{"id":21872,"date":"2008-09-29T22:04:31","date_gmt":"2008-09-29T22:04:31","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21872"},"modified":"2008-09-29T22:04:31","modified_gmt":"2008-09-29T22:04:31","slug":"sindicatos-contra-a-brt-oi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21872","title":{"rendered":"Sindicatos contra a BrT-Oi"},"content":{"rendered":"<p><em>Desde que foi anunciada, em abril deste ano, a venda da operadora Brasil Telecom para a Oi, o neg&oacute;cio (R$ 5,8 bilh&otilde;es) vem sendo questionado publicamente. A Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) &ndash; pressionada pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, pressionado pelas pr&oacute;prias operadoras envolvidas &ndash; tem trabalhado para modificar o texto do Plano Geral de Outorgas (PGO) &ndash; impeditivo legal para que se consume a transa&ccedil;&atilde;o bilion&aacute;ria. Precisa aprovar altera&ccedil;&atilde;o da regra que pro&iacute;be uma concession&aacute;ria de telefonia fixa adquirir exploradora do mesmo servi&ccedil;o em outra regi&atilde;o. Esbarrando na ilegalidade, as duas grandes telef&ocirc;nicas somente poder&atilde;o concretizar o neg&oacute;cio ap&oacute;s as normas alteradas.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, acolhendo representa&ccedil;&atilde;o do Sindicato dos Telef&ocirc;nicos &#8211; Sinttel\/RS (veja o documento aqui), abriu inqu&eacute;rito civil p&uacute;blico para investigar as condi&ccedil;&otilde;es do neg&oacute;cio &ndash; BrT-Oi. Um movimento encabe&ccedil;ado pela Federa&ccedil;&atilde;o Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Fittel) vem reunindo os sindicatos nos estados para que entrem com representa&ccedil;&otilde;es semelhantes &agrave;s do RS.Em seis estados e o DF, os sindicatos de telef&ocirc;nicos j&aacute; entraram com a representa&ccedil;&atilde;o: RS, PB, Acre, Par&aacute;, MG e RN. Nesta semana devem entrar GO, TO, MS e MA, que j&aacute; confirmaram. Com pequenas adapta&ccedil;&otilde;es, o texto b&aacute;sico &eacute; o apresentado pelo Sinttel\/RS.<\/p>\n<p>A partir de Porto Alegre, onde est&aacute; o Sinttel\/RS, o presidente da entidade, Fl&aacute;vio Silveira Rodrigues, conversou com o F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC), especialmente para o e-F&oacute;rum, sobre o ponto de vista dos trabalhadores do setor. A categoria, de acordo com Fl&aacute;vio, &eacute; pouco ouvida nos processos que envolvem altera&ccedil;&otilde;es na legisla&ccedil;&atilde;o e mesmo sobre o neg&oacute;cio, propriamente. Al&eacute;m disso, garante o dirigente sindical, as atividades dos telef&ocirc;nicos t&ecirc;m sido precarizadas desde a privatiza&ccedil;&atilde;o do setor, h&aacute; 10 anos, fato que resulta em reflexos negativos na presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os. Leia a seguir a s&iacute;ntese da entrevista de Fl&aacute;vio.<\/p>\n<p><\/em><strong>Por que os telef&ocirc;nicos questionam a venda da Brasil Telecom para a Oi?<\/strong><br \/>Porque est&aacute; claro que esse neg&oacute;cio &eacute; a coroa&ccedil;&atilde;o do processo de privatiza&ccedil;&atilde;o iniciado h&aacute; 10 anos. Participamos (em julho passado) da audi&ecirc;ncia p&uacute;blica da Anatel para discutir a mudan&ccedil;a do PGO (Plano Geral de Outorgas). Quando resolveram mudar o PGO no afogadilho, de forma r&aacute;pida, bruta, percebemos o que estava envolvido por tr&aacute;s dessa opera&ccedil;&atilde;o. Inclusive com os resultados da opera&ccedil;&atilde;o Satiagraha, vimos que havia um grande processo de acomoda&ccedil;&atilde;o, com benef&iacute;cios para grupos privados. Seria como uma f&oacute;rmula m&aacute;gica para acomodar os grandes capitais &#8211; Brasil Telecom, Citibank, Opportunity (o m&aacute;gico dos lobbies pol&iacute;ticos), It&aacute;lia Telecom, que teve grandes conflitos e at&eacute; apareceu na opera&ccedil;&atilde;o ligada diretamente ao banqueiro Daniel Dantas. Tudo isso deixou claro o desfecho de um processo de privatiza&ccedil;&atilde;o que naquela audi&ecirc;ncia publica estava fazendo 10 anos. Ent&atilde;o, isso estava se acomodando. Aqueles que ganharam (com a privatiza&ccedil;&atilde;o) estariam ganhando de novo. Como estudiosos da privatiza&ccedil;&atilde;o que somos, percebemos todas as manipula&ccedil;&otilde;es do Fernando Henrique (Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Pa&iacute;s) e do Britto (Ant&ocirc;nio Britto, ex-governador do Estado do RS), onde o Opportunity foi um dos agentes. S&oacute; isso j&aacute; seria um motivo para o cidad&atilde;o brasileiro ser contra essa opera&ccedil;&atilde;o (fus&atilde;o da BrT e Oi). E j&aacute; h&aacute; v&aacute;rios cidad&atilde;os se colocando contra essa opera&ccedil;&atilde;o, porque ela cheira mal.<\/p>\n<p><strong>Com o neg&oacute;cio entre as duas operadoras, que conseq&uuml;&ecirc;ncias s&atilde;o previstas para os trabalhadores do setor?<\/strong><br \/>Para os trabalhadores, o que se avizinha com essa opera&ccedil;&atilde;o da BrT-Oi &eacute; que muita gente vai ser demitida. E a partir do PGO mudado, pode haver outras fus&otilde;es que v&atilde;o gerar mais um monte de demiss&otilde;es. Haver&aacute; um processo de afunilamento que poder&aacute; gerar mais terceiriza&ccedil;&atilde;o e precariza&ccedil;&atilde;o na qualidade de servi&ccedil;o. Mesmo se essa fosse apenas uma vis&atilde;o corporativa, j&aacute; ter&iacute;amos o dever de discutir isso. Certamente que essa incerteza nas rela&ccedil;&otilde;es de trabalho gera uma correspondente precariza&ccedil;&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o, que ainda &eacute; p&uacute;blico, &eacute; uma concess&atilde;o. E isso j&aacute; est&aacute; provocando que o setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es seja campe&atilde;o do Procon. Ao pagar cada vez menos, (o setor) vai perdendo em qualifica&ccedil;&atilde;o do profissional, que n&atilde;o &eacute; treinado para as novas tecnologias. Isso vai estourar no usu&aacute;rio. N&oacute;s (telef&ocirc;nicos do Sinttel\/RS) achamos injusto que essa mudan&ccedil;a na legisla&ccedil;&atilde;o &ndash; encomendada pelo setor privado, por interesses escusos &ndash; seja feita sem garantias maiores. Por exemplo, a garantia de que a nossa pol&iacute;tica tarif&aacute;ria n&atilde;o seja a mais selvagem do planeta; que esse modelo de privatiza&ccedil;&atilde;o do Fernando Henrique e a forma como o Lula est&aacute; levando, que gera esse servi&ccedil;o ruim, campe&atilde;o de reclama&ccedil;&otilde;es e muito caro n&atilde;o seja o modelo das telecomunica&ccedil;&otilde;es no Brasil.<\/p>\n<p><strong>E a universaliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os, ap&oacute;s a privatiza&ccedil;&atilde;o?<\/strong><br \/>H&aacute; a ilus&atilde;o de tu teres um telefone, pilotar o telefone. Sabemos hoje, pelas estat&iacute;sticas do setor, que h&aacute; mais telefones devolvidos por falta de pagamento do que novas instala&ccedil;&otilde;es. Tudo isso se soma a um quadro de responsabilidade geral das operadoras, que n&atilde;o querem investir em uma rede telef&ocirc;nica que se torna rapidamente obsoleta com as mudan&ccedil;as tecnol&oacute;gicas. Isso est&aacute; gerando, por falta de manuten&ccedil;&atilde;o, a deterioriza&ccedil;&atilde;o total das redes. Um exemplo &eacute; aquele apag&atilde;o da Telef&ocirc;nica em S&atilde;o Paulo, h&aacute; meses atr&aacute;s (leia aqui). Ent&atilde;o, todas essas situa&ccedil;&otilde;es &ndash; a corrup&ccedil;&atilde;o entranhada nessas transa&ccedil;&otilde;es, a rela&ccedil;&atilde;o trabalhista com risco de demiss&atilde;o em massa, o risco de precariza&ccedil;&atilde;o com conseq&uuml;&ecirc;ncias diretas na qualidade e no pre&ccedil;o do servi&ccedil;o &ndash; tudo isso teria uma oportunidade, na mudan&ccedil;a do PGO, de ser colocado com regras melhor discutidas. As estat&iacute;sticas do Procon sobre satisfa&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio s&atilde;o de que as telecomunica&ccedil;&otilde;es sempre ocupam a pior posi&ccedil;&atilde;o. Os call centers ligados a essa estrutura, as lojas de atendimento fechadas para reduzir custos e reabertas de forma prec&aacute;ria, a p&eacute;ssima qualidade de servi&ccedil;o &ndash; tudo isso torna a telefonia campe&atilde; em reclama&ccedil;&otilde;es. Quanto &agrave;s tarifas, um estudo realizado pelo ex-presidente do Sinttel\/RS, Jurandir Teixeira Leite, mostra o absurdo que foi o aumento dos valores, da assinatura b&aacute;sica que n&atilde;o era para existir, mas por press&atilde;o das operadoras continua existindo. Na realidade, para boa parte da sociedade brasileira, a telefonia fixa ainda &eacute; inacess&iacute;vel, e a telefonia celular &eacute; aquele &ldquo;pai de santo&rdquo;, que s&oacute; recebe (leia aqui o comparativo das tarifas). A banda larga ainda &eacute; uma dificuldade. A rede fixa atual vai chegar um ponto em que n&atilde;o v&atilde;o ter condi&ccedil;&otilde;es para trafegar direito, vai come&ccedil;ar a cair muito os padr&otilde;es de qualidade.<\/p>\n<p><strong>O Sinttel tem uma proposta para o PGO?<\/strong><br \/>N&oacute;s n&atilde;o temos uma proposta escrita. Penso que n&oacute;s, telef&ocirc;nicos, n&atilde;o temos a pretens&atilde;o de achar o que &eacute; melhor para a sociedade. Nossa inten&ccedil;&atilde;o &eacute; bem clara nessa quest&atilde;o de criar um novo PGO: &eacute; que se aumentem as audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas, que se fa&ccedil;a uma discuss&atilde;o profunda sobre o assunto. Sabemos que isso &eacute; poss&iacute;vel, de acordo com o plano original da Anatel de discutir uma proposta. Mas isso j&aacute; est&aacute; na imin&ecirc;ncia de ser desvirtuado, porque o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, pela press&atilde;o das operadoras, j&aacute; esta querendo ter outra solu&ccedil;&atilde;o para banda larga. Na realidade, foram feitas quatro audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas (pela Anatel) com pouca participa&ccedil;&atilde;o da sociedade. As entidades de defesa do consumidor est&atilde;o sendo pouco ouvidas nesse processo. O ministro das comunica&ccedil;&otilde;es (H&eacute;lio Costa) vem pressionando para cumprir o prazo que a BrT-Oi estipulou para o governo. Isso &eacute; uma invers&atilde;o total. &Eacute; o governo trabalhando para o setor privado. Ent&atilde;o, para mim, esse processo &eacute; todo viciado. Assim, se o que n&atilde;o podia ser mexido est&aacute; sendo, ent&atilde;o n&oacute;s precisamos, assim como o Minist&eacute;rio P&uacute;blico coloca, discutir mais com a sociedade. <\/p>\n<p><strong>O secret&aacute;rio-geral da Fittel (Federa&ccedil;&atilde;o Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunica&ccedil;&otilde;es), &agrave; qual o Sinttel &eacute; filiado, declarou esta semana que a federa&ccedil;&atilde;o &eacute; conceitualmente favor&aacute;vel a cria&ccedil;&atilde;o da BrT-Oi.<br \/><\/strong>N&oacute;s participamos de uma discuss&atilde;o junto com o Moura (Jo&atilde;o de Moura Neto, secret&aacute;rio-geral da Fittel) sobre a necessidade das representa&ccedil;&otilde;es no Minist&eacute;rio P&uacute;blico. Sete sindicatos que j&aacute; encaminharam representa&ccedil;&atilde;o, que julga que h&aacute; coisas mal explicadas em rela&ccedil;&atilde;o ao processo (o neg&oacute;cio BrT-Oi), h&aacute; focos de corrup&ccedil;&atilde;o. Ent&atilde;o, n&oacute;s queremos um maior debate com a sociedade, como eu j&aacute; falei, queremos uma maior participa&ccedil;&atilde;o para definir limites dessa nova operadora. O que o Moura falou &eacute; que, se esse debate acontecer, se as defici&ecirc;ncias forem resolvidas, a&iacute; n&atilde;o h&aacute; motivo para ser contra. Se a (nova) empresa vai ser melhor do que as est&atilde;o operando por a&iacute; &ndash; falamos de um melhor tratamento para o usu&aacute;rio, para os empregados, refletido numa melhor qualidade de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o &ndash; se tudo isso acontecer, ent&atilde;o somos a favor. Mas, quando declaramos que, em tese, somos favor&aacute;veis, e sabemos que na pr&aacute;tica isso n&atilde;o est&aacute; acontecendo, vamos ser objetivos e claros: somos contra. Do jeito como est&aacute; a BrT-Oi, n&oacute;s somos contra. Sen&atilde;o, o Sinttel n&atilde;o estaria com essa representa&ccedil;&atilde;o. O problema &eacute; que o caminho do neg&oacute;cio &eacute; esse: as consultas p&uacute;blicas e as sugest&otilde;es j&aacute; terminaram. Nessa hist&oacute;ria as operadoras s&atilde;o mais ouvidas do que a sociedade. No final do processo, vai ser como a BrOi quer. A gente queria, por exemplo, a garantia (hoje n&atilde;o existe nenhuma), de que ap&oacute;s o neg&oacute;cio ser feito, com o aval do governo federal, essa nova empresa n&atilde;o vai ser comprada pela Telef&ocirc;nica ou pela Telmec, por exemplo. Mas dizem que, da forma como est&aacute; saindo o neg&oacute;cio, essa empresa j&aacute; vai nascer endividada e ser&aacute; vendida. Agora, se recome&ccedil;armos o processo de discutir com a sociedade, n&oacute;s n&atilde;o somos contra nenhuma empresa por natureza &ndash; desde que ela traga alguma vantagem &ndash; e inclusive de mudar a legisla&ccedil;&atilde;o para adaptar sua a exist&ecirc;ncia. Achamos inclusive que seria um fen&ocirc;meno dentro do setor das telecomunica&ccedil;&otilde;es, que viria para dar um salto de qualidade. Mas n&oacute;s n&atilde;o estamos vendo nenhum sinal desse salto de qualidade. Na audi&ecirc;ncia em Porto Alegre estava o Procon, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, provedores de internet, empres&aacute;rios do setor. V&aacute;rios se queixaram, com a Anatel presente, de que as operadoras, do tamanho que s&atilde;o hoje, d&atilde;o a m&iacute;nima import&acirc;ncia at&eacute; para os processos de reclama&ccedil;&atilde;o junto &agrave; Anatel. E a ag&ecirc;ncia reconhece sua fragilidade em conseguir fiscalizar, porque eles s&atilde;o muitos poderosos, t&ecirc;m recursos fazem press&atilde;o, inclusive com inser&ccedil;&atilde;o na m&iacute;dia. E a&iacute;, a reflex&atilde;o p&uacute;blica feita em Porto Alegre foi de que, se eles crescerem mais, ser&aacute; pior ainda. Para mim, est&aacute; claro que a posi&ccedil;&atilde;o da Fittel &eacute; contra a mudan&ccedil;a do PGO da forma como est&aacute; sendo feita. E contra a BrT-Oi da mesma forma.<\/p>\n<p><strong>O que esperar a partir do Minist&eacute;rio P&uacute;blico?<\/strong><br \/>O fato de n&oacute;s estarmos questionado essa situa&ccedil;&atilde;o, pelo menos faz com que os donos da empresas, Carlos Jereissati e S&eacute;rgio Andrade, e os outros que est&atilde;o em volta &ndash; fundos de pens&atilde;o, esse neg&oacute;cio todo &ndash; saiam de seus tronos e venham discutir com a sociedade, com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico. Venham negociar algumas garantias sociais, porque at&eacute; agora n&atilde;o h&aacute; nenhuma. Se o nosso pa&iacute;s fosse um pouco mais s&eacute;rio, esse neg&oacute;cio n&atilde;o aconteceria e os governos FHC e Lula seriam investigados em fun&ccedil;&atilde;o disso. Ent&atilde;o, o resultado principal que n&oacute;s esperamos pode n&atilde;o acontecer. Mas, certamente, alguma coisa a mais vir&aacute; com um debate democr&aacute;tico em rela&ccedil;&atilde;o a esses limites. Os pr&oacute;prios conselheiros da Anatel ver&atilde;o com melhores olhos algumas sugest&otilde;es feitas durante a consulta p&uacute;blica (que ao todo teve mais de mil sugest&otilde;es) n&atilde;o v&atilde;o ficar olhando s&oacute; o lado das operadoras, porque, infelizmente, a Anatel tem a mania de olhar mais o lado da operadora. Esse processo vai trazer melhorias pelo exerc&iacute;cio da cidadania. E o Lula, quando for assinar a nova lei, vai estar preocupado de n&atilde;o fazer nenhuma coisa que pare&ccedil;a beneficiar as operadoras.<\/p>\n<p><em>* Fl&aacute;vio Silveira Rodrigues &eacute; Presidente do Sinttel\/RS pela terceira gest&atilde;o. T&eacute;cnico em telecomunica&ccedil;&otilde;es, &eacute; formado em Administra&ccedil;&atilde;o de Empresas pela Universidade Federal do rio Grande do Sul (UFRGS).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente do Sinttel\/RS: &#8220;Fus\u00e3o coroa processo de privatiza\u00e7\u00e3o das telecomunica\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[870],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21872"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21872"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21872\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21872"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21872"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21872"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}