{"id":21835,"date":"2008-09-22T18:06:06","date_gmt":"2008-09-22T18:06:06","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21835"},"modified":"2008-09-22T18:06:06","modified_gmt":"2008-09-22T18:06:06","slug":"sub-procurador-geral-da-republica-critica-brt-oi-anatel-e-mudancas-no-setor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21835","title":{"rendered":"Sub-procurador Geral da Rep\u00fablica critica BrT-Oi, Anatel e mudan\u00e7as no setor"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">A reuni&atilde;o de sexta-feira (19), no Conselho Consultivo da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) esquentou os debates sobre a reforma do setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Convidado a expor suas impress&otilde;es sobre as mudan&ccedil;as propostas pela ag&ecirc;ncia reguladora, o Subprocurador-Geral da Rep&uacute;blica, Aur&eacute;lio Virg&iacute;lio Veiga Rios, fez duras cr&iacute;ticas ao m&eacute;todo de condu&ccedil;&atilde;o da reforma e os efeitos que a uni&atilde;o entre Brasil Telecom e Oi podem trazer ao mercado. <\/p>\n<p>Para Veiga Rios, a Anatel est&aacute; invertendo a condu&ccedil;&atilde;o natural de uma mudan&ccedil;a de regras em qualquer setor. Se a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; atualizar o setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es, o natural seria primeiro alterar a Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (LGT). Depois a ag&ecirc;ncia regulamentaria as altera&ccedil;&otilde;es e atualizaria o Plano Geral de Outorgas (PGO) para, por fim, emitir qualquer anu&ecirc;ncia pr&eacute;via para a uni&atilde;o das empresas. O entendimento de Veiga Rios &eacute; que o contrato firmado entre as empresas se sobrep&ocirc;s ao rito tradicional e que o m&iacute;nimo que pode ser feito agora &eacute; cuidar da cria&ccedil;&atilde;o de contrapartidas que minimizem os efeitos que a opera&ccedil;&atilde;o criar&aacute; no mercado.<\/p>\n<p>&ldquo;Esse fato pol&iacute;tico-econ&ocirc;mico cria uma situa&ccedil;&atilde;o de fato que cria uma expectativa de altera&ccedil;&atilde;o do PGO&rdquo;, protestou, referindo-se ao contrato da BrT-Oi, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pressa que a Anatel est&aacute; atualizando as regras do setor. O subprocurador-geral criticou tamb&eacute;m a exist&ecirc;ncia de uma multa no contrato caso a opera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ganhe a anu&ecirc;ncia da Anatel at&eacute; dezembro, o que &eacute; interpretado como uma forma de amea&ccedil;a. &ldquo;Para n&oacute;s (do MPF) sensibiliza muito pouco tanto as amea&ccedil;as quanto a pressa.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Contrato heterodoxo<\/strong><\/p>\n<p>A equipe do Minist&eacute;rio P&uacute;blico tamb&eacute;m desconfia da exist&ecirc;ncia de uma s&eacute;rie de irregularidades no contrato que v&atilde;o al&eacute;m da press&atilde;o em forma de multa para que a ag&ecirc;ncia reguladora valide a opera&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Me parece absolutamente inadequada a figura de um comiss&aacute;rio em um contrato de concess&atilde;o p&uacute;blica&rdquo;, reclamou citando o uso do banco de investimento Credit Suisse como comiss&aacute;rio no contrato da BrT-Oi.<\/p>\n<p>Veiga Rios n&atilde;o quis detalhar as demais suspeitas que pesam sobre o acordo entre as companhias. Disse apenas que o MPF est&aacute; analisando o caso e que j&aacute; h&aacute; uma a&ccedil;&atilde;o na Justi&ccedil;a questionando a validade do contrato. A a&ccedil;&atilde;o em quest&atilde;o est&aacute; em curso na 8&ordf; Vara de Justi&ccedil;a Federal do Cear&aacute;, aberta pelo advogado Jos&eacute; Carlos Moror&oacute;, e o MPF pediu o material para emitir um parecer.<\/p>\n<p>O subprocurador-geral, que tamb&eacute;m &eacute; coordenador da c&acirc;mara respons&aacute;vel pelo setor no MPF, sugere que a procuradoria da Rep&uacute;blica ainda poder&aacute; questionar os v&aacute;rios ind&iacute;cios de problemas constatados no contrato. &ldquo;Foram utilizados alguns instrumentos heterodoxos nessa opera&ccedil;&atilde;o que em algum momento ter&atilde;o que ser examinados&rdquo;, declarou.<\/p>\n<p><strong>Car&aacute;ter &#39;nacional&#39; n&atilde;o convence<\/p>\n<p><\/strong>O argumento utilizado pelo governo de que &eacute; importante constituir agora uma empresa de capital nacional foi recebido com ceticismo pelo representante do MPF. &ldquo;O argumento de ser uma empresa nacional mais esconde do que revela&rdquo;, declarou Veiga Rios. Ele rememorou que, na &eacute;poca da privatiza&ccedil;&atilde;o, foi necess&aacute;ria uma mudan&ccedil;a na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal para permitir exatamente o contr&aacute;rio: a entrada de capital estrangeiro neste setor. Por isso mesmo, &eacute; preciso explicar melhor o porqu&ecirc; dessa mudan&ccedil;a de entendimento justamente agora. &ldquo;O simples argumento de ser uma empresa nacional n&atilde;o &eacute; convincente&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>Lembrando que esse mesmo argumento foi usado para validar a cria&ccedil;&atilde;o da Ambev, que mais tarde seria adquirida por uma empresa belga, Veiga Rios tamb&eacute;m duvidou de que a BrT-Oi tenha for&ccedil;a para se manter totalmente nacional. &ldquo;Se h&aacute; uma tend&ecirc;ncia internacional (de concentra&ccedil;&atilde;o) &eacute; ingenuidade achar que a nossa super jabuticaba vai resistir &agrave; super ma&ccedil;&atilde; ou &agrave; super p&ecirc;ra de fora&rdquo;, ironizou o subprocurador-geral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reuni&atilde;o de sexta-feira (19), no Conselho Consultivo da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) esquentou os debates sobre a reforma do setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es. 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