{"id":21817,"date":"2008-09-17T17:44:12","date_gmt":"2008-09-17T17:44:12","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21817"},"modified":"2008-09-17T17:44:12","modified_gmt":"2008-09-17T17:44:12","slug":"google-nossas-vidas-e-monopolio-na-web","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21817","title":{"rendered":"Google, nossas vidas e monop\u00f3lio na web"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t     <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><strong>[T&iacute;tulo original: Google: nossas vidas como base para constru&ccedil;&atilde;o de um monop&oacute;lio na web.]<\/strong><em><\/p>\n<p>H&aacute; quem diga que a web 2.0 est&aacute; criando novos tipos de paradigmas na sociedade, uma vez que disponibiliza um tipo de autonomia e intera&ccedil;&atilde;o que antes era quase impens&aacute;vel. Um deles &eacute; a economia da gratuidade. Servi&ccedil;os que antigamente eram caros e tecnicamente dif&iacute;ceis de serem utilizados hoje est&atilde;o sendo disponibilizados na internet sem gerar custo ao usu&aacute;rio e fazendo com que ele perca menos tempo e tenha mais qualidade em seu trabalho.<\/p>\n<p>Quem est&aacute; sabendo tirar partido desse novo cen&aacute;rio &eacute; a empresa Google. Para os mais entusiastas, os servi&ccedil;os parecem perfeitos, mas, quanto mais cresce o Google, maior fica tamb&eacute;m o monop&oacute;lio que a empresa est&aacute; construindo em torno dessas ofertas que disponibiliza. O que esperar? Segundo o professor da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), Andr&eacute; Fleury, &ldquo;o mercado financeiro reconhece que o monop&oacute;lio que o Google est&aacute; estabelecendo na web garante que, no futuro, a empresa poder&aacute; ser capaz de gerar receitas e barreiras para que novos participantes n&atilde;o sejam concorrentes diretos&rdquo;. <\/p>\n<p>Ele concedeu entrevista &agrave; IHU On-Line por telefone e falou sobre essa realidade que est&aacute; surgindo e sobre o desenvolvimento da web 2.0 e o nascimento da web 3.0.<\/p>\n<p>Andr&eacute; Leme Fleury &eacute; graduado em Engenharia Mec&acirc;nica de Produ&ccedil;&atilde;o, pela Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). Realizou mestrado e doutorado em Engenharia de Produ&ccedil;&atilde;o na Universidade Federal de Santa Catarina e na USP, respectivamente. Na USP &eacute;, atualmente, professor e coordenador do projeto Cidade do Conhecimento. &Eacute; autor de &ldquo;Din&acirc;micas organizacionais em mercados eletr&ocirc;nicos&rdquo; (S&atilde;o Paulo: Editora Atlas, 2001).<\/p>\n<p>Confira a entrevista.<\/em><\/p>\n<p><strong>J&aacute; podemos falar em economia do gratuito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; internet? Como essa economia est&aacute; se constituindo e que perspectivas podemos ter em rela&ccedil;&atilde;o ao seu desenvolvimento?<br \/><\/strong>Sim, podemos falar sobre economia do gratuito, que est&aacute; ainda nos seus passos embrion&aacute;rios. O que se quer dizer com &ldquo;passos embrion&aacute;rios ou iniciais&rdquo;? Se pegarmos o Google [1] como exemplo, veremos que ele vale 200 bilh&otilde;es de d&oacute;lares, mas fatura sete bilh&otilde;es exatamente por causa dessa economia da gratuidade que est&aacute; surgindo agora. Em outras palavras, o Google tem uma quantidade de informa&ccedil;&otilde;es hoje em dia extremamente elevada em seu poder. Essas informa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o concentradas no YouTube, no Google Maps, no Google Earth, no Orkut (onde ele conhece muito das pessoas), entre outros servi&ccedil;os. Ele disponibiliza esses recursos onde obt&eacute;m uma s&eacute;rie de informa&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o extremamente valiosas. No entanto, ainda n&atilde;o est&aacute; claro como ele vai gerar modelos comerciais em rela&ccedil;&atilde;o a esse patrim&ocirc;nio que disp&otilde;em. Ent&atilde;o, a economia do gratuito est&aacute; ligada, num primeiro momento, &agrave; quest&atilde;o dos novos modelos de neg&oacute;cio que surgir&atilde;o ao longo do tempo. <br \/>A segunda quest&atilde;o est&aacute; relacionada ao compartilhamento do conhecimento para um bem comum e que, ao mesmo tempo que beneficia um usu&aacute;rio, d&aacute; retornos para a empresa tamb&eacute;m. S&atilde;o duas din&acirc;micas diferentes: a primeira se refere ao futuro das apostas na bolsa de valores que viabiliza recursos para que as empresas possam desenvolver ainda mais seus servi&ccedil;os, como &eacute; o caso do Google, e a segunda est&aacute; relacionada aos softwares com c&oacute;digos abertos. Aqui na USP, j&aacute; estamos trabalhando essa quest&atilde;o e nos perguntamos: como compartilhar conhecimento de tal maneira que os professores possam utilizar o material um do outro e assim prestar melhores servi&ccedil;os, gerar conhecimento e oferecer aos reposit&oacute;rios o resultado disso?<\/p>\n<p><strong>A web 2.0 &eacute; uma receita de inova&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o para produ&ccedil;&atilde;o social realizada pelas empresas e institui&ccedil;&otilde;es?<br \/><\/strong>A web 2.0, tecnologicamente, n&atilde;o representa inova&ccedil;&atilde;o alguma, ou seja, as ferramentas que caracterizam a web 2.0, seja blog, wiki [2], f&oacute;runs, s&atilde;o tecnologias que est&atilde;o dispon&iacute;veis h&aacute; bastante tempo para a maioria das pessoas. O que realmente apresenta uma inova&ccedil;&atilde;o &eacute; a forma de relacionamento. As empresas est&atilde;o come&ccedil;ando a despertar para essa coisa das intera&ccedil;&otilde;es e das redes sociais, mas existe ainda muito ch&atilde;o para elas constru&iacute;rem. Aqui na universidade, estamos trabalhando os conceitos de constru&ccedil;&atilde;o colaborativa de conhecimento, ou seja, como os alunos podem adquirir conhecimento necess&aacute;rio para desenvolver os seus trabalhos, analisar e resolver os problemas. A mudan&ccedil;a de paradigma a&iacute; &eacute; bastante extensa porque muda o relacionamento professor-aluno. Antes, apenas o professor detinha o saber; hoje, os alunos buscam o conhecimento, disponibilizam e aplicam esse conhecimento, e o professor passa a ter uma postura de mediador de uma rede. Essa mudan&ccedil;a &eacute; radical e requer muita maturidade.<\/p>\n<p><strong>O Google est&aacute; criando cada vez mais plataformas para que possamos &ldquo;empurrar nossa vida para dentro da web&rdquo;. Estamos criando uma cultura da intelig&ecirc;ncia coletiva com isso?<br \/><\/strong>Depende de como esse conhecimento ser&aacute; compartilhado. No momento em que transfiro uma planilha minha para o Google Docs, eu estou simplesmente mudando o meu canal de acesso. N&atilde;o existe uma mudan&ccedil;a significativa em rela&ccedil;&atilde;o ao compartilhamento de conhecimento. A intelig&ecirc;ncia coletiva s&oacute; surge quando existe esse compartilhamento. Ent&atilde;o seriam necess&aacute;rias novas din&acirc;micas para trabalhar esses documentos de tal maneira que eles n&atilde;o sejam mais meus. Nesse sentido, eles passariam a incorporar e desenvolver novas possibilidades de captura, al&eacute;m de gerar uma nova forma de divulga&ccedil;&atilde;o desse conhecimento.<\/p>\n<p><strong>Mas o que o Google ganha com essa totalidade de servi&ccedil;os gratuitos?<\/strong><br \/>Nada. O retorno s&oacute; vem da bolsa de valores que investe no potencial dos servi&ccedil;os oferecidos. Por exemplo, a coisa mais cara &eacute; armazenar m&iacute;dias, documentos etc. O Google oferece esse espa&ccedil;o que n&atilde;o temos e de forma gratuita. Existem links patrocinados, mas que n&atilde;o revertem o valor investido. No entanto, o mercado financeiro reconhece que o monop&oacute;lio que o Google est&aacute; estabelecendo na web garante que, no futuro, a empresa poder&aacute; ser capaz de gerar receitas e barreiras para que novos participantes n&atilde;o sejam concorrentes diretos.<\/p>\n<p><strong>A web 2.0 parece incluir cada vez mais as pessoas, isso porque seus dispositivos geralmente s&atilde;o f&aacute;ceis de usar e permitem que se fa&ccedil;am coisas na internet que antes s&oacute; eram poss&iacute;veis atrav&eacute;s de softwares caros e que exigem conhecimento t&eacute;cnico. Como est&aacute; se constituindo o conceito de web 2.0 a partir dessa no&ccedil;&atilde;o de exclu&iacute;dos e inclu&iacute;dos digitalmente?<br \/><\/strong>Eu separaria essa quest&atilde;o em duas. A primeira diz respeito aos softwares livres, que s&atilde;o t&atilde;o bons ou melhores do que os softwares propriet&aacute;rios. Um exemplo &eacute; o moodle [3], que temos usado extensivamente em diversas iniciativas. &Eacute; extremamente f&aacute;cil baix&aacute;-lo, instal&aacute;-lo e configur&aacute;-lo. Esse software representa muito essa id&eacute;ia da economia do gratuito, em outras palavras. Eu uso e me beneficio dele. A cada vez que ele &eacute; aprimorado, esse aperfei&ccedil;oamento &eacute; incorporado pela comunidade, caso ela ache isso apropriado. Essa cultura tende a se valorizar cada vez mais. <br \/>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; exclus&atilde;o e inclus&atilde;o digital, a coisa &eacute; bem mais complexa. Eu n&atilde;o vejo uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre a web 2.0 e a inclus&atilde;o digital. Temos trabalhado muito o conceito de emancipa&ccedil;&atilde;o digital, que n&atilde;o &eacute; apenas a pessoa saber mexer nos recursos, mas ser capaz de gerar renda com esses recursos. Ainda h&aacute; poucas iniciativas nesse sentido, pois requer uma s&eacute;rie de outras iniciativas de educa&ccedil;&atilde;o para que essas pessoas possam usar essas ferramentas das melhores formas poss&iacute;veis.<\/p>\n<p><strong>Como se configura hoje e como pode ainda ser melhor explorada a arquitetura da participa&ccedil;&atilde;o a partir do conceito de web 2.0?<br \/><\/strong>Esse &eacute; o principal desafio para quem est&aacute; trabalhando com esse tipo de plataforma atualmente. O caso mais cl&aacute;ssico que temos s&atilde;o os trabalhos de conclus&atilde;o de curso que orientamos aqui na USP. Os alunos s&atilde;o conduzidos para trabalhar numa plataforma que tem wiki, tem f&oacute;rum e assim por diante. E isso tem funcionado muito bem, pois as empresas est&atilde;o interessadas nesse tipo de desenvolvimento e as universidades est&atilde;o municiando esse aluno com todo conhecimento necess&aacute;rio para resolver esse problema. A participa&ccedil;&atilde;o est&aacute; funcionando porque todos os lados est&atilde;o trabalhando. O problema se apresenta quando s&oacute; um lado est&aacute; inserido nesse contexto. Essa evolu&ccedil;&atilde;o est&aacute; muito relacionada ao jogo do est&iacute;mulo e resposta.<\/p>\n<p><strong>A web 2.0 p&otilde;e fim ao ciclo de lan&ccedil;amentos de softwares?<br \/><\/strong>N&atilde;o. Os softwares est&atilde;o relacionados &agrave; capacidade de inova&ccedil;&atilde;o. Se se &eacute; capaz de inovar, o posicionamento no mercado estar&aacute; muito bem. Os softwares que est&atilde;o fadados a desaparecer s&atilde;o aqueles que pararam de inovar, o que d&aacute; tempo para a comunidade criar um software livre. Com o Office aconteceu isto quando o Open Office foi criado.<\/p>\n<p><strong>Como a nova gera&ccedil;&atilde;o da internet afeta a m&iacute;dia?<\/strong><br \/>Estamos assistindo &agrave; converg&ecirc;ncia. Temos a&iacute; uma mudan&ccedil;a de gera&ccedil;&atilde;o, ou seja, as pessoas precisam estar evoluindo no sentido de as novas m&iacute;dias substitu&iacute;rem as m&iacute;dias antigas, mas at&eacute; agora nada muito efetivo aconteceu ainda. As grandes empresas est&atilde;o sendo impactadas, mas ainda n&atilde;o de uma forma expressiva pela web. Mas haver&aacute; uma consolida&ccedil;&atilde;o das novas m&iacute;dias, certamente.<\/p>\n<p><strong>E o que viria ser a web 3.0?<\/strong><br \/>A web 3.0 tem dois significados. O primeiro &eacute; a web sem&acirc;ntica, ou seja, os mecanismos de busca v&atilde;o se transformar em agentes mais inteligentes capazes de trazer melhores respostas &agrave;s perguntas formuladas. A segunda tend&ecirc;ncia diz respeito a capacidade de remunerar quem est&aacute; gerando conte&uacute;do e conhecimento. Quando o Google descobrir como ganhar dinheiro com o YouTube, nada mais justo do que ele passe uma parte do dinheiro que ganhou para quem postou o conte&uacute;do. Mas &eacute; preciso ainda fazer uma grande reflex&atilde;o acerca da web sem&acirc;ntica e dos modelos de neg&oacute;cio.<\/p>\n<p><strong>Esse &eacute; o momento de as novas redes sociais ditarem as regras do mercado, da sociedade, das pol&iacute;ticas etc.?<br \/><\/strong>Sem d&uacute;vida alguma. Tanto isso incomoda que a campanha pol&iacute;tica foi proibida para al&eacute;m dos sites oficiais dos candidatos. Isso porque as pessoas ainda n&atilde;o compreendem como a web 2.0 pode ser utilizada para a quest&atilde;o da pol&iacute;tica e, por isso, se pro&iacute;be. Tal movimento prova exatamente a capacidade dessa nova forma de comunica&ccedil;&atilde;o entre novos mecanismos de percep&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios. No caso da pol&iacute;tica, essa quest&atilde;o assusta e da&iacute; ser mais f&aacute;cil proibir do que tentar gerenciar o novo movimento.<\/p>\n<p>E como o senhor v&ecirc; a quest&atilde;o da discuss&atilde;o acerca do controle em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; internet?<br \/>Eu acho que ela &eacute; incontrol&aacute;vel. Ela nasceu na sua ess&ecirc;ncia livre justamente para garantir a multiplicidade de fontes de informa&ccedil;&atilde;o. Proibi&ccedil;&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es judiciais atestam o quanto elas podem incomodar e o quanto ela &eacute; incontrol&aacute;vel. As corpora&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m de se adaptar a elas e passar a jogar a partir dessa sociedade gerada a partir do novo conceito de web.<\/p>\n<p><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">[1] Google Inc. &eacute; o nome da empresa que criou e mant&eacute;m o maior site de busca da internet, o Google Search. O servi&ccedil;o foi criado a partir de um projeto de doutorado dos ent&atilde;o estudantes Larry Page e Sergey Brin da Universidade de Stanford em 1996.<\/p>\n<p>[2] O termo wiki &eacute; utilizado para identificar um tipo espec&iacute;fico de cole&ccedil;&atilde;o de documentos em hipertexto ou o software colaborativo usado para cri&aacute;-lo. O termo significa, em havaiano, &ldquo;super r&aacute;pido&rdquo;.<\/p>\n<p>[3] Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment &ndash; Moodle &eacute; um software livre, de apoio &agrave; aprendizagem, executado num ambiente virtual. A express&atilde;o designa ainda o Learning Management System (Sistema de gest&atilde;o da aprendizagem) em trabalho colaborativo baseado nesse programa. Em linguagem coloquial, o verbo to moodle descreve o processo de navegar despretensiosamente por algo, enquanto fazem-se outras coisas ao mesmo tempo. O conceito foi criado em 2001 pelo educador e cientista computacional Martin Dougiamas. Voltado para programadores e acad&ecirc;micos da educa&ccedil;&atilde;o, constitui-se em um sistema de administra&ccedil;&atilde;o de atividades educacionais destinado &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de comunidades on-line, em ambientes virtuais voltados para a aprendizagem colaborativa. Permite, de maneira simplificada, a um estudante ou a um professor integrar-se, estudando ou lecionando, num curso on-line &agrave; sua escolha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coordenador da Cidade do Conhecimento fala sobre impactos da web 2.0<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[387],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21817"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21817"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21817\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21817"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21817"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21817"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}