{"id":21943,"date":"2008-10-10T18:34:51","date_gmt":"2008-10-10T18:34:51","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21943"},"modified":"2008-10-10T18:34:51","modified_gmt":"2008-10-10T18:34:51","slug":"familias-dominam-radiodifusao-catarinense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21943","title":{"rendered":"Fam\u00edlias dominam radiodifus\u00e3o catarinense"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\"><\/p>\n<div align=\"justify\">   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">A democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil ainda precisa amadurecer. O favorecimento das classes dominantes, a concentra&ccedil;&atilde;o na propriedade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e at&eacute; mesmo o comando de empresas do setor por pol&iacute;ticos s&atilde;o freq&uuml;entes na m&iacute;dia nacional. Desta forma, a liberdade de express&atilde;o e o acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es sem censura &ndash; direitos, hoje, assegurados por lei &ndash; acabam comprometidos.<\/p>\n<p>Diante disso, o MONITOR DE M&Iacute;DIA investigou como se configura o cen&aacute;rio da comunica&ccedil;&atilde;o em Santa Catarina, apurando quais s&atilde;o os propriet&aacute;rios de emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o. Para este estudo, foram consultados o banco de dados do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es e da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), onde tivemos acesso aos nomes que comp&otilde;em os quadros societ&aacute;rios e outras informa&ccedil;&otilde;es dos ve&iacute;culos no estado. Tamb&eacute;m ajudou neste diagn&oacute;stico o site Donos da M&iacute;dia, que faz o cruzamento entre pol&iacute;ticos e meios de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>As conclus&otilde;es a que esta pesquisa chega apontam para a forma&ccedil;&atilde;o de oligop&oacute;lios na radiodifus&atilde;o catarinense e a pequena presen&ccedil;a de pol&iacute;ticos na c&uacute;pula de empresas de comunica&ccedil;&atilde;o, ocorr&ecirc;ncias preocupantes para a democracia local.<\/p>\n<p><strong>Informa&ccedil;&atilde;o e poder: m&iacute;dia e pol&iacute;tica<\/strong><\/p>\n<p>No panorama nacional, existem mais de duas centenas de pol&iacute;ticos como propriet&aacute;rios de meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Ilegal, a pr&aacute;tica &eacute; utilizada como artif&iacute;cio para se manipular a opini&atilde;o p&uacute;blica. O termo utilizado para denominar o fen&ocirc;meno, coronelismo eletr&ocirc;nico, remete ao final dos s&eacute;culos XIX e in&iacute;cio do XX, quando a rela&ccedil;&atilde;o entre os coron&eacute;is e l&iacute;deres das oligarquias locais com o governo se baseava na troca de favores. Nesta &eacute;poca, a autoridade dos coron&eacute;is era sustentada pela posse de terras, sin&ocirc;nimo de poder. Os senhores da terra usavam o seu dom&iacute;nio para obrigar a popula&ccedil;&atilde;o a votar nos candidatos que apoiavam &ndash; o voto de cabresto. Estes candidatos, uma vez no governo, favoreciam os coron&eacute;is direta ou indiretamente. <\/p>\n<p>Atualmente, o voto n&atilde;o &eacute; mais conseguido atrav&eacute;s da for&ccedil;a, nem o coronelismo se d&aacute; pela propriedade da terra. Os instrumentos e mecanismos utilizados hoje s&atilde;o a posse dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e a manipula&ccedil;&atilde;o que possibilita como forma de se conquistar votos e o controle da popula&ccedil;&atilde;o. Um exemplo foi o governo do ex-presidente Jos&eacute; Sarney, que entre 1985 e 1988, concedeu 1028 outorgas de r&aacute;dio e televis&atilde;o; parte delas para empresas ligadas a parlamentares federais, os mesmos que o ajudaram a aprovar a emenda que lhe possibilitou cinco anos de mandato.<\/p>\n<p>No Brasil, os meios de radiodifus&atilde;o pertencem &agrave; Uni&atilde;o, e a lei determina que esse servi&ccedil;o deva ser outorgado por meio de licita&ccedil;&atilde;o, a ser apreciada pelo Poder Legislativo e sancionada pelo Executivo. O Congresso Nacional passou a interferir no processo somente a partir da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988. Antes disso, cabia apenas ao Executivo a autoriza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de radiodifus&atilde;o. Com a entrada do Legislativo no tr&acirc;mite, acreditava-se que diminuiria o uso das concess&otilde;es como moeda de barganha. Epis&oacute;dios recentes contrariam a hip&oacute;tese, como na era Fernando Henrique Cardoso (FHC), quando foram autorizadas 1848 licen&ccedil;as de repetidoras de televis&atilde;o at&eacute; setembro de 1996, das quais 268 foram para entidades ou empresas dirigidas por 87 pol&iacute;ticos, todos favor&aacute;veis &agrave; emenda de reelei&ccedil;&atilde;o. Tal vit&oacute;ria pode ter sido decisiva para que FHC permanecesse mais quatro anos no poder.<\/p>\n<p><strong>Brechas legais perigosas<\/strong><\/p>\n<p>Dados de mar&ccedil;o de 2008 do F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC), mostram que no Brasil, pelo menos 271 pol&iacute;ticos s&atilde;o s&oacute;cios ou diretores de emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o. Uma d&uacute;vida pertinente &eacute; de como os pol&iacute;ticos conseguem burlar a lei, que n&atilde;o permite essa posse. Entre todas as lacunas existentes nas normas que regem o processo de concess&atilde;o, duas s&atilde;o preponderantes para esta irregularidade constitucional: em 1995, FHC, por meio do Decreto 1720\/95, determinou que as outorgas de radiodifus&atilde;o s&oacute; fossem realizadas atrav&eacute;s de licita&ccedil;&atilde;o. No entanto, a nova regulamenta&ccedil;&atilde;o incidia exclusivamente nas emissoras de radiodifus&atilde;o comercial, ou seja, r&aacute;dios e televis&otilde;es educativas poderiam ser outorgadas sem edital. Assim, foi poss&iacute;vel que muitos pol&iacute;ticos se tornassem concession&aacute;rios, mesmo que a programa&ccedil;&atilde;o veiculada nos canais adquiridos n&atilde;o fosse de car&aacute;ter exclusivamente educativo.<\/p>\n<p>A segunda brecha diz respeito &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o das retransmissoras (RTVs) mistas, que, at&eacute; o ano de 1998, eram servi&ccedil;os explorados por entidades com ou sem fins educativos. Com o Decreto 2593, de 15 de maio de 1998, entrou em vigor o Regulamento dos Servi&ccedil;os de Retransmiss&atilde;o e Repeti&ccedil;&atilde;o de Televis&atilde;o, que extinguiu o servi&ccedil;o, mas possibilitou que as RTVs mistas se tornassem geradoras educativas. Segundo levantamento da Folha de S. Paulo em 2002, Minas Gerais &#8211; estado do ent&atilde;o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es Pimenta da Veiga &#8211; apresentou a maior incid&ecirc;ncia de RTVs mistas transformadas em geradoras, o que demonstra ind&iacute;cios de influ&ecirc;ncia pol&iacute;tica. Desta forma, o propriet&aacute;rio escapava das exig&ecirc;ncias para regulamentar o canal.<\/p>\n<p>De acordo com informa&ccedil;&otilde;es veiculadas este ano pelo site Donos da M&iacute;dia, em todos os estados brasileiros existem casos de pol&iacute;ticos propriet&aacute;rios de meios de radiodifus&atilde;o. A maior ocorr&ecirc;ncia se d&aacute; em Minas Gerais, com 38 casos. Santa Catarina possui nove pol&iacute;ticos &agrave; frente dos referidos meios, ocupando o d&eacute;cimo terceiro lugar na lista. Dois dos tr&ecirc;s senadores catarinenses &#8211; Neuto De Conto (PMDB) e Raimundo Colombo (DEM) &ndash; e, inclusive, o vice-governador do estado, Leonel Pavan (PSDB), s&atilde;o s&oacute;cios dirigentes de ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, outros cinco prefeitos e um deputado s&atilde;o propriet&aacute;rios na m&iacute;dia:<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"file:\/\/\/C:\/DOCUME%7E1\/ADMINI%7E1\/CONFIG%7E1\/Temp\/moz-screenshot.jpg\" alt=\"\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.univali.br\/uploads\/Image\/Monitor\/tab01.JPG\" alt=\"\" width=\"505\" height=\"239\" \/><\/div>\n<p> <strong>Fam&iacute;lias no controle da m&iacute;dia<\/strong><\/p>\n<p> Pol&iacute;ticos n&atilde;o podem ser donos de meios de comunica&ccedil;&atilde;o por raz&otilde;es legais e &eacute;ticas. A Constitui&ccedil;&atilde;o pro&iacute;be a pr&aacute;tica, e a moral impede que um detentor de cargo p&uacute;blico seja tamb&eacute;m concession&aacute;rio de servi&ccedil;o p&uacute;blico, o que causaria evidentes conflitos de interesse. Como no resto do pa&iacute;s, h&aacute; pol&iacute;ticos na m&iacute;dia catarinense, mas aqui, o que mais preocupa mesmo s&atilde;o os oligop&oacute;lios familiares que dominam os principais mercados da radiodifus&atilde;o.<\/p>\n<p> &ldquo;Oligop&oacute;lio&rdquo; pode ser entendido como a concentra&ccedil;&atilde;o de poder nas m&atilde;os de poucos, ou tamb&eacute;m como a oferta de um produto ou servi&ccedil;o, que tem v&aacute;rios consumidores, controlado por um pequeno grupo, restringindo a escolha e determinando condi&ccedil;&otilde;es de oferta e de pre&ccedil;o, por exemplo. Isto &eacute;, a concorr&ecirc;ncia &ndash; sempre saud&aacute;vel nas economias de mercado &ndash; fica restrita a poucos, prejudicando o consumidor, o elo mais vulner&aacute;vel nesta corrente.<\/p>\n<p> Hoje em dia, quatro fam&iacute;lias predominam na radiodifus&atilde;o catarinense. Como nenhum dos pol&iacute;ticos citados anteriormente faz parte destas fam&iacute;lias, n&atilde;o se configura no estado o coronelismo eletr&ocirc;nico. Mas a concentra&ccedil;&atilde;o dos meios &eacute; tamb&eacute;m preocupante em Santa Catarina. A tabela a seguir mostra o poderio desses cl&atilde;s, levando-se em conta apenas as emissoras geradoras e retransmissoras de radiodifus&atilde;o.<\/p>\n<div align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.univali.br\/uploads\/Image\/Monitor\/tab02.JPG\" alt=\"\" width=\"502\" height=\"108\" \/><\/div>\n<p> Os quatro grupos que controlam a radiodifus&atilde;o no estado n&atilde;o apenas ocupam os espa&ccedil;os mais privilegiados no mercado de m&iacute;dia como tamb&eacute;m associam suas empresas aos grandes conglomerados nacionais. <\/p>\n<p> Controlado pela Fam&iacute;lia Sirotsky, o Grupo Rede Brasil Sul (RBS) foi fundado em 1957 por Maur&iacute;cio Sirotsky Sobrinho, em Porto Alegre. Hoje, opera nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com 5,7 mil funcion&aacute;rios. Em Santa Catarina, os Sirotsky det&ecirc;m emissoras de TV (aberta, comunit&aacute;ria e segmentada) e de r&aacute;dio (FM e AM) e quatro jornais (Di&aacute;rio Catarinense, A Not&iacute;cia, Jornal de Santa Catarina e Hora de Santa Catarina). Al&eacute;m disso, possuem dois portais na internet (ClicRBS e Hagah), uma editora (RBS Publica&ccedil;&otilde;es), uma gravadora (Orbeat Music), entre outros neg&oacute;cios. Na TV aberta, a RBSTV retransmite a l&iacute;der de audi&ecirc;ncia &ndash; Rede Globo -, e no r&aacute;dio o sistema CBN. Com faturamento que beirou os R$ 900 milh&otilde;es em 2006, &eacute; o oitavo grupo de m&iacute;dia no Brasil.<\/p>\n<p> A fam&iacute;lia Amaral controla o Sistema Catarinense de Comunica&ccedil;&otilde;es (SCC), que existe h&aacute; 67 anos. O grupo retransmite o SBT em Santa Catarina, al&eacute;m de compreender as r&aacute;dios Clube Lages, Globo Lages e Gralha Azul. Tem, ainda, redes de televis&atilde;o (por assinatura) e provedor de internet banda larga, al&eacute;m de atuar tamb&eacute;m na &aacute;rea de comunica&ccedil;&atilde;o empresarial.<\/p>\n<p> Os Petrelli t&ecirc;m a Rede Independ&ecirc;ncia de Comunica&ccedil;&atilde;o (RIC), fundada em 1980. O grupo opera nos mercados do Paran&aacute; e Santa Catarina em m&iacute;dia eletr&ocirc;nica (televis&atilde;o, r&aacute;dio e internet) e impressa (jornal e revistas). Atualmente, a RICTV &eacute; afiliada da Rede Record de Televis&atilde;o, j&aacute; a RICR&aacute;dio &eacute; afiliada da Jovem Pan Sat. O grupo tem hoje tr&ecirc;s emissoras de r&aacute;dio no Paran&aacute;: R&aacute;dio Jovem Pan Curitiba, R&aacute;dio Jovem Pan Ponta Grossa e a R&aacute;dio Classic Pan em Maringa. Apesar de n&atilde;o ter nenhuma r&aacute;dio em Santa Catarina, a RIC mant&eacute;m no estado o jornal Not&iacute;cias do Dia, nas maiores cidades do estado: Florian&oacute;polis e Joinville.<\/p>\n<p> Os Brandalise t&ecirc;m a Central Barriga Verde de Comunica&ccedil;&atilde;o, que opera nos tr&ecirc;s estados do sul desde o in&iacute;cio dos anos 1980. Possui emissora de TV, produtora de v&iacute;deo e 14 emissoras de r&aacute;dio. A TVBV, com matriz em Florian&oacute;polis, tem sucursais nas cidades de Tubar&atilde;o, Itaja&iacute;, Blumenau, Joinville, Chapec&oacute;, Joa&ccedil;aba e Lages, e retransmite a programa&ccedil;&atilde;o da TV Band.<\/p>\n<p> A tabela abaixo faz um comparativo entre as fam&iacute;lias em termos de ve&iacute;culos:<\/p>\n<div align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.univali.br\/uploads\/Image\/Monitor\/tab03.JPG\" alt=\"\" width=\"502\" height=\"313\" \/><\/div>\n<p> Segundo o IBGE, Santa Catarina tem 293 munic&iacute;pios e as quatro fam&iacute;lias mais poderosas da m&iacute;dia t&ecirc;m controle em 97 deles, ou seja, elas det&ecirc;m emissoras de radiodifus&atilde;o em 33,1% das localidades. Na verdade, as principais cidades de todas as regi&otilde;es do estado, exercendo influ&ecirc;ncia nos diferentes cantos de Santa Catarina.<\/p>\n<p> As fam&iacute;lias rivalizam suas hegemonias nas regi&otilde;es do estado, conforme se pode observar na tabela abaixo:<br \/> <strong><br \/> <\/strong> <\/p>\n<div align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.univali.br\/uploads\/Image\/Monitor\/tab04.JPG\" alt=\"\" width=\"492\" height=\"125\" \/> <\/div>\n<p> <strong><br \/> Estrat&eacute;gias de concentra&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p> Assim como brechas legais possibilitam que pol&iacute;ticos sejam donos de meios de radiodifus&atilde;o, h&aacute; fatores que favorecem a forma&ccedil;&atilde;o das denominadas empresas familiares no Brasil. Um deles &eacute; a n&atilde;o obrigatoriedade de divulga&ccedil;&atilde;o dos verdadeiros concession&aacute;rios, contrariando uma necess&aacute;ria transpar&ecirc;ncia no setor. O decreto-lei 236 de 1967 permite a concess&atilde;o de apenas duas TVs por Estado para cada pessoa f&iacute;sica. Entretanto, h&aacute; uma manobra que possibilita &agrave;s fam&iacute;lias expandir seu poder, ao distribuir as concess&otilde;es entre os parentes &#8211; assim, quanto maior a fam&iacute;lia, maior poder&aacute; ser o patrim&ocirc;nio. Cada um dos acionistas permanece dentro da lei, mesmo que o ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seja dirigido, de fato, por um deles. <\/p>\n<p> Assim, os cl&atilde;s registram seus ve&iacute;culos em nome dos diferentes familiares nos quadros societ&aacute;rio e diretivo das emissoras. Isso se d&aacute; com os Sirotsky, com os Brandalise e Petrelli e com a fam&iacute;lia Amaral. &Eacute; ilegal? N&atilde;o. Brechas na legisla&ccedil;&atilde;o permitem, e n&atilde;o existem mecanismos que co&iacute;bam esses contornos.<\/p>\n<p> Os movimentos de mercado, como as parcerias e fus&otilde;es, s&atilde;o outras formas de fortalecer os grupos na tentativa de manter posi&ccedil;&otilde;es no mercado e expandir para novos nichos. Essas estrat&eacute;gias n&atilde;o s&atilde;o inovadoras, j&aacute; que se repetem em outras partes do pa&iacute;s e do mundo globalizado. &Eacute; um jogo para quem pode mais. Quem pode, enfrenta os concorrentes; quem n&atilde;o pode, ou se associa ou entrega os pontos. N&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o desocupado.<\/p>\n<p> A radiodifus&atilde;o catarinense se desenvolve &agrave; sombra da pol&iacute;tica e do mundo dos neg&oacute;cios, da rotina familiar e de solu&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas. A ocorr&ecirc;ncia de pol&iacute;ticos donos de meios de radiodifus&atilde;o e a forma&ccedil;&atilde;o de grupos familiares s&atilde;o resultados de uma legisla&ccedil;&atilde;o permissiva, da inoper&acirc;ncia de ag&ecirc;ncias reguladoras, entre outros fatores. Uma revis&atilde;o das leis da comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil, visando a democratiza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea, talvez seja uma solu&ccedil;&atilde;o eficaz. Isto &eacute;, eliminar as brechas que permitem a forma&ccedil;&atilde;o de grupos familiares, bem como a propriedade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o por pol&iacute;ticos. Ainda, uma leitura mais cr&iacute;tica dos meios, por parte de toda a sociedade, pode contribuir para que um dia a democracia na comunica&ccedil;&atilde;o brasileira seja efetiva.<\/p><\/div>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil ainda precisa amadurecer. 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