{"id":21520,"date":"2008-07-14T18:53:04","date_gmt":"2008-07-14T18:53:04","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21520"},"modified":"2008-07-14T18:53:04","modified_gmt":"2008-07-14T18:53:04","slug":"venezuela-investe-milhoes-de-dolares-em-cinema-para-atacar-hollywood","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21520","title":{"rendered":"Venezuela investe milh\u00f5es de d\u00f3lares em cinema para &#8220;atacar&#8221; Hollywood"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"MsoNormal\"><span>O governo venezuelano investiu nos &uacute;ltimos dois anos mais de US$ 40 milh&otilde;es em produ&ccedil;&atilde;o cinematogr&aacute;fica, em uma tentativa de competir com a poderosa ind&uacute;stria de Hollywood e recuperar, assim, a &quot;soberania audiovisual&quot;. O objetivo &eacute; &quot;diversificar, j&aacute; que a cultura imperialista tem uma vis&atilde;o monopolista da distribui&ccedil;&atilde;o, que faz com que Hollywood desembarque na Venezuela com cem c&oacute;pias de seus filmes para 300 salas que existem no pa&iacute;s&quot;, explica Lorena Almarza, diretora da Villa del Cine.<\/p>\n<p>&quot;Durante anos, mais de 80% do cinema que se via na Venezuela vinha de Hollywood&quot;, acrescentou Lorena, durante uma visita &agrave;s instala&ccedil;&otilde;es do centro dirigido por ela.<\/p>\n<p>A Villa del Cine funciona h&aacute; dois anos e &eacute; regida pelas premissas &quot;luzes, c&acirc;mara e revolu&ccedil;&atilde;o&quot;, e pelo pedido do presidente Hugo Ch&aacute;vez para enfrentar a &quot;ditadura de Hollywood&quot;. Para isso, diz Almarza, &eacute; necess&aacute;rio &quot;mudar as refer&ecirc;ncias culturais para que os venezuelanos aprendam a amar seu cinema&quot;. A diretora da Villa del Cine reconhece que &quot;se trata de um processo a longo prazo&quot;.<\/p>\n<p>Desde sua cria&ccedil;&atilde;o, o centro realizou 553 produ&ccedil;&otilde;es, entre longas-metragens, curtas e document&aacute;rios, explicou Lorena, sem especificar o grau de difus&atilde;o das mesmas tanto dentro como fora do pa&iacute;s. No entanto, destacou que nos &uacute;ltimos 24 meses os t&iacute;tulos venezuelanos presentes nas salas de cinema do pa&iacute;s foram mais do que duplicados, passando de 11 para 25, mais da metade deles produzidos pelo organismo dirigido por ela.<\/p>\n<p>A diretora n&atilde;o p&ocirc;de oferecer dados sobre a bilheteria das produ&ccedil;&otilde;es venezuelanas, mas disse que a primeira superprodu&ccedil;&atilde;o, Miranda Regresa, foi vista por 200 mil pessoas. A Villa del Cine, localizada nos arredores de Caracas, j&aacute; foi visitada por v&aacute;rios atores americanos, como Sean Penn, Tim Robbins, Danny Glover e Kevin Spacey, que em geral elogiaram o trabalho realizado no local.<\/p>\n<p>A diretora afirmou que os atores americanos que visitaram a Villa o fizeram &quot;por seu interesse pelo processo bolivariano&quot;. Penn se interessou pela infra-estrutura e a quantidade de gente jovem que trabalha na Villa. Spacey afirmou que seria estupendo que em todo lugar do mundo houvesse uma Villa del Cine, e Robbins buscava cen&aacute;rios des&eacute;rticos para sua pr&oacute;xima produ&ccedil;&atilde;o, relatou Lorena.<\/p>\n<p>A rela&ccedil;&atilde;o com Glover vai al&eacute;m, j&aacute; que o governo alocou uma verba adicional de 38 milh&otilde;es de bol&iacute;vares (US$ 17,83 milh&otilde;es) ao or&ccedil;amento da Villa para a filmagem de um filme que ser&aacute; dirigido por esse ator sobre o l&iacute;der independentista haitiano Fran&ccedil;ois-Dominique Toussaint (1743-1803). Lorena explicou que o financiamento do filme de Glover est&aacute; de acordo com a inten&ccedil;&atilde;o do governo de &quot;recuperar a mem&oacute;ria hist&oacute;rica&quot;, e confirmou que as filmagens ainda n&atilde;o come&ccedil;aram, &agrave; espera da sele&ccedil;&atilde;o dos atores protagonistas do ambicioso projeto.<\/p>\n<p>O financiamento governamental ao filme de Glover foi muito criticado por associa&ccedil;&otilde;es de produtores e autores cinematogr&aacute;ficos venezuelanos, que alegaram que a quantidade concedida ao ator americano equivaleria a tudo o que foi recebido pelos organismos cinematogr&aacute;ficos n&atilde;o-governamentais do pa&iacute;s em cinco anos. Lorena assegurou que &eacute; &quot;prov&aacute;vel&quot; que antes do final do ano cheguem ao pa&iacute;s &quot;outras duas visitas importantes&quot;, convocadas tamb&eacute;m por sua &quot;consci&ecirc;ncia pol&iacute;tica&quot;.<\/p>\n<p><strong>L&iacute;deres nacionais<\/strong><\/p>\n<p>A Villa produziu longas-metragens sobre l&iacute;deres independentistas nacionais, como Francisco de Miranda (1750-1816) e Ezequiel Zamora (1817-1860), al&eacute;m de document&aacute;rios sobre a import&acirc;ncia do petr&oacute;leo e dos desaparecimentos por motivos sociais e pol&iacute;ticos. Tudo isso gra&ccedil;as a um investimento de 90 milh&otilde;es de bol&iacute;vares (cerca de US$ 42 milh&otilde;es), em instala&ccedil;&otilde;es que contam com os &uacute;ltimos avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos, dois est&uacute;dios de filmagem de 420  metros quadrados, &aacute;reas administrativas e de p&oacute;s-produ&ccedil;&atilde;o, e equipamentos de c&acirc;mera, ilumina&ccedil;&atilde;o, &aacute;udio e v&iacute;deo.<\/p>\n<p>&quot;Percebemos que seria maravilhoso para n&oacute;s que a cultura tamb&eacute;m fosse considerada uma &aacute;rea de investimento&quot;, relatou Lorena, que explica que em virtude da Lei do Cinema aprovada em 2005 se conseguiu &quot;garantir que nos espa&ccedil;os de exibi&ccedil;&atilde;o sempre haja produ&ccedil;&atilde;o venezuelana&quot;.<\/p>\n<p>Lorena defendeu que na Villa del Cine tamb&eacute;m s&atilde;o produzidos t&iacute;tulos independentes, fruto de &quot;concursos de id&eacute;ias&quot;.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo venezuelano investiu nos &uacute;ltimos dois anos mais de US$ 40 milh&otilde;es em produ&ccedil;&atilde;o cinematogr&aacute;fica, em uma tentativa de competir com a poderosa ind&uacute;stria de Hollywood e recuperar, assim, a &quot;soberania audiovisual&quot;. 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