{"id":21509,"date":"2008-07-11T16:20:48","date_gmt":"2008-07-11T16:20:48","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21509"},"modified":"2008-07-11T16:20:48","modified_gmt":"2008-07-11T16:20:48","slug":"projeto-dos-cibercrimes-garante-liberdade-com-seguranca-diz-mercadante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21509","title":{"rendered":"Projeto dos cibercrimes garante &#8220;liberdade com seguran\u00e7a&#8221;, diz Mercadante"},"content":{"rendered":"\n<p>O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) disse nesta quinta-feira (10) que o projeto de lei para os crimes cometidos por meio de computadores, aprovado nesta quarta-feira (9) pelo Plen&aacute;rio do Senado, equilibra-se entre o desejo de liberdade dos usu&aacute;rios de inform&aacute;tica e a necessidade de seguran&ccedil;a por parte dos cidad&atilde;os, do Estado e das empresas.<\/p>\n<p>Relator da mat&eacute;ria na Comiss&atilde;o de Assuntos Econ&ocirc;micos (CAE), o parlamentar tem procurado desestimular as interpreta&ccedil;&otilde;es de que a lei vai dificultar a navega&ccedil;&atilde;o dos internautas em busca de conhecimento, divers&atilde;o, trabalho ou neg&oacute;cios.<\/p>\n<p>&quot;S&oacute; estamos tipificando o crime de invas&atilde;o de redes ou sistemas e o acesso, sem autoriza&ccedil;&atilde;o, a dados e informa&ccedil;&otilde;es protegidos. No mais, os internautas poder&atilde;o circular &agrave; vontade &#8211; explicou o senador, em refer&ecirc;ncia &agrave; proposta substitutiva ao Projeto de Lei da C&acirc;mara (PLC) 89\/03 e outros dois projetos correlatos. Como foi modificada no Senado, a mat&eacute;ria volta &agrave; C&acirc;mara dos Deputados para decis&atilde;o terminativa, ainda que aquela Casa fa&ccedil;a eventuais mudan&ccedil;as de conte&uacute;do ou reda&ccedil;&atilde;o.&quot;<\/p>\n<p>Mercadante argumenta que o Congresso Nacional n&atilde;o poderia deixar de legislar sobre esse grande instrumento de trocas na sociedade contempor&acirc;nea e que tamb&eacute;m se apresenta como um espa&ccedil;o para atos lesivos. Ele mencionou o caso da divulga&ccedil;&atilde;o na Internet de fotos da necropsia de Maria Cl&aacute;udia Siqueira Del&#39;Isola, assassinada no ano de 2004, em Bras&iacute;lia, por um jurado que participou do julgamento dos acusados do crime.<\/p>\n<p>&quot;At&eacute; hoje, a Justi&ccedil;a tem dificuldade em punir o respons&aacute;vel pela divulga&ccedil;&atilde;o das fotos na Internet porque o crime ainda n&atilde;o est&aacute; previsto em lei&quot;, lamentou o senador.<\/p>\n<p>Mercadante lembrou que o estelionato, por exemplo, j&aacute; est&aacute; tipificado no C&oacute;digo Penal, mas nesse texto legal n&atilde;o se faz refer&ecirc;ncia aos atos dessa natureza que j&aacute; s&atilde;o comuns no chamado e-com&eacute;rcio &#8211; as compras e vendas via Internet.<\/p>\n<p>O mesmo ocorre em rela&ccedil;&atilde;o a algu&eacute;m que espalha um v&iacute;rus, denominado no projeto como &quot;c&oacute;digo malicioso&quot;, provocando danos materiais, pessoais e intelectuais de pequena e grande dimens&atilde;o: desde um &aacute;lbum de fotos de fam&iacute;lia perdido at&eacute; uma pesquisa universit&aacute;ria de v&aacute;rios anos que &eacute; repentinamente &quot;deletada&quot;.<\/p>\n<p>&quot;Atualmente, as disputas judiciais nesse campo s&atilde;o dif&iacute;ceis, sem instrumentos que agilizem as decis&otilde;es dos tribunais. Estamos dependendo de legisla&ccedil;&atilde;o difusa&quot;, observou o senador.<\/p>\n<p>A pedofilia &eacute; um exemplo t&iacute;pico. J&aacute; havia a possibilidade de punir algu&eacute;m por difundir imagens de crian&ccedil;as associadas &agrave; pornografia e ao sexo expl&iacute;cito, mas continuava indefinido o que fazer em rela&ccedil;&atilde;o a quem baixasse arquivos de pedofilia ou os armazenasse em sites, p&aacute;ginas ou blogs. Agora, essa conduta tamb&eacute;m est&aacute; tipificada no projeto.<\/p>\n<p>Para chegar a um texto equilibrado, Mercadante negociou com diversos setores mudan&ccedil;as no projeto da C&acirc;mara e no substitutivo aprovado na Comiss&atilde;o de Constitui&ccedil;&atilde;o, Justi&ccedil;a e Cidadania (CCJ), onde foi relatado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Entre as institui&ccedil;&otilde;es e entidades consultadas est&atilde;o o Servi&ccedil;o Federal de Processamento de Dados (Serpro); a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira dos Provedores de Acesso, Servi&ccedil;os e Informa&ccedil;&otilde;es da Rede Internet (Abranet); a Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro; o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a; o Minist&eacute;rio P&uacute;blico; e a Pol&iacute;cia Federal.<\/p>\n<p>&quot;Recebemos muitas cr&iacute;ticas e sugest&otilde;es e agora a mat&eacute;ria ser&aacute; debatida novamente na C&acirc;mara, mas penso que a tramita&ccedil;&atilde;o deve ser r&aacute;pida porque o assunto est&aacute; bem amadurecido&quot;, opinou Mercadante.<\/p>\n<p>De qualquer forma, o projeto n&atilde;o esgota todas as quest&otilde;es relativas ao mundo virtual. O parlamentar petista contesta os especialistas que situam na esfera do projeto os downloads de m&uacute;sica em arquivos como os de MP3.<\/p>\n<p>&quot;Desde que o acesso a um site ou a uma rede n&atilde;o seja restrito, as trocas de arquivos n&atilde;o configuram crime&quot;, disse o senador, observando que a mat&eacute;ria aprovada pelo Senado n&atilde;o toca na pol&ecirc;mica dos direitos autorais.<\/p>\n<p>O projeto, entretanto, disciplina outro tema controverso: o da investiga&ccedil;&atilde;o de provedores que abriguem material criminoso, como imagens de pedofilia, manifesta&ccedil;&otilde;es de preconceito e incita&ccedil;&atilde;o ao racismo. Para evitar que os provedores tivessem que guardar por tr&ecirc;s anos tudo o que circulasse por sua rede, os senadores mudaram o projeto original, ao obrigar ao armazenamento, pelo mesmo per&iacute;odo, apenas dos chamados &quot;logs&quot; de acesso, ou seja, os registros de quem entrou e em que data. A localiza&ccedil;&atilde;o do endere&ccedil;o f&iacute;sico do usu&aacute;rio criminoso ficar&aacute; por conta das investiga&ccedil;&otilde;es policiais.<\/p>\n<p>Os provedores s&oacute; ser&atilde;o obrigados a manter em seus arquivos material apontado pelas autoridades judiciais como necess&aacute;rio a investiga&ccedil;&otilde;es. Os provedores ser&atilde;o obrigados, ainda, a encaminhar ao poder p&uacute;blico, de maneira sigilosa, den&uacute;ncias de crimes que lhe forem feitas.<\/p>\n<p>&quot;O papel dos provedores n&atilde;o &eacute; o de censura ou de pol&iacute;cia&quot;, esclareceu Mercadante.<\/p>\n<p>Quanto &agrave; responsabilidade das casas que oferecem acesso &agrave; Internet e a jogos eletr&ocirc;nicos, conhecidas como lan houses, o senador disse ser de opini&atilde;o que elas passem a identificar criteriosamente os seus clientes, assinalando os hor&aacute;rios de passagem pelo servi&ccedil;o, para n&atilde;o terem de se responsabilizar por crimes cometidos a partir desses computadores.<\/p>\n<p>&quot;Com um mercado de computadores que, s&oacute; em 2008, cresceu em mais 13 milh&otilde;es de unidades, o Brasil precisa adotar o quanto antes normas que j&aacute; est&atilde;o em uso em outras partes do mundo, como na Uni&atilde;o Europ&eacute;ia (UE)&quot;, defendeu o parlamentar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) disse nesta quinta-feira (10) que o projeto de lei para os crimes cometidos por meio de computadores, aprovado nesta quarta-feira (9) pelo Plen&aacute;rio do Senado, equilibra-se entre o desejo de liberdade dos usu&aacute;rios de inform&aacute;tica e a necessidade de seguran&ccedil;a por parte dos cidad&atilde;os, do Estado e das empresas. Relator &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21509\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Projeto dos cibercrimes garante &#8220;liberdade com seguran\u00e7a&#8221;, diz Mercadante<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[801],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21509"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21509"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21509\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21509"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21509"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21509"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}