{"id":21651,"date":"2008-08-14T18:46:35","date_gmt":"2008-08-14T18:46:35","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21651"},"modified":"2008-08-14T18:46:35","modified_gmt":"2008-08-14T18:46:35","slug":"oferta-de-banda-larga-e-elemento-central-na-revisao-de-regras-do-setor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21651","title":{"rendered":"Oferta de banda larga \u00e9 elemento central na revis\u00e3o de regras do setor"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--><strong>[T&iacute;tulo original: O nome do jogo &eacute; Banda Larga]<\/strong> <\/p>\n<p>A percep&ccedil;&atilde;o que se evidencia nos debates com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as dos marcos regulat&oacute;rios nos setores de TV por assinatura e de telecomunica&ccedil;&otilde;es &eacute; que todas as estrat&eacute;gias est&atilde;o direcionadas para a oportunidade de ofertar o servi&ccedil;o de acesso &agrave; Internet em alta velocidade, conjugado ou isolado dos produtos de v&iacute;deo e telefonia. Ressurge assim o debate: &eacute; hora ou n&atilde;o de o Brasil vir a implantar uma pol&iacute;tica p&uacute;blica para Banda Larga?<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o podemos deixar de reconhecer que o nome do jogo &eacute; a banda larga&rdquo;, afirmou o presidente da Abrafix, Jos&eacute; Pauletti, ao participar do congresso ABTA 2008. Segundo ele, a oferta do servi&ccedil;o &#8211; separado ou associado a produtos como telefonia e v&iacute;deo &#8211; s&atilde;o, sim, os objetivos das concession&aacute;rias de telefonia fixa com a mudan&ccedil;a de regra do PL-29. &ldquo;N&atilde;o h&aacute; como negar que &eacute; neg&oacute;cio para as teles terem a possibilidade de ter banda larga associada a outro produto como o &eacute; o da programa&ccedil;&atilde;o de TV&rdquo;, completou.<\/p>\n<p>O presidente da ABTA, Alexandre Annenberg, tamb&eacute;m assumiu que a oferta da banda larga &#8211; respons&aacute;vel no primeiro trimeste de 2008 por 45% da receita da TV paga &#8211; &eacute; estrat&eacute;gica para os neg&oacute;cios do setor. Neste quesito, destacou o executivo, fica evidente que as operadoras de TV paga querem expandir suas atua&ccedil;&otilde;es para investir pesadamente neste servi&ccedil;o. <\/p>\n<p>Neste item, inclusive, fez uma observa&ccedil;&atilde;o e uma autocr&iacute;tica ao afirmar que o debate do PL-29, ao ficar concentrado na quest&atilde;o da imposi&ccedil;&atilde;o de cotas para a programa&ccedil;&atilde;o nacional n&atilde;o levou em considera&ccedil;&atilde;o um ponto decisivo: para onde o o Brasil quer ir neste momento no mercado de Telecomunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A quest&atilde;o do que &eacute; p&uacute;blico e privado fica evidenciado nas diverg&ecirc;ncias que afloram com rela&ccedil;&atilde;o ao PL-29. Annenberg contestou a &ldquo;expropria&ccedil;&atilde;o e confisco&rdquo; que o projeto faz das redes de MMDS &#8211; investimentos privados &#8211; que passam a ter obriga&ccedil;&atilde;o de cumprir novas regras com &ldquo;o jogo j&aacute; come&ccedil;ado&rdquo;. <\/p>\n<p>O deputado Jorge Bittar (PT\/RJ), relator do PL-29, contestou o dado. Segundo ele, as operadoras de MMDS e DTH j&aacute; existentes ter&atilde;o um prazo de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o, de forma a n&atilde;o terem qualquer tipo de preju&iacute;zo nas suas opera&ccedil;&otilde;es. Bittar disse ainda que, hoje, o mercado tem duas grandes operadoras de TV paga. &ldquo;Queremos mais&rdquo;, completou. <strong><\/p>\n<p>&#39;Apag&atilde;o&#39; amplificou os debates<\/strong><\/p>\n<p>A verdade &eacute; que o &ldquo;apag&atilde;o&rdquo; da Internet ocorrido na Telef&ocirc;nica no m&ecirc;s de julho &#8211; milhares de pessoas ficaram sem acesso &agrave; Internet por mais de 36 horas em S&atilde;o Paulo &#8211; amplificou o debate em torno da necessidade de se impor ou n&atilde;o regras para a oferta da banda larga. A grande quest&atilde;o para os especialistas ouvidos pelo <em>Converg&ecirc;ncia Digital <\/em>durante o ABTA 2008, evento encerrado nesta quarta-feira, 13\/08, &eacute; que, hoje, para o setor, banda larga &eacute; um meio e n&atilde;o um servi&ccedil;o. <\/p>\n<p>No momento em que virar servi&ccedil;o &#8211; e j&aacute; poderia ser a hora porque mais de 8 milh&otilde;es de usu&aacute;rios utilizam o acesso de alta velocidade &agrave; Internet &#8211; ele deveria estar condicionado a seguir um regulamento, dizem algumas fontes, que &eacute; o do SCM &#8211; que na pr&aacute;tica, no entanto, n&atilde;o existe. H&aacute; v&aacute;rias lacunas com o SCM n&atilde;o preenchidas. <\/p>\n<p>Como servi&ccedil;o privado, a banda larga, hoje, n&atilde;o tem como ser fiscalizada diretamente. A Anatel at&eacute; pode solicitar informa&ccedil;&otilde;es, fiscalizar, mas n&atilde;o tem como imputar qualquer tipo de puni&ccedil;&atilde;o seja para as concession&aacute;rias de telefonia fixa, seja para os provedores de TV paga, como a Net e a TVA. O consumidor &eacute; quem fica com a conta pelo n&atilde;o-servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>O grande problema &eacute; que a banda larga, hoje, apesar de ser um meio, j&aacute; sustenta uma s&eacute;rie de servi&ccedil;os essenciais. No &ldquo;apag&atilde;o&rdquo; da Telef&ocirc;nica isso ficou evidente. Muitos &oacute;rg&atilde;os e empresas simplesmente pararam de trabalhar. O problema, advertem os especialistas, &eacute; que transformar a banda larga em servi&ccedil;o p&uacute;blico tamb&eacute;m pode vir a &ldquo;engessar&rdquo; o produto e, dessa forma, ampliar a concentra&ccedil;&atilde;o nas m&atilde;os de poucos fornecedores.<\/p>\n<p><strong>Como fazer e, principalmente, o que fazer?<\/strong><\/p>\n<p>A d&uacute;vida &eacute; antiga. Basta voltar no tempo. Em 1995, o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, S&eacute;rgio Motta, quando decidiu que a Internet seria um Servi&ccedil;o de Valor Adicionado, o fez para atender aos pedidos de quem sustentava a tese de que se Internet fosse um servi&ccedil;o p&uacute;blico, seria um monop&oacute;lio, na &eacute;poca, consolidado nas m&atilde;os da Embratel. Os players privados n&atilde;o teriam qualquer chance de ganhar mercado no pa&iacute;s, afirmavam os defensores de uma Internet livre das amarras p&uacute;blicas. Certo &eacute; que os players privados vieram, mas o tempo passou e a concentra&ccedil;&atilde;o se evidencia mais uma vez.<\/p>\n<p>N&atilde;o &agrave; toa, o conflito, hoje, ganha novos contornos. H&aacute; o caso claro das operadoras de MMDS. Elas t&ecirc;m freq&uuml;&ecirc;ncia, mas s&oacute; podem prover servi&ccedil;os de TV por assinatura. Elas querem vir a ser uma prestadora &ldquo;triple play&rdquo;, querem vender banda larga e telefonia, mas est&atilde;o &ldquo;amarradas&rdquo; na atual legisla&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Os players aguardam uma defini&ccedil;&atilde;o da Anatel com rela&ccedil;&atilde;o ao futuro do MMDS no pa&iacute;s. &ldquo;Fizemos o nosso dever de casa, abrimos frentes e o que vai acontecer conosco? Ningu&eacute;m sabe responder ainda&rdquo;, disse o presidente da Neotec, que re&uacute;ne as operadoras de MMDS, Jos&eacute; Luiz Frauendorf, ao ser questionado sobre a id&eacute;ia de &ldquo;perder&rdquo; espectro em fun&ccedil;&atilde;o da digitaliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Para Frauendorf, comete-se um equ&iacute;voco quando se confunde tecnologia Wireless com WiMAX. &ldquo;N&atilde;o &eacute; isso. Wireless &eacute; rede sem fio e pode ser qualquer tecnologia. WiMAX &eacute; t&atilde;o somente uma op&ccedil;&atilde;o. Interligar as duas discuss&otilde;es &eacute; um erro, como nos tirar o direito a competir, em lugares onde n&atilde;o h&aacute; a presen&ccedil;a dos prestadores convencionais ser&aacute; ainda pior para o Brasil&rdquo;, sustentou.<\/p>\n<p>O conselheiro da Anatel, Antonio Bedran, admitiu que a discuss&atilde;o de tornar a banda larga um servi&ccedil;o p&uacute;blico ganha corpo no governo, mas admitiu que &eacute; uma discuss&atilde;o ainda incipiente. At&eacute; porque ela determinar&aacute; uma mudan&ccedil;a na Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>O presidente da entidade que re&uacute;ne as concession&aacute;rias de telefonia fixa, a Abrafix, Jos&eacute; Pauletti, n&atilde;o acredita, por&eacute;m, na possibilidade de, neste momento, com tanto temas relevantes &agrave; mesa &#8211; revis&atilde;o do PGO, do PGR e o in&iacute;cio da Portabilidade Num&eacute;rica &#8211; se possa vir a iniciar uma frente para rever o processo atual da banda larga.<\/p>\n<p>&ldquo;Ela &eacute; um produto de valor adicionado. A solu&ccedil;&atilde;o seria a regulamenta&ccedil;&atilde;o do SCM (Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia), mas esse &eacute; um outro tema bastante pol&ecirc;mico&rdquo;, frisou Pauletti. Ele admitiu que, por enquanto, o consumidor &eacute;, sim, o elo mais fr&aacute;gil da cadeia &#8211; ao ser dependente de um pequeno n&uacute;mero de prestadores do produto no pa&iacute;s.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[T&iacute;tulo original: O nome do jogo &eacute; Banda Larga] A percep&ccedil;&atilde;o que se evidencia nos debates com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as dos marcos regulat&oacute;rios nos setores de TV por assinatura e de telecomunica&ccedil;&otilde;es &eacute; que todas as estrat&eacute;gias est&atilde;o direcionadas para a oportunidade de ofertar o servi&ccedil;o de acesso &agrave; Internet em alta velocidade, conjugado ou &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21651\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Oferta de banda larga \u00e9 elemento central na revis\u00e3o de regras do setor<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[81],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21651"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21651"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21651\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21651"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21651"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21651"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}