{"id":21970,"date":"2008-10-15T19:15:43","date_gmt":"2008-10-15T19:15:43","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21970"},"modified":"2008-10-15T19:15:43","modified_gmt":"2008-10-15T19:15:43","slug":"estudo-encomendado-pela-anatel-apoia-modelo-radical-de-separacao-entre-servicos-de-telecom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21970","title":{"rendered":"Estudo encomendado pela Anatel ap\u00f3ia modelo radical de separa\u00e7\u00e3o entre servi\u00e7os de telecom"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\"><a name=\"lblTexto\" title=\"lblTexto\"><\/a>A divulga&ccedil;&atilde;o, nesta ter&ccedil;a-feira (14), do parecer t&eacute;cnico do Centro de Gest&atilde;o e Estudos Estrat&eacute;gicos (CGEE) sobre a proposta de separa&ccedil;&atilde;o empresarial prevista no novo Plano Geral de Outorgas (PGO) come&ccedil;a a consolidar um cen&aacute;rio bastante favor&aacute;vel &agrave; que a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) invista em outros m&eacute;todos de separa&ccedil;&atilde;o no setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es. O &ldquo;Diagn&oacute;stico e Balan&ccedil;o das Vantagens e Desvantagens da Separa&ccedil;&atilde;o Empresarial&rdquo; acaba por concluir que esse sistema gerar&aacute; impactos nocivos para o mercado. No entanto, para chegar a esta conclus&atilde;o, os especialistas consultados mostram simpatia com outros m&eacute;todos de separa&ccedil;&atilde;o, em especial a estrutural e a funcional, o que fica em linha de outras opini&otilde;es j&aacute; manifestadas ao conselho diretor. <\/p>\n<p>A conclus&atilde;o de boa parte dos especialistas consultados pelo CGEE (&oacute;rg&atilde;o ligado ao Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia) &eacute; que a separa&ccedil;&atilde;o empresarial proposta no PGO poderia ser substitu&iacute;da por uma separa&ccedil;&atilde;o funcional. O parecer da CGEE est&aacute; dispon&iacute;vel no site da Anatel ou na homepage do site TeleTime.<\/p>\n<p>Seja empresarial ou funcional, essa a&ccedil;&atilde;o tem sido vista como um primeiro passo para uma futura separa&ccedil;&atilde;o estrutural, o que &eacute; visto como algo positivo no campo econ&ocirc;mico-concorrencial. &quot;A separa&ccedil;&atilde;o funcional produz efeitos muito similares aos da separa&ccedil;&atilde;o empresarial, sem os seus efeitos mais negativos&quot;, constatam os especialistas no estudo.<\/p>\n<p>Esta n&atilde;o &eacute; a primeira vez que um parecer contr&aacute;rio &agrave; proposta inclu&iacute;da no PGO acaba trazendo opini&otilde;es favor&aacute;veis aos outros m&eacute;todos de separa&ccedil;&atilde;o praticados no mundo. Posi&ccedil;&atilde;o semelhante foi apresentada pela procuradoria especializada da Anatel. Em seu parecer, a procuradora Ana Luiza Valadares faz elogios a alguns sistemas, em especial a separa&ccedil;&atilde;o estrutural implementada na British Telecom e que, na opini&atilde;o da procuradora, poderia trazer benef&iacute;cios para o mercado brasileiro. <\/p>\n<p><strong>Fora do PGO<\/strong><\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; apenas neste ponto que o parecer da CGEE segue a mesma linha da an&aacute;lise apresentada pela procuradoria da Anatel. H&aacute; entendimento comum sobre as restri&ccedil;&otilde;es a inser&ccedil;&atilde;o da separa&ccedil;&atilde;o empresarial no PGO. Para o especialista ouvido pela CGEE neste campo, um dos pontos a ser considerados na an&aacute;lise da legalidade &eacute; se o PGO &eacute; ou n&atilde;o o instrumento correto para a implementa&ccedil;&atilde;o da medida.<\/p>\n<p>Assim como a procuradora, o jurista M&aacute;rcio I&oacute;rio Aranha, pesquisador da Universidade de Bras&iacute;lia, entende que a decis&atilde;o sobre separar ou n&atilde;o elementos neste mercado &eacute; atribui&ccedil;&atilde;o da Anatel. E, por isso mesmo, a quest&atilde;o n&atilde;o deveria estar colocada no PGO, que &eacute; um instrumento legal do Executivo. &ldquo;O Plano Geral de Outorgas, como produ&ccedil;&atilde;o normativa presidencial de atribui&ccedil;&atilde;o legal expressa, n&atilde;o tem a atribui&ccedil;&atilde;o de tratamento da quest&atilde;o da separa&ccedil;&atilde;o empresarial, sendo, portanto, instrumento impr&oacute;prio para essa decis&atilde;o&rdquo;, afirma Aranha.<\/p>\n<p><strong>Sem direito adquirido<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de o parecer da CGEE, ao concluir que o PGO n&atilde;o deve conter artigo sobre a separa&ccedil;&atilde;o empresarial, favorecer a defesa das concession&aacute;rias contra a medida, em um aspecto o laudo choca-se frontalmente com o principal argumento dessas empresas. Trata-se da tese do direito adquirido. As concession&aacute;rias e boa parte dos t&eacute;cnicos da pr&oacute;pria Anatel defendem que as concession&aacute;rias possuem um &ldquo;direito adquirido&rdquo; para prestar o STFC e o SCM sob o mesmo CNPJ por conta do artigo n&ordm; 207 da Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (LGT), que ressalvou os servi&ccedil;os que j&aacute; eram prestados pelas empresas antes da privatiza&ccedil;&atilde;o. Mas para Aranha, n&atilde;o h&aacute; direito adquirido algum neste caso. <\/p>\n<p>&ldquo;Se o Estado pode at&eacute; mesmo extinguir a concess&atilde;o por raz&otilde;es extraordin&aacute;rias de interesse p&uacute;blico, (LGT, art.113, caput) tanto mais lhe compete alterar as condi&ccedil;&otilde;es de presta&ccedil;&atilde;o, inclusive mediante exig&ecirc;ncia de presta&ccedil;&atilde;o exclusiva, assim autorizado pelo dom&iacute;nio que det&eacute;m sobre os rumos do servi&ccedil;o como fulcro de cl&aacute;usulas estatut&aacute;rias do contrato de concess&atilde;o&rdquo;, avalia o parecerista. O ponto seria que, se h&aacute; direito adquirido, ele n&atilde;o &eacute; &ldquo;absoluto&rdquo; por estar &agrave; merc&ecirc; de mudan&ccedil;as de rumo nas regras que visem o interesse p&uacute;blico. <\/p>\n<p>O &uacute;nico al&iacute;vio para as concession&aacute;rias, neste caso, &eacute; que, para mudar o curso das regras, a ag&ecirc;ncia reguladora deve embasar fortemente os motivos da revis&atilde;o. &ldquo;&Eacute; dever da Anatel comprovar que tal medida de separa&ccedil;&atilde;o empresarial n&atilde;o s&oacute; resultaria ben&eacute;fica aos usu&aacute;rios e ao interesse p&uacute;blico de universaliza&ccedil;&atilde;o e continuidade, como que os eventuais preju&iacute;zos seriam razo&aacute;veis ao se justificaram frente a um ganho social maior para o setor em sua dimens&atilde;o futura de preserva&ccedil;&atilde;o de um servi&ccedil;o universal, essencial e cont&iacute;nuo&rdquo;, diz o pesquisador.<\/p>\n<p><strong>Custos<\/strong><\/p>\n<p>O parecer da CGEE tamb&eacute;m chega a conclus&atilde;o de que a manuten&ccedil;&atilde;o da separa&ccedil;&atilde;o no PGO trar&aacute; impactos negativos para o mercado brasileiro ao expandir a incid&ecirc;ncia de tributos &#8211; em destaque o PIS\/Cofins &#8211; e, portanto, elevar o pre&ccedil;o dos servi&ccedil;os para o consumidor. A separa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m poderia trazer impactos na arrecada&ccedil;&atilde;o nos casos em que as empresas resultantes acabem tendo receitas que justifiquem a mudan&ccedil;a de faixa de pagamento da Contribui&ccedil;&atilde;o Social sobre Lucro L&iacute;quido (CSLL).<\/p>\n<p>Outros aspectos destacados s&atilde;o a possibilidade de a a&ccedil;&atilde;o mexer com os reajustes no setor. O primeiro impacto poder&aacute; aparecer com pedidos de revis&atilde;o nos reajustes, argumentando mudan&ccedil;as nos custos internos trazidas pelo aumento relativo do valor dos tributos na cadeia. Outro impacto &eacute; a necessidade de altera&ccedil;&atilde;o do Fator X estipulado para a revis&atilde;o tarif&aacute;ria. Isso porque este &iacute;ndice, que funciona como um redutor dos reajustes, &eacute; calculado com base na efici&ecirc;ncia de cada concession&aacute;ria. Efici&ecirc;ncia esta que mudar&aacute; caso a empresa n&atilde;o preste mais sob o mesmo CNPJ servi&ccedil;os de telefonia e banda larga. <\/p>\n<p><strong>Compara&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>Chama a aten&ccedil;&atilde;o o fato de o estudo acabar n&atilde;o sendo conclusivo sobre a retirada ou n&atilde;o do artigo 9&ordm; da proposta, onde consta a separa&ccedil;&atilde;o. Ao inv&eacute;s de apresentar um posicionamento concreto sobre a manuten&ccedil;&atilde;o ou retirada do artigo, o CGEE optou por montar tabelas mostrando pr&oacute;s e contras da medida com base nos pareceres solicitados a especialistas e nas contribui&ccedil;&otilde;es feitas pela sociedade na consulta p&uacute;blica do PGO.<\/p>\n<p>A falta de uma recomenda&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita para a retirada do artigo na conclus&atilde;o do relat&oacute;rio cria novas d&uacute;vidas sobre o voto do relator Pedro Jaime Ziller, defensor da separa&ccedil;&atilde;o empresarial. Na Anatel, h&aacute; a cren&ccedil;a de que Ziller insistir&aacute; na medida e acabar&aacute; sendo vencido pelos demais conselheiros na vota&ccedil;&atilde;o. Os votos dos conselheiros ainda est&atilde;o sendo preparados e devem ser apresentados publicamente na sess&atilde;o agendada para o dia 16, pr&oacute;xima quinta-feira.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A divulga&ccedil;&atilde;o, nesta ter&ccedil;a-feira (14), do parecer t&eacute;cnico do Centro de Gest&atilde;o e Estudos Estrat&eacute;gicos (CGEE) sobre a proposta de separa&ccedil;&atilde;o empresarial prevista no novo Plano Geral de Outorgas (PGO) come&ccedil;a a consolidar um cen&aacute;rio bastante favor&aacute;vel &agrave; que a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) invista em outros m&eacute;todos de separa&ccedil;&atilde;o no setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es. &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21970\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Estudo encomendado pela Anatel ap\u00f3ia modelo radical de separa\u00e7\u00e3o entre servi\u00e7os de telecom<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[366],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21970"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21970"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21970\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21970"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21970"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21970"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}