{"id":21514,"date":"2008-07-11T19:26:51","date_gmt":"2008-07-11T19:26:51","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21514"},"modified":"2008-07-11T19:26:51","modified_gmt":"2008-07-11T19:26:51","slug":"midia-governo-2-uma-camera-na-mao-irresponsabilidade-na-cabeca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21514","title":{"rendered":"M\u00eddia &#038; Governo 2: Uma c\u00e2mera na m\u00e3o, irresponsabilidade na cabe\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\" align=\"left\">Sobre o artigo &quot;Angu-de-caro&ccedil;o em Minas Gerais&quot;, publicado no Observat&oacute;rio da Imprensa em 8\/7\/2008 de autoria de Daniel Flor&ecirc;ncio, a Superintend&ecirc;ncia de Imprensa do Governo de Minas vem se pronunciar em raz&atilde;o da grave acusa&ccedil;&atilde;o de cerceamento &agrave; imprensa formulada pelo autor, que assina tamb&eacute;m o v&iacute;deo &ldquo;<em>Gagged in Brazil&rdquo;.<\/em><\/p>\n<p>Em seu trabalho veiculado na internet e fartamente distribu&iacute;do por meio de e-mails de servidores gratuitos, Daniel Flor&ecirc;ncio afirma que &quot;recentemente&quot; existiram rumores de que o governador A&eacute;cio Neves &quot;tem suprimido a liberdade de imprensa no Estado&quot;. N&atilde;o h&aacute; rumores recentes. O que existiu &ndash; e &eacute; de conhecimento de todos os profissionais de imprensa que realizaram a cobertura jornal&iacute;stica das elei&ccedil;&otilde;es de 2006 &#8211; &eacute; um v&iacute;deo produzido naquele ano, lan&ccedil;ado na internet como arma de campanha da oposi&ccedil;&atilde;o nas elei&ccedil;&otilde;es para governador, com ampla divulga&ccedil;&atilde;o e espa&ccedil;o no programa do hor&aacute;rio eleitoral gratuito.<\/p>\n<p><em>&ldquo;Gagged in Brazil&rdquo;<\/em>, publicado neste ano no You Tube, basicamente reedita as imagens e depoimentos da produ&ccedil;&atilde;o realizada em 2006 e, o mais grave, descumpre os procedimentos m&iacute;nimos necess&aacute;rios a um trabalho que pretenda tratar de fatos reais veiculando acusa&ccedil;&otilde;es falsas. &Eacute; como se o c&eacute;lebre slogan de Glauber Rocha pudesse ser tristemente atualizado para: uma c&acirc;mera na m&atilde;o e nenhuma responsabilidade na cabe&ccedil;a. <\/p>\n<p>Vamos aos procedimentos adotados pelo autor.<\/p>\n<p>O v&iacute;deo afirma &quot;ser dif&iacute;cil encontrar qualquer not&iacute;cia negativa sobre o governador&quot;, mas Daniel Flor&ecirc;ncio n&atilde;o realizou qualquer pesquisa sobre o notici&aacute;rio publicado no pa&iacute;s ou em Minas em qualquer per&iacute;odo de tempo, ou mesmo utilizou qualquer crit&eacute;rio que possa ser considerado como base de pesquisa para a acusa&ccedil;&atilde;o que faz. Simplesmente editou recortes de jornais e mat&eacute;rias de TV, coletados aleatoriamente. Uma an&aacute;lise de conte&uacute;do e de compara&ccedil;&atilde;o entre a cobertura oferecida por ve&iacute;culos de diversos estados seria suficiente para jogar por terra a afirma&ccedil;&atilde;o feita.<\/p>\n<p><em>&quot;Gagged in Brazil&quot; <\/em>exibe dois depoimentos que seriam de supostos jornalistas, embora n&atilde;o tragam qualquer identifica&ccedil;&atilde;o de nomes, fun&ccedil;&otilde;es, local ou cidade onde teriam ocorrido. O autor do v&iacute;deo usa do recurso de distor&ccedil;&atilde;o de voz e imagem pretensamente para proteger suas &quot;testemunhas&quot;. Num deles, de um suposto jornalista da Rede Globo, afirma-se que todas as mat&eacute;rias sobre o governo de Minas s&atilde;o revisadas pelas chefias. Ora, n&atilde;o apenas as mat&eacute;rias sobre o governo de Minas s&atilde;o revisadas. Em qualquer ve&iacute;culo, os editores revisam mat&eacute;rias sobre acidentes de tr&acirc;nsito, resultados do futebol, ocorr&ecirc;ncias policiais ou agenda cultural &ndash; sem que isso se caracterize ato de censura. &Eacute; assim em Belo Horizonte, no Rio, S&atilde;o Paulo, Londres, Nova York&#8230; O rep&oacute;rter apura e redige; o editor edita.<\/p>\n<p>Os &uacute;nicos depoimentos de jornalistas claramente exibidos s&atilde;o c&oacute;pia do v&iacute;deo de 2006. E n&atilde;o merecem credibilidade alguma, j&aacute; que foram renegados pelos entrevistados. Os jornalistas Marco Nascimento e Ugo Braga gravaram, ainda naquele ano, depoimentos acusando ter havido edi&ccedil;&atilde;o enganosa de suas falas, com vistas a provocar distor&ccedil;&atilde;o de entendimento.<\/p>\n<p>Daniel Flor&ecirc;ncio, que gosta de produzir document&aacute;rios sobre &eacute;tica e comunica&ccedil;&atilde;o, abandonou a &eacute;tica na cria&ccedil;&atilde;o de <em>&ldquo;Gagged in Brazil&rdquo;<\/em>. Ele sonega &agrave; sua audi&ecirc;ncia a informa&ccedil;&atilde;o de que o v&iacute;deo foi contestado pelos pr&oacute;prios entrevistados e, contrariando outra regra b&aacute;sica, n&atilde;o se preocupou em ouvir pessoalmente os dois &uacute;nicos jornalistas poss&iacute;veis de serem identificados em seu trabalho. <\/p>\n<p>O v&iacute;deo traz um quinto depoimento com cr&iacute;ticas ao governador de Minas, todas elas inerentes ao debate pol&iacute;tico-ideol&oacute;gico. Entre as quais, a de que ele &quot;representa a direita conservadora a servi&ccedil;o da privatiza&ccedil;&atilde;o de todos os servi&ccedil;os&quot;.<\/p>\n<p>Por fim, <em>&quot;Gagged in Brazil&quot;<\/em> trata equivocadamente informa&ccedil;&otilde;es sobre investimentos financeiros feitos pelo governo na &aacute;rea de comunica&ccedil;&atilde;o, utilizando a moeda americana, mas sem considerar a varia&ccedil;&atilde;o cambial do per&iacute;odo, gerando uma grave distor&ccedil;&atilde;o na informa&ccedil;&atilde;o apresentada.<\/p>\n<p>Mesmo n&atilde;o sendo jornalista, como afirma em seu artigo, &eacute; inaceit&aacute;vel que o autor n&atilde;o se sinta eticamente obrigado as ouvir as fontes que utilizou, checar dados ou confirmar n&uacute;meros antes de dar eles publicidade.<\/p>\n<p>Flor&ecirc;ncio fez contato com a Assessoria de Imprensa do Governo de Minas solicitando posicionamento oficial em agosto de 2007, quando afirmou estar em Londres, onde residia. Mesmo tendo assegurado ter estado em Belo Horizonte durante a produ&ccedil;&atilde;o de seu v&iacute;deo, em nenhum momento de sua estada procurou o governo de Minas para grava&ccedil;&atilde;o ou coleta de depoimento. O produtor tamb&eacute;m n&atilde;o veiculou o teor da nota enviada pelo governo do Estado, por e-mail, em 31 de agosto de 2007.<\/p>\n<p>Nos exatos 7.199 caracteres de seu texto para o Observat&oacute;rio da Imprensa, o autor do v&iacute;deo n&atilde;o respondeu a nenhuma das contesta&ccedil;&otilde;es feitas ao trabalho. Vale destacar que ele pr&oacute;prio manifesta, no seu artigo, estranheza com a forma r&aacute;pida, intensa e antinatural com que o trabalho foi distribu&iacute;do pela internet.<\/p>\n<p>O governo de Minas acompanha com aten&ccedil;&atilde;o as cr&iacute;ticas publicadas pela imprensa, mesmo porque elas servem de balizamento para a corre&ccedil;&atilde;o de rumos na administra&ccedil;&atilde;o estadual. A rela&ccedil;&atilde;o entre ve&iacute;culos de imprensa e diversas inst&acirc;ncias de governo &#8211; municipais, estaduais ou federal &#8211; tem sido tema de importantes discuss&otilde;es. A internet &ndash; espa&ccedil;o democr&aacute;tico e prop&iacute;cio ao debate &#8211; est&aacute; repleta de questionamentos dessa natureza. &Eacute; necess&aacute;rio, no entanto, discernir o leg&iacute;timo e necess&aacute;rio debate de insinua&ccedil;&otilde;es que afetam a honra pessoal e profissional de tantas pessoas.<\/p>\n<p><em>* Hugo Teixeira &eacute; superintendente de Imprensa do Governo de Minas Gerais.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sobre o artigo &quot;Angu-de-caro&ccedil;o em Minas Gerais&quot;, publicado no Observat&oacute;rio da Imprensa em 8\/7\/2008 de autoria de Daniel Flor&ecirc;ncio, a Superintend&ecirc;ncia de Imprensa do Governo de Minas vem se pronunciar em raz&atilde;o da grave acusa&ccedil;&atilde;o de cerceamento &agrave; imprensa formulada pelo autor, que assina tamb&eacute;m o v&iacute;deo &ldquo;Gagged in Brazil&rdquo;. 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