{"id":21821,"date":"2008-09-18T14:49:11","date_gmt":"2008-09-18T14:49:11","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21821"},"modified":"2008-09-18T14:49:11","modified_gmt":"2008-09-18T14:49:11","slug":"consultoria-do-ministerio-das-comunicacoes-defende-cisao-do-projeto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21821","title":{"rendered":"Consultoria do Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es defende cis\u00e3o do projeto"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--><\/p>\n<p><span class=\"padrao\"><a name=\"lblAssinatura\" title=\"lblAssinatura\"><\/a>A consultoria jur&iacute;dica do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es encaminhou &agrave; C&acirc;mara dos Deputados sua posi&ccedil;&atilde;o dobre o Projeto de Lei 29\/07, que cria novas regras para o mercado de TV paga e do audiovisual. S&atilde;o, na verdade, dois documentos: um &eacute; o parecer t&eacute;cnico da consultoria jur&iacute;dica e o outro, uma an&aacute;lise detalhada feita pelo pr&oacute;prio consultor jur&iacute;dico do Minicom, Marcelo Bechara.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">Ambos est&atilde;o alinhados com a vis&atilde;o dos que defendem que a proposta n&atilde;o deve misturar a cria&ccedil;&atilde;o de novas regras para os servi&ccedil;os de TV por assinatura com pol&iacute;ticas de fomento do audiovisual.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">A an&aacute;lise do consultor jur&iacute;dico, obtida com exclusividade por este notici&aacute;rio, sugere claramente a separa&ccedil;&atilde;o do texto da proposta em duas pe&ccedil;as. A &iacute;ntegra do documento est&aacute; dispon&iacute;vel na home-page do site &ldquo;Teletime&rdquo; ou no endere&ccedil;o <a href=\"http:\/\/www.paytv.com.br\/arquivos\/pl29_minicom.zip%20\">www.paytv.com.br\/arquivos\/pl29_minicom.zip <\/a> .<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\"><strong>Espera<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao padrao\">O parecer j&aacute; era aguardado h&aacute; meses e seu encaminhamento faz parte da praxe na an&aacute;lise de projetos. Cada proposta em an&aacute;lise no Congresso costuma ser encaminhada ao minist&eacute;rio respons&aacute;vel pela &aacute;rea, que pode ou n&atilde;o se pronunciar sobre o assunto. No caso do PL-29, tr&ecirc;s solicita&ccedil;&otilde;es de parecer chegaram ao Minicom. A mais antiga esta relacionada a um dos projetos apensados, tendo dado entrada no minist&eacute;rio ainda na gest&atilde;o de Eun&iacute;cio Oliveira &agrave; frente da pasta.<\/p>\n<p>A demora na emiss&atilde;o do parecer se explica em uma tentativa do minist&eacute;rio de n&atilde;o colocar combust&iacute;vel no debate que ocorria na C&acirc;mara, evitando assim que se criasse uma situa&ccedil;&atilde;o de interfer&ecirc;ncia no trabalho do Legislativo durante a vota&ccedil;&atilde;o do projeto, j&aacute; pol&ecirc;mico por si s&oacute;. Com as recentes mudan&ccedil;as no curso da tramita&ccedil;&atilde;o da proposta, que foi para a Comiss&atilde;o de Defesa do Consumidor (CDC), a consultoria do Minicom se sentiu confort&aacute;vel agora em encaminhar sua an&aacute;lise. <\/p>\n<p><strong>Separa&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Com a redistribui&ccedil;&atilde;o do projeto, a pol&ecirc;mica em torno das cotas de produ&ccedil;&atilde;o nacional propostas pelo deputado Jorge Bittar (PT\/RJ) deixou de ser o principal foco, uma vez que o texto que est&aacute; na CDC &eacute; o aprovado na Comiss&atilde;o de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (Cedeic), onde as cotas propostas n&atilde;o chegaram a ser discriminadas no n&iacute;vel de detalhe especificado por Bittar.<\/p>\n<p>Apesar disso, o parecer da consultoria do Minicom avalia o &uacute;ltimo parecer proposto pelo antigo relator, da&iacute; as pondera&ccedil;&otilde;es com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pol&iacute;tica do audiovisual. Para o consultor jur&iacute;dico, Marcelo Bechara, que assina o documento, o &quot;mundo ideal&quot; seria o PL-29 se restringir &agrave; determina&ccedil;&atilde;o de linhas gerais, estipulando uma legisla&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima &quot;que possibilitasse ao &oacute;rg&atilde;o regulador resolver as quest&otilde;es do setor, dentro das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas emanadas pelo Poder Executivo e do modelo desenhado pelo Legislativo&quot;. No caso, o &oacute;rg&atilde;o regulador competente seria a Anatel, respons&aacute;vel hoje por detalhas as regras que devem ser seguidas pelas empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>A proposta defendida por Bechara &eacute; que, de forma apartada do texto em discuss&atilde;o, o Congresso estudasse a cria&ccedil;&atilde;o de uma lei espec&iacute;fica sobre as pol&iacute;ticas voltadas para a dissemina&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do audiovisual em qualquer meio. &quot;Mais ideal ainda seria uma lei espec&iacute;fica e aut&ocirc;noma que enxergasse o audiovisual, produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do (em toda sua plenitude) e a programa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apenas nos servi&ccedil;os de televis&atilde;o por assinatura, mas em todas as janelas de exibi&ccedil;&atilde;o nos m&uacute;ltiplos servi&ccedil;os digitais&quot;, avalia o consultor. <\/p>\n<p><strong>Em favor do audiovisual<\/strong><\/p>\n<p>Um aspecto interessante do parecer do consultor jur&iacute;dico do Minicom &eacute; que, apesar de defender a separa&ccedil;&atilde;o dos temas, Bechara em momento algum se op&otilde;e &agrave; id&eacute;ia das cotas. Ao contr&aacute;rio, ele demonstra simpatia em v&aacute;rias ocasi&otilde;es &agrave; proposta de cria&ccedil;&atilde;o de uma lei que estimule a produ&ccedil;&atilde;o nacional em prol da dissemina&ccedil;&atilde;o da cultura brasileira.<\/p>\n<p>Mesmo sendo simp&aacute;tico a uma pol&iacute;tica de fomento ao conte&uacute;do nacional, Marcelo Bechara entende que a elimina&ccedil;&atilde;o das assimetrias legais existentes hoje &#8211; como as restri&ccedil;&otilde;es do servi&ccedil;o via cabo frente &agrave;s demais tecnologias &#8211; &eacute; a pe&ccedil;a-chave para o desenvolvimento do setor de TV por assinatura, mais do que o est&iacute;mulo de um sistema de cotas que force a entrada de novos players no mercado de programadores, prevista na proposta de Bittar.<\/p>\n<p><strong>Converg&ecirc;ncia<\/strong><\/p>\n<p>Fora as pondera&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas, o parecer da consultoria faz uma longa an&aacute;lise do setor e sobre o futuro esperado das telecomunica&ccedil;&otilde;es. Nesse cen&aacute;rio, o entendimento de &quot;converg&ecirc;ncia&quot; usado no PL-29 &eacute; contestado. Para Marcelo Bechara, o projeto, na tentativa positiva de criar uma legisla&ccedil;&atilde;o que abarque a converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica, passou, ele pr&oacute;prio, a tentar ser um projeto convergente. &quot;As converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gicas e regulat&oacute;rias n&atilde;o implicam necessariamente converg&ecirc;ncia legal. Diplomas legais aut&ocirc;nomos e distintos podem preencher lacunas de forma mais eficiente, trabalhando as diferentes atividades, cada qual dentro de seu mundo regulat&oacute;rio espec&iacute;fico.&quot;<\/p>\n<p>Outra problema apontado com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &quot;converg&ecirc;ncia&quot; &eacute; o fato de, apesar de criar um &uacute;nico servi&ccedil;o, o projeto fazer distin&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas no cap&iacute;tulo que trata das cotas, mantendo assim, uma discrimina&ccedil;&atilde;o das formas de presta&ccedil;&atilde;o. Mais uma vez, o consultor jur&iacute;dico do Minicom defende que esses aspectos devem ser definidos pela Anatel, observando a capacidade de cada empresa de cumprir a regra geral imposta na lei. O temor do consultor &eacute; que, ao ser profundamente detalhista, a nova lei caduque rapidamente ao se defrontar com novos m&eacute;todos de transmiss&atilde;o de TV por assinatura. <\/p>\n<p><strong>Batismo criticado<\/strong><\/p>\n<p>Fora do conte&uacute;do em si da proposta, a consultoria mostrou desagrado com o nome escolhido para o novo servi&ccedil;o de TV por assinatura que surgir&aacute; do PL-29. O nome que tem prevalecido &eacute; Servi&ccedil;o de Acesso Condicionado (SAC), o qual, para Bechara, n&atilde;o representa bem a oferta que ser&aacute; feita por meio dessas licen&ccedil;as e ainda pode gerar confus&otilde;es.<\/p>\n<p>Segundo o consultor, existem outros servi&ccedil;os de &quot;acesso condicionado&quot; para al&eacute;m da TV por assinatura, citando como exemplo as conex&otilde;es de internet. Assim, a nomenclatura estaria pouco clara. A confus&atilde;o se d&aacute; pelo fato de a sigla SAC j&aacute; estar consagrada no mercado como a abreviatura de Servi&ccedil;o de Atendimento ao Consumidor, gerando um conflito desnecess&aacute;rio nas nomenclaturas do setor. <\/p>\n<p><strong>Apoio indefinido<\/strong><\/p>\n<p>O parecer encaminhado pela consultoria, no entanto, n&atilde;o representa formalmente a opini&atilde;o do governo sobre o PL-29. Al&eacute;m do documento assinado por Bechara, a equipe do consultor encaminhou &agrave; C&acirc;mara um segundo parecer, mais t&eacute;cnico, onde a separa&ccedil;&atilde;o entre as regras para o setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es e do audiovisual &eacute; novamente sugerida.<\/p>\n<p>Uma posi&ccedil;&atilde;o de governo pode ser definida na reuni&atilde;o do Conselho Nacional do Cinema, agendada para essa quarta-feira (17), no Pal&aacute;cio do Planalto. O conselho re&uacute;ne nove ministros e dever&aacute; contar com a presen&ccedil;a, como convidado, do deputado Jorge Bittar, que far&aacute; uma apresenta&ccedil;&atilde;o sobre o PL-29.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A consultoria jur&iacute;dica do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es encaminhou &agrave; C&acirc;mara dos Deputados sua posi&ccedil;&atilde;o dobre o Projeto de Lei 29\/07, que cria novas regras para o mercado de TV paga e do audiovisual. 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