{"id":21909,"date":"2008-10-05T20:06:53","date_gmt":"2008-10-05T20:06:53","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21909"},"modified":"2014-09-07T02:56:43","modified_gmt":"2014-09-07T02:56:43","slug":"capitulo-v-contrapoe-interesses-privados-e-carater-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21909","title":{"rendered":"Cap\u00edtulo V contrap\u00f5e interesses privados e car\u00e1ter p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">No dia 5 de outubro de 1988, h&aacute; exatos 20 anos, era promulgada a mais atual Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, com 250 artigos. Foi a primeira das sete constitui&ccedil;&otilde;es brasileiras a ter um cap&iacute;tulo exclusivamente dedicado &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o social. Mas o pioneirismo daquela Assembl&eacute;ia Nacional Constituinte com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; normatiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se deu de forma tranq&uuml;ila. Pelo contr&aacute;rio, este foi uma dos cap&iacute;tulos mais problem&aacute;ticos de todo o processo de reda&ccedil;&atilde;o da primeira Constitui&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-ditadura militar.<\/p>\n<p>Durante o per&iacute;odo de um ano e oito meses, de fevereiro de 1987 a outubro de 1988, 559 parlamentares divididos em 24 grupos elaboraram propostas para serem sistematizadas e votadas, dando corpo assim &agrave; nova Constitui&ccedil;&atilde;o. O subcomit&ecirc; de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica, que ficou respons&aacute;vel por organizar uma proposta de cap&iacute;tulo para a comunica&ccedil;&atilde;o social, teve neste ponto a sua maior dificuldade e n&atilde;o conseguiu entregar &agrave; comiss&atilde;o de sistematiza&ccedil;&atilde;o, no tempo previsto, um acordo entre as for&ccedil;as pol&iacute;ticas que disputavam diferentes vis&otilde;es a serem positivadas na Carta Magna. O contexto em que foi gestado o novo texto constitucional transpirava anseios democr&aacute;ticos, mas, de forma contradit&oacute;ria, no Parlamento via-se uma base nitidamente conservadora e aliada &agrave; elite tradicionalmente detentora do poder pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico.<\/p>\n<p>Os dois principais atores pol&iacute;ticos da disputa sobre o que veio a ser o cap&iacute;tulo &ldquo;Da Comunica&ccedil;&atilde;o Social&rdquo; eram a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e TV (Abert), representante dos interesses dos radiodifusores e que tinha ampla representa&ccedil;&atilde;o parlamentar, e a Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que por sua vez tinha um n&uacute;mero bem menor de parlamentares partid&aacute;rios ou simpatizantes de suas propostas. Aliada da Fenaj, por&eacute;m n&atilde;o totalmente alinhada com as propostas da entidade, estava a Frente por Pol&iacute;ticas Democr&aacute;ticas de Comunica&ccedil;&atilde;o, que contou com parlamentares que ficaram marcados pela sua atua&ccedil;&atilde;o na defesa da comunica&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, como Cristina Tavares, Artur da T&aacute;vola e Ol&iacute;vio Dutra. &nbsp;<\/p>\n<p>Dentre as principais propostas da Fenaj, estavam a positiva&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o como um bem p&uacute;blico, a constitui&ccedil;&atilde;o de um sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o, de um Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; que fosse deliberativo e respons&aacute;vel pela regulamenta&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o &ndash; e a exist&ecirc;ncia de regras claras para a limita&ccedil;&atilde;o de monop&oacute;lios e oligop&oacute;lios. A Abert, por sua vez, tinha como objetivo garantir o m&iacute;nimo de legisla&ccedil;&atilde;o para o setor. Atuar na aus&ecirc;ncia de um marco regulat&oacute;rio sempre foi o objetivo dos empres&aacute;rios do setor de comunica&ccedil;&atilde;o e, para tanto, a associa&ccedil;&atilde;o contou com a contribui&ccedil;&atilde;o incessante dos seus parlamentares.<\/p>\n<p>Al&eacute;m da expressiva for&ccedil;a da Abert na Assembl&eacute;ia Nacional Constituinte, outra esfera do poder p&uacute;blico tamb&eacute;m estava claramente a favor dos concession&aacute;rios: o Executivo. A composi&ccedil;&atilde;o do primeiro escal&atilde;o da chamada Nova Rep&uacute;blica tornava imposs&iacute;veis altera&ccedil;&otilde;es na regulamenta&ccedil;&atilde;o do setor de radiodifus&atilde;o.&nbsp;No cargo de presidente, tomou posse um representante das oligarquias maranhenses e radiodifusor, Jos&eacute; Sarney, que entregou &agrave; sua vers&atilde;o baiana, Ant&ocirc;nio Carlos Magalh&atilde;es, o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. Na Secretaria Geral do minist&eacute;rio, Sarney e ACM mantiveram R&ocirc;mulo Villar Furtado, no cargo ent&atilde;o h&aacute; 11 anos, tendo passado inc&oacute;lume pelos tr&ecirc;s &uacute;ltimos governos militares. A esposa do secret&aacute;rio-geral, Rita Furtado, uma grande empres&aacute;ria das comunica&ccedil;&otilde;es, foi ainda eleita deputada federal e tornou-se agente direta dos interesses do minist&eacute;rio dentro da Constituinte.<\/p>\n<p><strong>Tens&otilde;es, perdas e ganhos<\/strong><\/p>\n<p>A tens&atilde;o no subcomit&ecirc; Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica era grande. A primeira relatora do cap&iacute;tulo da comunica&ccedil;&atilde;o, a deputada Cristina Tavares, de posi&ccedil;&atilde;o considerada progressista e a favor da democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o aceitou descaracterizar a proposta do Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o para torn&aacute;-lo um &oacute;rg&atilde;o apenas consultivo. Tamb&eacute;m n&atilde;o cedeu em outras importantes propostas e foi substitu&iacute;da por Artur da T&aacute;vola. V&aacute;rios substitutivos foram feitos e a perspectiva de um acordo n&atilde;o chegava. T&aacute;vola, com uma posi&ccedil;&atilde;o um pouco mais conciliat&oacute;ria, conseguiu, junto com uma comiss&atilde;o de professores da UnB e especialistas em pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o, aos 45 minutos do segundo tempo, fechar um acordo e mandar direto para a vota&ccedil;&atilde;o em plen&aacute;rio a proposta do cap&iacute;tulo V do t&iacute;tulo VIII da Ordem Social da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. <\/p>\n<p>De cara, o Plen&aacute;rio derrubou a proposta de se ter um Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o com representa&ccedil;&atilde;o de diferentes setores da sociedade para regulamentar a comunica&ccedil;&atilde;o caiu. Em seu lugar, criou-se o Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social com car&aacute;ter exclusivamente consultivo e limitado ao Senado, cuja regulamenta&ccedil;&atilde;o tornou-se, anos mais tarde, um drama &agrave; parte. Outra grande vit&oacute;ria dos radiodifusores&nbsp; foi o condicionamento da cassa&ccedil;&atilde;o da concess&atilde;o ou permiss&atilde;o para r&aacute;dios e TVs ao voto nominal de no m&iacute;nimo dois quintos do Congresso Nacional. A previs&atilde;o inviabiliza, na pr&aacute;tica, a cassa&ccedil;&atilde;o de qualquer outorga.<\/p>\n<p>Por outro lado, a introdu&ccedil;&atilde;o da limita&ccedil;&atilde;o a oligop&oacute;lios e monop&oacute;lios no artigo 220; dos princ&iacute;pios de finalidade educativa, cultural e informativa dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o al&eacute;m da regionaliza&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o independente no art. 221 e a complementaridade dos sistemas estatal, p&uacute;blico e privado de comunica&ccedil;&atilde;o contida no artigo 223 foram vistos como uma vit&oacute;ria do setor progressista. Contudo, ao longo destes 20 anos, nenhum desses artigos considerados &ldquo;ganhos&rdquo; pol&iacute;ticos da frente que defendia pol&iacute;ticas democr&aacute;ticas para a comunica&ccedil;&atilde;o foi satisfatoriamente regulamentado.<\/p>\n<p>O saldo das negocia&ccedil;&otilde;es beneficiou claramente os empres&aacute;rios da radiodifus&atilde;o, que sa&iacute;ram do processo constituinte como grandes vitoriosos da disputa ali travada. Apesar de a nova Constitui&ccedil;&atilde;o refor&ccedil;ar o car&aacute;ter p&uacute;blico da comunica&ccedil;&atilde;o e, mais especificamente, da radiodifus&atilde;o, o pr&oacute;prio texto e as disputas que seguiram &agrave; sua promulga&ccedil;&atilde;o refor&ccedil;aram o modelo de mercado e ampliaram as salvaguardas para a explora&ccedil;&atilde;o privada e comercial do servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>Apesar de flagrantemente desatualizada, o C&oacute;digo Brasileiro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es de 1962 continua ser a lei mais completa que regulamenta a radiodifus&atilde;o. Em 1997, o setor das telecomunica&ccedil;&otilde;es foi retirado de dentro do CBT, separado do setor da radiodifus&atilde;o e, com a privatiza&ccedil;&atilde;o, ganhou uma lei novinha, a Lei Geral das Telecomunica&ccedil;&otilde;es. Por sua vez, a radiodifus&atilde;o ainda &eacute; regulamentada por uma lei publicada quando a TV ainda era uma tecnologia em preto e branco.<\/p>\n<p><strong>Desregulamentado<\/strong><\/p>\n<p>Boa parte dos demais cap&iacute;tulos do T&iacute;tulo VIII &#8211; Da Ordem Social foram regulamentados. Podemos usar como exemplo a sa&uacute;de, que em 1990 foi regulamentada pela lei que criou o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) e outras leis complementares que tratam do or&ccedil;amento do setor; a Educa&ccedil;&atilde;o, que foi regulamentada em 1996 com a Lei de Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional e tem ainda regulamentado o Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o e o Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o e a Assist&ecirc;ncia Social, que desde 2004 conta com o Sistema &Uacute;nico de Assist&ecirc;ncia Social (Suas) e tamb&eacute;m a Lei Or&ccedil;ament&aacute;ria da Assist&ecirc;ncia Social (Loas).<\/p>\n<p>Passados 20 anos da promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o, fica patente que n&atilde;o &eacute; do interesse dos radiodifusores nem da grande maioria dos parlamentares e tampouco dos governos que se sucederam ter um setor das comunica&ccedil;&otilde;es plenamente regulamentado. Assim como os governos militares se utilizaram deste instrumento de forma a controlar os meios estatais, os governos civis e os parlamentares beneficiam-se das suas rela&ccedil;&otilde;es com os empres&aacute;rios da comunica&ccedil;&atilde;o, recha&ccedil;ando toda forma de dar transpar&ecirc;ncia ao funcionamento do setor. Tem sido uma constante, ao longo dos anos, que projetos e pol&iacute;ticas envolvendo mecanismos de democratiza&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o ou controle p&uacute;blico das m&iacute;dias sejam barrados pelo Executivo e o Legislativo, quase sempre com seus defensores sendo rotulados de censores.<\/p>\n<p>Al&eacute;m da comunica&ccedil;&atilde;o, alguns outros cap&iacute;tulos da Constitui&ccedil;&atilde;o, como o que estabelece os direitos dos povos ind&iacute;genas, que tamb&eacute;m se encontra no T&iacute;tulo VIII, aguardam por uma nova regulamenta&ccedil;&atilde;o que se fa&ccedil;a minimamente atualizada. Contudo, n&atilde;o se pode querer apenas atualizar as leis sem um direcionamento pol&iacute;tico que trate os temas da Ordem Social como bens p&uacute;blicos e, fundamentalmente, como direitos humanos. &Eacute; importante ressaltar que de nada vai adiantar regulamentar estes setores sem reconhecer neles a sua real dimens&atilde;o de direito humano e sem salvaguardar neles as responsabilidades que o Estado, como poder p&uacute;blico, tem na sua garantia e promo&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>S&eacute;rie especial<\/strong><\/p>\n<p>O<strong> Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o <\/strong>publica, a partir de hoje, uma s&eacute;rie de reportagens e artigos que tentam apresentar um balan&ccedil;o dos 20 anos de vig&ecirc;ncia dos cinco artigos do Cap&iacute;tulo V &ndash; Da Comunica&ccedil;&atilde;o Social do T&iacute;tulo III da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. Em seu conjunto, o especial pretende colocar em perspectiva as disputas hist&oacute;ricas pela interpreta&ccedil;&atilde;o do texto constitucional, as brigas antigas e recentes pela regulamenta&ccedil;&atilde;o dos artigos e, principalmente, como as duas d&eacute;cadas da Constitui&ccedil;&atilde;o impactam a garantia do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>LEIA TAMB&Eacute;M:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21915\">Cria&ccedil;&atilde;o do CCS reflete for&ccedil;a dos empres&aacute;rios durante a constituinte<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21922\">Restri&ccedil;&atilde;o &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o de propriedade mant&eacute;m-se como letra morta<\/a>&nbsp;<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21931\">Endividadas, empresas aprovam reforma que abriu setor ao capital estrangeiro<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21939\">Artigo 223 coloca em xeque papel do Estado e do mercado nas comunica&ccedil;&otilde;es<\/a>&nbsp;<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21949\">Regula&ccedil;&atilde;o de outorgas de r&aacute;dio e TV mant&eacute;m oligop&oacute;lio do setor<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=21964\">Promo&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do regional e independente continua apenas no papel<\/a> <\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=22104\">Debates indicam avan&ccedil;os, ainda t&iacute;midos, na garantia da liberdade de express&atilde;o<\/a>  <\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carta de 88 inova ao incluir tema, mas, passados 20 anos, desregulamenta\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 a norma do setor; Observat\u00f3rio publica, a partir de hoje, s\u00e9rie sobre as duas d\u00e9cadas da Constitui\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[875],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21909"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21909"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21909\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27912,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21909\/revisions\/27912"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21909"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21909"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21909"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}