{"id":21680,"date":"2008-08-22T15:05:17","date_gmt":"2008-08-22T15:05:17","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21680"},"modified":"2008-08-22T15:05:17","modified_gmt":"2008-08-22T15:05:17","slug":"banda-larga-em-regime-publico-ganha-forca-na-anatel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21680","title":{"rendered":"Banda larga em regime p\u00fablico ganha for\u00e7a na Anatel"},"content":{"rendered":"<p>A id&eacute;ia vem ganhando espa&ccedil;o dentro da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel): a possibilidade de transformar a oferta de banda larga em um servi&ccedil;o de telecomunica&ccedil;&otilde;es em regime p&uacute;blico e privado j&aacute; come&ccedil;a a ser estudada dentro da ag&ecirc;ncia reguladora. A confirma&ccedil;&atilde;o de que a autarquia est&aacute; flertando com esse projeto foi dada na semana passada, pelo conselheiro Ant&ocirc;nio Bedran. E a chegada de Em&iacute;lia Ribeiro ao Conselho Diretor deve dar um &acirc;nimo maior ainda &agrave; proposta.<\/p>\n<p>Em suas poucas palavras durante sua sabatina na Comiss&atilde;o de Infra-Estrutura do Senado Federal, Em&iacute;lia fez quest&atilde;o de destacar seu apre&ccedil;o pelo projeto de tratar a banda larga como um servi&ccedil;o p&uacute;blico para al&eacute;m da oferta plenamente privada feita hoje. &ldquo;Eu tenho muitas id&eacute;ias, muitas vontades. Por exemplo, porque n&atilde;o a banda larga ser prestada em regime p&uacute;blico e privado?&rdquo;, questionou a prov&aacute;vel futura conselheira.<\/p>\n<p>Para Em&iacute;lia, o atual momento de revis&atilde;o do Plano Geral de Outorgas (PGO) abre espa&ccedil;o para esta discuss&atilde;o mais ampla sobre a natureza da oferta de banda larga. Isso porque o PGO baliza o m&eacute;todo de oferta do at&eacute; ent&atilde;o &uacute;nico servi&ccedil;o em regime p&uacute;blico, o Servi&ccedil;o Telef&ocirc;nico Fixo Comutado (STFC). As declara&ccedil;&otilde;es de Em&iacute;lia aos senadores mostram a vontade de investir nesse debate. E a futura conselheira j&aacute; levanta algumas bandeiras dentro dessa proposta, como o estudo mais apurado de sistemas que estimulem a oferta desses servi&ccedil;os em &aacute;reas de utilidade p&uacute;blica, como a seguran&ccedil;a.<\/p>\n<p><strong>Debate jur&iacute;dico<\/p>\n<p><\/strong>Ind&iacute;cios de que a Anatel j&aacute; possu&iacute;a um interesse em rever o status da banda larga constam no estudo t&eacute;cnico produzido pela pr&oacute;pria reguladora para justificar a cria&ccedil;&atilde;o do Plano Geral de Atualiza&ccedil;&atilde;o da Regulamenta&ccedil;&atilde;o (PGR). No documento, os t&eacute;cnicos da autarquia falam da id&eacute;ia dentro do contexto de projetos que vem sendo implantados pelo governo, mas destacam que, por ora, a Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (LGT) define o STFC como &uacute;nico servi&ccedil;o prestado em regime p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Se a lei precisa ou n&atilde;o ser mudada para permitir que o projeto siga em frente ainda &eacute; motivo de d&uacute;vidas jur&iacute;dicas. A mesma LGT d&aacute; direito ao presidente da Rep&uacute;blica de definir outros servi&ccedil;os para presta&ccedil;&atilde;o em regime p&uacute;blico. Mas n&atilde;o &eacute; certo, nem mesmo, que a banda larga, hoje um mero servi&ccedil;o de valor adicionado (SVA), ganhar&aacute; status de servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>Outra teoria poss&iacute;vel &eacute; que as conex&otilde;es de banda larga sejam inclu&iacute;das como uma modalidade do STFC. Nessa hip&oacute;tese, novamente seria necess&aacute;rio um estudo sobre eventuais mudan&ccedil;as na LGT. Tudo porque a lei descreve as tr&ecirc;s modalidades poss&iacute;veis do STFC: local, longa dist&acirc;ncia nacional (LDN) e longa dist&acirc;ncia internacional (LDI).<\/p>\n<p><strong>Contratos<\/p>\n<p><\/strong>Alguns posicionamentos da Anatel devem ficar mais claros com o in&iacute;cio das discuss&otilde;es sobre a renova&ccedil;&atilde;o dos contratos de concess&atilde;o. Cresce na ag&ecirc;ncia a vontade de indicar desde j&aacute; este novo caminho, com uma poss&iacute;vel inclus&atilde;o de detalhes sobre a oferta de banda larga nos novos contratos. Como isso ser&aacute; feito e se realmente a id&eacute;ia ser&aacute; levada a cabo ainda s&atilde;o d&uacute;vidas n&atilde;o respondidas pela Anatel.<\/p>\n<p>Por enquanto, a ag&ecirc;ncia debru&ccedil;a-se em estudos que podem mudar completamente o setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es ao inserir um novo grupo de servi&ccedil;os no regime p&uacute;blico. O projeto tem muito impacto, uma vez que servi&ccedil;os p&uacute;blicos incluem obriga&ccedil;&otilde;es de universaliza&ccedil;&atilde;o e patamares de qualidade mais r&iacute;gidos do que os eventualmente exigidos dos servi&ccedil;os privados. At&eacute; o fim do ano, com os debates dos contratos, o setor poder&aacute; ter ind&iacute;cios mais claros sobre qual o tamanho do empenho da Anatel em transformar essa id&eacute;ia em realidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A id&eacute;ia vem ganhando espa&ccedil;o dentro da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel): a possibilidade de transformar a oferta de banda larga em um servi&ccedil;o de telecomunica&ccedil;&otilde;es em regime p&uacute;blico e privado j&aacute; come&ccedil;a a ser estudada dentro da ag&ecirc;ncia reguladora. 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