{"id":21646,"date":"2008-08-13T20:22:46","date_gmt":"2008-08-13T20:22:46","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21646"},"modified":"2008-08-13T20:22:46","modified_gmt":"2008-08-13T20:22:46","slug":"bittar-admite-flexibilidade-para-aprovar-projeto-teles-pedem-pressa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21646","title":{"rendered":"Bittar admite flexibilidade para aprovar projeto; teles pedem pressa"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">Vendo seu relat&oacute;rio sobre o Projeto de Lei 29 entrar e sair da pauta de vota&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCTCI) h&aacute; meses, o deputado federal Jorge Bittar (PT-RJ) admitiu que est&aacute; disposto a mudar mais uma vez o texto para ganhar apoio de parlamentares e empres&aacute;rios. Bittar mostrou-se disposto, inclusive, a realizar a aprecia&ccedil;&atilde;o de destaques dos colegas de comiss&atilde;o. <\/p>\n<p>Ele, os deputados J&uacute;lio Semeghini (PSDB-SP) e Paulo Bornhausen (DEM-SC) e os representantes do setor de TV paga e telecomunica&ccedil;&otilde;es participaram na segunda-feira de um debate sobre o PL-29 na 16a Feira e Congresso da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de TV por Assinatura (ABTA).<\/p>\n<p>At&eacute; agora, Bittar mostrava-se reticente em rela&ccedil;&atilde;o a esta possibilidade, especialmente porque ela abre caminho para a divis&atilde;o do projeto em dois: um que d&ecirc; conta das quest&otilde;es de infra-estrutura e outro que trate da regula&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos. O problema para a aprova&ccedil;&atilde;o do projeto est&aacute;, justamente, nesta segunda parte. A ABTA tem feito forte oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de cotas para conte&uacute;do nacional, no que recebe apoio das Organiza&ccedil;&otilde;es Globo.<\/p>\n<p>O fatiamento do projeto foi recha&ccedil;ado pelo relator, mas defendido pelo autor do projeto original, Paulo Bornhausen. &ldquo;Essa lei acabou juntando muita coisa e est&aacute; travada. Se pudermos agir r&aacute;pido e dividir ser&aacute; melhor&rdquo;, comentou. O colega de CCTCI, J&uacute;lio Semeghini, disse que ainda &eacute; preciso fazer ajustes no texto antes que ele saia da comiss&atilde;o.<\/p>\n<p>A pressa do deputado do DEM &eacute; compartilhada pelas teles. O presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Concession&aacute;rias de Telefonia Fixa (Abrafix), Jos&eacute; Fernandes Pauletti, expressou o desejo do setor, que quer permiss&atilde;o para entrar de vez no servi&ccedil;o de TV a cabo e, com isso, aumentar a possibilidade de oferta de banda larga usando esta rede. &ldquo;Ele [o PL] precisa andar. Se o melhor for fatiar, ent&atilde;o que se fatie. Mas &eacute; preciso que ande.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Entrada das teles<\/strong><\/p>\n<p>Curiosamente, uma parte das operadoras de TV a cabo demonstra ansiedade com a libera&ccedil;&atilde;o dos investimentos das teles. A presidente da TVA, Leila Loria, disse que falta capacidade de investimento e s&oacute; &ldquo;com os aportes dos grandes grupos ser&aacute; poss&iacute;vel crescer e atender a exig&ecirc;ncias como escala e capilaridade&rdquo;. Mais curioso &eacute; notar que a pr&oacute;pria TVA j&aacute; conta com participa&ccedil;&atilde;o de quase 50% da Telef&oacute;nica e a Net Servi&ccedil;os, que controla amplamente o mercado, conta com capital da mexicana Telmex, dona da Embratel.<\/p>\n<p>Mas as declara&ccedil;&otilde;es do presidente da ABTA, Alexandre Annenberg, sobre as teles foram menos empolgadas. Segundo Annenberg, elas n&atilde;o t&ecirc;m interesse no neg&oacute;cio de TV, apenas no controle das redes para distribuir banda larga. Pauletti n&atilde;o negou. &ldquo;O que est&aacute; em disputa &eacute; mesmo a banda larga e os servi&ccedil;os poss&iacute;veis a partir dela, esse &eacute; o grande mercado, junto com a converg&ecirc;ncia. Al&eacute;m, &eacute; claro, da permiss&atilde;o para as teles poderem atuar com o cabo, que tem melhor qualidade e permite a converg&ecirc;ncia.&rdquo;<\/p>\n<p>Apesar da alfinetada nas teles, Annenberg mostrou-se disposto a aprovar regras para a entrada das gigantes no mercado da TV por assinatura.&rdquo;Para n&oacute;s, o grande problema &eacute; determinar a quest&atilde;o dos direitos e deveres, principalmente, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s teles. N&atilde;o somos contra a entrada delas, mas &eacute; preciso que as regras fiquem muito claras&rdquo;, completou, depois de dizer que a quest&atilde;o das cotas s&oacute; &ldquo;desviou&rdquo; o PL-29 deste objetivo principal.<\/p>\n<p><strong>Cotas: posi&ccedil;&otilde;es inalteradas<\/strong><\/p>\n<p>Com rela&ccedil;&atilde;o a este tema, o debate mostra que as posi&ccedil;&otilde;es permanecem inalteradas. Annenberg, da ABTA, afirmou que a pol&iacute;tica de cotas &eacute; uma reserva de mercado e que &ldquo;todas as reservas de mercado mostraram que o produtor com mercado cativo n&atilde;o se preocupa com qualidade, e muito menos pre&ccedil;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Fernando Dias, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Produtoras Independentes de TV (ABPI-TV), demonstrou que o mercado hoje j&aacute; funciona com reservas e que a quest&atilde;o da qualidade depende dos programadores escolherem o melhor da boa produ&ccedil;&atilde;o nacional. Para Dias, a quest&atilde;o da cotas virou o &ldquo;boi de piranha&rdquo; do PL-29.<\/p>\n<p>J&aacute; a Globo fingiu indiferen&ccedil;a, mas listou suas exig&ecirc;ncias. Alberto Pecegueiro, diretor geral da Globosat, disse que a empresa n&atilde;o &eacute; contra o projeto. Mas segundo Pecegueiro, a Globo &ldquo;n&atilde;o teria obje&ccedil;&otilde;es&rdquo; ao projeto se os deputados retirarem do PL a limita&ccedil;&atilde;o ao tempo de publicidade e rever a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos canais nacionais para que canais como Globonews e SporTV entrem nas cotas.<\/p>\n<p>O principal ponto de disc&oacute;rdia &eacute; a regra que limita em 25% a participa&ccedil;&atilde;o de uma mesma programadora na cota de 12 canais nacionais previstos. Esta foi uma previs&atilde;o inclu&iacute;da no relat&oacute;rio de Bittar por sugest&atilde;o dos produtores independentes e, principalmente, dos grupos Abril, Bandeirantes e Record. <\/p>\n<p>A &uacute;nica mudan&ccedil;a de posi&ccedil;&atilde;o registrada &eacute; a do relator Bittar. &ldquo;Se houver consenso, posso retirar o percentual e fazer um texto mais light, com ressalvas, e remeter a quest&atilde;o sobre a competi&ccedil;&atilde;o para o Conselho Administrativo de Defesa Econ&ocirc;mica (Cade) decidir o problema. Tamb&eacute;m estou aberto a di&aacute;logos para aprovarmos o texto com destaques&rdquo;, disse o deputado.<\/p>\n<p><em>Com informa&ccedil;&otilde;es da Tele.S&iacute;ntese, TelaViva News, DCI e Folha de S. Paulo.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vendo seu relat&oacute;rio sobre o Projeto de Lei 29 entrar e sair da pauta de vota&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCTCI) h&aacute; meses, o deputado federal Jorge Bittar (PT-RJ) admitiu que est&aacute; disposto a mudar mais uma vez o texto para ganhar apoio de parlamentares e empres&aacute;rios. 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