{"id":21717,"date":"2008-08-28T16:08:05","date_gmt":"2008-08-28T16:08:05","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21717"},"modified":"2008-08-28T16:08:05","modified_gmt":"2008-08-28T16:08:05","slug":"provedores-de-internet-comprometem-se-com-elaboracao-de-termo-de-conduta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21717","title":{"rendered":"Provedores de Internet comprometem-se com elabora\u00e7\u00e3o de termo de conduta"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">As companhias telef&ocirc;nicas e provedoras de acesso &agrave; Internet Brasil Telecom, Telef&ocirc;nica, GVT, Oi Telemar e NET assumiram compromisso de participar da elabora&ccedil;&atilde;o de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) visando agilizar o fornecimento de dados sobre usu&aacute;rios investigados pela pr&aacute;tica da pedofilia. A decis&atilde;o das empresas, anunciada nesta quarta-feira (27\/8) durante audi&ecirc;ncia p&uacute;blica da Comiss&atilde;o Parlamentar de Inqu&eacute;rito (CPI) da Pedofilia, foi saudada pelo presidente do colegiado, senador Magno Malta (PR-ES).<\/p>\n<p>Ao t&eacute;rmino da reuni&atilde;o, o senador informou que formalizar&aacute; junto &agrave; dire&ccedil;&atilde;o das companhias pedido de indica&ccedil;&atilde;o de um representante para compor grupo de trabalho que se responsabilizar&aacute; pela elabora&ccedil;&atilde;o do acordo. A equipe tamb&eacute;m ser&aacute; integrada por representantes da Pol&iacute;cia Federal, do Minist&eacute;rio P&uacute;blico e da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental Safernet, que j&aacute; prestam assessoramento &agrave; CPI.<\/p>\n<p>&ldquo;Esse acordo que firmaremos com as empresas telef&ocirc;nicas ser&aacute; um marco no combate &agrave; pedofilia e uma refer&ecirc;ncia para outros pa&iacute;ses&rdquo;, frisou o senador.<\/p>\n<p>Na reuni&atilde;o desta quarta-feira, Carlos Eduardo Sobral, delegado da Unidade de Repress&atilde;o a Crimes Cibern&eacute;ticos da Pol&iacute;cia Federal, apresentou um balan&ccedil;o das informa&ccedil;&otilde;es fornecidas pelas provedoras sobre 874 usu&aacute;rios suspeitos de divulgar pornografia infantil pela Internet. Os suspeitos foram identificados a partir da quebra de sigilo, por solicita&ccedil;&atilde;o da CPI, de 3.261 &aacute;lbuns fechados do site de relacionamento Orkut, do Google.<\/p>\n<p>Conforme explicou Sobral, as empresas repassaram a quase totalidade dos dados solicitados, referentes &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o dos endere&ccedil;os IP de onde foi feita a postagem do material ped&oacute;filo. No entanto, observou, grande parte dos dados n&atilde;o pode ser aproveitada devido a erros no fornecimento ou problemas t&eacute;cnicos. Das informa&ccedil;&otilde;es prestadas pela NET, por exemplo, foram usados menos de 34% dos dados. Tamb&eacute;m foi baixo o aproveitamento das informa&ccedil;&otilde;es da Brasil Telecom (43%) e Oi Telemar (51%). Apenas as informa&ccedil;&otilde;es da Telef&ocirc;nica e GVT chegaram a cerca de 82% de utiliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>As dificuldades de acesso aos dados e a demora no fornecimento dos mesmos resultam em atrasos nas investiga&ccedil;&otilde;es, o que favorece os criminosos, conforme ressaltou Carlos Sobral. Ele defendeu urg&ecirc;ncia na formula&ccedil;&atilde;o e na assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta que estabele&ccedil;a metas e prazos para fornecimento de dados solicitados por autoridades policiais. &ldquo;Se n&atilde;o temos o principal dado, que &eacute; o local onde est&aacute; o computador, n&atilde;o podemos sequer come&ccedil;ar a investiga&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirmou ele, referindo-se &agrave; import&acirc;ncia do fornecimento de dados, pelas empresas, sobre o endere&ccedil;o IP.<\/p>\n<p><strong>Padroniza&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>No debate, a padroniza&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es fornecidas pelas teles foi apontada como uma das principais medidas a serem adotadas como forma de melhorar o acesso aos dados solicitados. Apesar de os representantes das empresas se comprometerem a buscar mecanismos que permitam a ado&ccedil;&atilde;o de uma forma &uacute;nica de fornecimento de dados, todos ressaltaram que a medida exigir&aacute; novos investimentos e poder&aacute; levar algum tempo para ser implementada. <\/p>\n<p>Favor&aacute;vel &agrave; padroniza&ccedil;&atilde;o, o diretor-executivo da Brasil Telecom, Guilherme Henrique, concordou que a ado&ccedil;&atilde;o de um sistema nacional para fornecimento de dados poder&aacute; agilizar a presta&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es &agrave;s autoridades. Opini&atilde;o semelhante foi manifestada por Jo&atilde;o de Deus Macedo, representante da Oi Telemar. Ao elogiar o papel da CPI da Pedofilia na conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre a necessidade de repress&atilde;o ao uso da Internet por ped&oacute;filos, o empres&aacute;rio sugeriu que as operadoras adotem um c&oacute;digo de auto-regulamenta&ccedil;&atilde;o. &ldquo;A CPI conscientizou as empresas sobre a necessidade de investir em equipamentos de controle do uso da rede. Agora, as operadoras poderiam se antecipar &agrave;s medidas oficiais e adotar um c&oacute;digo de auto-regulamenta&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>O entendimento entre as operadoras tamb&eacute;m recebeu o apoio dos representantes da Telef&ocirc;nica, Ricardo Camargo, da GVT, Luiz Ot&aacute;vio da Silva, e da NET, Marcelo Sarmento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As companhias telef&ocirc;nicas e provedoras de acesso &agrave; Internet Brasil Telecom, Telef&ocirc;nica, GVT, Oi Telemar e NET assumiram compromisso de participar da elabora&ccedil;&atilde;o de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) visando agilizar o fornecimento de dados sobre usu&aacute;rios investigados pela pr&aacute;tica da pedofilia. 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