{"id":21756,"date":"2008-09-03T17:40:46","date_gmt":"2008-09-03T17:40:46","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21756"},"modified":"2008-09-03T17:40:46","modified_gmt":"2008-09-03T17:40:46","slug":"pl-29-conteudo-nacional-e-mais-diversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21756","title":{"rendered":"PL-29: Conte\u00fado nacional e mais diversidade"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\"><a name=\"11c29337500bbdd6_m11815\"><\/a>O&nbsp; substitutivo do deputado Jorge Bittar (PT-RJ) ao projeto de lei n&ordm; 29\/07, que estabelece novas regras para a TV por assinatura e avan&ccedil;a no processo de converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica, ao abrir a possibilidade de ingresso das operadoras de telefonia fixa e m&oacute;vel no neg&oacute;cio do audiovisual pago domiciliar segue causando grande pol&ecirc;mica e provocando discuss&otilde;es entre os agentes do setor, arrastando sua tramita&ccedil;&atilde;o no Congresso.<\/p>\n<p>O ponto mais pol&ecirc;mico da iniciativa &eacute; o que aumenta para 25% o n&uacute;mero de canais nacionais na grade de programa&ccedil;&atilde;o da televis&atilde;o paga, atrav&eacute;s de um sistema de cotas. A proposta amplia a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do nacional, fomentando as produtoras do pa&iacute;s e abrindo espa&ccedil;o para novos agentes culturais, gerando maior diversidade e pluralidade na programa&ccedil;&atilde;o, o que deve suscitar diversas conseq&uuml;&ecirc;ncias positivas para o consumidor.<\/p>\n<p><strong>Maior oferta<\/strong><\/p>\n<p>Hoje, a TV paga &eacute; assistida por cerca de 8% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, &eacute; vista por mais de 80% dos lares. O motivo do pouco acesso &eacute; o pre&ccedil;o elevado e a escassez de conte&uacute;dos nacionais, num quadro de falta de estrutura e investimento no setor, pois no Brasil se paga at&eacute; pr&oacute;ximo de R$ 7,00 reais ao m&ecirc;s por cada canal, enquanto na Argentina o custo &eacute; de R$ 1,00. Existe uma enorme concentra&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea, onde a pluralidade &eacute; comprometida, de forma que cabe &agrave;s Organiza&ccedil;&otilde;es Globo e seus canais Globosat o preenchimento da grade com conte&uacute;do nacional.<\/p>\n<p>Outra grande reclama&ccedil;&atilde;o dos consumidores da televis&atilde;o paga &eacute; o excesso de repeti&ccedil;&atilde;o de programas, o que, por si s&oacute;, j&aacute; representa falta de diversidade na programa&ccedil;&atilde;o. Um pequeno exemplo de reprise &eacute; o seriado Friends, que ainda est&aacute; no ar, com tr&ecirc;s exibi&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias, mesmo a atra&ccedil;&atilde;o tendo acabado em 2004. O projeto de lei abre possibilidade para outros agentes, juntamente com produtoras, realizarem audiovisual, aumentando o conte&uacute;do nacional. A Net e a Sky, respectivamente operadoras de TV a cabo e por sat&eacute;lite, t&ecirc;m atualmente na sua programa&ccedil;&atilde;o poucos canais com material nacional.<\/p>\n<p>No entanto, a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira da TV por Assinatura (ABTA) &eacute; contra a medida, alegando que as cotas (referindo-se aos 25% de canais nacionais) n&atilde;o ir&atilde;o fomentar a produ&ccedil;&atilde;o local, representando, sim, prote&ccedil;&atilde;o e reserva de mercado, o que iria aumentar o valor mensal da assinatura. Logicamente, a ABTA luta por seus interesses, defendendo as programadoras e operadoras. Na realidade, a lei poderia acarretar maior oferta e isso, logicamente, ocasionaria uma diminui&ccedil;&atilde;o no pre&ccedil;o da assinatura.<\/p>\n<p><strong>Uma exclus&atilde;o programada<\/strong><\/p>\n<p>Outra argumenta&ccedil;&atilde;o da ABTA &eacute; com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade da programa&ccedil;&atilde;o, salientando que, com os 25% de canais nacionais, seria dif&iacute;cil manter o padr&atilde;o atual dos produtos exibidos. Contudo, a qualidade j&aacute; est&aacute; comprometida, com fatores como as intermin&aacute;veis repeti&ccedil;&otilde;es de seriados e filmes. A ABTA afirma que ap&oacute;ia a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do local, mas &eacute; contra o sistema de cotas e tem manifestado sua opini&atilde;o atrav&eacute;s de spots, nas emissoras da televis&atilde;o aberta, e por meio do s&iacute;tio Liberdade na TV.<\/p>\n<p>O projeto de lei incomoda a ABTA porque abre espa&ccedil;o para novos agentes culturais, podendo diminuir o pre&ccedil;o da assinatura e aumentar a oferta de bens simb&oacute;licos. Novamente o interesse privado, de concentra&ccedil;&atilde;o de recursos humanos e culturais, tenta conduzir o debate em um setor de enorme repercuss&atilde;o p&uacute;blica. Caso n&atilde;o forem mudadas algumas regras que permanecem est&aacute;ticas no tempo, no plano comunicacional, n&atilde;o ser&aacute; alcan&ccedil;ado o patamar de 50% de telespectadores da TV paga, permanecendo mais uma exclus&atilde;o programada.<br \/><em><br \/>* Val&eacute;rio Cruz Brittos &eacute; doutor em Comunica&ccedil;&atilde;o e Cultura Contempor&acirc;neas e professor no Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).<br \/>* Ary Nelson da Silva J&uacute;nior &eacute; graduando em Comunica&ccedil;&atilde;o Social &ndash; Jornalismo na Unisinos.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O&nbsp; substitutivo do deputado Jorge Bittar (PT-RJ) ao projeto de lei n&ordm; 29\/07, que estabelece novas regras para a TV por assinatura e avan&ccedil;a no processo de converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica, ao abrir a possibilidade de ingresso das operadoras de telefonia fixa e m&oacute;vel no neg&oacute;cio do audiovisual pago domiciliar segue causando grande pol&ecirc;mica e provocando discuss&otilde;es &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21756\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">PL-29: Conte\u00fado nacional e mais diversidade<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[53],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21756"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21756"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21756\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21756"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21756"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21756"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}