{"id":21915,"date":"2008-10-06T18:40:34","date_gmt":"2008-10-06T18:40:34","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21915"},"modified":"2014-09-07T02:56:49","modified_gmt":"2014-09-07T02:56:49","slug":"criacao-do-ccs-reflete-forca-dos-empresarios-na-constituinte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21915","title":{"rendered":"Cria\u00e7\u00e3o do CCS reflete for\u00e7a dos empres\u00e1rios na constituinte"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p>No in&iacute;cio de 2002, o jornalista e conselheiro eleito para a primeira gest&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social (CCS) Carlos Chagas anuncia para os presentes da primeira reuni&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o uma senten&ccedil;a que se faria profecia: &ldquo;Ecoou pelos corredores do Congresso: o Dr. Roberto n&atilde;o gostou&rdquo;. Tratava-se, evidentemente, do presidente das Organiza&ccedil;&otilde;es Globo e de sua primeira impress&atilde;o a respeito do conselho, que iniciava suas atividades com grande expectativa por parte das organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil dedicadas &agrave; pauta da democratiza&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Seis anos depois, o CCS est&aacute; inativo. Segue &agrave; espera da boa-vontade deste ou do pr&oacute;ximo presidente do Congresso Nacional, respons&aacute;vel por sua ativa&ccedil;&atilde;o e, nos &uacute;ltimos anos, por sua inani&ccedil;&atilde;o. O fato de a exist&ecirc;ncia do conselho estar condicionada a vontade pol&iacute;tica da mesa do Senado faz parte de uma s&eacute;rie de mecanismos criados para alterar o texto original apresentado pela deputada e relatora Cristina Tavares, durante a Assembl&eacute;ia Constituinte de 1988 e, assim, solapar a proposta de um conselho aut&ocirc;nomo e imbu&iacute;do de ferramentas eficazes de controle social da comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O balan&ccedil;o necess&aacute;rio sobre o setor das comunica&ccedil;&otilde;es e o CCS, mais especificamente, nestes 20 anos da Constitui&ccedil;&atilde;o &ldquo;cidad&atilde;&rdquo; come&ccedil;a entre os &uacute;ltimos dias do regime militar e a elei&ccedil;&atilde;o de Tancredo Neves em janeiro de 1985. O presidente rec&eacute;m-eleito admitia a possibilidade de rediscutir o modelo privatista e altamente concentrado dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil, e os movimentos sociais, inspirados pela abertura pol&iacute;tica, come&ccedil;avam a retomar o discurso da democracia no setor.<\/p>\n<p>&ldquo;Sabemos que as concess&otilde;es de r&aacute;dio e de televis&atilde;o s&atilde;o distribu&iacute;das por crit&eacute;rios exclusivamente pol&iacute;ticos, partid&aacute;rios e at&eacute; personalistas&rdquo;, afirmava Tancredo, logo em sua primeira entrevista coletiva depois de eleito. &ldquo;A primeira id&eacute;ia que me ocorre, sem entrar no exame detalhado da mat&eacute;ria, atrav&eacute;s da consulta feita &agrave;s entidades de classe nela interessadas, parece ser a cria&ccedil;&atilde;o de um Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&otilde;es que tenha participa&ccedil;&atilde;o direta n&atilde;o apenas na decis&atilde;o da concess&atilde;o de r&aacute;dio e de televis&atilde;o, mas, sobretudo, na fiscaliza&ccedil;&atilde;o do seu funcionamento.&rdquo;<\/p>\n<p>A realidade, entretanto, era bem mais complexa, e Tancredo Neves promoveu o baiano Ant&ocirc;nio Carlos Magalh&atilde;es ao minist&eacute;rio &ldquo;que ele quisesse&rdquo;. No caso, o escolhido foi justamente o das Comunica&ccedil;&otilde;es. Por press&atilde;o da Globo, manteve tamb&eacute;m no cargo R&ocirc;mulo Furtado, influente secret&aacute;rio-geral do minist&eacute;rio por dois governos no per&iacute;odo autorit&aacute;rio, o que, indiretamente, j&aacute; delineava o ambiente dos embates que viriam a ser travados na Constituinte.<\/p>\n<p><strong>Uma batalha perdida<\/strong><\/p>\n<p>Foi tarefa da deputada Cristina Tavares, do PMDB de Pernambuco, relatar e apresentar o primeiro anteprojeto para aprecia&ccedil;&atilde;o do plen&aacute;rio da Subcomiss&atilde;o da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e da Comunica&ccedil;&atilde;o. Nesta proposta constava a instala&ccedil;&atilde;o de um Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&otilde;es composto por 15 membros, entre representantes de entidades empresariais, sindicais, governo e sociedade civil. Seria sua atribui&ccedil;&atilde;o, entre outras, outorgar e renovar autoriza&ccedil;&otilde;es e concess&otilde;es para explora&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de radiodifus&atilde;o.<\/p>\n<p>O projeto recebeu dezenas de emendas e foi sucessivamente derrotado, inclusive, por conta dos votos do pr&oacute;prio PMDB, cujos deputados em bom n&uacute;mero se sentiam amea&ccedil;ados por serem eles mesmos detentores de concess&otilde;es de r&aacute;dio e TV. O deputado Arthur da T&aacute;vola (PMDB-RJ) ainda voltou a apresentar projeto semelhante em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; institui&ccedil;&atilde;o do conselho no subcomit&ecirc; da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia e da Comunica&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Tem&aacute;tica da Fam&iacute;lia, da Educa&ccedil;&atilde;o, Cultura e Esportes. Este foi igualmente suplantado, mesmo ap&oacute;s modifica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Foi a emenda final do deputado Jos&eacute; Carlos Martinez (PMDB-PR), detentor de concess&otilde;es de TV no Paran&aacute;, ao relat&oacute;rio de Tavares, a respons&aacute;vel por enterrar definitivamente a cria&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o nos termos propostos pela relatora. A proposta de Martinez, acatada pela Constituinte, atribuiu &agrave; Uni&atilde;o, ad referendum do Congresso Nacional, &ldquo;outorgar concess&otilde;es, autoriza&ccedil;&otilde;es ou permiss&otilde;es de servi&ccedil;os de radiodifus&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>O Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social como conhecemos, auxiliar do Congresso Nacional e sem nenhuma autonomia, foi resultado de uma proposta assumida por ningu&eacute;m. Assim como outras iniciativas progressistas que surgiram durante a Constituinte, esta tamb&eacute;m foi marcada pela profus&atilde;o de palavras instigantes acomodadas entre interesses privados, e que se revelaram sem nenhuma efetividade pr&aacute;tica.<\/p>\n<p>&ldquo;Esperava-se &agrave; &eacute;poca o que se espera at&eacute; hoje: a cria&ccedil;&atilde;o de um &oacute;rg&atilde;o com participa&ccedil;&atilde;o popular e democr&aacute;tica que atuasse de forma decisiva sobre todas as decis&otilde;es relativas &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, avalia Diogo Moyses, do Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social. &ldquo;No fim do processo constituinte,  o lobby dos radiodifusores tinha transformado este conselho imaginado em um &oacute;rg&atilde;o meramente consultivo e restrito ao Senado. At&eacute; hoje, isso tem graves conseq&uuml;&ecirc;ncias para a sociedade brasileira, que demanda controle p&uacute;blico sobre a comunica&ccedil;&atilde;o social.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Exist&ecirc;ncia no papel<\/strong><\/p>\n<p>O CCS n&atilde;o foi instalado imediatamente e permaneceu como letra-morta na nova Constitui&ccedil;&atilde;o por alguns anos. Mas a d&eacute;cada de 90 trouxe consigo uma piora sens&iacute;vel na qualidade das programa&ccedil;&otilde;es de TV. A sensa&ccedil;&atilde;o de total liberdade experimentada pelas grandes empresas de comunica&ccedil;&atilde;o (em um ambiente de n&atilde;o regulamenta&ccedil;&atilde;o dos rec&eacute;m-criados direitos e deveres constitucionais para o setor) era diretamente direcionado para a busca de audi&ecirc;ncia a qualquer custo. <\/p>\n<p>Nesse contexto surgiu a iniciativa de regulamenta&ccedil;&atilde;o do conselho, a partir de proposta do deputado Ant&ocirc;nio Britto (PMDB-RS) e sancionada pelo presidente Fernando Collor no mesmo ano.<\/p>\n<p>Reuni&otilde;es se seguiram para definir a composi&ccedil;&atilde;o do conselho, colocando o F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC) &agrave; frente do processo. N&atilde;o se sabe com exatid&atilde;o quais foram os termos da negocia&ccedil;&atilde;o com o empresariado, mesmo porque, depois do falecimento do principal negociador pelo FNDC, o jornalista Daniel Herz, n&atilde;o h&aacute; muita disposi&ccedil;&atilde;o dos principais atores da &eacute;poca em comentar as pol&ecirc;micas do caso.<\/p>\n<p>De qualquer forma, a Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj) defendia a composi&ccedil;&atilde;o negociada como &ldquo;a poss&iacute;vel&rdquo;, enfrentando dura oposi&ccedil;&atilde;o de parlamentares como Pedro Simon (PMDB-RS). O formato final previa treze membros, portanto, empresas e sindicatos dividiriam igualmente oito vagas, restando cinco para a sociedade civil. Para Simon, o conselho precisava contar com &ldquo;uma certa independ&ecirc;ncia para ser um conselho de debate, de discuss&atilde;o entre as partes e n&atilde;o um conselho em que um determinado setor, o mais forte, ter&aacute; prioridade&rdquo;. No caso, os empres&aacute;rios.<\/p>\n<p>&ldquo;A proposta original tinha como modelo o FCC [Federal Communications Commission] norte-americano, que conta com cinco membros, mas que n&atilde;o tem a ver com a realidade brasileira. Nunca houve um consenso&rdquo;, conta Ven&iacute;cio A. Lima, professor da Universidade de Bras&iacute;lia. &ldquo;O CCS tem um problema de origem&rdquo;, concorda Ricardo Moretzsohn, que teve assento no CCS pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) entre 2002 e 2004. Nem mesmo o fato de que o FCC &eacute; uma ag&ecirc;ncia reguladora no cora&ccedil;&atilde;o do liberalismo e que conta com similares na maioria dos pa&iacute;ses desenvolvidos ajudou a superar a intransig&ecirc;ncia dos empres&aacute;rios.<\/p>\n<p>Regulamentado em 1991, o CCS ainda esperou por mais de uma d&eacute;cada para que viesse a ser instalado. E novamente foi um emaranhado de negocia&ccedil;&otilde;es nada p&uacute;blicas que permitiram o avan&ccedil;o. Negocia&ccedil;&otilde;es que se se deram no &acirc;mbito das discuss&otilde;es sobre a revis&atilde;o da Lei 8.977\/95, que aprovou a entrada de 30% de capital estrangeiro nas empresas de comunica&ccedil;&atilde;o nacionais. Em contrapartida, logrou-se a instala&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social.<\/p>\n<p><strong>Buscando um sentido<\/strong><\/p>\n<p>A primeira gest&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social parece ter justificado a preocupa&ccedil;&atilde;o de Dr. Roberto. Mesmo com todas as limita&ccedil;&otilde;es pela falta de independ&ecirc;ncia, seu in&iacute;cio contou com uma composi&ccedil;&atilde;o equilibrada e gente disposta a trabalhar. Moretzsohn conta que a experi&ecirc;ncia foi t&atilde;o positiva que assustou os empres&aacute;rios e os pr&oacute;prios parlamentares, produzindo relat&oacute;rios bem fundamentados sobre concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade dos meios e, j&aacute; naquela &eacute;poca, a respeito da digitaliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Mas a &ldquo;brincadeira&rdquo; parou por a&iacute;. Veio a segunda gest&atilde;o, presidida pelo escritor Arnaldo Niskier e apinhada de representantes dos interesses da grande m&iacute;dia ocupando as vagas da sociedade civil, como previa o senador Pedro Simon. &ldquo;A segunda gest&atilde;o teve a sua composi&ccedil;&atilde;o deturpada. Tem que haver um mecanismo para indica&ccedil;&atilde;o das vagas pelos movimentos sociais&rdquo;, afirma Moretzsohn, do CFP.<\/p>\n<p>Foi o suspiro melanc&oacute;lico do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social. Apesar de sua exist&ecirc;ncia estar expl&iacute;cita na lei, n&atilde;o houve a renova&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o e desde 2006 ele est&aacute; ocioso. Apenas o presidente do Congresso pode restaur&aacute;-lo, o que j&aacute; foi defendido, na teoria, pelo atual, o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN). Para a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), o conselho &ldquo;tem pouca efic&aacute;cia&rdquo;. &ldquo;Quer&iacute;amos um conselho, mas, lamentavelmente, s&oacute; depois de muito tempo &eacute; que o CCS veio a ser institu&iacute;do. Depende da presid&ecirc;ncia do Senado, e mesmo a C&acirc;mara n&atilde;o demonstra interesse.&rdquo;<\/p>\n<p>&ldquo;O problema &eacute; que a mesa do Congresso &eacute; quem manda. H&aacute; muita resist&ecirc;ncia por parte dos senadores para a instala&ccedil;&atilde;o, pois muitos s&atilde;o detentores de concess&otilde;es&rdquo;, diz Ven&iacute;cio Lima. &ldquo;Ele n&atilde;o est&aacute; instalado atualmente porque, mesmo sem poder, pode incomodar&rdquo;, completa. <\/p>\n<p>Ainda existe a expectativa de retomada do CCS para o futuro pr&oacute;ximo. Para Lima, tudo depende da conjuntura e da &ldquo;correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as&rdquo; no Congresso. &ldquo;A mesa do Senado foi sujeita a muito desgaste recentemente&rdquo;, reflete. &ldquo;Devemos insistir em um movimento que reformule tanto o car&aacute;ter quanto a composi&ccedil;&atilde;o do conselho&rdquo;, confia Ricardo Moretzsohn.&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>LEIA TAMB&Eacute;M:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21909\">Cap&iacute;tulo Da Comunica&ccedil;&atilde;o Social contrap&otilde;e interesses privados e car&aacute;ter p&uacute;blico<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21922\">Restri&ccedil;&atilde;o &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o de propriedade mant&eacute;m-se como letra morta<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21931\">Endividadas, empresas aprovam reforma que abriu setor ao capital estrangeiro<\/a>&nbsp;<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21939\">Artigo 223 coloca em xeque papel do Estado e do mercado nas comunica&ccedil;&otilde;es<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21949\">Regula&ccedil;&atilde;o de outorgas de r&aacute;dio e TV mant&eacute;m oligop&oacute;lio do setor<\/a>&nbsp;<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21964\">Promo&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do regional e independente continua apenas no papel<\/a> <\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=22104\">Debates indicam avan&ccedil;os, ainda t&iacute;midos, na garantia da liberdade de express&atilde;o<\/a>  <\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parlamentares derrubaram planos originais de se criar Conselho de Comunica\u00e7\u00e3o Social participativo e com poder decis\u00f3rio; instala\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi cap\u00edtulo \u00e0 parte na disputa entre movimentos e radiodifusores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[875],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21915"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21915"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21915\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27919,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21915\/revisions\/27919"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}