{"id":21507,"date":"2008-07-11T13:28:57","date_gmt":"2008-07-11T13:28:57","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21507"},"modified":"2008-07-11T13:28:57","modified_gmt":"2008-07-11T13:28:57","slug":"projeto-de-controle-da-internet-gera-protestos-e-custos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21507","title":{"rendered":"Projeto de controle da Internet gera protestos e custos"},"content":{"rendered":"<p> \t \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t-->Estimativas da Abranet, associa&ccedil;&atilde;o que representa 1.700 provedores de Internet do pa&iacute;s, apontam que o custo para a manuten&ccedil;&atilde;o dos dados de acesso dos internautas por tr&ecirc;s anos ser&aacute; de cerca de R$ 45 milh&otilde;es.<\/p>\n<p>O controle de acessos -pela identifica&ccedil;&atilde;o do IP do usu&aacute;rio (IP &eacute; o &quot;RG digital&quot; de cada computador que se liga &agrave; rede) e do hor&aacute;rio de in&iacute;cio e t&eacute;rmino da conex&atilde;o- ser&aacute; obriga&ccedil;&atilde;o dos provedores, caso o projeto do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), aprovado h&aacute; dois dias, seja sancionado.<\/p>\n<p>De acordo com o projeto, empresas de todos os portes e &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos tamb&eacute;m ter&atilde;o de investir para preservar os registros de conex&otilde;es de todos os seus funcion&aacute;rios a partir de sua rede.<\/p>\n<p>&quot;Se elas n&atilde;o tiverem esses dados, podem ser responsabilizadas se um funcion&aacute;rio praticar crime durante o trabalho&quot;, diz Demi Getschko, um dos integrantes do CGI (Comit&ecirc; Gestor da Internet, que coordena a Internet no pa&iacute;s). Os provedores s&atilde;o respons&aacute;veis pelo acesso at&eacute; a &quot;porta&quot; das empresas. &quot;L&aacute; dentro &eacute; com elas,&quot; afirma.<\/p>\n<p>O projeto determina ainda que os provedores gravem conte&uacute;dos (e-mails ou conversas instant&acirc;neas) mediante pedido judicial. Eles tamb&eacute;m ter&atilde;o de denunciar crimes &agrave;s autoridades. &quot;O projeto melhorou [em rela&ccedil;&atilde;o ao texto anterior], mas tentam conferir aos provedores um papel policialesco&quot;, diz Eduardo Parajo, presidente da Abranet. &quot;N&atilde;o h&aacute; como os provedores checarem todas as den&uacute;ncias recebidas. Isso j&aacute; &eacute; feito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas de racismo e &agrave; pedofilia. Agora querem incluir todo o resto,&quot; diz.<\/p>\n<p>Nos blogs especializados e nas comunidades da Internet, o projeto de Azeredo &eacute; acusado de for&ccedil;ar os provedores a serem &quot;dedos-duros&quot;, g&iacute;ria que traduz uma den&uacute;ncia gratuita sem ter, necessariamente, respaldo. &quot;Den&uacute;ncias de crime t&ecirc;m de ser feitas &agrave; pol&iacute;cia&quot;, diz Getschko.<\/p>\n<p>A preocupa&ccedil;&atilde;o dos internautas se refere, principalmente, &agrave; troca de arquivos em redes P2P (peer-to-peer), que permitem o compartilhamento de m&uacute;sicas e v&iacute;deos. Nessas redes, &eacute; maior a chance de viola&ccedil;&atilde;o de direitos autorais. &quot;Esse neg&oacute;cio de proibir baixar arquivos de m&uacute;sica nunca houve. Nosso objetivo &eacute; dar mais seguran&ccedil;a para quem usa a Internet&quot;, diz Azeredo.<\/p>\n<p>Segundo ele, o projeto tenta controlar o acesso, e n&atilde;o o conte&uacute;do. Para o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que fez 32 emendas ao projeto, o que est&aacute; em jogo &eacute; a defini&ccedil;&atilde;o dos crimes pela Internet, como a pedofilia. &quot;Com a inclus&atilde;o digital, 55 mil escolas p&uacute;blicas ter&atilde;o acesso &agrave; banda larga&quot;, afirma Mercadante. &quot;&Eacute; preciso seguran&ccedil;a.&quot;<\/p>\n<p>Nos EUA e na Europa o armazenamento de &quot;logs&quot; (como s&atilde;o conhecidos os dados de acesso) n&atilde;o &eacute; obrigat&oacute;rio. Na Europa, h&aacute; apenas uma recomenda&ccedil;&atilde;o para que seja feito o registro por tr&ecirc;s meses.<\/p>\n<p>O projeto do senador Azeredo segue para a C&acirc;mara dos Deputados sem consenso. Muitos deputados duvidam de que seja aprovado antes de outubro. J&uacute;lio Semeghini (PSDB-SP) garante que vai trabalhar para acelerar os tr&acirc;mites at&eacute; setembro. &quot;Quero trabalhar para [o projeto] estar nas m&atilde;os do presidente Lula para san&ccedil;&atilde;o at&eacute; outubro&quot;, diz Semeghini.<\/p>\n<p>Miro Teixeira (PDT-RJ) afirma que ainda deve haver uma &quot;batalha&quot; em torno do assunto. &quot;&Eacute; in&uacute;til tentar controlar a Internet, e j&aacute; temos defini&ccedil;&otilde;es de crimes, que se aplicam a qualquer meio&quot;, afirma. &quot;Pedofilia &eacute; pedofilia, n&atilde;o importa se via fax, carta, Internet ou pessoalmente,&quot; diz Teixeira.<\/p>\n<p>Na C&acirc;mara dos Deputados, o projeto chega com regime de urg&ecirc;ncia, o que significa que ele pode ser votado diretamente no plen&aacute;rio, sem passar pelas comiss&otilde;es de m&eacute;rito, como a de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia e a de Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estimativas da Abranet, associa&ccedil;&atilde;o que representa 1.700 provedores de Internet do pa&iacute;s, apontam que o custo para a manuten&ccedil;&atilde;o dos dados de acesso dos internautas por tr&ecirc;s anos ser&aacute; de cerca de R$ 45 milh&otilde;es. 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