{"id":21618,"date":"2008-08-04T19:24:57","date_gmt":"2008-08-04T19:24:57","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21618"},"modified":"2008-08-04T19:24:57","modified_gmt":"2008-08-04T19:24:57","slug":"apos-10-anos-usuario-sofre-com-tarifas-muito-altas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21618","title":{"rendered":"Ap\u00f3s 10 anos, usu\u00e1rio sofre com tarifas muito altas"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">Constru&iacute;do desde o in&iacute;cio do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, o modelo da telefonia brasileira marcado pela privatiza&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s em julho de 1998 completou 10 anos cercado de cr&iacute;ticas. No lugar do que se alegava ser um sistema estatal atrasado, incapaz de atender a demanda reprimida por expans&atilde;o deste servi&ccedil;o e melhoria tecnol&oacute;gica e infra-estrutural, os art&iacute;ficies da nova pol&iacute;tica anunciaram um novo ambiente calcado na universaliza&ccedil;&atilde;o, competi&ccedil;&atilde;o e acesso via tarifas baixas. As promessas, no entanto, n&atilde;o se concretizaram e est&atilde;o longe de se tornar realidade, sendo uma heran&ccedil;a cujo entendimento se faz crucial no momento em que se discute uma nova reorganiza&ccedil;&atilde;o do setor.<\/p>\n<p>J&aacute; na sua posse, em janeiro de 1995, o primeiro ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es de FHC, S&eacute;rgio Motta, exp&ocirc;s a disposi&ccedil;&atilde;o de mudar o modelo de telecomunica&ccedil;&otilde;es do pa&iacute;s. Em fevereiro daquele ano, dentro de um pacote de reformas, foi enviada ao Congresso a Proposta de Emenda Constitucional que viabilizou legalmente a explora&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&atilde;o por empresas privadas. Em 1997, foi aprovada a Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (9.472), que estabeleceu o novo ordenamento legal da &aacute;rea, criou a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es e autorizou o Poder Executivo a privatizar a Telebr&aacute;s.<\/p>\n<p>Em 29 de julho de 1998,o governo realizou o leil&atilde;o da estatal vendendo sua estrutura e o direito de explora&ccedil;&atilde;o em uma divis&atilde;o que compreendia quatro &aacute;reas. A primeira compreendia parte do Sudeste (Rio de Janeiro, Esp&iacute;rito Santo e Minas Gerais), todo o Nordeste e uma parte do Norte (Par&aacute;, Amap&aacute;, Amazonas e Roraima) e foi vencida pelo grupo Telemar. A segunda abrangia as regi&otilde;es Sul, Centro-Oeste e a parte restante da Norte (Tocantins, Rond&ocirc;nia e Acre) e foi obtida pelo grupo que hoje est&aacute; &agrave; frente da operadora Brasil Telecom, formado sobretudo por fundos de pens&atilde;o. A terceira estava limitada ao estado de S&atilde;o Paulo e foi ganha pelo grupo espanhol Telef&oacute;nica em associa&ccedil;&atilde;o com a empresa Portugal Telecom. As pequenas operadoras Sercomtel e CTBC continuaram podendo explorar o servi&ccedil;o nos munic&iacute;pios que j&aacute; atendiam, em regi&otilde;es no interior do Paran&aacute; e de S&atilde;o Paulo. A quarta &aacute;rea era o territ&oacute;rio nacional para presta&ccedil;&atilde;o de chamadas de longa dist&acirc;ncia e ficou com a Embratel, que passou a ser controlada pelo grupo estadunidense MCI.<\/p>\n<p>Com a separa&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas diferentes, criaram-se monop&oacute;lios regionais, &agrave; exemplo da op&ccedil;&atilde;o adotada nos Estados Unidos. &ldquo;S&oacute; que a posi&ccedil;&atilde;o dos EUA no sistema global das telecomunica&ccedil;&otilde;es era e continua sendo &uacute;nica e hegem&ocirc;nica e a do Brasli era e &eacute; extremamente subordinada neste processo&rdquo;, compara o professor da Universidade de Bras&iacute;lia C&eacute;sar Bola&ntilde;o. A competi&ccedil;&atilde;o viria ent&atilde;o de duas formas: a autoriza&ccedil;&atilde;o para atua&ccedil;&atilde;o de empresas na mesma &aacute;rea das concession&aacute;rias (empresas-espelho) e a libera&ccedil;&atilde;o, a partir de 2002, da possibilidade de uma concession&aacute;ria atuar na &aacute;rea das demais.<\/p>\n<p>O leil&atilde;o das empresas-espelho teve poucos interessados, resultando apenas na entrada da Intelig na &aacute;rea das liga&ccedil;&otilde;es de longa dist&acirc;ncia para concorrer com a Embratel e com venda da opera&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o II (Sul, Centro-Oeste e parte do Norte) para a GVT. Segundo Luiz Cuza, da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Prestadoras de Servi&ccedil;os de Telecomunica&ccedil;&otilde;es Competitivas (Telcomp), o principal limite &agrave; expans&atilde;o das espelhos foi a dificuldade de competir com as concession&aacute;rias seja com infra-estrutura pr&oacute;pria, cujos custos iniviabilizariam o neg&oacute;cio, seja na rede das concorrentes, o que tamb&eacute;m veio a se tornar algo muito dif&iacute;cil pela falta de portabilidade num&eacute;rica e desagrega&ccedil;&atilde;o de rede (unbundling). A &uacute;nica op&ccedil;&atilde;o destas operadoras foi a disputa do mercado corporativo em &aacute;reas rent&aacute;veis, alternativa que vem sendo bem explorada pela GVT.<\/p>\n<p>J&aacute; a expectativa de que as concession&aacute;rias entrassem na &aacute;rea umas das outras n&atilde;o se concretizou. &ldquo;Nosso estudo reconhece que os interesses financeiros de concession&aacute;rias levam a um tipo de acordo que prev&ecirc; que uma empresa n&atilde;o entra em &aacute;rea de outras para manter pre&ccedil;os altos e n&atilde;o ter concorr&ecirc;ncia em sua &aacute;rea. &Eacute; muito melhor ficar com mercado elevado na sua regi&atilde;o do que entrar em outro mercado&rdquo;, argumenta Cuza mencionando estudo que a Telcomp recentemente divulgou sobre a competiti&ccedil;&atilde;o no setor. <\/p>\n<p>Para o professor C&eacute;sar Bola&ntilde;o, este comportamento &eacute; pr&oacute;prio do funcionamento econ&ocirc;mico da &aacute;rea de telefonia. &ldquo;Se tem um monop&oacute;lio em uma regi&atilde;o e outro na outra, &eacute; muito mais f&aacute;cil que haja acordo do que concorr&ecirc;ncia&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>Contra as acusa&ccedil;&otilde;es de carteliza&ccedil;&atilde;o, as concession&aacute;rias respondem com o argumento de que a concorr&ecirc;ncia dever ser compreendida no conjunto do setor, e n&atilde;o em uma &aacute;rea espec&iacute;fica. &ldquo;N&atilde;o houve concorr&ecirc;ncia dentro de telefonia fixa, mas no servi&ccedil;o de voz sim&rdquo;, afirma Luiz Fernando Pauletti, da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Concession&aacute;rias de Servi&ccedil;o de Telefonia Fixa Comunitado (Abrafix). Na categoria &ldquo;servi&ccedil;o de voz&rdquo;, est&atilde;o somadas todas as formas de comunica&ccedil;&atilde;o por voz, como a telefonia celular e sobre plataformas IP (ou Voip), al&eacute;m do pr&oacute;prio servi&ccedil;o tradicional.<\/p>\n<p>Ainda segundo as concession&aacute;rias, a falta de competi&ccedil;&atilde;o se deve &agrave; aus&ecirc;ncia de competidores. Dados da Abrafix apontam que em 94% dos munic&iacute;pios brasileiros s&oacute; h&aacute; uma operadora de telefonia fixa atuando. Os 6% onde h&aacute; algum tipo de concorr&ecirc;ncia, no entanto, representam 53% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira e 58% do PIB nacional. Ou seja, seguindo esta l&oacute;gica, mais do que um problema, a presen&ccedil;a de apenas um operador seria algo positivo, pois estas empresas estariam cumprindo a obriga&ccedil;&atilde;o de atuar em &aacute;reas n&atilde;o-rent&aacute;veis. <\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o de Roberto Pfeiffer, do Procon de S&atilde;o Paulo, a presen&ccedil;a de apenas um operador prejudica o cidad&atilde;o. &ldquo;A concentra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica conduz a possibilidades mais sistem&aacute;ticas de desrespeito, uma vez que consumidor n&atilde;o tem possibilidade de trocar de fornecedor&rdquo;, alerta.<\/p>\n<p><strong>Pre&ccedil;os nada modestos<\/strong><\/p>\n<p>O &ldquo;acordo t&aacute;cito&rdquo; que mant&eacute;m cada concession&aacute;ria em sua &aacute;rea original repercute tamb&eacute;m no pre&ccedil;o do servi&ccedil;o ao cidad&atilde;o. &ldquo;N&atilde;o h&aacute; competi&ccedil;&atilde;o na telefonia fixa e &eacute; o cidad&atilde;o que paga caro por isso&rdquo;, diz Jos&eacute; Zunga, do Instituto Observat&oacute;rio Social das Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Iost). <\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o da pesquisadora Sayonara Leal, do Laborat&oacute;rio de Pol&iacute;ticas de Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade de Bras&iacute;lia (Lapcom), a extin&ccedil;&atilde;o da l&oacute;gica tarif&aacute;ria existente na Telebr&aacute;s, baseada no subs&iacute;dio cruzado foi um fator do encarecimento excessivo das chamadas locais. O subs&iacute;dio cruzado consistia em praticar uma diferen&ccedil;a tarif&aacute;ria que permitia que os gastos do grande usu&aacute;rio sustentasse parte dos custos do pequeno. &ldquo;Talvez essa seja uma explica&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel para o extraordin&aacute;rio n&uacute;mero de telefones celulares no pa&iacute;s. O telefone pessoal e a cart&atilde;o mostra-se mais prop&iacute;cio para controlar os gastos com as chamadas telef&ocirc;nicas&rdquo;, sugere.<\/p>\n<p>Uma das raz&otilde;es para o aumento do pre&ccedil;o ao usu&aacute;rio do servi&ccedil;o de telefonia fixa foi o acr&eacute;scimo do valor da assinatura b&aacute;sica. Segundo relat&oacute;rio do ex-ouvidor da Anatel, Arist&oacute;teles dos Santos, o custo desta taxa saiu de R$ 13 para mais de R$ 40 nos &uacute;ltimos 10 anos. Isso representou um aumento de 207,69%, enquanto a infla&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo foi de 83%. <\/p>\n<p>&ldquo;A tarifa de telefonia p&uacute;blica subiu acima da m&eacute;dia&rdquo;, avalia Ricardo Sanches, integrante do Conselho Consultivo da Anatel representando pequenos provedores de Internet. Na &uacute;ltima reuni&atilde;o do Conselho, o representante do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, Igor Vilas-Boas, tamb&eacute;m criticou os altos pre&ccedil;os pagos pelo servi&ccedil;o de telefonia.<\/p>\n<p>Jos&eacute; Zunga acrescenta que, se a aus&ecirc;ncia de competi&ccedil;&atilde;o &eacute; um fator gerador de altas tarifas, a exist&ecirc;ncia de concorr&ecirc;ncia n&atilde;o necessariamente sana este problema. &ldquo;O Iost fez uma pesquisa e observamos que, no m&ecirc;s de abril, h&aacute; 7 mil casos de pre&ccedil;os diferenciados e isso n&atilde;o repercutiu em redu&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os para o usu&aacute;rio.&rdquo; A opini&atilde;o de Zunga &eacute; confirmada pelos dados: atualmente o Brasil tem a quarta tarifa mais cara do mundo no servi&ccedil;o de telefonia celular.<\/p>\n<p><strong>Universaliza&ccedil;&atilde;o da oferta, n&atilde;o do acesso<\/strong><\/p>\n<p>O alto custo para se ter um telefone fixo em casa repercute na terceira promessa da privatiza&ccedil;&atilde;o: a universaliza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o. Houve um acr&eacute;scimo importante no n&uacute;mero de pontos de acesso &agrave; telefonia fixa, saindo de 17 milh&otilde;es na &eacute;poca da privatiza&ccedil;&atilde;o para 39,3 milh&otilde;es hoje. No entanto, o cumprimento das obriga&ccedil;&otilde;es de universalizar o acesso ao servi&ccedil;o s&atilde;o duramente contestados.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o podemos dizer que, no Brasil, todos s&atilde;o contemplados pelos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de telecomunica&ccedil;&otilde;es&rdquo;, diz Sayonara Leal. As concession&aacute;rias alegam ter atingido a universaliza&ccedil;&atilde;o da oferta, argumentando que hoje os servi&ccedil;os telef&ocirc;nicos est&atilde;o nos 5.565 munic&iacute;pios do pa&iacute;s. &ldquo;As empresas privadas fizeram o que Estado deveria ter feito e n&atilde;o fez. A universaliza&ccedil;&atilde;o foi feita com sucesso&rdquo;, rebate Pauletti, da Abrafix.<\/p>\n<p>A advogada Fl&aacute;via Lef&eacute;vre, da Pro Teste &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Defesa do Consumidor, questiona a posi&ccedil;&atilde;o das concession&aacute;rias. &ldquo;Podemos ignorar o fato de que o Brasil tem, em m&eacute;dia, 38 telefones fixos para cada 100 habitantes e que h&aacute; estados, como o Maranh&atilde;o, em que n&atilde;o chegamos a 8 telefones por 100 habitantes?&rdquo;, indaga. Ela tamb&eacute;m problematiza o argumento de que a telefonia celular estaria cumprindo a fun&ccedil;&atilde;o de universaliza&ccedil;&atilde;o, uma vez que mais de 80% dos acessos m&oacute;veis s&atilde;o pr&eacute;-pagos, servindo apenas para receber chamadas. &ldquo;Em tr&aacute;fego de voz, s&oacute; ganhamos do Marrocos&rdquo;, lamenta.<\/p>\n<p>Para o Instituto Braslieiro de Defesa do Consumidor (Idec), a presen&ccedil;a de esta&ccedil;&otilde;es telef&ocirc;nicas em todos os munic&iacute;pios do pa&iacute;s n&atilde;o pode ser considerada como cumprimento da meta de universaliza&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Acreditamos e defendemos que o acesso efetivo s&oacute; ser&aacute; realmente universal quando todo e qualquer brasileiro n&atilde;o enfrentar obst&aacute;culos de acesso ao servi&ccedil;o p&uacute;blico, como as altas tarifas praticadas pelas concession&aacute;rias&rdquo;, defendeu a organiza&ccedil;&atilde;o em recente carta ao presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg.<\/p>\n<p>O debate se assemelha ao exemplo das diferentes perspectivas em rela&ccedil;&atilde;o ao copo pela metade: enquanto as operadoras consideram a simples oferta de servi&ccedil;o, mesmo que monopolista, em 94% dos munic&iacute;pios do pa&iacute;s quase como um &ldquo;favor&rdquo;, entidades da sociedade civil e pesquisadores olham o recipiente meio vazio e com grandes obst&aacute;culos ao seu preenchimento. Enquanto o telefone fixo for um artigo caro e inacess&iacute;vel ao cidad&atilde;o, n&atilde;o far&aacute; sentido falar em &ecirc;xitos da privatiza&ccedil;&atilde;o sob a &oacute;tica do cidad&atilde;o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Expans\u00e3o da infra-estrutura n\u00e3o garantiu universaliza\u00e7\u00e3o; tr\u00e1fego de voz no Brasil s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 menor do que o do Marrocos por conta das tarifas cobradas pelos monop\u00f3lios regionais criados com o fatiamento da estatal.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[829],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21618"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21618"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21618\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21618"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21618"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21618"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}