{"id":21657,"date":"2008-08-18T15:12:09","date_gmt":"2008-08-18T15:12:09","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21657"},"modified":"2008-08-18T15:12:09","modified_gmt":"2008-08-18T15:12:09","slug":"bahia-quer-democratizacao-da-midia-e-conferencia-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21657","title":{"rendered":"Bahia quer democratiza\u00e7\u00e3o da m\u00eddia e confer\u00eancia nacional"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t-->Encerrada no s&aacute;bado (16\/8), a 1&ordf; Confer&ecirc;ncia de Comunica&ccedil;&atilde;o Social da Bahia j&aacute; faz parte da hist&oacute;ria da luta pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil. Ap&oacute;s tr&ecirc;s dias de debates que reuniram em Salvador cerca de 400 pessoas, entre delegados e observadores vindos de todas as regi&otilde;es do estado, foram reafirmadas importantes bandeiras de luta locais e nacionais, como, entre outras, a cria&ccedil;&atilde;o do Conselho Estadual de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, a realiza&ccedil;&atilde;o da 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o e a reformula&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o referente ao funcionamento das r&aacute;dios comunit&aacute;rias.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">Os participantes da confer&ecirc;ncia elaboraram um documento final, a Carta da Bahia, que traz propostas para a comunica&ccedil;&atilde;o social no Brasil e ser&aacute; entregue ainda esta semana ao presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva. A import&acirc;ncia da parceria entre os movimentos sociais e a esfera governamental para o avan&ccedil;o da democratiza&ccedil;&atilde;o do setor foi citada no documento. &ldquo;H&aacute; entre n&oacute;s baianos, realizadores desta 1&ordf; Confer&ecirc;ncia de Comunica&ccedil;&atilde;o Social da Bahia, a consci&ecirc;ncia de que o di&aacute;logo entre o governo e os movimentos sociais e, noutra dimens&atilde;o, entre o Estado e a sociedade como um todo, &eacute; condi&ccedil;&atilde;o social necess&aacute;ria para que as pr&aacute;ticas da democracia sejam consensuais nas redes de transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es, nas trocas culturais e nos processos de reprodu&ccedil;&atilde;o dos discursos que modelam a vida pol&iacute;tica, social e cultural nas comunidades, no estado e no pa&iacute;s&rdquo;.<\/p>\n<p>A Carta da Bahia pede que o direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica seja levado a todos os brasileiros. &ldquo;Sem a pr&aacute;tica da livre produ&ccedil;&atilde;o social de conte&uacute;do nas escolas, portais da internet, salas virtuais, jornais, revistas, cinemas, r&aacute;dios e televis&otilde;es, isto &eacute;, sem a democracia na comunica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o nos produziremos como seres sociais pol&iacute;ticos &#8211; cidad&atilde;os e cidad&atilde;s &#8211; capazes de pensar coletivamente e dialogar com os nossos representantes nas esferas e inst&acirc;ncias do Estado Brasileiro&rdquo;, diz o documento.<\/p>\n<p>O monop&oacute;lio da m&iacute;dia no Brasil tamb&eacute;m &eacute; citado na Carta da Bahia: &ldquo;Se nos for garantido o direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, iremos assim quebrando paulatinamente os monop&oacute;lios das minorias privilegiadas sobre os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social de massa e combatendo os imp&eacute;rios olig&aacute;rquicos regionais vinculados &agrave; propriedade privada sobre a terra e os meios de produ&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Os representantes dos movimentos sociais saudaram a realiza&ccedil;&atilde;o da confer&ecirc;ncia estadual na Bahia: &ldquo;&Agrave;s vezes achamos que a luta &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil e os advers&aacute;rios s&atilde;o t&atilde;o poderosos, mas, quando a gente v&ecirc; um processo como esse acontecendo, percebe que est&aacute; no caminho certo, que n&atilde;o podemos fugir da luta pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil, pois ela &eacute; central para todos aqueles que defendem uma sociedade justa e igualit&aacute;ria, com respeito &agrave; diversidade e respeito &agrave;s pessoas&rdquo;, disse Br&aacute;ulio Ribeiro, representante do coletivo Intervozes na confer&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Para Gislene Moreira, representante da ONG Cip&oacute; e integrante do Grupo de Trabalho que coordenou a realiza&ccedil;&atilde;o da confer&ecirc;ncia estadual e de suas oito etapas pr&eacute;vias regionais, a uni&atilde;o dos diversos atores envolvidos em torno de um objetivo comum foi o maior trunfo do evento. &ldquo;Esse GT, mesmo com suas idiossincrasias, vestiu a camisa da confer&ecirc;ncia. As institui&ccedil;&otilde;es envolvidas emprestaram credibilidade, cederam tempo, cederam horas de trabalho de seus profissionais e volunt&aacute;rios para que constru&iacute;ssemos esse processo durante os tr&ecirc;s meses que percorremos a Bahia inteira para construir uma proposta coletiva de pol&iacute;tica de comunica&ccedil;&atilde;o para o estado&rdquo;, disse.<\/p>\n<p><strong>Avan&ccedil;ar mais<\/strong><\/p>\n<p>Gislene diz acreditar na continuidade do processo. &ldquo;Apesar das discord&acirc;ncias, entendemos que este &eacute; um momento de co-responsabiliza&ccedil;&atilde;o e de parceria, e que &eacute; preciso caminhar juntos e respeitar nossas diferen&ccedil;as. Essa confer&ecirc;ncia foi movida pela utopia, que foi nos alimentando e nos dizendo que era poss&iacute;vel transformar a vida das pessoas, a vida das nossas comunidades e as rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas na medida em que a gente se apropria das c&acirc;meras, dos microfones, dos sat&eacute;lites, das empresas de tev&ecirc;. Precisamos avan&ccedil;ar mais, &eacute; claro, mas essa confer&ecirc;ncia n&atilde;o seria poss&iacute;vel sem o entendimento de que era preciso repensar as nossas posturas.&rdquo;<\/p>\n<p>Avan&ccedil;ar mais, no entendimento dos participantes da confer&ecirc;ncia baiana, significa construir a 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, com etapas pr&eacute;vias realizadas em todos os estados brasileiros. &ldquo;Levaremos ao governo Lula o apelo pela convoca&ccedil;&atilde;o da 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o. Estamos levando os resultados das plen&aacute;rias aqui de Salvador para refletirmos. Que esse evento sirva como exemplo para o Brasil de como se &eacute; capaz de construir um epis&oacute;dio estadual da confer&ecirc;ncia e conseguir produzir coisas com a qualidade que aqui foi produzida&rdquo;, disse Rosely Goffman, integrante do Conselho Federal de Psicologia e da Comiss&atilde;o Pr&oacute;-Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Rosely espera que o governo federal siga o exemplo do governo baiano. &ldquo;Saudamos o protagonismo do governo da Bahia, que se colocou junto aos movimentos populares para que a confer&ecirc;ncia acontecesse. Mas, se n&atilde;o houver uma organiza&ccedil;&atilde;o e uma continuidade desse trabalho, e sem se pensar os desdobramentos de tudo isso que voc&ecirc;s propuseram aqui, n&oacute;s n&atilde;o vamos conseguir chegar l&aacute;. Precisamos demonstrar que a gente pode participar da governabilidade desse pa&iacute;s, que a gente tem maturidade para tocar as a&ccedil;&otilde;es e que estamos muito bem preparados para isso&rdquo;, disse.<\/p>\n<p><strong>Desdobramentos<\/strong><\/p>\n<p>Gislene Moreira lembra que o movimento &ldquo;ainda est&aacute; muito longe&rdquo; de seus objetivos, mas sa&uacute;da os avan&ccedil;os da confer&ecirc;ncia realizada em Salvador. &ldquo;A gente quer a implanta&ccedil;&atilde;o do Conselho Estadual de Comunica&ccedil;&atilde;o, a gente quer a Confer&ecirc;ncia Nacional, mas entendemos que hoje estamos dando um passo muito importante para a hist&oacute;ria da Bahia, para a hist&oacute;ria do Brasil e para a redefini&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de comunica&ccedil;&atilde;o, em busca de uma comunica&ccedil;&atilde;o efetivamente democr&aacute;tica e transformadora da vida e do desenvolvimento das pessoas.&rdquo;<\/p>\n<p>Para o secret&aacute;rio de Comunica&ccedil;&atilde;o do Governo da Bahia, Robinson Almeida, &ldquo;os historiadores, no futuro, ir&atilde;o registrar o que aconteceu no estado em agosto de 2008&rdquo;. Segundo ele, a sociedade baiana quebrou um antigo tabu. &ldquo;Essa esfera da comunica&ccedil;&atilde;o precisava ser tocada. Ningu&eacute;m faz o debate sobre a comunica&ccedil;&atilde;o, enfrentando os tabus estabelecidos pela grande m&iacute;dia, e fica impune nesse processo. Aqui sa&iacute;mos com o compromisso de que a nossa luta est&aacute; apenas no come&ccedil;o e que n&oacute;s vamos nos desdobrar nas nossas comunidades, regi&otilde;es e atividades do dia-a-dia e renovar o esfor&ccedil;o para que possamos construir uma Bahia e um Brasil onde todos possam ter acesso aos direitos mais b&aacute;sicos, incluindo o direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o e &agrave; informa&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encerrada no s&aacute;bado (16\/8), a 1&ordf; Confer&ecirc;ncia de Comunica&ccedil;&atilde;o Social da Bahia j&aacute; faz parte da hist&oacute;ria da luta pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil. 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