{"id":21870,"date":"2008-09-29T17:19:03","date_gmt":"2008-09-29T17:19:03","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21870"},"modified":"2008-09-29T17:19:03","modified_gmt":"2008-09-29T17:19:03","slug":"ministerio-engaveta-184-processos-de-concessoes-vencidas-ha-mais-de-10-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21870","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio engaveta 184 processos de concess\u00f5es vencidas h\u00e1 mais de 10 anos"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t   <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">Pelo menos 184 emissoras de r&aacute;dio e de televis&atilde;o funcionam com prazo de concess&atilde;o vencido. Segundo especialistas, a situa&ccedil;&atilde;o no setor &eacute; ca&oacute;tica. H&aacute; casos de emissoras que est&atilde;o com as concess&otilde;es expiradas h&aacute; mais de 20 anos e cujos pedidos de renova&ccedil;&atilde;o de outorga ficaram emperrados no Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es e no Congresso Nacional.<\/p>\n<p>As fam&iacute;lias dos ex-presidentes da Rep&uacute;blica Fernando Collor de Mello e Jos&eacute; Sarney t&ecirc;m emissoras nessa situa&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de outros pol&iacute;ticos, como o senador Edison Lob&atilde;o Filho (PMDB-MA) e os deputados federais Jader Barbalho e Elcione Barbalho (ambos do PMDB-PA). Todos alegam que entregaram a documenta&ccedil;&atilde;o no tempo adequado ao governo.<\/p>\n<p>O prazo de concess&atilde;o da r&aacute;dio Gazeta de Alagoas, da qual Collor &eacute; acionista, expirou em 1993. A r&aacute;dio funciona com autoriza&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria do governo.<\/p>\n<p>A concess&atilde;o da r&aacute;dio Mirante do Maranh&atilde;o, na cidade de Imperatriz, terminou em 1996. O propriet&aacute;rio da emissora, Fernando Sarney, filho do senador Jos&eacute; Sarney (PMDB-AP), fez o pedido de renova&ccedil;&atilde;o da outorga por dez anos, na &eacute;poca devida, assim como a fam&iacute;lia Collor, mas os processos ca&iacute;ram em exig&ecirc;ncias e n&atilde;o chegaram a ser aprovados pelo Congresso Nacional.<\/p>\n<p>Em entrevista, por telefone, na quinta-feira, Fernando Sarney disse que soube pela Folha que a concess&atilde;o est&aacute; vencida. Afirmou que entregou a documenta&ccedil;&atilde;o ao governo em 96 e que supunha que a renova&ccedil;&atilde;o tivesse sido aprovada.<\/p>\n<p>H&aacute; dois anos, o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva, em ato in&eacute;dito, pediu ao Congresso a devolu&ccedil;&atilde;o de 225 processos de pedido de renova&ccedil;&atilde;o de concess&otilde;es, que estavam em vias de ser rejeitados pela Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia da C&acirc;mara dos Deputados.<\/p>\n<p>O governo agiu a pedido de Jader Barbalho, amea&ccedil;ado de perder duas r&aacute;dios e uma televis&atilde;o no Par&aacute;. No bolo das emissoras devolvidas ao Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, para revis&atilde;o dos documentos, estavam os processos das r&aacute;dios dos Collor, dos Sarney e de outros pol&iacute;ticos. Na ocasi&atilde;o, o ministro H&eacute;lio Costa disse que as empresas teriam 90 dias para regularizar suas documenta&ccedil;&otilde;es, ou seria proposta a extin&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es.<\/p>\n<p>Passados dois anos, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, de Bras&iacute;lia, notificou o ministro para que ele informasse o desfecho dos processos requisitados por Lula. <\/p>\n<p>O relat&oacute;rio do minist&eacute;rio mostra que apenas 37 dos 225 foram regularizados e tiveram as concess&otilde;es renovadas.<\/p>\n<p>Cento e cinq&uuml;enta processos foram engavetados definitivamente pelo Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, porque j&aacute; tinham perdido o sentido. Havia se passado mais tempo do que o per&iacute;odo de renova&ccedil;&atilde;o solicitada -10 anos para r&aacute;dio e 15 anos para televis&atilde;o-, devido &agrave; tramita&ccedil;&atilde;o dos pedidos. Outros 34 processos ser&atilde;o engavetados, pelo mesmo motivo.<\/p>\n<p>Ou seja, se uma empresa tem um processo pendente referente ao per&iacute;odo de 1996 a 2006, por exemplo, o minist&eacute;rio engaveta esse processo e passa a examinar a renova&ccedil;&atilde;o para os dez anos seguintes. &Eacute; como se a empresa tivesse vivido no limbo, por uma d&eacute;cada.<\/p>\n<p>O consultor jur&iacute;dico da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Emissoras P&uacute;blicas Educativas e Culturais (Abepec), Fernandes Fortes, diz que a raiz do problema est&aacute; na falta de estrutura do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Ele diz que existem muitas outras emissoras com concess&otilde;es vencidas que n&atilde;o est&atilde;o na listagem da pasta. &quot;&Eacute; uma cat&aacute;strofe. N&atilde;o acho que decorra de decis&atilde;o pol&iacute;tica do governo, mas do desmantelamento do minist&eacute;rio&quot;, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelo menos 184 emissoras de r&aacute;dio e de televis&atilde;o funcionam com prazo de concess&atilde;o vencido. Segundo especialistas, a situa&ccedil;&atilde;o no setor &eacute; ca&oacute;tica. 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