{"id":21775,"date":"2008-09-08T17:55:52","date_gmt":"2008-09-08T17:55:52","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21775"},"modified":"2008-09-08T17:55:52","modified_gmt":"2008-09-08T17:55:52","slug":"os-desafios-da-ebc-para-formar-uma-rede-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21775","title":{"rendered":"Os desafios da EBC para formar uma rede p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\"><em>A jornalista Tereza Cruvinel preside a Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC) desde a sua cria&ccedil;&atilde;o, h&aacute; pouco mais de 10 meses. Solicitada a fazer um balan&ccedil;o deste per&iacute;odo, ela avaliou que o maior avan&ccedil;o produzido at&eacute; agora foi a realiza&ccedil;&atilde;o de um grande debate sobre o setor. A infraestrutura sucateada, amarras administrativas e o or&ccedil;amento limitado constitu&iacute;ram os maiores entraves para a consolida&ccedil;&atilde;o da nova emissora p&uacute;blica de radiodifus&atilde;o, que tem como proposta formar uma rede de emissoras associadas e com compartilhamento da programa&ccedil;&atilde;o, para &ldquo;fazer a diferen&ccedil;a&rdquo;.<\/p>\n<p>Em visita ao Rio Grande do Sul para fazer a palestra da aula inaugural do curso de Comunica&ccedil;&atilde;o Social e do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em S&atilde;o Leopoldo, no &uacute;ltimo dia 25 de agosto, Tereza Cruvinel defendeu a proposta de constru&ccedil;&atilde;o de uma rede e do compartilhamento de grades para dar autonomia &agrave; televis&atilde;o p&uacute;blica do Pa&iacute;s. &ldquo;Estamos discutindo com as TVs universit&aacute;rias e comunit&aacute;rias um modelo de associa&ccedil;&atilde;o e buscando tamb&eacute;m associa&ccedil;&otilde;es bilaterais, onde for poss&iacute;vel, tamb&eacute;m, procuramos desenvolver co-produ&ccedil;&otilde;es. Que sejam boas pra todos&rdquo;, idealiza.<\/p>\n<p>Segundo a presidente da EBC, hoje a emissora oferece 47,8% da programa&ccedil;&atilde;o para as educativas estaduais. &ldquo;Infelizmente, no RS, a TVE n&atilde;o est&aacute; em rede conosco e tampouco numa situa&ccedil;&atilde;o tranq&uuml;ila, do ponto de vista de sua sobreviv&ecirc;ncia. N&atilde;o vejo aqui (RS) vontade de reestrutur&aacute;-la de forma a fortalec&ecirc;-la e depois se integrar &agrave; TV Brasil,&rdquo; lamentou Tereza.<\/p>\n<p>A EBC, empresa criada para prestar servi&ccedil;os em radiodifus&atilde;o p&uacute;blica, tem na TV Brasil o desafio mais ousado, de acordo com sua presidente, pois se prop&otilde;e a ser a primeira rede nacional de TV p&uacute;blica do pa&iacute;s. &ldquo;A TV Brasil &eacute;, sem duvida, o projeto mais importante da EBC. Implant&aacute;-la e fazer com que seja reconhecida como uma TV pela cidadania, uma TV generalista, &eacute; nosso desafio&rdquo;, afirmou a jornalista.<\/p>\n<p>Tereza citou as principais dificuldades a serem superadas, entre elas, a renova&ccedil;&atilde;o da programa&ccedil;&atilde;o e a infra-estrutura. &ldquo;O sistema p&uacute;blico &eacute; complicado, sujeito a muitas regras. Estamos tentando criar, este ano, bases estruturais para alterarmos esse complexo de comunica&ccedil;&atilde;o, para torn&aacute;-la cada vez mais p&uacute;blica e com uma gest&atilde;o mais eficiente&rdquo;, explicou. <\/p>\n<p>Cruvinel foi entrevistada pelo e-F&oacute;rum em 25\/08\/08. A seguir, uma s&iacute;ntese das suas principais considera&ccedil;&otilde;es.<\/em><\/p>\n<p><strong>Qual a sua avalia&ccedil;&atilde;o sobre esses 10 meses de atua&ccedil;&atilde;o na EBC? Quais as maiores dificuldades?<br \/><\/strong>As dificuldades s&atilde;o muitas, sobretudo n&atilde;o conseguir at&eacute; agora, por exemplo, produzir a renova&ccedil;&atilde;o da programa&ccedil;&atilde;o no sentido desejado. E n&atilde;o &eacute; por falta de vontade, mas por amarras administrativas. N&oacute;s s&oacute; conseguimos or&ccedil;amento pr&oacute;prio da EBC em junho. Ent&atilde;o, produzimos pouca coisa nova esse ano. Tamb&eacute;m a infraestrutura &eacute; muito ruim, vamos fazer uma grande licita&ccedil;&atilde;o. Esse foi um ano de enfrentar um grande debate &ndash; o que fizemos. Mas eu acho que a gente ainda n&atilde;o fez muita diferen&ccedil;a. J&aacute; fizemos alguns produtos importantes, como organizar o calend&aacute;rio das festas populares. Mas, como ainda estamos em plena &eacute;poca implanta&ccedil;&atilde;o, estamos mais &eacute; criando condi&ccedil;&otilde;es para que no pr&oacute;ximo ano a gente venha a fazer a diferen&ccedil;a.<\/p>\n<p><strong>Quais os maiores desafios da TV p&uacute;blica brasileira?<\/strong> <br \/>Na TV p&uacute;blica n&atilde;o podemos apelar para conquistar audi&ecirc;ncia. N&oacute;s temos artistas, programas educativos, culturais, informativos que contribuem para a cidadania. Assim, n&atilde;o podemos apelar, queremos fazer uma programa&ccedil;&atilde;o diferenciada, e acho que o segredo est&aacute; em combinar o conte&uacute;do de qualidade elevada com um formato interessante. Esse &eacute; o desafio &ndash; um formato que atraia o telespectador, que est&aacute; cansado das receitas que est&atilde;o por a&iacute;. Eu reconhe&ccedil;o que n&atilde;o &eacute; um trabalho f&aacute;cil. Al&eacute;m disso, o setor p&uacute;blico &eacute; lento, depende de licita&ccedil;&atilde;o, concurso p&uacute;blico, tudo &eacute; muito dif&iacute;cil. Temos que encontrar a forma de gest&atilde;o adequada e com agilidade.<\/p>\n<p><strong>E sobre a realiza&ccedil;&atilde;o de um novo F&oacute;rum de TVs P&uacute;blicas? Qual &eacute; a sua opini&atilde;o sobre a retomada do debate? <br \/><\/strong>Eu n&atilde;o sei exatamente para o que seria esse novo f&oacute;rum. Se for uma revis&atilde;o do modelo da EBC, sou contra, porque isso j&aacute; foi vencido. Foi t&atilde;o duro aprovar uma lei, que se for para aprovar outra, n&atilde;o vejo sentido. Ouvi dizer, no encontro da Abepec [Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Emissoras P&uacute;blicas, Educativas e Culturais], em Bel&eacute;m, que era para discutir o marco regulat&oacute;rio das TVs estaduais. Se for para isso, acho que tem que acontecer nos estados e n&atilde;o no &acirc;mbito federal.<\/p>\n<p><strong>Como conseguir que a TV Brasil cubra o territ&oacute;rio nacional, considerando as particularidades de cada regi&atilde;o? Que pol&iacute;ticas precisam ser adotadas?<br \/><\/strong>A constru&ccedil;&atilde;o de uma rede, em associa&ccedil;&atilde;o com as TVs estaduais, educativas, universit&aacute;rias e comunit&aacute;rias, &eacute; a forma de conseguir autonomia para esse tipo de televis&atilde;o que pretendemos, assim como o compartilhamento de grades que permita mais din&acirc;mica. Estamos propondo &agrave;s TVs estaduais oito horas de transmiss&atilde;o simult&acirc;nea &ndash; quatro da TV Brasil e quatro da pr&oacute;pria emissora. Discutimos com emissoras universit&aacute;rias e comunit&aacute;rias um modelo de associa&ccedil;&atilde;o e buscamos ainda parcerias bilaterais para desenvolver co-produ&ccedil;&otilde;es. Buscamos um modelo de associa&ccedil;&atilde;o que seja bom pra todos.<\/p>\n<p><strong>Cr&iacute;ticos da TV Brasil afirmam que a grade da emissora h&aacute; pouco espa&ccedil;o para a produ&ccedil;&atilde;o audiovisual e muito para o jornalismo&#8230;<br \/><\/strong>&Eacute; o contr&aacute;rio! O jornalismo n&atilde;o constitui nem 5% da grade na TV Brasil. H&aacute; dois telejornais numa grade de 20 horas &ndash; um com dura&ccedil;&atilde;o de uma hora e outro de 30 minutos. Isso &eacute; mentira, coisa de quem n&atilde;o v&ecirc; a televis&atilde;o. Acho que &eacute; porque eu sou jornalista que gostam de dizer que eu s&oacute; vou fazer jornalismo na TV p&uacute;blica. Mas &eacute; uma cal&uacute;nia.<\/p>\n<p><strong>Qual sua opini&atilde;o a respeito da realiza&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o?<br \/><\/strong>A EBC ap&oacute;ia e espera que ela se realize, porque s&oacute; uma confer&ecirc;ncia nacional de pode rever completamente esses marcos regulat&oacute;rios velhos, que j&aacute; n&atilde;o mais combinam com o momento tecnol&oacute;gico que a gente vive.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><br \/><\/span> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente fala dos 10 meses de trabalho \u00e0 frente da estatal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[853],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21775"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21775"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21775\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21775"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21775"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21775"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}