{"id":21931,"date":"2008-10-08T23:42:21","date_gmt":"2008-10-08T23:42:21","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21931"},"modified":"2014-09-07T02:57:06","modified_gmt":"2014-09-07T02:57:06","slug":"reforma-do-artigo-222-abriu-setor-ao-capital-estrangeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21931","title":{"rendered":"Reforma do Artigo 222 abriu setor ao capital estrangeiro"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">O Artigo 222 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, que garantia que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o em opera&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s fossem controlados exclusivamente por cidad&atilde;os brasileiros, foi o &uacute;nico do cap&iacute;tulo Da Comunica&ccedil;&atilde;o Social a ser alvo de reforma nestes 20 anos. Em 2002, a Emenda Constitucional 36 alterou seus dispositivos, permitindo a presen&ccedil;a de at&eacute; 30% de capital estrangeiro no quadro acion&aacute;rio das empresas jornal&iacute;sticas e de radiodifus&atilde;o.<\/p>\n<p>O novo texto estabeleceu tamb&eacute;m algumas salvaguardas. A gest&atilde;o das atividades, a defini&ccedil;&atilde;o da programa&ccedil;&atilde;o e a responsabilidade editorial dos conte&uacute;dos deveriam ser controladas exclusivamente por brasileiros. A t&iacute;tulo de manter o controle sobre a entrada dos capitais estrangeiros, foi previsto que as altera&ccedil;&otilde;es dos quadros societ&aacute;rios decorrentes da entrada de investidores de outros pa&iacute;ses deveriam ser comunicadas ao Congresso Nacional.<\/p>\n<p>A nova reda&ccedil;&atilde;o do artigo ainda remetia a regulamenta&ccedil;&atilde;o em lei espec&iacute;fica. Apesar de ter se comprometido a enviar um projeto de lei para o Congresso como base da norma que detalharia a nova reda&ccedil;&atilde;o do Artigo 222 da Constitui&ccedil;&atilde;o, o governo Fernando Henrique publicou uma Medida Provis&oacute;ria (a 70\/2002) no in&iacute;cio de outubro. <\/p>\n<p>No apagar das luzes daquele ano, em 20 de dezembro, foi aprovada a Lei 10.610, que disciplinou a entrada dos investimentos internacionais no setor. O uso de uma MP e a tramita&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida foram um recurso do governo tucano em resposta &agrave; press&atilde;o do empresariado, que queria evitar que a defini&ccedil;&atilde;o destas regras ficasse a cargo do rec&eacute;m-eleito governo de Luis In&aacute;cio Lula da Silva. <\/p>\n<p>Motivos nada nobres<\/p>\n<p>Esta agilidade tamb&eacute;m j&aacute; havia marcado a tramita&ccedil;&atilde;o da Emenda Constitucional 36. Em menos de um ano, seus operadores no Congresso Nacional conseguiram resgatar a Proposta de Emenda Constitucional 203\/B, de 1995, do deputado Laprovita Vieira (PPB-RJ), e aprov&aacute;-la, em maio de 2002. Jornalistas que trabalhavam em Bras&iacute;lia na &eacute;poca contam que a vota&ccedil;&atilde;o foi comandada em plen&aacute;rio pelo vice-presidente de rela&ccedil;&otilde;es institucionais das Organiza&ccedil;&otilde;es Globo, Evandro Guimar&atilde;es, articulador do acordo para viabilizar a concord&acirc;ncia dos parlamentares com todos os partidos, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o do PDT. O PT, que se notabilizava por uma postura combativa em rela&ccedil;&atilde;o aos interesses do empresariado, acabou tamb&eacute;m aceitando o projeto, reivindicando durante a negocia&ccedil;&atilde;o a instala&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social (saiba mais).<\/p>\n<p>A mudan&ccedil;a de postura das emissoras, que at&eacute; poucos anos antes eram refrat&aacute;rias &agrave; presen&ccedil;a de capital estrangeiro do setor, se deu por motivos muito concretos: o conjunto de d&iacute;vidas contra&iacute;das ao longo da d&eacute;cada de 1990. &ldquo;A aprova&ccedil;&atilde;o da emenda foi feita para atender os interesses dos empres&aacute;rios, que estavam em um momento delicado do ponto de vista financeiro, pois haviam fracassado na sua tentativa de participar do processo de privatiza&ccedil;&atilde;o das teles. Foi na esteira destes fracassos que capital estrangeiro passou a ser luz no fim do t&uacute;nel&rdquo;, lembra o professor aposentado da UnB e pesquisador Ven&iacute;cio Lima.<\/p>\n<p>Al&eacute;m da desastrada investida sobre o esp&oacute;lio da Telebr&aacute;s, citada por Lima, outra aventura dos empres&aacute;rios foi a reforma de seus parques de produ&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o. Exemplos s&atilde;o o Projac, inaugurado pela Rede Globo no Rio de Janeiro em 1995, e o Complexo Anhanguera, lan&ccedil;ado pelo SBT em 2000. Tais iniciativas foram motivadas pela paridade entre o real e o d&oacute;lar. Quando veio a desvaloriza&ccedil;&atilde;o cambial, em 1998, a d&iacute;vida contra&iacute;da explodiu.<\/p>\n<p>O resultado foi o ac&uacute;mulo de preju&iacute;zos da ordem de R$ 7 bilh&otilde;es em 2002, sendo R$ 5 bilh&otilde;es apenas da Globopar, holding das Organiza&ccedil;&otilde;es Globo. A situa&ccedil;&atilde;o dram&aacute;tica gerou inclusive uma divis&atilde;o entre os radiodifusores. As redes SBT, Record e Bandeirantes reivindicavam uma abertura maior do que os 30% previstos no projeto. A Globo foi contra. Ela precisava garantir a sua capitaliza&ccedil;&atilde;o sem correr o risco de que o feiti&ccedil;o se voltasse contra o feiticeiro, ou seja, que suas concorrentes n&atilde;o utilizassem o apoio de investidores estrangeiros para fortalecerem demais sua atua&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. <\/p>\n<p>Pr&oacute;-m&iacute;dia<\/p>\n<p>No entanto, a expectativa de que a abertura ao capital estrangeiro resolvesse os problemas financeiros das empresas de comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se concretizou. Sem encontrarem interessados em seus neg&oacute;cios, os radiodifusores transferiram o foco de suas lamenta&ccedil;&otilde;es do Congresso para o Executivo. O rec&eacute;m-eleito governo Lula foi duramente pressionado a elaborar um programa de &ldquo;resgate&rdquo; das empresas, apelidado de Pr&oacute;-M&iacute;dia. Em 2004, o BNDES assumiu a possibilidade de executar o programa e chegou a prometer R$ 4 bilh&otilde;es para o setor, que &agrave;quela &eacute;poca acumulava d&iacute;vidas de R$ 10 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>Em documento divulgado &agrave; &eacute;poca, o F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC), questionou a necessidade da ajuda financeira e defendeu, caso ela fosse ser levada a cabo, a exig&ecirc;ncia de contrapartidas dos contratantes dos financiamentos como: transpar&ecirc;ncia na gest&atilde;o dos recursos obtidos, tratamento equ&acirc;nime para os ve&iacute;culos p&uacute;blicos e estatais, garantia de acesso por novos concorrentes e n&atilde;o apenas pelos endividados, e compromissos de que parte do empr&eacute;stimo fosse usado para adquirir produ&ccedil;&atilde;o independente e regionalizada.<\/p>\n<p>As diverg&ecirc;ncias surgidas j&aacute; durante a formata&ccedil;&atilde;o do texto da Emenda Constitucional ressurgiram, levanto a um racha dentro da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e TV (Abert). Estas diverg&ecirc;ncias internas dos radiodifusores foram importantes para a desist&ecirc;ncia do programa de apoio por parte do governo federal. A Globo, em situa&ccedil;&atilde;o mais dram&aacute;tica, iria resolver sua fragilidade financeira articulando a abertura de outro setor a investidores internacionais: o da televis&atilde;o por assinatura.<\/p>\n<p>Abertura nas telecomunica&ccedil;&otilde;es<\/p>\n<p>Ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o da Emenda 36, a &uacute;nica empresa jornal&iacute;stica ou concession&aacute;ria de r&aacute;dio e TV a vender parte de seu capital a um grupo estrangeiro foi o Grupo Abril, controlador da principal editora no ramo de revistas. Em 2006, ela negociou 30% de suas a&ccedil;&otilde;es para o grupo Naspers, uma empresa multinacional com base na &Aacute;frica do Sul que atua na &aacute;rea de m&iacute;dia eletr&ocirc;nica. <\/p>\n<p>&ldquo;At&eacute; onde se sabe, a quest&atilde;o da propriedade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil jamais esteve na pauta dos grupos financeiros internacionais, para efeito de controle econ&ocirc;mico&rdquo;, analisa o professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Othon Jambeiro. Para ele, o setor mais atrativo para os empres&aacute;rios estrangeiros sempre foi o de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Quando houve a reforma constitucional, tal tend&ecirc;ncia j&aacute; havia se confirmado na privatiza&ccedil;&atilde;o do setor de telefonia. A espanhola Telef&oacute;nica e a Portugal Telecom ficaram com o &ldquo;fil&eacute;&rdquo; do fatiamento do Sistema Telebr&aacute;s, ao adquirir a Telesp.<\/p>\n<p>Dois anos ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o da Emenda 36, em 2004, foi a vez da gigante latino-americana Telmex entrar no pa&iacute;s com a compra da Embratel por US$ 360 milh&otilde;es. &ldquo;&Eacute; preciso entender que, embora n&atilde;o pare&ccedil;a, TV aberta &eacute; um neg&oacute;cio em extin&ccedil;&atilde;o e, num pa&iacute;s como o Brasil, onde poucos l&ecirc;em, editar jornais interessa menos ainda ao grande capital global. O neg&oacute;cio, agora, &eacute; a TV por assinatura e na sua regulamenta&ccedil;&atilde;o &eacute; que dever&iacute;amos estar centrando os nossos esfor&ccedil;os&rdquo;, indica Marcos Dantas, professor da PUC-RJ. <\/p>\n<p>Se comparado &agrave; radiodifus&atilde;o aberta, o mercado de TV por assinatura est&aacute; sensivelmente mais tomado pelos grupos estrangeiros. O principal respons&aacute;vel por este cen&aacute;rio foi as Organiza&ccedil;&otilde;es Globo, que como resposta &agrave;s suas dificuldades financeiras promoveu a desnacionaliza&ccedil;&atilde;o deste mercado.<\/p>\n<p>Na distribui&ccedil;&atilde;o por cabo, a Globo passou o controle da Net &agrave; mexicana Telmex. Apesar da Lei do Cabo restringir a presen&ccedil;a de capital externo a 49%, uma engenhosa opera&ccedil;&atilde;o financeira garantiu o repasse da maioria da operadora aos mexicanos com a anu&ecirc;ncia da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel). A empresa GB Empreendimentos e Participa&ccedil;&otilde;es, formada por 51% da Globo e 49% da Telmex, comprou 51% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias da Net. Por meio da Embratel, a Telmex comprou 37,3% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias e 49% das preferenciais da Net, chegando ao controle real de 62% da companhia. <\/p>\n<p>No sat&eacute;lite (DTH), as Organiza&ccedil;&otilde;es Globo atuaram fortemente para viabilizar a fus&atilde;o da DirecTV, da Hughes Eletronic Corporation, com sua operadora Sky, mantida em uma parceria com o conglomerado internacional News Corporation. Em 2006, o Conselho Administrativo de Defesa Econ&ocirc;mica (Cade), autorizou o neg&oacute;cio. Com ele, a nova operadora passou a controlar 97% do mercado, tendo controle majorit&aacute;rio pela News Corporation com 74% e a Globo com 26%. <\/p>\n<p>A Abril, que competiu durante a d&eacute;cada de 1990 com a Net, tamb&eacute;m vendeu sua operadora de TV por assinatura, TVA, para um grupo estrangeiro, a Telef&oacute;nica. A empresa espanhola explora o servi&ccedil;o de telefonia fixa em S&atilde;o Paulo e det&eacute;m 50% da Vivo, que atua na &aacute;rea m&oacute;vel. <\/p>\n<p>Inten&ccedil;&atilde;o original: controle nacional <\/p>\n<p>Apesar de ter sido o &uacute;nico artigo alterado do cap&iacute;tulo da Comunica&ccedil;&atilde;o Social, o Artigo 222 esteve entre os poucos consensos dentro da subcomiss&atilde;o que discutiu cap&iacute;tulo Da Comunica&ccedil;&atilde;o Social durante a Assembl&eacute;ia Constituinte. Em sua vers&atilde;o original, ele restringia o controle das empresas de m&iacute;dia a &ldquo;brasileiros natos e naturalizados h&aacute; mais de 10 anos&rdquo;, aos quais caberia &ldquo;a responsabilidade por sua administra&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o intelectual&rdquo;. <\/p>\n<p>A preocupa&ccedil;&atilde;o com o controle nacional unia os interesses dos grupos remanescentes alinhados aos militares aos da esquerda nascente. A internacionaliza&ccedil;&atilde;o do parque produtivo, que viria a ser uma marca do projeto hegem&ocirc;nico no pa&iacute;s durante a d&eacute;cada de 1990, ainda n&atilde;o havia aportado no pa&iacute;s como uma sa&iacute;da para os problemas nacionais. <\/p>\n<p>Para Ven&iacute;cio Lima, no texto prevaleceu a tradi&ccedil;&atilde;o constitucional brasileira do setor. &ldquo;Por um princ&iacute;pio antigo, impediu-se tamb&eacute;m a participa&ccedil;&atilde;o das pessoas jur&iacute;dicas.A racionalidade atr&aacute;s disso era que se podia responsabilizar algu&eacute;m pela cal&uacute;nia, pela difama&ccedil;&atilde;o&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>Tal impedimento foi tamb&eacute;m revertido na Emenda Constitucional 36. Reivindica&ccedil;&atilde;o dos evang&eacute;licos, a novidade tem contribu&iacute;do para o ascenso da Rede Record no mercado de televis&atilde;o aberta. Caso o crescimento da rede comandada por Edir Macedo confirme-se a ponto de tirar a lideran&ccedil;a de mercado da Globo, estaremos diante de uma ironia: por caminhos tortos, a &uacute;nica reforma constitucional do cap&iacute;tulo Da Comunica&ccedil;&atilde;o Social ter&aacute; criado condi&ccedil;&otilde;es para uma mudan&ccedil;a profunda nas comunica&ccedil;&otilde;es brasileiras.<br \/><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>LEIA TAMB&Eacute;M:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21909\">Cap&iacute;tulo Da Comunica&ccedil;&atilde;o Social contrap&otilde;e interesses privados e car&aacute;ter p&uacute;blico<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21915\">Cria&ccedil;&atilde;o do CCS reflete for&ccedil;a dos empres&aacute;rios durante a constituinte<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21922\">Restri&ccedil;&atilde;o &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o de propriedade mant&eacute;m-se como letra morta<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21939\">Artigo 223 coloca em xeque papel do Estado e do mercado nas comunica&ccedil;&otilde;es<\/a> <\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21949\">Regula&ccedil;&atilde;o de outorgas de r&aacute;dio e TV mant&eacute;m oligop&oacute;lio do setor<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21964\">Promo&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o regional e independente continua apenas no papel<\/a>  <\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=22104\">Debates indicam avan&ccedil;os, ainda t&iacute;midos, na garantia da liberdade de express&atilde;o<\/a>  <\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emenda aprovada em 2002, no entanto, n\u00e3o se concretizou como solu\u00e7\u00e3o para as empresas, especialmente as de radiodifus\u00e3o; mudan\u00e7a no Artigo 222 foi a \u00fanica feita at\u00e9 hoje no Cap\u00edtulo V<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[875],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21931"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21931"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21931\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27934,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21931\/revisions\/27934"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21931"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21931"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21931"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}