{"id":21634,"date":"2008-08-07T16:31:33","date_gmt":"2008-08-07T16:31:33","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21634"},"modified":"2008-08-07T16:31:33","modified_gmt":"2008-08-07T16:31:33","slug":"conselheiro-da-anatel-afirma-que-universalizacao-ocorreu-pela-ampliacao-da-telefonia-fixa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21634","title":{"rendered":"Conselheiro da Anatel afirma que universaliza\u00e7\u00e3o ocorreu pela amplia\u00e7\u00e3o da telefonia fixa"},"content":{"rendered":"<p>Apesar de ter registrado um surpreendente crescimento, a telefonia m&oacute;vel no Brasil n&atilde;o pode ser considerada a principal respons&aacute;vel pelo processo de universaliza&ccedil;&atilde;o, de acordo com o conselheiro da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), Pedro Jaime Ziller de Ara&uacute;jo. A universaliza&ccedil;&atilde;o da telefonia era um o principal argumento para justificar a privatiza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o, ocorrida h&aacute; 10 anos. Para Pedro Jaime, a telefonia fixa, apesar de ter crescido em ritmo bem menor, tem contribu&iacute;do mais para que todos tenham acesso ao servi&ccedil;o telef&ocirc;nico.<\/p>\n<p>&ldquo;Universaliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o quer dizer s&oacute; ter muito telefone. Significa ter muito telefone em todo lugar. Sob esse aspecto a telefonia fixa universaliza muito mais que a m&oacute;vel. Mesmo as classes mais desfavorecidas das grandes cidades t&ecirc;m acesso a um telefone p&uacute;blico. Ningu&eacute;m hoje, em uma cidade grande, se desloca mais de 300 metros para ter acesso a um telefone p&uacute;blico. &Eacute; a norma&rdquo;, considerou o conselheiro.<\/p>\n<p>A telefonia fixa cresceu dentro da expectativa que o governo tinha em 1997. As previs&otilde;es feitas no ano da privatiza&ccedil;&atilde;o &ndash; quando existiam no Brasil 17 milh&otilde;es de telefones fixos instalados &ndash; eram de que, em 2003, haveria 40 milh&otilde;es de telefones fixos. &ldquo;Isso foi cumprido&rdquo;, destacou Pedro Jaime.<\/p>\n<p>&ldquo;Houve um crescimento muito grande da telefonia fixa nas camadas mais populares. Pagar US$ 2 mil por um telefone &eacute; uma coisa, pagar R$ 40 por m&ecirc;s &eacute; outra. As cidades est&atilde;o cobertas, mas isso n&atilde;o significa que todos os cidad&atilde;os t&ecirc;m telefone em casa, muitos n&atilde;o t&ecirc;m condi&ccedil;&otilde;es de pagar R$ 40. Tem gente que ainda prefere comer a telefonar&rdquo;, completou.<\/p>\n<p>O pa&iacute;s tinha cerca de 4,5 milh&otilde;es de celulares no ano da privatiza&ccedil;&atilde;o e em 2003, ultrapassando qualquer expectativa, o n&uacute;mero de aparelhos m&oacute;veis em funcionamento passou para 130 milh&otilde;es.<\/p>\n<p>Hoje, segundo dados da Anatel, aproximadamente 14% das resid&ecirc;ncias brasileiras s&oacute; t&ecirc;m telefone m&oacute;vel. &ldquo;&Eacute; um &iacute;ndice muito alto&rdquo;, comenta Pedro Jaime. Esse percentual localiza-se , preferencialmente, nas grandes cidades e com telefone pr&eacute;-pago. No entanto, o conselheiro alega que existem munic&iacute;pios onde o servi&ccedil;o ainda n&atilde;o est&aacute; dispon&iacute;vel. &ldquo;N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel se falar em universaliza&ccedil;&atilde;o da telefonia por meio do pr&eacute;-pago, o popular &lsquo;celular pai-de-santo&rsquo; [telefone que s&oacute; recebe liga&ccedil;&otilde;es]. Existem ainda dois mil munic&iacute;pios no Brasil que ainda n&atilde;o t&ecirc;m telefonia m&oacute;vel e s&oacute; v&atilde;o ter em 2010&rdquo;.<\/p>\n<p>Para Pedro Ziller, o valor cobrado pelo servi&ccedil;o pr&eacute;-pago, no Brasil, acaba financiando as tarifas do telefone de conta (p&oacute;s-pago). &ldquo;A tarifa pr&eacute;-paga &eacute; muito alta. Trata-se de um Hobin Hood &agrave;s avessas. V&ecirc;-se propaganda de p&oacute;s-pago na qual se paga dentro da rede, sete a oito centavos. Na mesma empresa, se paga R$ 1 pela tarifa pr&eacute;-paga. &Eacute; claro que a tarifa mais alta acaba dando condi&ccedil;&otilde;es &agrave; empresa de concorrer com o pre&ccedil;o menor no telefone de conta&rdquo;, explicou.<\/p>\n<p>Mas, por que a op&ccedil;&atilde;o de pagar mais? De acordo com Pedro Jaime, o fen&ocirc;meno do pr&eacute;-pago &eacute; tipicamente brasileiro, pois o sistema contou com um grande impulso: a exist&ecirc;ncia da liga&ccedil;&atilde;o a cobrar, que come&ccedil;ou no Brasil e hoje existe em poucos pa&iacute;ses. &ldquo;A l&oacute;gica n&atilde;o &eacute; pagar menos e sim, n&atilde;o usar telefone&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Essa caracter&iacute;stica &eacute; s&oacute; brasileira, porque o Brasil tem uma caracter&iacute;stica que os outros pa&iacute;ses n&atilde;o t&ecirc;m. N&oacute;s temos o &lsquo;a cobrar&rsquo;. Um dos grandes respons&aacute;veis pelo crescimento brasileiro do telefone pr&eacute;-pago &eacute; o fato de termos essa op&ccedil;&atilde;o. Logo ap&oacute;s as privatiza&ccedil;&otilde;es j&aacute; se implantaram as liga&ccedil;&otilde;es a cobrar na telefonia m&oacute;vel. Isso ocorreu em 1998 e 1999. Virou mesmo o &lsquo;pai-de-santo&rsquo;, s&oacute; recebe&rdquo;, destacou. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de ter registrado um surpreendente crescimento, a telefonia m&oacute;vel no Brasil n&atilde;o pode ser considerada a principal respons&aacute;vel pelo processo de universaliza&ccedil;&atilde;o, de acordo com o conselheiro da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), Pedro Jaime Ziller de Ara&uacute;jo. 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