{"id":21949,"date":"2008-10-10T20:04:19","date_gmt":"2008-10-10T20:04:19","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21949"},"modified":"2014-09-07T02:57:19","modified_gmt":"2014-09-07T02:57:19","slug":"regulacao-de-outorgas-de-radio-e-tv-mantem-oligopolio-do-setor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21949","title":{"rendered":"Regula\u00e7\u00e3o de outorgas de r\u00e1dio e TV mant\u00e9m oligop\u00f3lio do setor"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao padrao\">Cerca de 25 anos antes da promulga&ccedil;&atilde;o da atual Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, a radiodifus&atilde;o brasileira ganhou seu arranjo institucional definitivo com a aprova&ccedil;&atilde;o do C&oacute;digo Brasileiro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es e a publica&ccedil;&atilde;o dos dois decretos que o regulamentaram, o 52.795 e 52.026. Tudo isto, em 1963. As normas reafirmaram o modelo j&aacute; estabelecido 30 anos atr&aacute;s, baseado na explora&ccedil;&atilde;o privada dos servi&ccedil;os de r&aacute;dio e TV a partir de outorgas concedidas pelo Estado. Com base neste ambiente normativo, as duas m&iacute;dias desenvolveram-se no Brasil como meios predominantemente comerciais. <\/p>\n<p>O CBT e suas regulamenta&ccedil;&otilde;es estabeleceram os tipos de outorga (concess&atilde;o, permiss&atilde;o e autoriza&ccedil;&atilde;o), seu prazo (15 anos para TV e 10 para r&aacute;dio) e o &oacute;rg&atilde;o com prerrogativa para sua aprova&ccedil;&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o (a Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, a partir de indica&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, que em 1967 seria incorporado pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es). Os textos tamb&eacute;m elencaram as obriga&ccedil;&otilde;es que deveriam ser cumpridas pelos concession&aacute;rios, inclusive para a obten&ccedil;&atilde;o da renova&ccedil;&atilde;o: a veicula&ccedil;&atilde;o de um m&iacute;nimo de 5% de conte&uacute;do noticioso, m&aacute;ximo de 25% do tempo de an&uacute;ncios publicit&aacute;rios e pelo menos 5 horas de programa&ccedil;&atilde;o educativa; a transmiss&atilde;o da propaganda eleitoral e partid&aacute;ria e da &ldquo;Voz do Brasil&rdquo;, no caso do r&aacute;dio, e a cess&atilde;o de espa&ccedil;o para a forma&ccedil;&atilde;o de rede nacional quando solicitada pelo governo federal.<\/p>\n<p>Um quarto de s&eacute;culo depois, o cap&iacute;tulo Da Comunica&ccedil;&atilde;o Social da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal viria a consagrar alguns destes princ&iacute;pios e inovar em outros. Para Armando Rollemberg, jornalista da TV Senado e presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj) &agrave; &eacute;poca, o resultado final foi uma demonstra&ccedil;&atilde;o do poderio do empresariado de m&iacute;dia. &ldquo;N&oacute;s, como movimento representativo da sociedade, por mais din&acirc;mico e organizado que f&ocirc;ssemos, n&atilde;o t&iacute;nhamos poder de interferir frente ao peso da Abert e ANJ, que atuaram fortemente. Isso se consumou na manuten&ccedil;&atilde;o do status quo, especialmente nos artigos referentes &agrave;s concess&otilde;es.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Condi&ccedil;&otilde;es assim&eacute;tricas<\/strong><\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o do professor Ven&iacute;cio Lima, o &ecirc;xito dos interesses comerciais do setor se consolidou nas &ldquo;condi&ccedil;&otilde;es assim&eacute;tricas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s concess&otilde;es de outros servi&ccedil;o p&uacute;blico que a radiodifus&atilde;o tem em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; n&atilde;o renova&ccedil;&atilde;o e ao cancelamento&rdquo;. A Constitui&ccedil;&atilde;o de 88 estabeleceu que a cassa&ccedil;&atilde;o de outorgas s&oacute; poderia se dar por decis&atilde;o judicial e estabeleceu um procedimento que praticamente garante a renova&ccedil;&atilde;o das licen&ccedil;as, ao prever o qu&oacute;rum de dois quintos dos parlamentares do Congresso em vota&ccedil;&atilde;o nominal para a n&atilde;o renova&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;Por ele [o Artigo 223], as concess&otilde;es tornam-se perenes. Ou algu&eacute;m neste pa&iacute;s acredita que algum parlamentar dir&aacute; em alto e bom som que determinada concess&atilde;o n&atilde;o deve ser renovada?&rdquo;, indaga Lalo Leal Filho, ouvidor-geral da Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC). &ldquo;Se o fizesse passaria a enfrentar a ira eterna das emissoras que o condenariam ao ostracismo e &agrave; morte pol&iacute;tica. Foi um grande retrocesso.&rdquo; Um dos motivos para esta improbabilidade &eacute; a fragilidade das exig&ecirc;ncias previstas na pr&oacute;pria Constitui&ccedil;&atilde;o e em outras leis e a aus&ecirc;ncia total de fiscaliza&ccedil;&atilde;o daquelas que existem. <\/p>\n<p><strong>Obriga&ccedil;&otilde;es esquecidas<\/strong><\/p>\n<p>A Carta Magna pro&iacute;be a pr&aacute;tica de monop&oacute;lio e oligop&oacute;lio (Art. 220) e exige que a programa&ccedil;&atilde;o seja preferencialmente voltada para finalidades educativas, culturais, art&iacute;sticas e jornal&iacute;sticas, bem como promova a produ&ccedil;&atilde;o independente e regionalizada (Art. 221). Como as demais obriga&ccedil;&otilde;es da legisla&ccedil;&atilde;o infra-constitucional, nenhuma delas t&ecirc;m sido avaliadas. <\/p>\n<p>Em 2007, por ocasi&atilde;o do vencimento de v&aacute;rias concess&otilde;es de redes importantes como Globo, Record e Bandeirantes, a Casa Civil chegou a solicitar ao Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es a comprova&ccedil;&atilde;o documental do cumprimento dos m&iacute;nimos e m&aacute;ximos referentes &agrave; programa&ccedil;&atilde;o, bem como o respeito aos princ&iacute;pios constitucionais elencados anteriormente. Ap&oacute;s a reclama&ccedil;&atilde;o do minist&eacute;rio de que tal verifica&ccedil;&atilde;o seria invi&aacute;vel e ampla demais, a Casa Civil recuou e retirou o pedido.<\/p>\n<p>A argumenta&ccedil;&atilde;o da pasta comandada por H&eacute;lio Costa baseia-se na alega&ccedil;&atilde;o da falta de clareza acerca dos crit&eacute;rios. Para o professor Murilo Ramos, coordenador do Laborat&oacute;rio de Pol&iacute;ticas de Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade de Bras&iacute;lia (Lapcom-UnB), uma das quest&otilde;es que sustenta o argumento do Minicom &eacute; a total obscuridade do contrato celebrado entre o Estado brasileiro e os concession&aacute;rios. &ldquo;Quem conhecee um contrato destes? Quais obriga&ccedil;&otilde;es ele estabelece?&rdquo;, questiona. <\/p>\n<p>Os contratos s&atilde;o armazenados pelo Tribunal de Contas da Uni&atilde;o, sendo publico no Di&aacute;rio Oficial apenas um extrato. No entanto, a assessoria do TCU informou que eles s&oacute; podem ser publicizados em caso de processo judicial. &ldquo;Os atos de assinatura dos contratos das demais &aacute;reas s&atilde;o formais. Comparece todo mundo, inclusive a imprensa. J&aacute; os contratos de r&aacute;dio e TV ningu&eacute;m nunca viu&rdquo;, refor&ccedil;a o pesquisador e consultor Israel Bayma, fazendo refer&ecirc;ncia &agrave; diferen&ccedil;a brutal entre a transpar&ecirc;ncia dos contratos de radiodifus&atilde;o com os de telecomunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>Renova&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica<\/strong><\/p>\n<p>Agrava o quadro de renova&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica a manuten&ccedil;&atilde;o de um mecanismo do Decreto 88.066, de 1983, que permite &agrave; concession&aacute;ria continuar funcionando em car&aacute;ter prec&aacute;rio mesmo com sua outorga vencida desde que tenha entrado com o pedido de renova&ccedil;&atilde;o no Executivo. Tal dispositivo permitiu chegar &agrave; absurda situa&ccedil;&atilde;o de o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es arquivar 184 processos de renova&ccedil;&atilde;o por terem demorado mais para serem definidos do que o tempo da pr&oacute;pria outorga que deveriam renovar.<\/p>\n<p>O absurdo arquivamento dos pedidos evidencia a lentid&atilde;o da tramita&ccedil;&atilde;o dos processos. Segundo relat&oacute;rio parcial da sub-comiss&atilde;o criada para discutir os procedimentos de concess&atilde;o de outorgas para r&aacute;dio e televis&atilde;o, uma licen&ccedil;a de FM leva em m&eacute;dia 7,2 anos para ser aprovada, sendo 6,5 em exame no Executivo e 0,7 no Legislativo. Embora a Constitui&ccedil;&atilde;o tenha alongado o procedimento, incluindo o Congresso na an&aacute;lise dos projetos de outorga e renova&ccedil;&atilde;o, isso n&atilde;o pode ser aventado como justificativa uma vez que a principal demora est&aacute; na fase de an&aacute;lise no Executivo.<\/p>\n<p><strong>Congresso entra no circuito<\/strong><\/p>\n<p>A inclus&atilde;o do Congresso como validador da aprova&ccedil;&atilde;o das licen&ccedil;as era vista &agrave; &eacute;poca como uma conquista, uma vez que a concentra&ccedil;&atilde;o do poder nas m&atilde;os apenas do presidente da Rep&uacute;blica permitia o uso das outorgas como moeda de troca pol&iacute;tica. O pr&oacute;prio per&iacute;odo da Constituinte foi um dos casos mais expl&iacute;citos desta pr&aacute;tica. <\/p>\n<p>Entre mar&ccedil;o de 1985 e outubro de 1988, o governo Sarney distribuiu 1.028 outorgas, sendo 25% delas no m&ecirc;s de setembro de 1988, antes da Constitui&ccedil;&atilde;o. As evid&ecirc;ncias apontam que, com isso, o ent&atilde;o presidente garantiu para si um mandato de 5 anos. Seis dias antes da promulga&ccedil;&atilde;o da Carta Magna, o Di&aacute;rio Oficial trouxe a publica&ccedil;&atilde;o de 59 outorgas.<\/p>\n<p>Segundo Ven&iacute;cio Lima, tal inova&ccedil;&atilde;o foi &ldquo;um tiro no p&eacute;&rdquo;. &ldquo;O que acontece &eacute; que a demanda pol&iacute;tica de que este poder [de controlar as licen&ccedil;as] fosse compartilhado com o Legislativo n&atilde;o levou em conta que, na tradi&ccedil;&atilde;o brasileira que j&aacute; existia naquela &eacute;poca, os grandes benefici&aacute;rios desta pr&aacute;tica pol&iacute;tica eram as elites pol&iacute;ticas locais e regionais que estavam direta e indiretamente representadas no Congresso&rdquo;, explica. <\/p>\n<p><strong>Rela&ccedil;&otilde;es prom&iacute;scuas entre m&iacute;dia e pol&iacute;tica<\/strong><\/p>\n<p>A partir deste momento, os parlamentares, muitos j&aacute; envolvidos no jogo de barganha pol&iacute;tica utilizando as concess&otilde;es, trocaram de lado do balc&atilde;o: passaram a ser os definidores do destino destas outorgas. O resultado foi a ocupa&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCTCI) por parlamentares donos de emissoras ou interessados no tema.<\/p>\n<p>H&aacute; casos em que parlamentares votaram na renova&ccedil;&atilde;o de sua pr&oacute;priaa concess&otilde;es. Em 2003, dois deles vieram &agrave; tona. Em uma reuni&atilde;o da CCTCI em abril daquele ano, Nelson Proen&ccedil;a (PPS-RS) participou da aprova&ccedil;&atilde;o da renova&ccedil;&atilde;o da R&aacute;dio Emissoras Ltda, de Alegrete (RS), da qual era s&oacute;cio-propriet&aacute;rio da emissora. Corauci Sobrinho (DEM-SP), em junho daquele ano, repetiu o feito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, de Ribeir&atilde;o Preto (SP), emcujo quadro diretor estava o seu nome. <\/p>\n<p>A conseq&uuml;&ecirc;ncia deste fen&ocirc;meno &eacute; a apropria&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia pelos pol&iacute;ticos. Segundo dados da pesquisadora Suzy dos Santos, h&aacute; 128 geradoras e 1.765 retransmissoras de TV nas m&atilde;os de pol&iacute;ticos. Os estados com maior n&uacute;mero s&atilde;o o Paran&aacute;, com 15, Minas Gerais e S&atilde;o Paulo, com 13, e Goi&aacute;s, com 10. Quando observado o &iacute;ndice por regi&atilde;o, a maior ocorr&ecirc;ncia de parlamentares donos de ve&iacute;culos est&aacute; no Nordeste, que possui 44 representantes legislativos-radiodifusores, seguido de longe pelo sudeste, com 18.<\/p>\n<p>Frente &agrave; continuidade deste tipo de pr&aacute;tica, houve uma segunda dita tentativa de moraliza&ccedil;&atilde;o com a publica&ccedil;&atilde;o dos Decretos 1.720, de 1995, e 2.106, de 1996. As duas normas passaram a prever licita&ccedil;&atilde;o para a concess&atilde;o de outorgas comerciais, excluindo as permiss&otilde;es para educativas. Segundo aponta estudo recente do pesquisador Cristiano Lopes Aguiar, as decretos &ldquo;moralizadores&rdquo; fizeram com que, no lugar de uma avalia&ccedil;&atilde;o de m&eacute;rito dos projetos para ocupa&ccedil;&atilde;o dos canais, apenas o pre&ccedil;o pago pela licen&ccedil;a seja o definidor das licita&ccedil;&otilde;es [<a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21787\">saiba mais<\/a> ]. O resultado tem sido a concentra&ccedil;&atilde;o de novas outorgas nas m&atilde;os de empres&aacute;rios que j&aacute; est&atilde;o atuando no setor.  <\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, ao livrarem as emissoras educativas dos processos de licita&ccedil;&atilde;o, os decretos fizeram migrar a farra das concess&otilde;es. &quot;No fundo, esta medida transferiu o coronelismo eletr&ocirc;nico para as emissoras educativas, que continuaram sem licita&ccedil;&atilde;o, e aprofundou a concentra&ccedil;&atilde;o ao privilegiar o poder econ&ocirc;mico na escolha dos canais&quot;, diz Beatriz Barbosa, do Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social. <\/p>\n<p>A avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; confirmada por reportagens como a da jornalista Elvira Lobato, da &ldquo;Folha de S&atilde;o Paulo&rdquo;, que revelaram como tanto no governo Fernando Henrique Cardoso quanto na gest&atilde;o de Luis In&aacute;cio Lula da Silva houve consider&aacute;vel distribui&ccedil;&atilde;o de licen&ccedil;as de educativas para pol&iacute;ticos. Entre 1999 e 2002, o ent&atilde;o ministro tucano das comunica&ccedil;&otilde;es Pimenta da Veiga destinou 23 das 100 outorgas concedidas a grupos ligados a representantes eleitos. Nova mat&eacute;ria da jornalista em junho de 2006 revelou que ao menos 33% das 110 emissoras educativas aprovadas foram parar direta ou indiretamente nas m&atilde;os de pol&iacute;ticos.<\/p>\n<p>O mesmo tem ocorrido com as licen&ccedil;as para as r&aacute;dios comunit&aacute;rias. Estudo recente de Cristiano Lopes Aguiar em parceria com o professor Ven&iacute;cio Lima revelou a gravidade da situa&ccedil;&atilde;o. Segundo a pesquisa, pelo menos 50% das 2.205 autoriza&ccedil;&otilde;es dadas a r&aacute;dios comunit&aacute;rias entre 1999 e 2004 est&atilde;o sob controle de grupos partid&aacute;rios. Ela mostrou tamb&eacute;m que o cen&aacute;rio &eacute; nacionalizado: os cinco estados com maior incid&ecirc;ncia de pol&iacute;ticos por tr&aacute;s de r&aacute;dios comunit&aacute;rias foram Tocantins, Amazonas, Santa Catarina, Esp&iacute;rito Santo e Alagoas.<\/p>\n<p><strong>Mudar o quadro &ldquo;sem-lei&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>A partir da avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica deste quadro, e por ocasi&atilde;o do vencimento de importantes outorgas em outubro de 2007, diversas entidades lan&ccedil;aram no ano passado a campanha Quem Manda &eacute; Voc&ecirc; &ndash; por democracia e transpar&ecirc;ncia nas concess&otilde;es de r&aacute;dio e TV [<a href=\"http:\/\/www.quemmandaevoce.org.br\/\">saiba mais<\/a> ]. O Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o respondeu &agrave;s solicita&ccedil;&otilde;es da campanha. E, diferente de seu comportamento m&eacute;dio, encaminhou em menos de um ano os projetos de renova&ccedil;&atilde;o das emissoras da Rede Globo ao Congresso. <\/p>\n<p>Na C&acirc;mara, as entidades da sociedade civil v&ecirc;m atuando para que a averigua&ccedil;&atilde;o seja feita incorporando processos democr&aacute;ticos de avalia&ccedil;&atilde;o e consulta &agrave; sociedade. Lograram, at&eacute; agora, que as comiss&otilde;es de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCTCI) e de Legisla&ccedil;&atilde;o Participativa (CLP) aprovaram pedidos de audi&ecirc;ncia p&uacute;blica para debater o assunto. <\/p>\n<p>No entanto, o que &eacute; um procedimento usual na defini&ccedil;&atilde;o dos concession&aacute;rios de servi&ccedil;o p&uacute;blico pode tornar-se uma conquista suada. As resist&ecirc;ncias j&aacute; come&ccedil;aram a ecoar dentro do Parlamento, evidenciando a postura refrat&aacute;ria dos representantes dos interesses da radiodifus&atilde;o a qualquer tipo de debate p&uacute;blico sobre sua atua&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Ser&aacute; um momento hist&oacute;rico colocar a sociedade para discutir a renova&ccedil;&atilde;o de outorgas, mas para isso precisamos de apoio dos deputados e mobiliza&ccedil;&atilde;o da sociedade&rdquo;, diz a deputada Luiza Erundina (PSB-SP).<\/p>\n<hr \/>\n<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0.5cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><strong>LEIA TAMB&Eacute;M:<\/strong><\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span class=\"padrao\"><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21909\">Cap&iacute;tulo Da Comunica&ccedil;&atilde;o Social contrap&otilde;e interesses privados e car&aacute;ter p&uacute;blico<\/a><\/span><\/li>\n<li><span class=\"padrao\"><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21915\">Cria&ccedil;&atilde;o do CCS reflete for&ccedil;a dos empres&aacute;rios durante a constituinte<\/a><\/span><\/li>\n<li class=\"padrao\"><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21922\">Restri&ccedil;&atilde;o &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o de propriedade mant&eacute;m-se como letra morta<\/a>&nbsp;<\/li>\n<li><span class=\"padrao\"><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21931\">Endividadas, empresas aprovam reforma que abriu setor ao capital estrangeiro<\/a><\/span><\/li>\n<li><span class=\"padrao\"><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21939\">Artigo 223 coloca em xeque papel do Estado e do mercado nas comunica&ccedil;&otilde;es<\/a><\/span><\/li>\n<li><span class=\"padrao\"><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21964\">Promo&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o regional e independente continua apenas no papel<\/a><\/span> <\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=22104\">Debates indicam avan&ccedil;os, ainda t&iacute;midos, na garantia da liberdade de express&atilde;o<\/a>  <\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inova\u00e7\u00f5es inclu\u00eddas na Constitui\u00e7\u00e3o e medidas posteriores n\u00e3o modificaram quadro de descontrole e falta de transpar\u00eancia que caracteriza a distribui\u00e7\u00e3o e uso das concess\u00f5es de radiodifus\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[875],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21949"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21949"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21949\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27949,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21949\/revisions\/27949"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21949"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21949"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21949"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}