{"id":21922,"date":"2008-10-07T23:02:47","date_gmt":"2008-10-07T23:02:47","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21922"},"modified":"2014-09-07T02:56:55","modified_gmt":"2014-09-07T02:56:55","slug":"restricao-a-concentracao-de-propriedade-mantem-se-letra-morta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21922","title":{"rendered":"Restri\u00e7\u00e3o \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o de propriedade mant\u00e9m-se letra morta"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A subcomiss&atilde;o respons&aacute;vel pela &aacute;rea de comunica&ccedil;&atilde;o na Assembl&eacute;ia Constituinte de 1988 &eacute; conhecida por ser a &uacute;nica a ter encerrado suas atividades sem um relat&oacute;rio final consensuado entre seus membros. Um dos temas que escapou ao embate que marcou as atividades do grupo foi o inciso 5&ordm; do Artigo 220, segundo o qual &ldquo;os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social n&atilde;o podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monop&oacute;lio ou oligop&oacute;lio&rdquo;. Segundo o pesquisador Ven&iacute;cio Lima, o texto, resultado de uma emenda do deputado Carlos Alberto Ca&oacute; (PDT-RJ), foi consensual e facilmente entrou na reda&ccedil;&atilde;o final do cap&iacute;tulo.<\/p>\n<p>&Agrave; primeira vista parece estranho que tal restri&ccedil;&atilde;o fosse admitida pelos parlamentares alinhados aos interesses dos radiodifusores, uma vez que a situa&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia brasileira era de um oligop&oacute;lio consolidado especialmente nas Organiza&ccedil;&otilde;es Globo. Naqueles anos, o grupo ultrapassava os 60% de participa&ccedil;&atilde;o na audi&ecirc;ncia de TV e abocanhava mais de 70% do bolo publicit&aacute;rio televisivo. O tempo mostrou que n&atilde;o houve nenhuma incoer&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>&ldquo;Na hist&oacute;ria das pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, as concess&otilde;es feitas pelo empresariado geralmente s&atilde;o em quest&otilde;es que n&atilde;o t&ecirc;m impacto real no quadro da m&iacute;dia brasileira&rdquo;, analisa Br&aacute;ulio Ribeiro, do Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o. O dispositivo constitucional que pro&iacute;be a pr&aacute;tica de monop&oacute;lio e oligop&oacute;lio &eacute; um destes casos emblem&aacute;ticos, permanecendo at&eacute; hoje como uma diretriz avan&ccedil;ada que simplesmente n&atilde;o tem efeito pr&aacute;tico algum na regula&ccedil;&atilde;o da propriedade dos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>O principal motivo &eacute; a falta de regulamenta&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; lei complementar ou ordin&aacute;ria que mencione o inciso ou defina o que &eacute; monop&oacute;lio ou oligop&oacute;lio. &ldquo;Em todas as atividades econ&ocirc;micas, o Estado tem condi&ccedil;&atilde;o de regular porque consegue definir exatamente o que comprova a concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade ou o controle do mercado&rdquo;, diz James G&ouml;rgen, coordenador do projeto &ldquo;Donos da M&iacute;dia&rdquo;. &ldquo;Mesmo a teoria econ&ocirc;mica j&aacute; estipulou compreens&otilde;es sobre poder de mercado significativo, ou outras quest&otilde;es vinculadas a estes conceitos. Mas tanto o Estado como o governo nunca se debru&ccedil;aram para ver quais s&atilde;o os limites de propriedade na m&iacute;dia.&rdquo;<\/p>\n<p>A falta de uma defini&ccedil;&atilde;o mais clara acaba prejudicando a &uacute;nica norma sobre controle de propriedade da radiodifus&atilde;o existente. O Decreto-Lei 236 de 1967 estabelece os limites referentes &agrave;s outorgas que podem ser obtidas por uma &ldquo;entidade&rdquo;. Em n&iacute;vel regional, tal restri&ccedil;&atilde;o &eacute; de quatro esta&ccedil;&otilde;es de Ondas M&eacute;dias e seis de FM. Em n&iacute;vel nacional cada ente s&oacute; pode operar at&eacute; duas esta&ccedil;&otilde;es de Onda Curtas e de Ondas M&eacute;dias e at&eacute; dez emissoras de TV, sendo no m&aacute;ximo cinco em VHF e duas por estado. <\/p>\n<p>Segundo Ven&iacute;cio Lima, o problema a&iacute; est&aacute; no conceito de entidade. Sem a regulamenta&ccedil;&atilde;o do inciso 5&ordm; do Artigo 220, os empres&aacute;rios aproveitam-se desta brecha legal para ir al&eacute;m do limite estipulado pelo decreto, bastando mudar a pessoa jur&iacute;dica respons&aacute;vel pela outorga para n&atilde;o haver qualquer conflito. Assim, basta que a fam&iacute;lia Saad, dona da Rede Bandeirantes, utilize uma pessoa jur&iacute;dica &ndash; cujos s&oacute;cios s&atilde;o uma parte dos familiares &ndash; para controlar at&eacute; cinco emissoras e crie outra entidade, com outra parte da fam&iacute;lia, para obter outras cinco TVs e j&aacute; n&atilde;o h&aacute; nenhum desrespeito ao Decreto-Lei 236. <\/p>\n<p><strong>Oligop&oacute;lio em rede<\/strong><\/p>\n<p>Para al&eacute;m do limite estabelecido em lei, a concentra&ccedil;&atilde;o do mercado ocorre na organiza&ccedil;&atilde;o das redes por meio das rela&ccedil;&otilde;es de afilia&ccedil;&atilde;o. As afiliadas retransmitem a programa&ccedil;&atilde;o das cabe&ccedil;as-de-rede, recebendo parte da publicidade captada pela rede, em valores proporcionais &agrave; audi&ecirc;ncia local. As cabe&ccedil;as arrecadam parte dos valores provenientes da propaganda local e, ao aumentarem seu alcance por meio das afiliadas, conseguem ter poder de influ&ecirc;ncia pol&iacute;tica e se tornarem economicamente atrativos para os anunciantes nacionais. <\/p>\n<p>Neste cen&aacute;rio que mistura desregulamenta&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica do mercado, a concentra&ccedil;&atilde;o pode ser verificada em tr&ecirc;s n&iacute;veis, segundo tipologia utilizada por Ven&iacute;cio Lima. Primeiro, h&aacute; uma concentra&ccedil;&atilde;o horizontal, caracterizada pelo controle de diversos ve&iacute;culos de um mesmo tipo. Isso ocorre tanto na televis&atilde;o (com casos como o da cidade de Bras&iacute;lia, onde a Record transmite a Record Bras&iacute;lia e a Record News), no r&aacute;dio (como em S&atilde;o Paulo, onde a Bandeirantes det&eacute;m as esta&ccedil;&otilde;es BandNews FM, BandFM, R&aacute;dio Bandeirantes, Nativa, SulAm&eacute;rica e Mitsubishi) e na m&iacute;dia impressa (como no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde o Grupo RBS controla oito t&iacute;tulos: Zero Hora, Di&aacute;rio Ga&uacute;cho, Pioneiro, Di&aacute;rio de Santa Maria, Di&aacute;rio Catarinense, Jornal de Santa Catarina, Hora de Santa Catarina e A Not&iacute;cia).<\/p>\n<p>Na chamada concentra&ccedil;&atilde;o vertical, um mesmo grupo comanda diversos elos da cadeia produtiva. &Eacute; o caso expl&iacute;cito da Rede Globo, que produz e distribui seu pr&oacute;prio conte&uacute;do na TV aberta e mant&eacute;m a programadora GloboSat (que produz canais como Multishow, GNT e Globonews), a empacotadora NetBrasil e a distribuidora Net Servi&ccedil;os no mercado de TV a Cabo. O &uacute;ltimo e mais grave caso &eacute; a propriedade cruzada, marcada pela posse de v&aacute;rios ve&iacute;culos (r&aacute;dio, jornal, TV) por um mesmo grupo. &Eacute; o caso de praticamente todas as redes de TV e dos grupos afiliados regionais, al&eacute;m de outros grandes grupos que se organizam a partir de outras m&iacute;dias (como os grupos Folha, Estado e Abril).<\/p>\n<p>No entanto, tal rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se d&aacute; de maneira direta. &ldquo;Quantitativamente, n&atilde;o podemos falar em controle direto dos grupos nacionais. Mas ele &eacute; indireto, por v&aacute;rias rela&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas e pol&iacute;ticas onde a concentra&ccedil;&atilde;o acaba ocorrendo&rdquo;, explica James G&ouml;rgen. Segundo dados levantados pelo projeto &quot;Donos da M&iacute;dia&quot;, as cinco principais redes de TV (Globo, SBT, Record, Bandeirantes e Rede TV) t&ecirc;m vinculados a si 145 grupos afiliados e 869 ve&iacute;culos. A Globo &eacute; maior, com 274 ve&iacute;culos ligados, seguida pelo SBT, com 197, a Record, com 160, e a Bandeirantes, com 156. A RedeTV, embora seja uma organiza&ccedil;&atilde;o nacional, aparece com apenas 82 emissoras e publica&ccedil;&otilde;es vinculadas &agrave; sua rede. <\/p>\n<p>Um fen&ocirc;meno recente tem sido a ascens&atilde;o de redes independentes. Segundo G&ouml;rgen, no in&iacute;cio da d&eacute;cada, 80% ou mais dos ve&iacute;culos estavam ligados &agrave;s cinco principais redes. Atualmente, este &iacute;ndice caiu para 70%. Ao total, existem hoje 33 redes de TV e 21 de r&aacute;dio, que envolvem, respectivamente, 1.393 e 686 ve&iacute;culos. Mas isso n&atilde;o reduziu o poder e a influ&ecirc;ncia deste n&uacute;cleo, chamado por ele de &ldquo;Sistema Central de M&iacute;dia&rdquo;. &ldquo;Estes conglomerados controlam as duas pontas do sistema. A maior infra-estrutura de distribui&ccedil;&atilde;o, a TV, que alcan&ccedil;a 98% do pa&iacute;s, e, de outro lado, o jornal, onde se d&aacute; a forma&ccedil;&atilde;o de opini&atilde;o da elite&rdquo;, avalia.<\/p>\n<p>Outra mudan&ccedil;a dos &uacute;ltimos anos &eacute; a varia&ccedil;&atilde;o dos agentes que controlam estes meios. Segundo dados da pesquisadora Susy dos Santos, do total de emissoras de TV, 34% s&atilde;o comandadas por pol&iacute;ticos, 23% por empres&aacute;rios, 21% por funda&ccedil;&otilde;es privadas e universidades, 16% por Igrejas e 6% por &oacute;rg&atilde;os estatais. <\/p>\n<p><strong>Coronelismo eletr&ocirc;nico<\/strong><\/p>\n<p>A presen&ccedil;a majorit&aacute;ria de pol&iacute;ticos no comando de ve&iacute;culos &eacute; resultado do fen&ocirc;meno que ganhou o nome de &ldquo;coronelismo eletr&ocirc;nico&rdquo;, no qual a troca de favores entre governos e lideran&ccedil;as regionais e locais vem gerando a expans&atilde;o da apropria&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia por estes &uacute;ltimos como instrumento de legitima&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Uma outra face deste processo &eacute; o uso de funda&ccedil;&otilde;es por estas lideran&ccedil;as para obterem outorgas de r&aacute;dios e TVs educativas. Como, desde 1995, os interessados em concess&otilde;es comerciais devem participar de processos licitat&oacute;rios, ficou mais f&aacute;cil buscar licen&ccedil;as de educativas a partir da constitui&ccedil;&atilde;o de funda&ccedil;&otilde;es de fachada.<\/p>\n<p>Outro elemento importante evidenciado por este quadro &eacute; o crescimento da presen&ccedil;a dos grupos religiosos, classificado por Ven&iacute;cio Lima de &ldquo;coronelismo eletr&ocirc;nico evang&eacute;lico&rdquo;(<a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21713\">leia mais sobre o assunto<\/a> ). &ldquo;Eu ando muito assustado com a presen&ccedil;a da religi&atilde;o. Para eles crescimento religioso est&aacute; intimamente ligado &agrave; quest&atilde;o da m&iacute;dia&rdquo;, comenta o pesquisador. <\/p>\n<p>Para al&eacute;m de se questionar a validade de um servi&ccedil;o p&uacute;blico estar voltado aos interesses de um grupo religioso particular, para Lima o comportamento destes grupos no Congresso tamb&eacute;m refor&ccedil;a o lobby dos radiodifusores contra a regulamenta&ccedil;&atilde;o referente &agrave; propriedade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Um dos grupos religiosos que tem se notabilizado por uma estrat&eacute;gia diferenciada &eacute; a Igreja Universal do Reino de Deus. A organiza&ccedil;&atilde;o religiosa comandada por Edir Macedo tem apostado n&atilde;o no uso da m&iacute;dia para promo&ccedil;&atilde;o da f&eacute;, mas na constitui&ccedil;&atilde;o de uma rede em condi&ccedil;&otilde;es de disputar com a Globo. Nos &uacute;ltimos anos, a Record tem efetuado uma estrat&eacute;gia agressiva de disputa de grupos afiliados, retirando importantes ve&iacute;culos regionais do SBT e ampliando seu alcance. <\/p>\n<p><strong>Mudan&ccedil;as pouco prov&aacute;veis<\/strong><\/p>\n<p>Para Ven&iacute;cio Lima, a concretiza&ccedil;&atilde;o da proibi&ccedil;&atilde;o ao monop&oacute;lio, aliada &agrave; regulamenta&ccedil;&atilde;o da regionaliza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o, seria &ldquo;uma revolu&ccedil;&atilde;o&rdquo; nas comunica&ccedil;&otilde;es brasileiras. J&aacute; o jornalista Beto Almeida, que atuou como um dos militantes da Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj) durante a Constituinte, v&ecirc; com ceticismo a possibilidade de colocar o inciso 5&ordm; do Artigo 220 em funcionamento.<\/p>\n<p>&ldquo;O mais dif&iacute;cil de avan&ccedil;ar &eacute; a proibi&ccedil;&atilde;o ao oligop&oacute;lio. Como voc&ecirc; vai proibir se esta &eacute; a forma de organiza&ccedil;&atilde;o do capitalismo mundial hoje? S&oacute; com um processo de transforma&ccedil;&atilde;o&rdquo;, comenta. &ldquo;Um exemplo &eacute; a Constitui&ccedil;&atilde;o do Equador, que traz limites importantes como a impossibilidade dos bancos terem meios de comunica&ccedil;&atilde;o. A &uacute;nica forma de combater isso seria pelo aumento da presen&ccedil;a do Estado.&rdquo;<\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o de Br&aacute;ulio Ribeiro, do Intervozes, mesmo sendo uma batalha dif&iacute;cil, a regulamenta&ccedil;&atilde;o do artigo 220, especialmente de seu inciso 5&ordm;, &eacute; uma disputa que deve ser encarada pelos setores progressistas da &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Um caminho inicial seria detalhar as restri&ccedil;&otilde;es ao n&uacute;mero de canais do Decreto-Lei 236, caracterizando como mesma entidade aquele ente que tiver pessoas com rela&ccedil;&otilde;es parentais de at&eacute; segundo grau, aquele que tiver canais vinculados &agrave; mesma marca ou grupo, como Record e RecordNews, e que estiverem em rela&ccedil;&atilde;o de afilia&ccedil;&atilde;o&rdquo;, sugere.<br \/><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>LEIA TAMB&Eacute;M:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21909\">Cap&iacute;tulo Da Comunica&ccedil;&atilde;o Social contrap&otilde;e interesses privados e car&aacute;ter p&uacute;blico<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21915\">Cria&ccedil;&atilde;o do CCS reflete for&ccedil;a dos empres&aacute;rios durante a constituinte<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21931\">Endividadas, empresas aprovam reforma que abriu setor ao capital estrangeiro<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21939\">Artigo 223 coloca em xeque papel do Estado e do mercado nas comunica&ccedil;&otilde;es<\/a> <\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21949\">Regula&ccedil;&atilde;o de outorgas de r&aacute;dio e TV mant&eacute;m oligop&oacute;lio do setor<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21964\">Promo&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o regional e independente continua apenas no papel<\/a> <\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=22104\">Debates indicam avan&ccedil;os, ainda t&iacute;midos, na garantia da liberdade de express&atilde;o<\/a>  <\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inciso 5\u00ba do Artigo 220 da CF afirma que os meios de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem ser objeto de monop\u00f3lio e oligop\u00f3lio, mas at\u00e9 hoje n\u00e3o houve esfor\u00e7os para se definir o que caracteriza a concentra\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[875],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21922"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21922"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21922\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27927,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21922\/revisions\/27927"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21922"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21922"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21922"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}