{"id":21992,"date":"2008-10-21T11:25:16","date_gmt":"2008-10-21T11:25:16","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21992"},"modified":"2008-10-21T11:25:16","modified_gmt":"2008-10-21T11:25:16","slug":"duopolio-e-um-dos-grandes-desafios-da-anatel-diz-sardenberg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21992","title":{"rendered":"Duop\u00f3lio \u00e9 um dos grandes desafios da Anatel, diz Sardenberg"},"content":{"rendered":"<p>Um dos maiores desafios que Ronaldo Sardenberg, presidente da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), enxerga no futuro da ag&ecirc;ncia &eacute; a amea&ccedil;a de um duop&oacute;lio. &quot;O que a gente pensava precisa passar por uma revis&atilde;o. O que mais me preocupa hoje, na nossa regi&atilde;o pelo menos, &eacute; uma tend&ecirc;ncia ao duop&oacute;lio. Temos que trabalhar de forma a n&atilde;o cair nessa situa&ccedil;&atilde;o, e a mudan&ccedil;a no PGO teve isso em mente&quot;, admitiu o embaixador em entrevista exclusiva a este notici&aacute;rio, ao tratar da aprova&ccedil;&atilde;o do novo Plano Geral de Outorgas. Ele acredita, inclusive, que este n&atilde;o seja um desafio a ser enfrentado apenas pelo Brasil. &quot;Precisamos intensificar fortemente as nossas rela&ccedil;&otilde;es com os demais pa&iacute;ses, porque as empresas que atuam aqui, atuam nesses pa&iacute;ses tamb&eacute;m. Na hora de regular no Brasil &eacute; preciso olhar em volta&quot;. Sardenberg diz que procurar&aacute; definir linhas de a&ccedil;&atilde;o nesse sentido no per&iacute;odo em que presidir o Regulatel, que congrega reguladores de toda a Am&eacute;rica Latina.<\/p>\n<p>Para Sardenberg, a forma como o PGO foi aprovado n&atilde;o reflete casu&iacute;smo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; possibilidade de compra do controle da Brasil Telecom pela Oi. &quot;Vejo a coisa pelo lado jur&iacute;dico, e o PGO se dirige a todo o mercado, &#39;erga omnes&#39;. Ent&atilde;o, n&atilde;o &eacute; um instrumento destinado a apenas uma transa&ccedil;&atilde;o. Haver&aacute; outras, certamente&quot;.<\/p>\n<p>Ele lembra que na discuss&atilde;o do PGO houve uma proposta da conselheira Em&iacute;lia Ribeiro para que se eliminassem todas as veda&ccedil;&otilde;es a aquisi&ccedil;&otilde;es de concession&aacute;rias em diferentes regi&otilde;es do Pa&iacute;s. &quot;Ela perdeu essa proposta por quatro a um e isso n&atilde;o recebeu destaque&quot;, disse o embaixador. &quot;O sentido &eacute; que a Anatel sinalizou que n&atilde;o aceitaria o cen&aacute;rio de monop&oacute;lio total, e por isso foi importante o que aconteceu&quot;.<\/p>\n<p>Este notici&aacute;rio perguntou, ent&atilde;o, por que um rearranjo de duas &eacute; melhor do que de tr&ecirc;s, ou porque simplesmente n&atilde;o se deixou da forma como est&aacute;, sem a possibilidade de concentra&ccedil;&atilde;o entre concession&aacute;rias. Diplom&aacute;tico, Sardenberg ponderou: &quot;Houve uma demanda espec&iacute;fica do Ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, ou melhor, uma recomenda&ccedil;&atilde;o fundamentada. &Eacute; claro que nas teorias econ&ocirc;micas, a situa&ccedil;&atilde;o monopolista &eacute; sempre prejudicial ao consumidor. H&aacute; casos em que at&eacute; se pode ter pre&ccedil;os mais baixos, mas isso &eacute; por um tempo apenas e se perde a qualidade e a concorr&ecirc;ncia. Essa seria a minha resposta&quot;. Ele lembra ainda que se for colocada no plano regional a Oi n&atilde;o ser&aacute; t&atilde;o grande. &quot;A nova companhia, se houver, e eu sempre coloco um p&eacute; atr&aacute;s, n&atilde;o ser&aacute; uma super-tele, ser&aacute; muito menor do que outras. Talvez, do ponto de vista econ&ocirc;mico, ela seja at&eacute; obrigada a sair do Brasil&quot;, disse, alinhando-se com os argumentos que a operadora e seus acionistas v&ecirc;m defendendo.<\/p>\n<p><strong>E se?<\/strong><\/p>\n<p>Durante a audi&ecirc;ncia p&uacute;blica de vota&ccedil;&atilde;o do PGO, os conselheiros foram questionados pela Abramulti (a associa&ccedil;&atilde;o de provedores e prestadores de SCM, que conseguiu a liminar suspendendo parte da an&aacute;lise do documento por quase um dia inteiro) se a ag&ecirc;ncia, na atual crise econ&ocirc;mica, optaria por mexer no PGO se n&atilde;o houvesse a recomenda&ccedil;&atilde;o do Executivo e a proposta da Oi pela BrT. &quot;Esta pergunta tem que ser feita na ordem contr&aacute;ria. A Anatel funciona na base de declara&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. N&atilde;o &eacute; ela quem cria essas pol&iacute;ticas, e n&atilde;o iria nesse sentido se n&atilde;o houvesse uma indica&ccedil;&atilde;o por parte do governo. A Anatel &eacute; importante, mas n&atilde;o &eacute; o governo. Eventualmente ela pode alertar o governo sobre os riscos de uma pol&iacute;tica, mas isso n&atilde;o tem sido feito&quot;, disse Sardenberg, deixando claro que a mudan&ccedil;a no PGO partiu, antes de tudo, de uma demanda do Executivo, com a qual a ag&ecirc;ncia concordou, evidentemente. Mas ele faz uma ressalva: &quot;fala-se muito em press&otilde;es. Que eu saiba, n&atilde;o houve nenhuma press&atilde;o nem por parte do governo, nem por parte das empresas para que se aprovasse o PGO. Isso &eacute; um mito que muitos de n&oacute;s se refugiam. Mas cada um tem que assumir a sua responsabilidade&quot;.<\/p>\n<p>Ele lembra que existe uma postura democr&aacute;tica, uma postura t&eacute;cnica e tamb&eacute;m um componente pol&iacute;tico dentro do colegiado da ag&ecirc;ncia. &quot;Todos negociaram at&eacute; onde quiseram, e quando n&atilde;o havia mais negocia&ccedil;&atilde;o, fomos a voto. H&aacute; essa caracter&iacute;stica no trabalho da ag&ecirc;ncia. H&aacute; um relacionamento pol&iacute;tico entre n&oacute;s e entre n&oacute;s e o governo, as empresas e os usu&aacute;rios&quot;.<\/p>\n<p><strong>Contrapartidas &agrave; BrT-Oi<\/strong><\/p>\n<p>Sardenberg n&atilde;o faz previs&otilde;es sobre o prazo de anu&ecirc;ncia pr&eacute;via para a compra do controle da Brasil Telecom pela Oi, quando o pedido chegar, mas faz uma observa&ccedil;&atilde;o: &quot;Haver&aacute; contrapartidas sim e isso vai ser estudado e colocado no momento da anu&ecirc;ncia pr&eacute;via. Na verdade, falaria em condicionamentos. O bom modelo &eacute; o edital de 3G, em que se oferece pre&ccedil;os menores no edital em troca do atendimento de menor atratividade&quot;, disse o embaixador. &quot;Na hip&oacute;tese de haver uma concentra&ccedil;&atilde;o, analisaremos as condicionantes, caso a caso&quot;. Ele explica que no caso da aquisi&ccedil;&atilde;o da Brasil Telecom pela Oi, n&atilde;o h&aacute; nenhuma an&aacute;lise em curso por parte da Anatel. &quot;H&aacute;, sim, um acompanhamento, com solicita&ccedil;&atilde;o de algumas informa&ccedil;&otilde;es pelas superintend&ecirc;ncias. Porque sabemos que vai chegar o momento, que pode ser muito pr&oacute;ximo, em que essa anu&ecirc;ncia pr&eacute;via se colocar&aacute;&quot;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos maiores desafios que Ronaldo Sardenberg, presidente da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), enxerga no futuro da ag&ecirc;ncia &eacute; a amea&ccedil;a de um duop&oacute;lio. &quot;O que a gente pensava precisa passar por uma revis&atilde;o. O que mais me preocupa hoje, na nossa regi&atilde;o pelo menos, &eacute; uma tend&ecirc;ncia ao duop&oacute;lio. 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