{"id":21590,"date":"2008-07-30T16:57:34","date_gmt":"2008-07-30T16:57:34","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21590"},"modified":"2008-07-30T16:57:34","modified_gmt":"2008-07-30T16:57:34","slug":"tv-digital-a-democracia-em-compasso-de-espera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21590","title":{"rendered":"TV digital: A democracia em compasso de espera"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">O governo federal precisa definir de uma vez por todas duas pol&iacute;ticas sobre a TV digital que permanecem no limbo de suas a&ccedil;&otilde;es. Mais de dois anos depois da edi&ccedil;&atilde;o do decreto n&ordm; 5.820, que instituiu o Sistema Brasileiro de Televis&atilde;o Digital Terrestre (SBTVD-T), e quase nove meses do in&iacute;cio das transmiss&otilde;es digitais em S&atilde;o Paulo, ainda n&atilde;o existe uma decis&atilde;o sobre como ser&atilde;o implementados e geridos os canais da Uni&atilde;o, nem como as emissoras j&aacute; existentes poder&atilde;o explorar a modalidade de multiprograma&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Em ambos os casos, os benef&iacute;cios seriam voltados principalmente para o chamado campo p&uacute;blico da comunica&ccedil;&atilde;o social eletr&ocirc;nica, atingindo comunidades, poderes municipais e estaduais, universidades e parte da sociedade que historicamente &eacute; exclu&iacute;da das redes de comunica&ccedil;&atilde;o de abrang&ecirc;ncia nacional. Assim como est&aacute; ocorrendo com a interatividade, a impress&atilde;o que se tem de fora &eacute; que essas demandas podem e devem esperar. Curioso &eacute; o fato de que as duas decis&otilde;es represadas n&atilde;o interessam &agrave;s redes privadas de televis&atilde;o. As mesmas que tiveram seu pleito atendido de forma plena quando da escolha do padr&atilde;o de modula&ccedil;&atilde;o criado no Jap&atilde;o e da op&ccedil;&atilde;o pela alta defini&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Transi&ccedil;&atilde;o digital<\/strong><\/p>\n<p>Vejamos o que diz o decreto. O artigo 13 criou quatro canais a serem explorados pela Uni&atilde;o. Todos t&ecirc;m destino e uso definido por seus nomes: Poder Executivo, Educa&ccedil;&atilde;o, Cultura e Cidadania: <\/p>\n<p>&quot;I &ndash; Canal do Poder Executivo: para transmiss&atilde;o de atos, trabalhos, projetos, sess&otilde;es e eventos do Poder Executivo; <\/p>\n<p>II &ndash; Canal de Educa&ccedil;&atilde;o: para transmiss&atilde;o destinada ao desenvolvimento e aprimoramento, entre outros, do ensino &agrave; dist&acirc;ncia de alunos e capacita&ccedil;&atilde;o de professores; <\/p>\n<p>III &ndash; Canal de Cultura: para transmiss&atilde;o destinada a produ&ccedil;&otilde;es culturais e programas regionais; <\/p>\n<p>IV &ndash; Canal de Cidadania: para transmiss&atilde;o de programa&ccedil;&otilde;es das comunidades locais, bem como para divulga&ccedil;&atilde;o de atos, trabalhos, projetos, sess&otilde;es e eventos dos poderes p&uacute;blicos federal, estadual e municipal.&quot;<\/p>\n<p>No artigo 12, est&aacute; posto que existir&atilde;o &quot;pelo menos quatro canais digitais de radiofreq&uuml;&ecirc;ncia com largura de banda de seis megahertz cada para a explora&ccedil;&atilde;o direta pela Uni&atilde;o Federal&quot;. Apesar de ser ponto pac&iacute;fico na doutrina jur&iacute;dica que &agrave; Uni&atilde;o correspondem as atribui&ccedil;&otilde;es do governo federal, isso n&atilde;o elimina o conceito mais amplo previsto na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988. Em seu artigo primeiro, o texto deixa claro que a Rep&uacute;blica Federativa do Brasil &eacute; formada pela uni&atilde;o indissol&uacute;vel de Estados, Munic&iacute;pios e Distrito Federal.<\/p>\n<p>Interpretando tais dispositivos, agentes do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es entendem que os canais pertencem &agrave; Uni&atilde;o (leia-se Poder Executivo Federal) e por ela ser&atilde;o explorados. Est&atilde;o corretos do ponto de vista legal, por&eacute;m se equivocam na pol&iacute;tica. Ainda pela interpreta&ccedil;&atilde;o desses gestores p&uacute;blicos, caber&aacute; &agrave;s comunidades e aos poderes p&uacute;blicos municipais acomodarem-se no amorfo Canal da Cidadania. O que os mesmos esquecem &eacute; que a uni&atilde;o citada pela Carta Magna &eacute; constitu&iacute;da por tr&ecirc;s poderes, cada um com sua fun&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. E uma pol&iacute;tica p&uacute;blica nacional como a que vem sendo gestada por tanto tempo pelo governo federal deveria levar em conta n&atilde;o apenas esses entes como aqueles situados nos Estados e Munic&iacute;pios.<\/p>\n<p>O sil&ecirc;ncio e a indefini&ccedil;&atilde;o do Executivo federal sobre a regulamenta&ccedil;&atilde;o dos canais da Uni&atilde;o levou os demais poderes da Rep&uacute;blica a uma verdadeira corrida ao Oeste em busca do ouro de tolo. Cada institui&ccedil;&atilde;o quer ser &quot;dono&quot; do seu canal, reproduzindo a l&oacute;gica de redes verticais que impera no setor privado. Assim, a C&acirc;mara dos Deputados tem seu projeto isolado e quer lan&ccedil;ar canais em mais de 200 munic&iacute;pios e o Senado corre em faixa pr&oacute;pria garantindo seus canais nas capitais sem tomar conhecimento (como sempre) que a federa&ccedil;&atilde;o &eacute; bem maior que a c&uacute;pula c&ocirc;ncava do Congresso Nacional. <\/p>\n<p>Projeto semelhante tem a Justi&ccedil;a, com recursos e autonomia que lhe permitem construir uma rede pr&oacute;pria. No MEC, o Canal da Educa&ccedil;&atilde;o est&aacute; em fase de constitui&ccedil;&atilde;o. Enquanto isso, os poderes p&uacute;blicos estaduais e municipais, bem como televis&otilde;es educativas e universit&aacute;rias, n&atilde;o sabem como (ou se) far&atilde;o a onerosa e complexa transi&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o anal&oacute;gica para a digital. Pior do que isso, n&atilde;o se sabe qual ser&aacute; a inser&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do regional nessas estruturas federais. No discurso, a inten&ccedil;&atilde;o e a vontade de compartilhamento &eacute; manifesta. Os encaminhamentos &eacute; que n&atilde;o d&atilde;o sinais disso.<\/p>\n<p><strong>Um modelo poss&iacute;vel<\/strong><\/p>\n<p>A alta administra&ccedil;&atilde;o federal faz essa escolha formalista justamente no momento em que teria a chance de ir al&eacute;m. Seria importante resistir ao primeiro impulso e pensar numa arquitetura um pouco mais democr&aacute;tica e moderna. Em um modelo discutido desde abril no Rio Grande do Sul, est&aacute; sendo pensada uma forma em que todos os quatro canais previstos no decreto, mais aquele consignado para a atual TV educativa estadual, seriam usados a fim de se criar um Sistema Estadual de Comunica&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica. Contando com cinco canais de 6 MHz, seria poss&iacute;vel colocar at&eacute; dez programa&ccedil;&otilde;es em alta defini&ccedil;&atilde;o no ar (usando compress&atilde;o no formato MPEG-4), o que incluiria os entes federais, estaduais e municipais, al&eacute;m de emissoras universit&aacute;rias e comunit&aacute;rias.<\/p>\n<p>Dentro desta configura&ccedil;&atilde;o, nenhum seria prejudicado na veicula&ccedil;&atilde;o da &iacute;ntegra de sua programa&ccedil;&atilde;o. Haveria espa&ccedil;o para acomodar o canal do Executivo federal com os municipais (um canal de 6 Mhz com duas programa&ccedil;&otilde;es em HDTV), o canal de Educa&ccedil;&atilde;o com o MEC, universidades e secretarias de educa&ccedil;&atilde;o, o canal de Cultura com o MinC, secretarias da cultura e produtores independentes, e o canal da Cidadania com canais comunit&aacute;rios e demais entidades do Terceiro Setor. <\/p>\n<p>Por fim, o canal das TVs educativas estaduais seriam compartilhado com assembl&eacute;ias legislativas nas capitais ou c&acirc;maras municipais, no interior. Caso fossem incorporados os canais da C&acirc;mara dos Deputados e do Senado, um arranjo ainda mais inclusivo poderia ser pensado. Haveria espa&ccedil;o tamb&eacute;m para o transporte de aplica&ccedil;&otilde;es de governo eletr&ocirc;nico e de ensino a dist&acirc;ncia &ndash; como querem as universidades e o pr&oacute;prio governo federal.<\/p>\n<p>Como est&aacute; posto, pode-se interpretar o decreto de forma que os canais da Uni&atilde;o, em uma Rep&uacute;blica Federativa, sejam compartilhados por todos os entes p&uacute;blicos que a formam e n&atilde;o &quot;perten&ccedil;am&quot; &agrave;s inst&acirc;ncias federais. Dessa forma, haveria uma altera&ccedil;&atilde;o importante no paradigma que sempre prevaleceu nas cadeias privado-comerciais. Ao inv&eacute;s de uma cabe&ccedil;a-de-rede centralizada no eixo Rio-S&atilde;o Paulo ou em Bras&iacute;lia, abrindo pequenas janelas regionais em hor&aacute;rios pouco atraentes, a rede se constituiria de baixo para cima, da periferia para o centro. &Eacute; poss&iacute;vel pensar em uma rede nacional de TVs p&uacute;blicas descentralizada e horizontal, com a maior parte da programa&ccedil;&atilde;o gerada nas localidades e com determinados hor&aacute;rios reservados &agrave; transmiss&atilde;o em rede. Como se sabe, o que acontece atualmente no campo privado &eacute; justamente o contr&aacute;rio.<\/p>\n<p>Outra diferen&ccedil;a para o modelo que est&aacute; sendo pensado pelo governo federal &eacute; que as concess&otilde;es seriam outorgadas a este pool de institui&ccedil;&otilde;es locais (aglutinadas em uma terceira entidade p&uacute;blica de direito privado), e n&atilde;o a um &uacute;nico ente federal. Tudo gerido por um conselho com representantes dos associados. Dilui&ccedil;&atilde;o de poder e tamb&eacute;m de despesas. Os gastos para o or&ccedil;amento federal poderiam cair muito e as responsabilidades na manuten&ccedil;&atilde;o de todo o sistema, tamb&eacute;m. <\/p>\n<p>Em vez de mais de 500 milh&otilde;es de reais multiplicados por dois ou tr&ecirc;s (se pensarmos em ter o canal do Executivo em 200 cidades, bem como a rede legislativa e a TV Senado separadamente) e bancados por uma ou duas fontes apenas, a despesa poderia ser pulverizada entre os interessados. De outra maneira, num momento ou noutro, todos os atores alijados do processo gastariam outros tantos milh&otilde;es de reais constituindo redes paralelas para colocar sua programa&ccedil;&atilde;o em sinal aberto. Desperd&iacute;cio de recursos e de esfor&ccedil;os.<\/p>\n<p><strong>Tiro no p&eacute;<\/strong><\/p>\n<p>Ignorar essa arquitetura futura pode ser um erro n&atilde;o apenas no sentido econ&ocirc;mico. Politicamente, ser&aacute; muito dif&iacute;cil para os poderes federais tentarem se impor Brasil afora utilizando as institui&ccedil;&otilde;es locais apenas como ponte. Isso poder&aacute; ocorrer nos estados mais carentes de recursos para implantarem a digitaliza&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o se sabe at&eacute; onde ser&aacute; poss&iacute;vel convencer estados onde j&aacute; existe uma produ&ccedil;&atilde;o regional mais forte. Esta &eacute; a dificuldade, por exemplo, que a TV Brasil est&aacute; enfrentando para compor a sua rede. <\/p>\n<p>Centralizada, a expans&atilde;o se d&aacute; de uma forma muito mais lenta porque depende de decis&otilde;es e or&ccedil;amentos concentrados em Bras&iacute;lia. Sem falar que pode ser facilmente descontinuada com a troca de governo. Coletivamente, seria muito mais funcional instalar toda essa estrutura usando o interesse local e retirando essas institui&ccedil;&otilde;es do papel de coadjuvantes ao se compartilhar responsabilidades e benef&iacute;cios. A facilidade em arregimentar adeptos foi sentida agora, ao ser fechado muito rapidamente um pleito suprapartid&aacute;rio ao or&ccedil;amento federal de 3 milh&otilde;es de reais para as aquisi&ccedil;&otilde;es do sistema compartilhado de transmiss&atilde;o digital da TVE-RS.<\/p>\n<p>Portanto, n&atilde;o se trata aqui de apenas pensar um operador de rede, com torre compartilhada, nos moldes europeu ou japon&ecirc;s. A provoca&ccedil;&atilde;o &eacute; alterar a cultura que hegemoniza a &aacute;rea das comunica&ccedil;&otilde;es no Brasil. Do contr&aacute;rio, o Estado e o campo p&uacute;blico estar&atilde;o apenas emulando o modelo de neg&oacute;cios da m&iacute;dia privada. Neste, os afiliados aderem sem questionar porque participam da receita da rede, sem falar de outros ganhos como poder e credibilidade. A l&oacute;gica n&atilde;o funciona da mesma forma para o campo p&uacute;blico porque geralmente n&atilde;o existem contrapartidas financeiras. Por isso, at&eacute; hoje n&atilde;o foi poss&iacute;vel manter uma rede nacional de TV com esse car&aacute;ter. Ou seja, o apelo precisa ser alterado.<\/p>\n<p><strong>Para os inimigos, a multiprograma&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>No caso da multiprograma&ccedil;&atilde;o, o descaso do governo vem adicionado de um sofisma perverso. O Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o expede a norma e agora diz na imprensa que punir&aacute; aqueles concession&aacute;rios que explorarem a modalidade de multiprograma&ccedil;&atilde;o, coisa que declaradamente s&oacute; interessa &agrave;s emissoras educativas e universit&aacute;rias. A TV Cultura de S&atilde;o Paulo foi uma das primeiras a manifestar esta inten&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Voltemos ao decreto. Em nenhum de seus 15 artigos est&aacute; expresso que a multiprograma&ccedil;&atilde;o depender&aacute; de norma posterior para ser implementada. O texto inclusive j&aacute; prev&ecirc; a transmiss&atilde;o em defini&ccedil;&atilde;o padr&atilde;o, o que viabiliza a multiprograma&ccedil;&atilde;o. Logo, as emissoras que &quot;praticarem&quot; multiprograma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o podem ser punidas por algo que n&atilde;o possui previs&atilde;o legal e, inclusive, &eacute; incentivado pelo decreto. Num cen&aacute;rio kafkiano, se praticarem a defini&ccedil;&atilde;o padr&atilde;o sem multiprograma&ccedil;&atilde;o poder&atilde;o ser acusadas de estarem subutilizando o espectro.<\/p>\n<p>O argumento do governo &eacute; que as emissoras poder&atilde;o usar o espa&ccedil;o proporcionado pela compress&atilde;o para sublocar a outros exploradores. Se estivesse preocupado com a legalidade neste tipo de negocia&ccedil;&atilde;o, o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es deveria colocar sob suspeita tamb&eacute;m todas as emissoras comerciais que veiculam publicidade al&eacute;m dos limites legais ou que funcionam em conglomerados acima dos limites de propriedade. Ou simplesmente n&atilde;o assinar os contratos de consigna&ccedil;&atilde;o dos canais digitais com emissoras irregulares. <\/p>\n<p>Como acontece com a pol&iacute;tica p&uacute;blica para as r&aacute;dios comunit&aacute;rias, parece claro que a democracia deve esperar enquanto o mercado tem copa franca. Servi&ccedil;os de datacasting e outros j&aacute; ofertados n&atilde;o careceriam igualmente de regulamenta&ccedil;&atilde;o, uma vez que abrem margem para diversas formas de explora&ccedil;&atilde;o comercial n&atilde;o previstas pelo marco legal? Atualmente, as emissoras transmitem para dispositivos celulares usando a modalidade de 1-SEG. H&aacute; previs&atilde;o legal para o mesmo? Sobre isso, sil&ecirc;ncio, enquanto as ab&oacute;boras se acomodam.<\/p>\n<p>Ningu&eacute;m &eacute; ing&ecirc;nuo em achar que o modelo proposto no Rio Grande do Sul &eacute; de f&aacute;cil implementa&ccedil;&atilde;o ou manuten&ccedil;&atilde;o. Seu sucesso vai sempre depender do consenso e da vontade pol&iacute;tica das institui&ccedil;&otilde;es que participarem do pool. Mas se &oacute;rg&atilde;os regionais e locais sempre confiaram na Uni&atilde;o para administrar determinados interesses, por que desta vez n&atilde;o poderia se dar o contr&aacute;rio? <\/p>\n<p>Por uma quest&atilde;o de coer&ecirc;ncia com seu hist&oacute;rico de lutas pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, o partido que est&aacute; governo precisa ter em mente que seus formuladores de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas nem sempre agem de forma p&uacute;blica. Neste caso, a protela&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o parece ter benefici&aacute;rio certo. Por uma quest&atilde;o de accountability, seria importante abrir uma consulta p&uacute;blica para que os demais entes da Uni&atilde;o possam dizer o que esperam da regulamenta&ccedil;&atilde;o desses canais. E, mais do que tudo, por uma quest&atilde;o de estabilidade jur&iacute;dica &eacute; preciso parar de amea&ccedil;ar a democracia com a m&atilde;o pesada do Estado acionada apenas para um lado da balan&ccedil;a.<\/p>\n<p><em>* James G&ouml;rgen &eacute; jornalista,&nbsp;vice-presidente do Conselho Deliberativo da Funda&ccedil;&atilde;o Cultural Piratini &ndash; R&aacute;dio e Televis&atilde;o, mantenedora da TVE-RS e da r&aacute;dio FM Cultura.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo federal precisa definir de uma vez por todas duas pol&iacute;ticas sobre a TV digital que permanecem no limbo de suas a&ccedil;&otilde;es. 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