{"id":21836,"date":"2008-09-22T18:19:35","date_gmt":"2008-09-22T18:19:35","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21836"},"modified":"2008-09-22T18:19:35","modified_gmt":"2008-09-22T18:19:35","slug":"separacao-so-e-valida-com-extincao-do-scm-diz-procuradoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21836","title":{"rendered":"Separa\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 v\u00e1lida com extin\u00e7\u00e3o do SCM, diz Procuradoria"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">O parecer jur&iacute;dico da procuradoria especializada da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) colocar&aacute; a ag&ecirc;ncia reguladora em um dilema, caso a autarquia insista em manter a id&eacute;ia de separar o STFC [telefonia] e o SCM [licen&ccedil;a usada para a oferta de banda larga]. Pelo documento, encaminhado na sexta-feira (19), &agrave; &aacute;rea t&eacute;cnica da Anatel, a separa&ccedil;&atilde;o &eacute; ilegal, mesmo que se restrinja a uma mera dissocia&ccedil;&atilde;o de CNPJs na presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o. O entendimento tem por base o artigo 207 da Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (LGT) que permite &agrave;s concession&aacute;rias fazer alguns servi&ccedil;os de dados por meio da antiga licen&ccedil;a de Servi&ccedil;o de Rede de Transporte de Transporte de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (SRTT). <br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">O SRTT foi substitu&iacute;do pelo Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia (SCM), da&iacute; o entendimento da procuradoria de que h&aacute; uma irregularidade na separa&ccedil;&atilde;o dos dois servi&ccedil;os em presta&ccedil;&otilde;es distintas. Com o artigo 207, as concession&aacute;rias podem argumentar que h&aacute; direito adquirido para ofertarem o SCM dentro do mesmo CNPJ e contestarem a exig&ecirc;ncia na Justi&ccedil;a. Por isso, manter a separa&ccedil;&atilde;o no Plano Geral de Outorgas (PGO) comprometeria o texto com uma ilegalidade, no entendimento da procuradoria.<\/p>\n<p>Segundo fonte da Anatel, o parecer da procuradoria aponta caminhos para sanar o problema, caso a ag&ecirc;ncia queira dar prosseguimento a uma separa&ccedil;&atilde;o entre a telefonia fixa e a comunica&ccedil;&atilde;o de dados. Um m&eacute;todo seria a extin&ccedil;&atilde;o das atuais licen&ccedil;as de SCM. A Anatel poderia regulamentar um novo servi&ccedil;o que abarcasse as comunica&ccedil;&otilde;es de dados, com regime pr&oacute;prio, e, neste caso, exigir a presta&ccedil;&atilde;o plenamente separada do STFC. Nesta hip&oacute;tese, n&atilde;o se manteria o &ldquo;direito adquirido&rdquo; das empresas, j&aacute; que se trataria de um novo servi&ccedil;o e n&atilde;o uma substitui&ccedil;&atilde;o do SCM.<\/p>\n<p>Essa alternativa casa-se com a id&eacute;ia de transformar a presta&ccedil;&atilde;o de banda larga em um servi&ccedil;o prestado em regime p&uacute;blico, por exemplo, e acabaria tendo impacto em outros prestadores do servi&ccedil;o que n&atilde;o s&atilde;o concession&aacute;rios do STFC. Para levar a cabo essa id&eacute;ia, seria necess&aacute;ria uma rediscuss&atilde;o da LGT. Isso porque, segundo a fonte, o mais sensato seria aproveitar o momento para avaliar se a comunica&ccedil;&atilde;o de dados n&atilde;o deveria ter status semelhante ao do STFC.<\/p>\n<p>O parecer da procuradoria vai de encontro com o entendimento defendido pelo conselheiro Pedro Jaime Ziller, relator do PGO, que usa o artigo 86 como argumento em prol da separa&ccedil;&atilde;o. Pelo artigo 86, as concession&aacute;rias n&atilde;o podem prestar nenhum outro servi&ccedil;o que n&atilde;o seja STFC.<\/p>\n<p><strong>Venda casada<\/strong><\/p>\n<p>Outro ponto de atrito entre o parecer da procuradoria e o documento inicialmente proposto pelo Conselho Diretor da Anatel &eacute; a exig&ecirc;ncia de que todas as licen&ccedil;as pertencentes ao grupo da concession&aacute;ria sejam vendidas em caso de aliena&ccedil;&atilde;o da concess&atilde;o. Essa regra, de acordo com o documento, tamb&eacute;m seria ilegal ao criar regras que atingem servi&ccedil;os prestados em regime privado dentro do PGO, um instrumento exclusivo de disciplinamento do servi&ccedil;o prestado em regime p&uacute;blico. <\/p>\n<p><strong>Reuni&otilde;es abertas<\/strong><\/p>\n<p>A procuradoria sugere ainda que a sess&atilde;o de vota&ccedil;&atilde;o do parecer final sobre PGO ser&aacute; aberta ao p&uacute;blico. Comenta-se que a procuradoria pretende insistir na id&eacute;ia de que as reuni&otilde;es da Anatel devem ser abertas e que &eacute; irregular a defini&ccedil;&atilde;o usada no regimento da ag&ecirc;ncia para justificar os encontros fechados da autarquia. <\/p>\n<p>A expectativa &eacute; que essa argumenta&ccedil;&atilde;o possa constar na an&aacute;lise do Plano Geral de Regulamenta&ccedil;&atilde;o (PGR) j&aacute; que neste documento existem itens relacionados com a reforma interna da ag&ecirc;ncia. O encaminhamento do parecer jur&iacute;dico sobre o PGR &eacute; aguardado para a pr&oacute;xima semana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O parecer jur&iacute;dico da procuradoria especializada da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) colocar&aacute; a ag&ecirc;ncia reguladora em um dilema, caso a autarquia insista em manter a id&eacute;ia de separar o STFC [telefonia] e o SCM [licen&ccedil;a usada para a oferta de banda larga]. 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