{"id":21877,"date":"2008-09-30T13:15:38","date_gmt":"2008-09-30T13:15:38","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21877"},"modified":"2008-09-30T13:15:38","modified_gmt":"2008-09-30T13:15:38","slug":"grupos-armados-impedem-circulacao-do-jornal-extra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21877","title":{"rendered":"Grupos armados impedem circula\u00e7\u00e3o do jornal &#8216;Extra&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">A compra de mais de 30 mil exemplares do &ldquo;Extra&rdquo; na maioria das bancas da Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, no domingo (28), por grupos armados, provocou rea&ccedil;&atilde;o imediata do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Eleitoral e do pr&oacute;prio jornal. O MPE informou que vai investigar o caso, j&aacute; que est&aacute; claro que se trata de crime eleitoral. Gra&ccedil;as &agrave; uma decis&atilde;o do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), a distribui&ccedil;&atilde;o e circula&ccedil;&atilde;o do di&aacute;rio foi garantida pela Pol&iacute;cia Militar.<\/p>\n<p>Tudo indica que a inten&ccedil;&atilde;o dos grupos era impedir que leitores tivessem acesso &agrave; reportagem principal intitulada &ldquo;Deputados em campanha mentem para ganhar sal&aacute;rio de R$ 13 mil&rdquo;. A manchete denunciava a aus&ecirc;ncia dos deputados Alessandro Calazans (PMN), Rodrigo Neves (PT) e Marcelo Sim&atilde;o (PHS) a sess&otilde;es da Assembl&eacute;ia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e a suposta a&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s na tentativa de inventar compromissos e ter as faltas abonadas, garantindo o sal&aacute;rio integral de R$ 13 mil.<\/p>\n<p>Donos de bancas chegaram a se recusar a vender o jornal em grandes quantidades, mas foram intimidados pelos grupos armados e obrigados a ceder. <\/p>\n<p>Uma opera&ccedil;&atilde;o conjunta de policiais dos batalh&otilde;es de Belford Roxo, Duque de Caxias e Pra&ccedil;a Tiradentes garantiu que o di&aacute;rio chegasse &agrave;s bancas locais e fosse vendido. O pedido foi feito pela Infoglobo, que publica o &ldquo;Extra&rdquo;, ao TRE-RJ.<\/p>\n<p>A edi&ccedil;&atilde;o de hoje traz a manchete &ldquo;Bando armado restringe venda do &#39;Extra&#39; em bancas da Baixada&rdquo;, relatando o caso e trazendo, na &iacute;ntegra, a reportagem que foi destaque da edi&ccedil;&atilde;o de domingo. <\/p>\n<p>&#39;Extra&#39;<\/p>\n<p>O diretor-executivo do &ldquo;Extra&rdquo;, Bruno Thys, definiu a a&ccedil;&atilde;o dos grupos como uma forma &ldquo;arcaica, grotesca e criminosa&rdquo; daqueles que disputam cargos p&uacute;blicos de impedir o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o. &ldquo;&Eacute; lament&aacute;vel em todos os aspectos. Os leitores n&atilde;o ter&atilde;o seu direito de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o cerceado, tanto do que o &#39;Extra&#39; j&aacute; publicou ou do que venha a publicar&rdquo;.<\/p>\n<p>Em nota, o TRE repudiou a a&ccedil;&atilde;o, dizendo que &ldquo;parece claramente um golpe de natureza eleitoral&rdquo;. Segundo o Tribunal, a compra dos mais de 30 mil exemplares &ldquo;tem todos os ind&iacute;cios de uma tentativa de impedir que informa&ccedil;&otilde;es chegassem a uma parcela do eleitorado. Igualmente graves s&atilde;o as den&uacute;ncias de que jornaleiros foram coagidos a vender todo o estoque, o que s&oacute; fortalece a hip&oacute;tese de se negar &agrave; popula&ccedil;&atilde;o informa&ccedil;&otilde;es que lhe ajudasse a decidir o voto de forma consciente&rdquo;.<\/p>\n<p>ABI<\/p>\n<p>Para o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Imprensa (ABI), Maur&iacute;cio Az&ecirc;do, a solu&ccedil;&atilde;o para casos como este &eacute; uma resist&ecirc;ncia permanente e den&uacute;ncia pol&iacute;tica de comportamentos &ldquo;delituosos e antidemocr&aacute;ticos&rdquo;. &ldquo;Ao mesmo tempo, temos que tomar as provid&ecirc;ncias judiciais cab&iacute;veis. Essa agress&atilde;o &agrave; liberdade de imprensa e informa&ccedil;&atilde;o mostra que h&aacute; interesse evidente de pol&iacute;ticos mencionados na reportagem e que concorrem &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es de impedir a circula&ccedil;&atilde;o do jornal. &Eacute; preciso que o MP tome a iniciativa de intimar essas pessoas. Elas revelam um poderio econ&ocirc;mico que s&oacute; pode ter origem escusa. Comprar mais de 30 mil exemplares do &ldquo;Extra&rdquo; que, aos domingos, custam R$ 2,30, significa um desembolso em dinheiro vivo de R$ 69 mil, soma que s&oacute; pode ter origem il&iacute;cita e n&atilde;o &eacute; pass&iacute;vel de aplica&ccedil;&atilde;o numa campanha&rdquo;.<\/p>\n<p>ANJ<\/p>\n<p>J&uacute;lio C&eacute;sar Mesquita, vice-presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Jornais (ANJ), assinou nota em que protestou contra o que chamou de viol&ecirc;ncia cometida contra o &ldquo;Extra&rdquo;. Para a ANJ, a a&ccedil;&atilde;o &ldquo;foi um atentado ao direito dos cidad&atilde;os de serem livremente informados e um lament&aacute;vel golpe &agrave; liberdade de imprensa&rdquo;. A entidade elogiou a iniciativa do TRE-RJ, garantindo a venda do jornal na Baixada Fluminense. &ldquo;Cabe agora &agrave;s autoridades policiais investigar a a&ccedil;&atilde;o criminosa acontecida na madrugada do domingo e, &agrave; Justi&ccedil;a, punir exemplarmente seus autores&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A compra de mais de 30 mil exemplares do &ldquo;Extra&rdquo; na maioria das bancas da Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, no domingo (28), por grupos armados, provocou rea&ccedil;&atilde;o imediata do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Eleitoral e do pr&oacute;prio jornal. 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