do presidente Hugo Ch&aacute;vez em 2002. Por esse motivo e outros agravantes n&atilde;o teve a concess&atilde;o renovada. Ch&aacute;vez teve coragem de enfrentar os golpistas. Aqui o governo &eacute; muito fraco e leniente em rela&ccedil;&atilde;o a essas quest&otilde;es&rdquo;, ressaltou.<\/p>\n<p><strong>Frente parlamentar em defesa da confer&ecirc;ncia nacional de comunica&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p><\/strong>Ap&oacute;s a exposi&ccedil;&atilde;o da mesa, os presentes puderam tamb&eacute;m se expressar. Roseli Goffman, do Conselho Regional de Psicologia, prop&ocirc;s que parlamentares identificados com a causa criem uma frente pr&oacute;-realiza&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o. A proposta foi aplaudida.<\/p>\n<p>Ela lembrou que j&aacute; existe uma frente parlamentar da comunica&ccedil;&atilde;o, com mais de 200 parlamentares, mas que, entretanto, ap&oacute;ia os grandes radiodifusores. Apesar da presen&ccedil;a de dois parlamentares na mesa &ndash; um deputado estadual e outro federal &ndash; nenhum deles se manifestou sobre a proposta de cria&ccedil;&atilde;o da Frente Parlamentar.<\/span><strong><\/p>\n<p>R&aacute;dios funcionam com concess&otilde;es vencidas<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) persegue e criminaliza as r&aacute;dios comunit&aacute;rias, r&aacute;dios comerciais com situa&ccedil;&atilde;o irregular e concess&otilde;es vencidas continuam a transmitir normalmente. A den&uacute;ncia foi feita na Audi&ecirc;ncia P&uacute;blica pela jornalista Claudia de Abreu, dos Comunicativistas e da TV Comunit&aacute;ria de Niter&oacute;i. <\/p>\n<p>Segundo os Comunicativistas, no momento em que pesquisaram na p&aacute;gina eletr&ocirc;nica da Anatel, todas as concess&otilde;es de r&aacute;dio do munic&iacute;pio do Rio de Janeiro figuravam como vencidas. Entretanto, em uma segunda pesquisa, pouco tempo depois, as mesmas concess&otilde;es apareciam como renovadas sem que houvesse tido tempo h&aacute;bil para a discuss&atilde;o e para tornar p&uacute;blica a decis&atilde;o sobre a renova&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Ela entregou a cada um dos participantes da mesa um envelope contendo informa&ccedil;&otilde;es retiradas da pr&oacute;pria p&aacute;gina da Anatel e que d&atilde;o conta dessas irregularidades. Entre o material estava tamb&eacute;m den&uacute;ncias a respeito de programa&ccedil;&atilde;o televisiva por parte da campanha Quem Financia a Baixaria &eacute; Contra a Cidadania.<\/p>\n<p>Uma das emissoras de r&aacute;dio irregulares citadas, a BandNews FM, do grupo Bandeirantes, tem uma concess&atilde;o de Niter&oacute;i, mas transmite da cidade do Rio de Janeiro. Na p&aacute;gina da Anatel consta que a emissora est&aacute; bloqueada e &eacute; devedora, mas a qualquer momento pode-se escut&aacute;-la com normalidade. Ali&aacute;s, &eacute; justamente a BandNews que faz uma campanha di&aacute;ria contra as r&aacute;dios comunit&aacute;rias, chamadas pela emissora de &ldquo;r&aacute;dios piratas&rdquo;, recordou Claudia.<\/p>\n<p>Sobre outra r&aacute;dio, a CBN, das Organiza&ccedil;&otilde;es Globo, a Anatel n&atilde;o apresenta na internet informa&ccedil;&otilde;es sobre a data na qual termina a concess&atilde;o. E foi justamente essa r&aacute;dio que obteve autoriza&ccedil;&atilde;o para testar o padr&atilde;o IBOC de r&aacute;dio digital. A tecnologia estadunidense &eacute; criticada pelos movimentos sociais pela democratiza&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia por ser restritivo e dificultar ainda mais a transmiss&atilde;o das r&aacute;dios comunit&aacute;rias. Os radiodifusores privados j&aacute; fazem press&atilde;o pela escolha do IBOC.<\/p>\n<p><strong>Movimento tamb&eacute;m organiza ato pol&iacute;tico-cultural na Pra&ccedil;a XV<\/p>\n<p><\/strong>Na parte da tarde, um ato pol&iacute;tico-cultural na pra&ccedil;a XV, centro da cidade, tamb&eacute;m pautou a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o e a necessidade de realiza&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia. Durante a atividade, o Teatro do Oprimido fez esquetes debatendo o tema. V&iacute;deos foram exibidos e os participantes registraram depoimentos para a TV Comunit&aacute;ria de Niter&oacute;i. <\/p>\n<p>Um painel feito na hora em grafite tamb&eacute;m refletiu a concentra&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e a manipula&ccedil;&atilde;o colocada em pr&aacute;tica pela grande m&iacute;dia, simbolizada no desenho pela Rede Globo. Quem passava por ali era convidado a assinar o &ldquo;abaixo assinado&rdquo; pela realiza&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o. <span class=\"padrao\">A mobiliza&ccedil;&atilde;o pela realiza&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia continua no dia 8 de novembro, no Clube de Engenharia do Rio, com o semin&aacute;rio Pr&oacute; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, de 9 &agrave;s 18 horas. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O audit&oacute;rio do anexo dois da Assembl&eacute;ia Legislativa do Rio de Janeiro teve todos os lugares ocupados e algumas pessoas precisaram ficar de p&eacute;. 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