{"id":21556,"date":"2008-07-22T18:52:40","date_gmt":"2008-07-22T18:52:40","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21556"},"modified":"2008-07-22T18:52:40","modified_gmt":"2008-07-22T18:52:40","slug":"annemberg-diz-que-abta-quer-apenas-condicoes-adequadas-para-concorrencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21556","title":{"rendered":"Annemberg diz que ABTA quer &#8220;apenas condi\u00e7\u00f5es adequadas para concorr\u00eancia&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t-->      <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">Na &uacute;ltima segunda-feira (21), o presidente da empresa de m&iacute;dia Net, Jos&eacute; Felix, disse que caso a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) determine&nbsp;a proibi&ccedil;&atilde;o da cobran&ccedil;a do&nbsp;ponto adicional da TV paga,&nbsp;a Net deixar&aacute; de oferecer o servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>A Anatel havia determinado que o ponto extra n&atilde;o deveria ser cobrado mensalmente e que os consumidores poderiam contratar qualquer empresa para fazer a instala&ccedil;&atilde;o do mesmo. Depois disso, voltou a atr&aacute;s e mudou a interpreta&ccedil;&atilde;o do documento, alegando que n&atilde;o se poderia cobrar mensalmente pelo ponto, mas que os servi&ccedil;os de instala&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o poderiam ser tarifados. Mesmo com a mudan&ccedil;a de leitura do regulamento, a medida gerou pol&ecirc;mica e a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) conseguiu uma liminar que suspendeu o artigo que extinguia a tal cobran&ccedil;a.<\/p>\n<p>Al&eacute;m de se posicionar contra a extin&ccedil;&atilde;o da cobran&ccedil;a do ponto extra,&nbsp;a ABTA tamb&eacute;m discorda do Projeto de Lei 29\/07 que faz a exig&ecirc;ncia de cotas para a produ&ccedil;&atilde;o nacional e uma limita&ccedil;&atilde;o para a publicidade na TV paga. Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Alexandre Annenberg, presidente da ABTA, explica a posi&ccedil;&otilde;es da associa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a essas quest&otilde;es.<\/p>\n<p>Portal IMPRENSA &#8211; A Net, empresa de TV por assinatura, afirmou que caso a Anatel n&atilde;o permita a cobran&ccedil;a do ponto adicional de TV paga, o servi&ccedil;o deixar&aacute; de ser oferecido. A ABTA ap&oacute;ia essa medida?&nbsp; <br \/>Alexandre Annenberg &#8211; Cada operadora de TV por assinatura vai tomar as medidas que julgar necess&aacute;rias, a ABTA n&atilde;o se indisp&otilde;e em rela&ccedil;&atilde;o a isso. Mas o posicionamento do prsidente da Net, Jos&eacute; Felix, faz todo o sentido. Cobran&ccedil;a n&atilde;o &eacute; abusividade, n&atilde;o &eacute; explora&ccedil;&atilde;o. Quando as pessoas pensam em ponto adicional, t&ecirc;m na cabe&ccedil;a a rede telef&ocirc;nica. Ela existe h&aacute; cem anos e nunca se cobrou pela extens&atilde;o. Ent&atilde;o as pessoas deduzem que a TV a cabo deveria ser a mesma coisa, que uma &quot;extens&atilde;o&quot; n&atilde;o deveria ser cobrada. Mas acontece que a rede telef&ocirc;nica &eacute; inerte, s&oacute; se torna ativa quando uma liga&ccedil;&atilde;o &eacute; feita. J&aacute; a rede de TV a cabo tem uma concep&ccedil;&atilde;o diferente. Cada ponto extra &eacute; independente. Por exemplo, enquanto se assiste o canal A no ponto principal, &eacute; poss&iacute;vel usar o ponto adicional para assistir ao canal B ou para acessar a internet. As disponibilidades s&atilde;o independentes, essa &eacute; a complexidade. Existe uma atividade permanente, 24 horas por dia, e toda a atividade de opera&ccedil;&atilde;o de rede tem um custo. N&atilde;o h&aacute; como n&atilde;o cobrar o custo operacional do ponto extra.<\/p>\n<p>Portal IMPRENSA &#8211; E se a Anatel aprovar a proibi&ccedil;&atilde;o da cobran&ccedil;a do ponto adicional,&nbsp;qual ser&aacute; a posi&ccedil;&atilde;o da&nbsp;ABTA? <br \/>Annenberg &#8211; N&oacute;s entramos na Justi&ccedil;a para solicitar &agrave; Anatel uma explica&ccedil;&atilde;o de porque ela considera abusiva a cobran&ccedil;a. H&aacute; vinte anos cobramos ponto extra e a Anatel j&aacute; corroborou essa cobran&ccedil;a, j&aacute; disse algumas vezes que ela se justifica. De uma hora para outra a ag&ecirc;ncia passou a julgar que &eacute; abusiva. E esse pedido na Justi&ccedil;a permitir&aacute; que se saiba pelo menos porque ela considera abusiva. Mas esperamos resolver o impasse, e n&atilde;o tenho d&uacute;vidas que ele vai se resolver com a cobran&ccedil;a do ponto extra.<\/p>\n<p>Portal IMPRENSA &#8211; E o Projeto de Lei 29, que exige cotas de produ&ccedil;&atilde;o nacional e uma limita&ccedil;&atilde;o para a publicidade na TV paga? <br \/>Annenberg &#8211; &Eacute; louv&aacute;vel o objetivo do PL 29. Entretanto, consideramos ineficaz e retr&oacute;grado. &Eacute; claro que queremos aumentar o conte&uacute;do da produ&ccedil;&atilde;o nacional, mas somos contra a imposi&ccedil;&atilde;o de cotas. Elas n&atilde;o garantem a qualidade dos produtos. Com a cota, a TV paga vai ter que encher a grade de lixo e o consumidor vai ter que pagar por isso. Essa decis&atilde;o visa cercear a liberdade de express&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o que o consumidor deve ter. N&atilde;o leva ao que se prop&otilde;e a levar, que &eacute; o aumento do conte&uacute;do nacional de qualidade. N&oacute;s temos algumas propostas alternativas para a quest&atilde;o, como garantir a distribui&ccedil;&atilde;o para o produtor independente atrav&eacute;s de um fundo criado para isso. Seria uma medida mais eficaz e mais simples. Tentar criar um sistema de cotas &eacute; complexo e de pouca viabilidade pr&aacute;tica.<\/p>\n<p>Portal IMPRENSA &#8211; E o PL 29 tem outros problemas?<br \/>Annenberg &#8211; Quando a Lei Geral das Telecomunica&ccedil;&otilde;es foi feita (em 19997, no governo Fernando Henrique Cardoso), o grupo do ministro Sergio Motta estabeleceu princ&iacute;pios como a privatiza&ccedil;&atilde;o e a competi&ccedil;&atilde;o. Hoje, temos que definir quais s&atilde;o os novos princ&iacute;pios, para ent&atilde;o construir um projeto de lei. N&atilde;o se pode colocar o carro na frente dos bois. O projeto de lei 29 cancela o artigo 86 da lei geral, e d&aacute; &agrave;s empresas de telefonia a possibilidade de entrar no novo mercado sem restri&ccedil;&atilde;o. Assim, o monop&oacute;lio que j&aacute; existe na telefonia fixa vai existir na internet, na TV paga. O primeiro cuidado &eacute; estabelecer regras. Dever&iacute;amos estar discutindo de que maneira as teles v&atilde;o entrar, e n&atilde;o as cotas para a produ&ccedil;&atilde;o nacional. N&atilde;o significa que queremos impedir a entrada das teles no mercado, porque &eacute; indiscut&iacute;vel que v&aacute; acontecer; s&oacute; queremos regras e condi&ccedil;&otilde;es adequadas para uma competi&ccedil;&atilde;o e uma concorr&ecirc;ncia equilibrada.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na &uacute;ltima segunda-feira (21), o presidente da empresa de m&iacute;dia Net, Jos&eacute; Felix, disse que caso a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) determine&nbsp;a proibi&ccedil;&atilde;o da cobran&ccedil;a do&nbsp;ponto adicional da TV paga,&nbsp;a Net deixar&aacute; de oferecer o servi&ccedil;o. 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