{"id":21585,"date":"2008-07-29T11:22:40","date_gmt":"2008-07-29T11:22:40","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21585"},"modified":"2008-07-29T11:22:40","modified_gmt":"2008-07-29T11:22:40","slug":"telefonia-fixa-dobra-e-celulares-multiplicam-se-18-vezes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21585","title":{"rendered":"Telefonia fixa dobra e celulares multiplicam-se 18 vezes"},"content":{"rendered":"<p>Em dez anos, o celular passou de artigo de luxo para o meio de comunica&ccedil;&atilde;o mais popular no Pa&iacute;s. Quando o Sistema Telebr&aacute;s foi privatizado, em 29 de julho de 1998, n&atilde;o existia acesso de banda larga &agrave; internet e havia fila para conseguir o telefone fixo. De l&aacute; para c&aacute;, muita coisa mudou. O n&uacute;mero de telefones fixos em opera&ccedil;&atilde;o no Pa&iacute;s passou de 20 milh&otilde;es, em 1998, para 39,4 milh&otilde;es. Os assinantes de celulares eram 7,4 milh&otilde;es naquele ano e chegaram a 133,2 milh&otilde;es no ano passado. O total de acessos de banda larga alcan&ccedil;ou 8,3 milh&otilde;es.<a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/estadaodehoje\/20080729\/not_imp213505,0.php\" target=\"_blank\"><\/a><\/p>\n<p>Dobrou a participa&ccedil;&atilde;o das telecomunica&ccedil;&otilde;es no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, passando de 3,2% em 1998 para 6,2% no ano passado. De 1998 a 2007, as empresas do setor investiram R$ 140,9 bilh&otilde;es, sem contar o pagamento de licen&ccedil;as e o que foi gasto na privatiza&ccedil;&atilde;o. Uma m&eacute;dia de R$ 14 bilh&otilde;es por ano. No per&iacute;odo de 1994 a 1997, o investimento m&eacute;dio anual do setor tinha sido de R$ 5,6 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>O mercado se desenvolveu muito desde a privatiza&ccedil;&atilde;o, mas existem problemas importantes que ainda precisam ser atacados. A competi&ccedil;&atilde;o na telefonia fixa n&atilde;o ocorreu. O modelo criado h&aacute; dez anos n&atilde;o tinha uma solu&ccedil;&atilde;o para a telefonia rural. Segundo dados da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), somente 43,1% dos munic&iacute;pios t&ecirc;m servi&ccedil;o de banda larga. O atendimento das operadoras de telecomunica&ccedil;&otilde;es &eacute; ruim, fazendo com que as empresas do setor liderem as listas de reclama&ccedil;&otilde;es nas entidades de defesa do consumidor.<\/p>\n<p>O setor acaba de come&ccedil;ar um novo ciclo de investimentos. Manzar Feres, principal executiva de Telecomunica&ccedil;&otilde;es da IBM para Am&eacute;rica Latina, destacou que as empresas est&atilde;o construindo redes celulares de terceira gera&ccedil;&atilde;o (3G) e redes abertas, baseadas na tecnologia da internet, para distribuir conte&uacute;do mais facilmente. &quot;Desde o ano passado, as empresas come&ccedil;am a investir em novas redes&quot;, explicou a consultora. &quot;A converg&ecirc;ncia entre telecomunica&ccedil;&otilde;es e m&iacute;dia &eacute; uma realidade.&quot;<\/p>\n<p><strong>Planejamento<\/strong><\/p>\n<p>Para Renato Navarro Guerreiro, ex-presidente da Anatel, a privatiza&ccedil;&atilde;o produziu resultados mais positivos do que aqueles previstos em 1998. &quot;Acho que tem mais vit&oacute;rias do que a gente poderia imaginar que haveria&quot;, disse Guerreiro, que fez parte da equipe do ex-ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es S&eacute;rgio Motta, que definiu o modelo de privatiza&ccedil;&atilde;o. &quot;&Eacute; um caso de sucesso, com resultados s&oacute;lidos.&quot;<\/p>\n<p>Ele destacou que, em 1998, foi feito um planejamento para orientar as a&ccedil;&otilde;es futuras de governo na &aacute;rea de telecomunica&ccedil;&otilde;es. &quot;Hoje, o setor est&aacute; muito inseguro, exatamente porque falta um desenho de um cen&aacute;rio futuro. Parece que a Anatel come&ccedil;a a fazer um esbo&ccedil;o desse trabalho, embora essa seja uma responsabilidade de quem formula e estabelece a pol&iacute;tica, que &eacute; o Poder Executivo&quot;, afirmou Guerreiro, hoje consultor.<\/p>\n<p>Segundo ele, apesar de a sociedade ter sido a &quot;grande benefici&aacute;ria&quot; da privatiza&ccedil;&atilde;o, o Brasil est&aacute; atrasado no uso dessa infra-estrutura em benef&iacute;cio do cidad&atilde;o. Ele defende que o Estado crie servi&ccedil;os para facilitar a vida do brasileiro, como marca&ccedil;&atilde;o de consultas e matr&iacute;cula em escolas, por exemplo. &quot;Se voc&ecirc; pode oferecer isso ao cidad&atilde;o por meio de uma liga&ccedil;&atilde;o telef&ocirc;nica ou da internet, esse custo do servi&ccedil;o de telecomunica&ccedil;&otilde;es passa a ser absolutamente insignificante diante economia que o cidad&atilde;o faz&quot;, pondera. <\/p>\n<p><strong>Revis&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Para Juarez Quadros, ex-ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, o surgimento da banda larga (que n&atilde;o existia em 1998) exige a defini&ccedil;&atilde;o de novos objetivos estrat&eacute;gicos para o setor e uma revis&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o. &quot;A regula&ccedil;&atilde;o brasileira &eacute; divergente e a tecnologia &eacute; convergente&quot;, apontou Quadros.&quot; &Eacute; preciso fazer uma revis&atilde;o do marco regulat&oacute;rio, para que a converg&ecirc;ncia possa realmente acontecer. Isso &eacute; o grande desafio do legislador e do regulador.&quot;<\/p>\n<p>Na opini&atilde;o de Quadros, o telefone fixo pode ter perdido a atratividade, mas as redes fixas continuam essenciais. Ele acredita que, para aplica&ccedil;&otilde;es mais corriqueiras, como acessar e-mails e navegar na internet, a banda larga do celular atende bem. Mas, no caso de transmiss&otilde;es de dados mais pesadas, acima de 3 Mbps (megabits por segundo), a rede mais apropriada ainda &eacute; a fixa. &quot;O telefone fixo est&aacute; estagnado, mas a rede n&atilde;o&quot;, argumenta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em dez anos, o celular passou de artigo de luxo para o meio de comunica&ccedil;&atilde;o mais popular no Pa&iacute;s. Quando o Sistema Telebr&aacute;s foi privatizado, em 29 de julho de 1998, n&atilde;o existia acesso de banda larga &agrave; internet e havia fila para conseguir o telefone fixo. De l&aacute; para c&aacute;, muita coisa mudou. 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