{"id":21847,"date":"2008-09-24T16:22:19","date_gmt":"2008-09-24T16:22:19","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21847"},"modified":"2008-09-24T16:22:19","modified_gmt":"2008-09-24T16:22:19","slug":"regulamentacao-da-anatel-pode-inviabilizar-projetos-atuais-com-plc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21847","title":{"rendered":"Regulamenta\u00e7\u00e3o da Anatel pode inviabilizar projetos atuais com PLC"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">A Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) promete decidir at&eacute; novembro sobre a regulamenta&ccedil;&atilde;o do acesso em banda larga utilizando a rede de energia el&eacute;trica. Quem afirma &eacute; o gerente Operacional de Planejamento de Espectro da ag&ecirc;ncia, Marco Ant&ocirc;nio Tavares. Ele participou, na semana passada, do semin&aacute;rio de telecomunica&ccedil;&otilde;es Aptel 2008, realizado no Rio de Janeiro, pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Entidades Municipais de Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o (Abemtic).<\/p>\n<p>Tavares afirmou que a ag&ecirc;ncia trabalha com a expectativa de finalizar o processo regulat&oacute;rio antes do recesso de fim de ano. A Consulta P&uacute;blica n&ordm; 38 (&quot;Proposta de Regulamento sobre Sistema de Acesso em Banda Larga utilizando Rede de Energia El&eacute;trica&quot;) j&aacute; recebeu mais de 200 contribui&ccedil;&otilde;es e permanecer&aacute; aberta at&eacute; o dia 29 de setembro.<\/p>\n<p>A regulamenta&ccedil;&atilde;o gera grande expectativa para aqueles que j&aacute; investiram na tecnologia PLC (Power Line Communication). Cirano Iochpe, coordenador do projeto que, h&aacute; um ano e meio, leva acesso &agrave; internet ao bairro Restinga, na periferia de Porto Alegre (RS), revela preocupa&ccedil;&atilde;o com a possibilidade de ter de zerar a iniciativa.<\/p>\n<p>Isso porque, diz Iochpe, os equipamentos instalados na &aacute;rea eram, &agrave; &eacute;poca, os &uacute;nicos homologados pela ag&ecirc;ncia reguladora. No entanto, agora, se a regulamenta&ccedil;&atilde;o for aprovada nos termos atuais, diz o executivo, eles n&atilde;o poder&atilde;o ser mais utilizados &#8211; por causa da freq&uuml;&ecirc;ncia prevista pela Anatel para o uso da tecnologia. <\/p>\n<p>Atualmente o PLC funciona em quatro pr&eacute;dios do bairro: o posto de sa&uacute;de (com aplica&ccedil;&otilde;es de telemedicina), o Servi&ccedil;o Nacional da Ind&uacute;stria (Senai), a escola p&uacute;blica e o centro administrativo. A implanta&ccedil;&atilde;o do PLC foi uma alternativa de capilarizar o projeto da Infovia, rede multisservi&ccedil;os com 360 quil&ocirc;metros de fibra &oacute;ptica desenvolvida na capital ga&uacute;cha pela Procempa, empresa p&uacute;blica de tecnologia do munic&iacute;pio.<\/p>\n<p>O gerente de Opera&ccedil;&otilde;es da Infovia, Lafaiete dos Santos, ressalta que o uso do PLC est&aacute; sendo maturado neste projeto piloto. &quot;Os equipamentos ainda n&atilde;o est&atilde;o dispon&iacute;veis na velocidade e na intelig&ecirc;ncia que suportariam nossas redes. Agora, a regula&ccedil;&atilde;o pode mudar isso tudo. N&oacute;s estamos aprendendo, por isso a Procempa usa a tecnologia confi&aacute;vel dispon&iacute;vel no mercado&quot;, sinaliza Santos.<\/p>\n<p><strong>Eletronet: Um sonho dourado<\/strong><\/p>\n<p>Sobre a possibilidade de aproveitar a estrutura da Eletronet &#8211; rede nacional que virou um &quot;elefante branco&quot; para o governo federal, por conta de d&iacute;vidas milion&aacute;rias &#8211; o gerente da Infovia da Procempa prefere n&atilde;o alimentar grandes esperan&ccedil;as. &quot;&Eacute; uma novela&quot;, lamenta.<\/p>\n<p>&quot;Em Porto Alegre, usamos parte dessa rede, temos um swap de rede com a Eletronet que est&aacute; operacional. Mas que bom se o Brasil pudesse ter esses 16 mil quil&ocirc;metros de rede interligando todo mundo de norte a sul. Seria um sonho dourado&quot;, completa Santos.<\/p>\n<p><strong>Do Sul para o Nordeste<\/strong><\/p>\n<p>O Cear&aacute;, onde o projeto Cintur&atilde;o Digital, rede de fibras &oacute;pticas do governo do estado em parceria com a companhia estadual de energia el&eacute;trica, tamb&eacute;m acalenta o sonho de que o imbr&oacute;glio da Eletronet possa vir, um dia, a ser resolvido. Mas Fernando Carvalho, presidente da Empresa de Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o do Estado do Cear&aacute; (Etice), n&atilde;o v&ecirc; perspectiva imediata de que se possa usar o backbone j&aacute; existente.<\/p>\n<p>&quot;A id&eacute;ia &eacute; essa, a gente vem acompanhando com a Casa Civil a possibilidade de usar essa estrutura, mas o processo est&aacute; na Justi&ccedil;a. Seria interessante que isso fosse usado para inclus&atilde;o social. O canal de retorno para TV digital, por exemplo, &eacute; um servi&ccedil;o que precisa ser gratuito, tem de ter abrang&ecirc;ncia de 100% da popula&ccedil;&atilde;o&quot;, destacou o presidente da Etice.<\/p>\n<p>O Cintur&atilde;o Digital cearense &eacute; uma rede de 3 mil quil&ocirc;metros de fibra &oacute;ptica criada para prover os &oacute;rg&atilde;os do governo do estado de servi&ccedil;os de dados, voz e videoconfer&ecirc;ncia, al&eacute;m de atrair empresas. Todos podem &quot;transitar&quot; por essa infovia desde que ofere&ccedil;am servi&ccedil;os e paguem a cota de manuten&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o.<\/p>\n<p>Nesse ambiente, o governo do Cear&aacute; n&atilde;o pretende atuar como competidor das operadoras de telecomunica&ccedil;&atilde;o. Ao contr&aacute;rio, busca parcerias. &quot;Hoje o ambiente &eacute; de monop&oacute;lio. Apenas uma operadora atua no mercado de banda larga no Cear&aacute;. A id&eacute;ia &eacute; proporcionar um ambiente de competi&ccedil;&atilde;o para as empresas. N&atilde;o passa pela id&eacute;ia do governo criar uma nova concession&aacute;ria de telecom&quot;, observou Fernando Carvalho. <\/p>\n<p>&quot;Queremos que as empresas da &aacute;rea venham prestar o servi&ccedil;o. Essa infra-estrutura que preparamos faz com que empresas que nunca se interessariam em ir ao munic&iacute;pio de Tau&aacute; possam ir pra l&aacute;, com um custo m&iacute;nimo&quot;, completa o presidente da Etice. Mesmo os servi&ccedil;os p&uacute;blicos a serem oferecidos, segundo o executivo, ser&atilde;o contratados. &quot;N&atilde;o h&aacute; inten&ccedil;&atilde;o de competir, absolutamente. Os servi&ccedil;os v&atilde;o ser contratados com empresas que j&aacute; est&atilde;o no mercado&quot;, garantiu.<\/p>\n<p>A Anatel prop&otilde;e na consulta p&uacute;blica &#8211; aberta no dia 26 de agosto &#8211; que a comunica&ccedil;&atilde;o a ser estabelecida pelo sistema BPL, confinada nas redes de energia el&eacute;trica, somente possa ocorrer na faixa de 1.705 kHz a 50 MHz. <\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, os equipamentos que comp&otilde;em o sistema BPL devem possuir certifica&ccedil;&atilde;o expedida ou aceita pela Anatel, de acordo com a regulamenta&ccedil;&atilde;o vigente, e atender &agrave;s normas cab&iacute;veis, referentes ao sistema el&eacute;trico, expedidas pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) promete decidir at&eacute; novembro sobre a regulamenta&ccedil;&atilde;o do acesso em banda larga utilizando a rede de energia el&eacute;trica. 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