{"id":21670,"date":"2008-08-20T16:21:18","date_gmt":"2008-08-20T16:21:18","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21670"},"modified":"2008-08-20T16:21:18","modified_gmt":"2008-08-20T16:21:18","slug":"o-controle-da-internet-e-necessario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21670","title":{"rendered":"O controle da Internet \u00e9 necess\u00e1rio?"},"content":{"rendered":"<p><em>Em tempos de web participativa e de propaga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es em rede sociais, o Senado brasileiro aprovou um projeto de lei (PLC 89\/03), que pretende regular algumas pr&aacute;ticas comuns para quem navega na internet. O respons&aacute;vel pelo texto &eacute; o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), da Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Inova&ccedil;&atilde;o, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCT). Segundo ele, a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; criar um ambiente mais seguro para os usu&aacute;rios e que o projeto atende o interesse p&uacute;blico. Por&eacute;m, entusiastas dos softwares livres e participantes ativos de redes sociais e blogueiros n&atilde;o receberam muito bem a proposta do senador.<\/p>\n<p>Em 24 de junho de 2008, o soci&oacute;logo S&eacute;rgio Amadeu da Silveira postou em seu blog que o &quot;projeto de lei aprovado em comiss&atilde;o do senado coloca em risco a liberdade na rede e cria o provedor dedo-duro&quot;. A postagem alertava sobre armadilhas nas entrelinhas e problemas com interpreta&ccedil;&otilde;es legais. A partir disso, v&aacute;rios outros blogueiros concordaram com a an&aacute;lise e juntaram-se em um movimento, que agregou seguidores justamente no ambiente em que a lei pretende vigiar. O resultado foi uma peti&ccedil;&atilde;o online pelo veto ao projeto de cibercrimes &ndash; que, em um m&ecirc;s, ultrapassou as 100 mil assinaturas. <\/p>\n<p>Graduado em Ci&ecirc;ncias Sociais (1989), mestre (2000) e doutor em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica pela Universidade de S&atilde;o Paulo (2005), S&eacute;rgio Amadeu acompanha o andamento do projeto agora na C&acirc;mara e discute os impactos da lei na sociedade. Atualmente, ele pesquisa as rela&ccedil;&otilde;es entre comunica&ccedil;&atilde;o e tecnologia, pr&aacute;ticas colaborativas na internet e a teoria da propriedade dos bens imateriais. Seus estudos geraram dois livros: Exclus&atilde;o Digital: a mis&eacute;ria na era da informa&ccedil;&atilde;o e Software Livre: a luta pela liberdade do conhecimento. <br \/>Nesta edi&ccedil;&atilde;o, o Monitor de M&iacute;dia questionou S&eacute;rgio Amadeu sobre a necessidade do controle das redes, opini&atilde;o sobre o projeto de lei do senador Azeredo e a nova forma de lidar com a informa&ccedil;&atilde;o e o conhecimento na internet.<\/em><\/p>\n<p><strong>O Senado brasileiro aprovou no dia 9 de julho o projeto de lei (PLC 89\/03) que transforma em crime v&aacute;rias atividades maliciosas cometidas pela internet. Agora, o projeto segue para aprova&ccedil;&atilde;o na C&acirc;mara dos Deputados. O texto, entre outras coisas, condena a invas&atilde;o de bancos de dados, a dissemina&ccedil;&atilde;o de v&iacute;rus, a pirataria e a pedofilia. O senhor, no seu blog em 25 de julho, afirmou que &quot;o resultado ser&aacute; um estado de vigilantismo&quot;. Por qu&ecirc;?<\/strong><br \/>Os artigos do substitutivo aprovado pelo Senador Azeredo que dizem respeito ao roubo de senhas, spam, v&iacute;rus e pedofilia n&atilde;o est&atilde;o sendo questionados por ningu&eacute;m. Est&atilde;o mal escritos, mas n&atilde;o abrem espa&ccedil;o para criminalizar indiscriminadamente milhares de internautas. O problema est&aacute; exatamente nos artigos 285-A e 285-B que buscam coibir o compartilhamento de arquivos pelas redes P2P (pessoa a pessoa), que querem impedir a c&oacute;pia e o uso justo de obras cerceadas pelo copyright por violarem a seguran&ccedil;as de dispositivos de comunica&ccedil;&atilde;o e redes restritas. J&aacute; o artigo 22 pretende privatizar parte das tarefas t&iacute;picas do Estado, tornando provedores respons&aacute;veis pela vigil&acirc;ncia de seus usu&aacute;rios. Al&eacute;m disso, criar&aacute; um clima de incerteza e desconfian&ccedil;a em redes abertas, pois exige que todo o provimento de acesso guarde os &quot;logs&quot; (registros da navega&ccedil;&atilde;o) de seus usu&aacute;rios por tr&ecirc;s anos. Para que servem &quot;logs&quot; sem a identifica&ccedil;&atilde;o de quem usava um determinado IP (endere&ccedil;o de computador ligado &agrave; internet)? Para quase nada, por isso, a lei de Azeredo exigir&aacute; uma regulamenta&ccedil;&atilde;o por parte da Pol&iacute;cia Federal, que poder&aacute; gerar o fim da comunica&ccedil;&atilde;o livre e a navega&ccedil;&atilde;o an&ocirc;nima na rede. O senador Azeredo quer impor um estado de vigil&acirc;ncia permanente, o que &eacute; incompat&iacute;vel com o anonimato. Assim como estados totalit&aacute;rios n&atilde;o admitiam que m&aacute;quinas de escrever fossem vendidas sem a identifica&ccedil;&atilde;o de seus compradores, o senador quer que toda vez que algu&eacute;m entre na rede esteja plenamente identificado. Isso &eacute; inadmiss&iacute;vel. Eu n&atilde;o quero que a Pol&iacute;cia, os crackers e nem as corpora&ccedil;&otilde;es saibam que horas eu vi sito o Youtube, fa&ccedil;o compras na Amazon, abro meu Twitter ou fa&ccedil;o uma determinada busca no Yahoo. Nem por isso, sou criminoso.<br \/><strong><br \/>Em outra postagem foi afirmado que &quot;os exageros que constam do projeto podem colocar em risco a liberdade de express&atilde;o, impedir as redes abertas wireless, al&eacute;m de aumentar os custos da manuten&ccedil;&atilde;o de redes informacionais&quot;. De que forma isso ocorreria? Quais as conseq&uuml;&ecirc;ncias diretas aos usu&aacute;rios comuns da internet?<\/strong><br \/>Por exemplo, no Artigo 285-B do projeto, est&aacute; escrito que ser&aacute; crime &quot;obter ou transferir, sem autoriza&ccedil;&atilde;o ou em desconformidade com autoriza&ccedil;&atilde;o do leg&iacute;timo titular da rede de computadores, dispositivo de comunica&ccedil;&atilde;o ou sistema informatizado, protegidos por expressa restri&ccedil;&atilde;o de acesso, dado ou informa&ccedil;&atilde;o neles dispon&iacute;vel&quot;. Com essa reda&ccedil;&atilde;o, pode ser considerado crime baixar um v&iacute;deo, uma m&uacute;sica, copiar uma foto, sem a autoriza&ccedil;&atilde;o do que ser&aacute; considerado leg&iacute;timo titular. Pr&aacute;ticas comuns de fanfics, jovens que modificam hist&oacute;rias conhecidas e as distribuem gratuitamente na rede, poder&atilde;o ser consideradas transfer&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es em desconformidade com a autoriza&ccedil;&atilde;o do leg&iacute;timo titular da rede. Pegar um anime (anima&ccedil;&atilde;o japonesa) e traduzi-lo sem autoriza&ccedil;&atilde;o, pr&aacute;tica comum de milhares de fansubbers, tamb&eacute;m poder&aacute; ser criminalizada pela reda&ccedil;&atilde;o do Azeredo. A ind&uacute;stria do copyright sabe que para copiar um arquivo digital, antes &eacute; preciso acess&aacute;-lo e depois transferi-lo. Por isso, a Lei de Azeredo n&atilde;o atua sobre o direito de c&oacute;pia e sim sobre o acesso e a transfer&ecirc;ncia.<br \/>Este projeto re&uacute;ne os interesses da comunidade de vigil&acirc;ncia, dos banqueiros e da ind&uacute;stria de copyright, principalmente da Motion Picture Association of America (MPAA) e da Recording Industry Association of Am&eacute;rica (RIAA). Tem a clara inten&ccedil;&atilde;o de substituir a cultura da liberdade, que prolifera na rede, pela cultura da permiss&atilde;o. Para isto, trabalha o artigo 22 que dever&aacute; ser regulamentado pelo Poder Executivo, provavelmente pela Pol&iacute;cia Federal. No par&aacute;grafo 1&ordm; desse artigo, est&aacute; dito que haver&aacute; um regulamento e a necessidade de auditoria sobre os provedores de acesso. Repare que in&uacute;meras empresas d&atilde;o o acesso &agrave; internet para seus funcion&aacute;rios. Centenas de escolas e faculdades tamb&eacute;m garantem que seus alunos acessem a rede. Assim, essas empresas, escolas, cibercaf&eacute;s, telecentros, al&eacute;m dos grandes provedores, dever&atilde;o estar em conformidade com a guarda de dados que o regulamento ir&aacute; detalhar e a auditoria ir&aacute; verificar. Quem far&aacute; tal auditoria? A Pol&iacute;cia Federal? Claro que n&atilde;o. Ela n&atilde;o tem efetivo suficiente, ela mal consegue vigiar nossas fronteiras, combater os corruptos e impedir a odiosa devasta&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia. Tudo indica que a PF repassar&aacute; esta atividade para empresas privadas que cobrar&atilde;o pelos laudos. Quanto? Ningu&eacute;m sabe. Se esse artigo da proposta do Azeredo for aprovado ele alavancar&aacute; uma nova atividade lucrativa para os mercadores do controle.<br \/>Note ainda que o artigo 22 exige a guarda de dados da navega&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios por tr&ecirc;s anos, mas ele n&atilde;o diz que ser&aacute; necess&aacute;rio que todos os usu&aacute;rios sejam identificados para acessar a rede. N&atilde;o diz porque o regulamento ir&aacute; exigir isto. Como j&aacute; afirmei, n&atilde;o h&aacute; nenhum sentido em guardar dados de um usu&aacute;rio an&ocirc;nimo, que entrou na rede e o provedor n&atilde;o tem como saber quem &eacute;. Por isso, a Lei do Azeredo dependendo de como for regulamentada ou ser&aacute; in&oacute;cua e desnecess&aacute;ria ou inviabilizar&aacute; as redes abertas de conex&atilde;o, sejam com fio ou sem fio.<\/p>\n<p><strong>Existe uma forma de atua&ccedil;&atilde;o das autoridades na internet que n&atilde;o fira os direitos de propaga&ccedil;&atilde;o de id&eacute;ias, ou isso n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio?<\/strong><br \/>Para que as autoridades n&atilde;o destruam a comunica&ccedil;&atilde;o livre que conquistamos com a internet &eacute; necess&aacute;rio que seja constru&iacute;da um marco de direitos de navega&ccedil;&atilde;o, um estatuto da cidadania digital. O direito que tenho de ir e vir, deve ser garantido no ciberespa&ccedil;o. O direito de acesso &agrave;s obras cerceadas pelo copyright que tenho ao freq&uuml;entar uma biblioteca p&uacute;blica, deve existir tamb&eacute;m na rede. A defesa da privacidade e a intimidade que temos em nossas casas n&atilde;o podem ser destru&iacute;das quando nos conectamos. Assim como o Poder Judici&aacute;rio s&oacute; pode permitir a invas&atilde;o de uma resid&ecirc;ncia dentro de condi&ccedil;&otilde;es muito delimitadas, os agentes do poder de estado ou as grandes corpora&ccedil;&otilde;es n&atilde;o podem invadir e rastrear os computadores das pessoas. Enfim, temos que discutir direitos. O modo de garantir direitos humanos e sociais b&aacute;sicos e que permitem ter maior clareza para criar novos tipos penais em defesa da sociedade.<\/p>\n<p><strong>O PLC 89\/03 foi intensamente criticado na blogosfera, principalmente por entusiastas dos softwares livres e dos chamados &quot;creative commons&quot;. Esse movimento na web pode significar um princ&iacute;pio &quot;an&aacute;rquico&quot; da propriedade intelectual na internet?<\/strong><br \/>A propriedade sobre id&eacute;ias &eacute; completamente diferente da propriedade sobre bens materiais. Veja o exemplo da Internet. Por que ela rapidamente se espalhou e recobriu o mundo? Principalmente porque ela permitia que todos os interessados copiassem e aplicassem em suas redes o conjunto de protocolos TCP\/IP. Por que o termo PC durante muitos anos passou a ser sin&ocirc;nimo de computador? Porque a sua arquitetura aberta permitia que todos o copiassem sem viola&ccedil;&atilde;o de patentes e copyright. Isso permitiu a expans&atilde;o dos microcomputadores por todo o planeta. No mundo das redes, em que os fluxos s&atilde;o imateriais, copiar n&atilde;o destr&oacute;i, n&atilde;o desgasta, n&atilde;o danifica o arquivo copiado. Trata-se de um cen&aacute;rio distinto do mundo industrial que vive do controle da escassez. A informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; escassa e quanto mais voc&ecirc; a utiliza mais ela pode ser aperfei&ccedil;oada. No mundo das redes colaborar pode ser mais eficiente que competir e controlar. Ocorre que a velha Ind&uacute;stria Cultural, que enriqueceu intermediando e controlando, ao ver as possibilidades de autores e artistas se comunicarem diretamente com seus p&uacute;blicos, e vice-versa, percebeu que sua atividade de intermedia&ccedil;&atilde;o est&aacute; sendo afetada. Desse modo, quer impedir que as qualidades das redes digitais se manifestem integralmente. Por isso, ela quer enrijecer o instituto do copyright, quer confundir autoria com propriedade e disseminar met&aacute;foras como verdades objetivas. Veja o absurdo: para impedir que Mickey Mouse ca&iacute;sse em dom&iacute;nio p&uacute;blico, a lei norte-americana elevou o prazo de cerceamento das obras para 95 anos depois da morte do autor. Quando o copyright surgiu era para incentivar o criador. Que incentivo &eacute; esse que protege a obra 95 anos depois que ele morreu? A lei de propriedade intelectual precisa ser repensada para voltar a ser razo&aacute;vel. &Eacute; preciso voltar a incentivar os criadores ao inv&eacute;s dos intermedi&aacute;rios, incentivar o autor e n&atilde;o o defunto-autor. Br&aacute;s Cubas iria gostar das aberra&ccedil;&otilde;es que sofremos hoje. <\/p>\n<p><strong>A Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas fez uma an&aacute;lise minuciosa nos artigos da PL 89\/03 e as conseq&uuml;&ecirc;ncias que isso poder&aacute; trazer. Na conclus&atilde;o consta que &quot;a imprecis&atilde;o do texto e suas conseq&uuml;&ecirc;ncias imprevis&iacute;veis (algumas das quais listadas acima) demandam que sejam vetados no m&iacute;nimo os artigos 285-A, 285-B, 163-A, par&aacute;grafo primeiro, Art. 6&ordm;, inciso VII, Artigo 22, III. Caso os artigos persistam, condutas triviais na rede ser&atilde;o pass&iacute;veis de puni&ccedil;&atilde;o com penas de at&eacute; 4 anos de reclus&atilde;o&quot;. Isso quer dizer que pode ter havido despreparo ou falta de conhecimento espec&iacute;fico por parte dos redatores?<\/strong><br \/>Pode ser despreparo. Pode ser concep&ccedil;&atilde;o. Pode ser despreparo de uns e concep&ccedil;&atilde;o autorit&aacute;ria de outros. N&atilde;o sei. S&oacute; sei que criaram figuras inusitadas como &quot;titular de rede&quot;. Inseriram penas descabidas. Alguns certamente n&atilde;o pensaram no alcance da criminaliza&ccedil;&atilde;o que sua reda&ccedil;&atilde;o ir&aacute; abranger. O senador Azeredo disse em uma entrevista que os cidad&atilde;os de bem poderiam ficar tranq&uuml;ilos, pois somente os criminosos &eacute; que teriam que se preocupar. O problema est&aacute; exatamente na concep&ccedil;&atilde;o do que deve ser considerado &quot;cidad&atilde;o de bem&quot; e &quot;criminoso&quot;.<\/p>\n<p><strong>No final de 2006, no artigo &quot;Em defesa da liberdade na internet&quot;, voc&ecirc; afirmou que a &quot;internet corre perigo (&#8230;) tudo porque as gigantescas empresas que controlam a conex&atilde;o f&iacute;sica das telecomunica&ccedil;&otilde;es est&atilde;o se sentido amea&ccedil;adas&quot;. Recentemente, a Viacom pediu informa&ccedil;&otilde;es como parte de um processo bilion&aacute;rio contra o Youtube. Pode-se dizer que h&aacute; uma nova forma de lidar com a propriedade imaterial e as grandes empresas n&atilde;o est&atilde;o sabendo lidar com isso?<\/strong><br \/>Sim. As grandes empresas querem manter o cen&aacute;rio de controle, t&iacute;pico do mundo industrial e da comunica&ccedil;&atilde;o broadcasting. Na internet, at&eacute; o momento, qualquer pessoa pode criar conte&uacute;dos, novos formatos e novas tecnologias. Esta liberdade incomoda a ind&uacute;stria. Um jovem pode criar um novo protocolo que em menos de um ano &eacute; capaz de retirar a lucratividade de um neg&oacute;cio de intermedia&ccedil;&atilde;o. Obviamente, a ind&uacute;stria n&atilde;o v&ecirc; com bons olhos a criatividade fora de controle. Por exemplo, a cria&ccedil;&atilde;o da Voz sobre IP retirou renda das operadoras. Essa liberdade de inven&ccedil;&atilde;o est&aacute; sendo combatida pelas velhas corpora&ccedil;&otilde;es que acumularam bilh&otilde;es no mundo industrial.<\/p>\n<p><strong>Por fim, &eacute; poss&iacute;vel que os interesses de governos e grandes corpora&ccedil;&otilde;es convivam em harmonia com a pr&aacute;tica da livre propaga&ccedil;&atilde;o de id&eacute;ias? Como isso pode acontecer?<\/strong><br \/>&Eacute; poss&iacute;vel desde que a sociedade reconfigure seus governos e que a liberdade de acesso aos bens comuns avance. Em um cen&aacute;rio de economia informacional, a igualdade de oportunidades se garante primeiramente com a liberdade de acesso. A liberdade de conhecimento e a diversidade cultural s&atilde;o vitais para que as Corpora&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se tornem os novos Leviat&atilde;s.<br \/><em><br \/>* Reproduzido da edi&ccedil;&atilde;o n&ordm; 141 do Monitor de M&iacute;dia, projeto de acompanhamento da imprensa catarinense produzido por alunos e professores da Universidade do Vale do Itaja&iacute; (Univali), sob a coordena&ccedil;&atilde;o do prof. Rog&eacute;rio Christofoletti; integrante da Rede Nacional de Observat&oacute;rios de Imprensa (Renoi).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Soci\u00f3logo avalia como negativa aprova\u00e7\u00e3o do PL dos cibercrimes<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[836],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21670"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21670"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21670\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21670"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21670"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21670"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}